Categoria: Infeccções Perinatais Crônicas: Discussão com a Dra. Liu Campello Porto

Alojamento Conjunto em tempos de COVID-19

Alojamento Conjunto em tempos de COVID-19

Carlos Moreno Zaconeta.

Até o momento não existe documentação de transmissão pelo leite materno. Afim com o CDC norte americano e o RCOG de Londres, a SBP recomenda a amamentação em mães suspeitas ou infectadas e orienta   que  ao amamentar a mãe deve lavar AS MÃOS antes de tocar no bebê na hora da mamada, USAR MÁSCARA FACIAL DURANTE A AMAMENTAÇÃO. O Aleitamento Materno deve ser a primeira opção de alimentação para RN de mãe com suspeita ou confirmação de COVID 19

Uso de filtros Bacterianos/Virais nos equipamentos para suporte respiratório no Período Neonatal – Orientações Práticas

Uso de filtros Bacterianos/Virais nos equipamentos para suporte respiratório no Período Neonatal – Orientações Práticas

Departamento Científico de Neonatologia

Presidente: Maria Albertina Santiago Rego
Secretária: Lilian Santos Rodrigues Sadeck

Conselho Científico: Alexandre Lopes Miralha, Danielle Cintra Bezerra Brandão,
Laura de Fátima Afonso Dias, Leila Denise Cesário Pereira,
Lícia Maria Oliveira Moreira, Marynea Silva do Vale,
Salma Saraty Malveira, Silvana Salgado Nader

Autores: Milton Harumi Miyoshi, Ruth Guinsburg,
Maria Fernanda Branco de Almeida

 

COVID-19 neonatal: poucas evidências e necessidade de mais informacões (Neonatal COVID-19: little evidence and the need for more information)

COVID-19 neonatal: poucas evidências e necessidade de mais informacões (Neonatal COVID-19: little evidence and the need for more information)

Renato Soibelmann Procianoy, Rita C. Silveira, Paolo Manzoni, Guilherme Sant’Anna. Neonatal COVID‐19: little evidence and the need for more information Jornal de Pediatria (Versão em Português), Volume 96, Issue 3, May–June 2020, Pages 269-272. Download PDF. Artigo Integral!

 

Com base nos relatos disponíveis (até o momento da redacão deste editorial) e nos dados científicos relatados pela China, Itália e pelos Estados Unidos, recém-nascidos parecem ser significativamente menos afetados pela COVID-19 do que os adultos. No entanto, a falta de evidências de alta qualidade para essa situacão e o ritmo constante de informacões novas e conflitantes têm sido um desafio geral para todas as especialidades médicas, inclusive a terapia intensiva neonatal. Em realidade, o conhecimento atual sobre infeccão por coronavírus 2 (SARS-CoV-2) na síndrome respiratória aguda grave neonatal é limitado. Portanto, várias perguntas permanecem sem resposta e, ao mesmo tempo, a comunidade neonatal precisa agir. Não é de surpreender que isso tenha causado um estresse significativo entre os prestadores de cuidados de saúde neonatal. Em todo o mundo, vários grupos importantes têm trabalhado diligentemente no desenvolvimento de protocolos e diretrizes para a COVID-19 neonatal.No Brasil, um número significativo de documentos sobre esse assunto foi produzido rapidamente por entidades nacionais como a Sociedade Brasileira de Pediatria, o Ministério da Saúde e o Programa de Reanimacão Neonatal. Sem dúvida, essas são etapas críticas e fundamentais na luta contra a COVID-19, mas, dada a constante atualizacão e algumas informacões conflitantes, os profissionais de saúde enfrentam dificuldades para determinar as melhores diretrizes locais. Para tornar as coisas ainda mais desafiadoras, notícias diárias (e muitas vezes não científicas) são divulgadas pela imprensa.

 

Barreira durante a Intubação Endotraqueal

Barreira durante a Intubação Endotraqueal

N Engl J Med. 2020 Apr 3. doi: 10.1056/NEJMc2007589. [Epub ahead of print] Barrier Enclosure during Endotracheal Intubation. Canelli R1Connor CWGonzalez MNozari AOrtega R.PMID:32243118.DOI:10.1056/NEJMc2007589. Artigo Livre!

Realizado por Paulo R. Margotto

Clínicos com acesso inadequado ao equipamento de proteção individual (EPI) padrão foram compelidos a improvisar os compartimentos de barreira protetora para uso durante a intubação endotraqueal. Os autores descrevem  uma dessas barreiras que é facilmente fabricada e pode ajudar a proteger os médicos durante este procedimento. A barreira estudada era uma “caixa de aerossol” 1, que consiste em um cubo de plástico transparente projetado para cobrir a cabeça de um paciente e que incorpora duas portas circulares através das quais as mãos do clínico são passadas para realizar a procedimento das vias aéreas.

Possível transmissão vertical de SARS-CoV-2 de uma mãe infectada para seu recém-nascido (Comentários do Dr. Guilherme Sant´Anna, Canadá)

Possível transmissão vertical de SARS-CoV-2 de uma mãe infectada para seu recém-nascido (Comentários do Dr. Guilherme Sant´Anna, Canadá)

Possible Vertical Transmission of SARS-CoV-2  From an Infected Mother to Her Newborn.

Possible Vertical Transmission of SARS-CoV-2 From an …

Lan Dong, MD, Jinhua Tian, MD, Songming He, MD, Chuchao Zhu, MD, Jian Wang, MD, Chen Liu, MD, Jing Yang, MD

Realizado por Paulo R. Margotto

Um recém-nascido nascido de mãe com COVID-19 apresentou níveis elevados de anticorpos e resultados anormais nos testes de citocinas 2 horas após o nascimento. O nível elevado de anticorpos IgG sugere que o recém-nascido foi infectado no útero. Os anticorpos IgM não são transferidos para o feto pela placenta. O bebê poderia estar potencialmente exposto por 23 dias a partir do momento do diagnóstico da COVID-19 até o parto.

Os resultados laboratoriais que exibem inflamação e lesão hepática indiretamente apoiam a possibilidade de transmissão vertical. Embora a infecção no momento do parto não possa ser descartada, os anticorpos IgM geralmente não aparecem até 3 a 7 dias após a infecção e a IgM elevada no neonato era evidente em uma amostra de sangue colhida 2 horas após o nascimento.

Além disso, as secreções vaginais da mãe eram negativas para SARS-CoV-2. O teste de RT-PCR repetidamente negativo da criança nos swabs nasofaríngeos é difícil de explicar, embora esses testes nem sempre sejam positivos com a infecção. Os anticorpos IgG podem ser transmitidos ao feto através da placenta e aparecer depois da IgM. Portanto, a elevação do nível da  IgG pode refletir infecção materna ou infantil.

INFECÇÃO PERINATAL PELO NOVO CORONAVÍRUS-2019

INFECÇÃO PERINATAL PELO NOVO CORONAVÍRUS-2019

Paulo R. Margotto. Capítulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, Editado por Paulo R. Margotto, 2020, no Prelo

Desde dezembro de 2019, a nova infecção por coronavírus mostra as características epidemiológicas clínicas da disseminação rápida e a capacidade de infectar uma população em geral suscetível. A Doença de Coronavírus 2019 (COVID-19) é uma doença emergente com um rápido aumento de 51 casos e mortes desde a sua primeira identificação em Wuhan, China, em dezembro de 2019. Dados limitados estão disponíveis sobre o COVID-19 durante a gravidez; no entanto, informações sobre doenças associadas com outros coronavírus altamente patogênicos (isto é, síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) pode fornecer informações sobre os efeitos do COVID-19 durante a gravidez. O tipo de pneumonia causada pelo COVID-19 é uma doença altamente infecciosa. Até 19 de fevereiro de 2020, mais de 70000 casos de COVID-19 foram confirmados em laboratório com mais de 1800 MORTES. O surto em curso foi declarado pela Organização Mundial da Saúde como uma emergência global de saúde pública.O agente patogênico pertence à coronavírus de tipo β (2019 novo coronavírus, 2019-nCoV).

A infecção perinatal pelo 2019-nCoV pode ter efeitos adversos em recém-nascidos, causando problemas, tais como angústia fetal, trabalho de parto prematuro, angústia respiratória, trombocitopenia acompanhada de alterações na função hepática e até a morte. No entanto, a transmissão vertical de 2019-nCoV ainda está para ser confirmada.

Esse Capítulo foi realizado com bases   nas últimas evidências publicadas até agora em março, abordando o Cuidado com a Gestante e Recém-Nascido, esclarecendo pontos polêmicos, incluindo o aleitamento materno,  o tempo do clampeamento do cordão umbilical (até o dia de hoje, não há evidência de transmissão vertical do  novo coronavírus), embora todos nós saibamos que devido a limitação dos casos em recém-nascidos e evidências para COVID-19 neonatal, essas propostas deverão sofrer mudanças com base em evidências clínicas acumuladas e experiência.

CASO CLÍNICO: Toxoplasmose Congênita em Mãe Imune

CASO CLÍNICO: Toxoplasmose Congênita em Mãe Imune

Naima Hamidah (HRAN/SES/DF), Paulo R. Margotto (HMIB/SES/DF/Maternidade Brasília).

Chama atenção que segundo o Protocolo de Toxoplasmose Congênita do Ministério da Saúde (BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido. Guia para os profissionais de Saúde. Cuidados Gerais. vol 1, Brasília, 2011, p. 195), as gestantes classificadas como imunes, não continuarāo a ser investigadas durante o pré-natal nem receberāo tratamento, pois, classicamente, a toxoplasmose nāo é transmitida ao concepto por gestantes imunes. Nesse, a sorologia para Toxoplasmose no 1º Trimestre mostrou IgG (10,14/ml) + IgM neg, sendo considerada mãe imune; ultrassom morfológico com 23 semanas foi considerado normal e 1 dia antes do nascimento “holoprosencefalia”.  A sorologia do bebê para Toxoplasmose, aos 4 dias de vida  mostrou: IgM positiva    (IgM 26,46) e IgG de 1031,7/ml). Tanto a ecografia como a tomografia mostraram grave destruição cerebral; estudo francês de Valdès V et al explicam a infecção toxoplásmica em um ambiente imunocompetente: (a) maciça re-infestação parasitária em particular após encontros repetidos com gatos ou após ingestões de carne mal cozida; (b) re-infestação com uma cepa particularmente virulenta; (c)  uma recontaminação por uma estirpe parasitária diferente; (d) infecção fetal de focos parasitários uterinos. A Dra. Liu Campelo Porto descreveu 7  casos de Toxoplasmose congênita e mães imune e enfoca a necessidade de rever os protocolos de acompanhamento das gestantes imunes à Toxoplasmose. Especificamente para esse caso não descarta a possibilidade IgM falso negativa no 1º trimestre e para isso seria necessário quantificar o IgG da gestante. Dra. Lícia Moreira (Bahia) também não descarta a possibilidade de exame falso negativo ou a gestante se infectou logo após essa sorologia e contaminou o feto, além da possibilidade de infecção por outra cepa.

Toxoplasmose congênita por reinfecção materna durante a gravidez

Toxoplasmose congênita por reinfecção materna durante a gravidez

[Congenital toxoplasmosis due to maternal reinfection during pregnancy].Valdès V, Legagneur H, Watrin V, Paris L, Hascoët JM.Arch Pediatr. 2011 Jul;18(7):761-3.doi:10.1016/j.arcped.2011.04.011. Epub 2011 May 19. French.PMID: 21600743.Similar articles.

Realizado por Paulo R. Margotto

A ocorrência de uma toxoplasmose congênita em um recém-nascido cuja mãe foi imunizada contra a toxoplasmose bem antes da gravidez é excepcional. Várias hipóteses são possíveis para explicar a infecção toxoplásmica em um ambiente imunocompetente:

 

– uma maciça re-infestação parasitária em particular após encontros repetidos com gatos [6] ou após ingestões de carne mal cozida ;

-re-infestação com uma cepa particularmente virulenta;

– uma recontaminação por uma estirpe parasitária diferente;

– infecção fetal de focos parasitários uterinos.

 

PROTOCOLO PARA O USO DO LEITE HUMANO (FRESCO) NOS PREMATUROS EXTREMOS (<28 SEMANAS)

PROTOCOLO PARA O USO DO LEITE HUMANO (FRESCO) NOS PREMATUROS EXTREMOS (<28 SEMANAS)

Paulo R. Margotto -Unidade de Neonatologia do HMIB/SES/DF

Marta Rocha Moura -SES/HMIB

Liú Campello Infectologista – SES/ESCS

Felipe T. de M. Freitas – NCIH/HMIB

Carla Pacheco de Brito – Coordenadora de Neonatologia

Miriam Oliveira dos Santos – Coordenadora BLH SES/DF

Eliana Bicudo – Coordenadora de Infectologia SES/DF

André Albernaz Ferreira – GAD/DIASE/CATES/SAIS/SES

GEAI/DIASE/CATES/SAIS/SES

Fernanda Sena – GAD/DIASE

Jorge Antônio Chamon Júnior – GBM/LACEN/SVS/SES

Ana Célia dos Santos Brito – HRS-BLH