Categoria: UTI Pediátrica

UTI Pediátrica: Passagem entre os Staffs Intensivistas : Um Estudo da Perda de Informação e Precisão Clínica para Antecipar Eventos

UTI Pediátrica: Passagem entre os Staffs Intensivistas : Um Estudo da Perda de Informação e Precisão Clínica para Antecipar Eventos

Crit Care Med. 2018 Nov;46(11):1717-1721. doi: 10.1097/CCM.0000000000003320.
Handovers Among Staff Intensivists: A Study of Information Loss and Clinical Accuracy to Anticipate Events.
Dutra M1, Monteiro MV1, Ribeiro KB2, Schettino GP1, Kajdacsy-Balla Amaral AC3,4.

Apresentação: Thaynara Leonel Bueno, R3 UTIPED-HMIB/SES/DF

Coordenação: Alexandre Peixoto Serafim.Entre os profissionais intensivistas, os diagnósticos e as metas de tratamento não são captados ou transmitidos em 50% a 60% do tempo imediatamente após a a passagem do plantão. A capacidade dos médicos para antecipar eventos tem um baixo valor preditivo positivo de 13%, e a expectativa de que a orientação antecipatória pode ajudar na segurança do paciente precisa ser equilibrada com a sobrecarga de informações. Lacunas mais relevantes na identificação da incerteza diagnóstica e para diagnósticos neurológicos.Devido à variação na prática e ao uso limitado de passagem de plantão estruturados, os intensivistas são uma população importante para os ensaios clínicos que visam melhorar a qualidade da assistência por meio de handovers.

Monografia (Pediatria-HMIB/2019):Perfil epidemiológico das vítimas de afogamento internadas na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do HMIB, de 2008 a 2017

Monografia (Pediatria-HMIB/2019):Perfil epidemiológico das vítimas de afogamento internadas na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do HMIB, de 2008 a 2017

Lorena Borges Queiroz.

O afogamento é uma das principais causas de acidentes na infância, constituindo-se em um importante e grave problema de saúde pública. Este trabalho teve como objetivo avaliar o perfil epidemiológico das crianças vítimas de afogamento atendidas pela Unidade de Terapia
Intensiva de um Hospital público no Distrito Federal – Brasil. Trata-se de um estudo retrospectivo, realizado a partir de prontuários clínicos, que avaliou o período de 2008 a 2017. 62,5% das vítimas eram do sexo masculino e a idade média dos pacientes é de 3,96 ± 3,82 anos. O tempo médio de internação total é de 27,8 ± 40 dias e de 14,9 ± 22,9 dias para internações na UTI. Os dias com maior registro de ocorrência foram o sábado (29,1%) e o domingo (29,1%). O local mais comum para a ocorrência do acidente foi o domicílio da vítima (70%), sendo a piscina a estrutura física mais comumente envolvida (66,7%). O tempo médio de submersão foi 5,6 ± 3,6 minutos e o tempo médio para o primeiro atendimento foi 8,5 ± 5,5 minutos. A primeira assistência prestada às vítimas foi feita principalmente pelos familiares (68,7%). O tipo de transporte mais utilizado foi o terrestre (75%). A complicação mais frequente foi a parada cardiorrespiratória (11 pacientes). Um percentual de 29,2% dos pacientes foi a óbito e 25% evoluiu com sequelas neurológicas. O conhecimento desses dados pode fornecer subsídios para a melhoria do atendimento às crianças vítimas de afogamento, além de fomentar estratégias para redução desse agravo.

UTI PEDIÁTRICA:Frequência de dessaturação e associação com eventos hemodinâmicos adversos durante a intubação traqueal na UTI Pediátrica

UTI PEDIÁTRICA:Frequência de dessaturação e associação com eventos hemodinâmicos adversos durante a intubação traqueal na UTI Pediátrica

Frequency of Desaturation and Association With Hemodynamic Adverse Events During Tracheal Intubations in PICUs.

Li S, Hsieh TC, Rehder KJ, Nett S, Kamat P, Napolitano N, Turner DA, Adu-Darko M, Jarvis JD, Krawiec C, Derbyshire AT, Meyer K, Giuliano JS Jr, Tala J, Tarquinio K, Ruppe MD, Sanders RC Jr, Pinto M, Howell JD, Parker MM, Nuthall G, Shepherd M, Emeriaud G, Nagai Y, Saito O, Lee JH, Simon DW, Orioles A, Walson K, Vanderford P, Shenoi A, Lee A, Bird GL, Miksa M, Graciano AL, Bain J, Skippen PW, Polikoff LA, Nadkarni V, Nishisaki A; for National Emergency Airway Registry for Children (NEAR4KIDS) and Pediatric Acute Lung Injury and Sepsis Investigators (PALISI) Network.Pediatr Crit Care Med. 2018 Jan;19(1):e41-e50. doi: 10.1097/PCC.0000000000001384. PMID: 29210925.Similar articles.Apresentação: Juliana Acyole de Oliveira, R4 UTIP HMIB. Coordenação: Alexandre P. Serafim.

Em um total de 5498 intubações traqueais (IT) em 31 UTI Pediátricas (29 instituições), a dessaturação moderada (SatO2<80%) ocorreu em 19,3% e a grave (SatO2<70% em 12,9% . A menor idade, insuficiência respiratória como indicação para IT, e uso de vagolíticos ou cetamina foram associados com maior ocorrência de dessaturação moderada e grave, assim como o número de tentativas de IT. Houve uma associação significativa e independente entre dessaturações moderada e  grave com  repercussões  hemodinâmicas. Estudo  de um único Centro demonstrou redução substancial na dessaturação de 14% a 2% com a utilização de sonda nasal de alto fluxo a durante a porção apneica do procedimento IT (especula-se que a oxigenação apneica pode ser mais eficaz em lactentes e populações pediátricas, dado que a reserva de oxigênio é normalmente muito menor). A dessaturação durante a IT na UTI Pediátrica é comum, ocorrendo em aproximadamente uma de cada cinco tentativas de intubação. Entre nós, Laura Haydée S Teixeira analisou-se o cenário das intubações traqueais na UTI  Pediátrica do HMIB  no período de dezembro de 2016 a dezembro de 2017:a taxa de ocorrência de eventos adversos foi de 36%, sendo 8,6% eventos severos. Dessaturação menor ou igual a 80% foi o evento adverso mais frequente (18,9%), seguido de intubação esofágica com reconhecimento imediato (6,8%). Na Neonatologia, o número de tentativas de intubação associou-se significativamente com a maior ocorrência de hemorragia intraventricular. Sugere-se que esses bebês sejam  inicialmente intubadas por operadores experientes e que pré-medicações, quando possível,  sejam usadas para aumentar a chance de sucesso

Monografia da UTI Pediátrica (2017): Panorama das Intubações Traqueais na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília

Monografia da UTI Pediátrica (2017): Panorama das Intubações Traqueais na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília

LAURA HAYDÉE SILVA TEIXEIRA.

Através de um Checklist aplicado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília (DF), analisou-se o cenário das intubações traqueais nesse serviço no período de dezembro de 2016 a dezembro de 2017. Das 58 intubações traqueais analisadas nesse período, 100% foram orotraqueais sob laringoscopia direta, com curso bem-sucedido.Tubos orotraqueais sem cuff são preferencialmente utilizados. Em 51% dos casos realizou-se manipulação externa da laringe. Utilizou-se sequência rápida de intubação em 94%, com associação de atropina, cetamina, midazolam e rocurônio na maioria dos pacientes. Em 80% dos cursos, residentes de terapia intensiva pediátrica foram os profissionais que realizaram a intubação. Foi obtido 75,8% de sucesso na primeira tentativa. Confirmou-se a intubação principalmente pelo exame físico, oximetria e radiografia de tórax. A taxa de ocorrência de eventos adversos foi de 36%, sendo 8,6% eventos severos. Dessaturação menor ou igual a 80% foi o evento adverso mais frequente, seguido de intubação esofágica com reconhecimento imediato. Metade dos pacientes recebeu tempo de pré-oxigenação menor que o mínimo preconizado. Em 52% dos casos a laringoscopia foi menor que 30 segundos.

 

UTI Pediátrica: Dexmedetomidina como sedativo contínuo único durante a ventilação não-invasiva: uso Típico, efeitos hemodinâmicos e retirada

UTI Pediátrica: Dexmedetomidina como sedativo contínuo único durante a ventilação não-invasiva: uso Típico, efeitos hemodinâmicos e retirada

Dexmedetomidine as Single Continuous Sedative During Noninvasive Ventilation: Typical Usage, Hemodynamic Effects, and Withdrawal. Shutes BL, Gee SW, Sargel CL, Fink KA, Tobias JD.Pediatr Crit Care Med. 2018 Apr;19(4):287-297. doi: 10.1097/PCC.0000000000001451.PMID: 29341985.Similar articles.

Apresentação:Gabriela Santos da Silva. Coordenação: Alexandre Peixoto Serafim.

A dexmedetomidina (PrecedexR) tem efeito sedativo e ansiolítico e preserva o drive e mecânica respiratória, sendo ideal para sedação em crianças colocadas em ventilação por pressão positiva  não invasiva (NIPPV).A interrupção abrupta foi associada a efeitos simpáticos rebote, como taquicardia, hipertensão, tremor e agitação e para minimizar os efeitos da síndrome de abstinência, duas estratégias vêm sido descritas: desmame lento e transição para clonidina via enteral ou transdérmica.A duração do uso e a dose acumulada foram os fatores de risco mais importantes para a ocorrência de abstinência. É proposto que para pacientes receberam entre 72 a 96h do PrecedexR, a suspensão abrupta seguida de observação por 12h é uma estratégia razoável. Para pacientes que receberam por mais de 96h, a transição para clonidina deveria ser considerada.Nos links discutimos o seu uso neonatal: evidência em animais tem mostrado que o PrecedexR  tem neurotoxicidade inferior ao midazolam O seus efeitos analgésico são decorrentes da sua atividade  no corno dorsal da medula espinhal. Estudo multicêntrico em fase II/III em neonatos≥28 semanas mostrou que a dose inicial para RN poderia estar entre 0,1-0,2µg/kg com manutenção de 0,2-0,3µg/kg/h (sempre menores doses para os pré-termos). Na nossa Unidade Neonatal temos usado o PrecedexR em situações que necessitam de altas doses de midazolam (já é do nosso conhecimento dos graves problemas neurotóxicos do midazolam nos prematuros!!!) na dose de 0,3 µ /kg/hora (1 ampola-2 ml-200 µg: diluir 2 ml em 48 ml de soro fisiológico e fazer 0,3ml/hora) em situações específica, como a necessidade de altas doses de midazolam na sedação. Os dados são insuficientes para os prematuros abaixo de 1000g.

 

Fatores de Risco para Falha de Extubação Pediátrica: A Importância da Força Muscular Respiratória

Fatores de Risco para Falha de Extubação Pediátrica: A Importância da Força Muscular Respiratória

Khemani RG, Sekayan T, Hotz J, Flink RC, Rafferty GF, Iyer N, Newth CJL. 
Crit Care Med. 2017 Aug;45(8):e798-e805. doi: 10.1097/CCM.0000000000002433. PMID: 28437378.

Apresentação: Fernanda César – R3 UTI PEDIÁTRICA – HMIB/SES/DF.
Coordenação: Alexandre P. Serafim