Displasia broncopulmonar-2018

Displasia broncopulmonar-2018

Autor: Paulo R. Margotto

Capítulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, Hospital de Ensino Materno Infantil de Brasília, SES/DF, Brasília,  4a Edição, em preparação

Poets CF e Lorenz L recentemente (2018)  revisaram   os dados sobre a prevenção da displasia broncopulmonar (DBP) com foco em metanálises recentes. As intervenções com eficácia comprovada na redução da DBP incluem o uso primário do suporte respiratório não-invasivo, a aplicação de surfactante sem ventilação endotraqueal e o uso de ventilação direcionada ao volume em lactentes que necessitem de intubação endotraqueal. Após a extubação, a ventilação nasal sincronizada é mais eficaz do que a pressão positiva contínua nas vias aéreas na redução da DBP. Farmacologicamente, o início do citrato de cafeína no dia 1 ou 2 pós-natal parece mais eficaz do que um início posterior. A aplicação de vitamina A intramuscular durante as primeiras 4 semanas reduz a DBP, mas é caro e doloroso e, portanto, não é amplamente utilizado. A hidrocortisona com baixa dose nos primeiros 10 dias previne a DBP, mas foi associada com quase o dobro de casos de sepse de início tardio em bebês nascidos com 24 a 25 semanas de gestação. A administração de dexametasona a lactentes que ainda exigem ventilação mecânica em torno da 2a-3a  semanas pós-parto pode representar a melhor opção entre restringir esteróides a bebês em risco de DBP enquanto ainda proporciona alta eficácia. Outras intervenções ainda apenas apoiadas por estudos de coorte incluem alimentação exclusiva do leite materno e uma melhor prevenção de infecções nosocomiais.

Segundo Eduardo Bancalari, será que vamos conseguir prevenir ou nunca a DBP? Se pegarmos um RN com 23-24-25  semanas, acredito  que nunca vamos conseguir fazer com que estes  pulmões respirando gás tenham um desenvolvimento totalmente normal. Entretanto,  com base novas pesquisas, no futuro vamos  conseguir   ter  certa melhoria no desenvolvimento destes pulmões.