Categoria: Assistência ao Recém-nascido na Sala de Parto

Associação entre HIPONATREMIA PRECOCE e diagnósticos neurológicos em bebês com asfixia perinatal.

Associação entre HIPONATREMIA PRECOCE e diagnósticos neurológicos em bebês com asfixia perinatal.

Association between early hyponatremia and neurological diagnoses in infants with perinatal asphyxia.Viitaharju N, Helenius K, Löyttyniemi E, Singh B, Parikka V.Eur J Pediatr. 2026 Aug 11;185(9):656. doi: 10.1007/s00431-026-07325-3.PMID: 42581167. Finlândia.

Realizado por Paulo R. Margotto

Este estudo clínico investiga a relação entre a hiponatremia precoce e o surgimento de distúrbios neurológicos em recém-nascidos que sofreram asfixia perinatal. Através de uma análise retrospectiva de longo prazo, os pesquisadores observaram que níveis baixos de sódio nas primeiras 72 horas de vida estão fortemente ligados a diagnósticos futuros de paralisia cerebral, epilepsia e deficiências auditivas. O trabalho destaca que a gravidade da redução do sódio é um fator determinante, pois casos de hiponatremia profunda apresentaram maior probabilidade de óbito ou atrasos no desenvolvimento. Além disso, a pesquisa associa o desequilíbrio de fluidos e o ganho de peso inicial, muitas vezes exacerbados pela hipotermia terapêutica, como elementos críticos no cuidado desses pacientes. Em suma, os dados sugerem que monitorar os níveis de sódio pode servir como um importante indicador para o prognóstico neurológico de bebês sob risco.

ÁIDIO POR IA: Sildenafil na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

ÁIDIO POR IA: Sildenafil na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Pia Wintermark (Canadá). Live da Newborn Brain Society (30 de julho de 2026).

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os documentos apresentam pesquisas lideradas pela Dra. Pia Wintermark (Canadá) sobre o uso do SILDENAFIL para tratar a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) em recém-nascidos. Diferente da hipotermia terapêutica tradicional, que foca na proteção imediata, essa abordagem busca a neurorestauração para reparar danos cerebrais já estabelecidos. A hipotermia terapêutica  falha em até 30% dos casos e não possui efeito neurorrestaurador, o que significa que ela não repara as lesões cerebrais que já estão consolidadas no tecido. O mecanismo de ação envolve a redução da neuroinflamação (fazendo com que astrócitos e microglias ativados retornem a um estado inativo), a atenuação da apoptose neuronal e o fomento à regeneração de oligodendrócitos e reparo da substância branca Estudos clínicos e pré-clínicos indicam que o medicamento é seguro, bem tolerado e capaz de melhorar a mielinização e a plasticidade sináptica. Análises quantitativas por ressonância magnética demonstraram que bebês tratados apresentaram menor perda de volume cerebral e recuperação superior em comparação aos grupos de controle. As fontes detalham o sucesso das fases iniciais do estudo SANE (Sildenafil Administration to treat Neonatal Encephalopath), reforçando o potencial dessa terapia como um tratamento adjuvante inovador na neonatologia. Um ensaio clínico de viabilidade multicêntrico está em andamento para avaliar o tratamento em uma coorte maior de 120 neonatos em múltiplos centros no Canadá e nos EUA.

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Sildenafil na encefalopatia hipóxico-isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Sildenafil na encefalopatia hipóxico-isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Pia Wintermark (Canadá). Live da Newborn Brain Society (30 de julho de 2026).

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os documentos apresentam pesquisas lideradas pela Dra. Pia Wintermark (Canadá) sobre o uso do SILDENAFIL para tratar a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) em recém-nascidos. Diferente da hipotermia terapêutica tradicional, que foca na proteção imediata, essa abordagem busca a neurorestauração para reparar danos cerebrais já estabelecidos. A hipotermia terapêutica  falha em até 30% dos casos e não possui efeito neurorrestaurador, o que significa que ela não repara as lesões cerebrais que já estão consolidadas no tecido. O mecanismo de ação envolve a redução da neuroinflamação (fazendo com que astrócitos e microglias ativados retornem a um estado inativo), a atenuação da apoptose neuronal e o fomento à regeneração de oligodendrócitos e reparo da substância branca Estudos clínicos e pré-clínicos indicam que o medicamento é seguro, bem tolerado e capaz de melhorar a mielinização e a plasticidade sináptica. Análises quantitativas por ressonância magnética demonstraram que bebês tratados apresentaram menor perda de volume cerebral e recuperação superior em comparação aos grupos de controle. As fontes detalham o sucesso das fases iniciais do estudo SANE (Sildenafil Administration to treat Neonatal Encephalopath), reforçando o potencial dessa terapia como um tratamento adjuvante inovador na neonatologia. Um ensaio clínico de viabilidade multicêntrico está em andamento para avaliar o tratamento em uma coorte maior de 120 neonatos em múltiplos centros no Canadá e nos EUA.

AUDIO POR IA: Reanimação Avançada no Recém-Nascido – Quais são as Evidências.

AUDIO POR IA: Reanimação Avançada no Recém-Nascido – Quais são as Evidências.

Palestra proferida pela Dr. Myra  H Wichoff (EUA) no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, ocorrido em Foz do Iguaçu entre os dias 28-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R,. Margotto.

A Ventilação é a Prioridade Absoluta: A necessidade de reanimação neonatal decorre quase sempre de falha respiratória e hipoxemia. Por isso, a ventilação eficaz é a chave para recuperar a frequência cardíaca (FC). Compressões só devem ser iniciadas se a FC permanecer < 60 bpm após 30 segundos de ventilação adequada que tenha expandido os pulmões. Se o tórax não expandir, aplique imediatamente as correções do MR. SOPA ou use a máscara laríngea (altamente recomendada para ≥ 34 semanas). Evite Compressões Precoces (Risco de Dano): O limiar de 60 bpm é baseado em consenso, e não em ensaios em humanos. Iniciar compressões cardíacas em um bebê bradicárdico com coração saudável pode causar dano paradoxal, pois a compressão externa rápida (90/min) pode coincidir com a diástole (relaxamento), prejudicando o enchimento do coração e a perfusão coronária. Técnica de Compressão Rigorosa: Deve ser aplicada exclusivamente no terço inferior do esterno (acima do xifóide, para evitar rotura do fígado), utilizando a técnica dos dois polegares (superior à técnica de dois dedos), com profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax e na relação coordenada de 3:1. O uso de detectores de etCO2 é um excelente indicador de retorno da circulação espontânea (muda para amarelo com a perfusão pulmonar). Epinefrina é Rara e Preferencialmente Intravenosa: O uso de adrenalina é extremamente raro se a ventilação for de excelência (cerca de 5 a cada 10.000 partos). A via de escolha é a intravenosa (IV) umbilical devido à absorção rápida e picos plasmáticos confiáveis. A via endotraqueal é apenas uma exceção temporária: exige doses até 10 vezes maiores e possui eficácia muito inferior.O sucesso da reanimação avançada reside, fundamentalmente, na qualidade da ventilação na Sala de Parto.

Reanimação Avançada no Recém-Nascido-Quais são as Evidências.

Reanimação Avançada no Recém-Nascido-Quais são as Evidências.

Palestra proferida pela Dr. Myra  H Wichoff (EUA) no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, ocorrido em Foz do Iguaçu entre os dias 28-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Ventilação é a Prioridade Absoluta: A necessidade de reanimação neonatal decorre quase sempre de falha respiratória e hipoxemia. Por isso, a ventilação eficaz é a chave para recuperar a frequência cardíaca (FC). Compressões só devem ser iniciadas se a FC permanecer < 60 bpm após 30 segundos de ventilação adequada que tenha expandido os pulmões. Se o tórax não expandir, aplique imediatamente as correções do MR. SOPA ou use a máscara laríngea (altamente recomendada para ≥ 34 semanas). Evite Compressões Precoces (Risco de Dano): O limiar de 60 bpm é baseado em consenso, e não em ensaios em humanos. Iniciar compressões cardíacas em um bebê bradicárdico com coração saudável pode causar dano paradoxal, pois a compressão externa rápida (90/min) pode coincidir com a diástole (relaxamento), prejudicando o enchimento do coração e a perfusão coronária. Técnica de Compressão Rigorosa: Deve ser aplicada exclusivamente no terço inferior do esterno (acima do xifóide, para evitar rotura do fígado), utilizando a técnica dos dois polegares (superior à técnica de dois dedos), com profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax e na relação coordenada de 3:1. O uso de detectores de etCO2 é um excelente indicador de retorno da circulação espontânea (muda para amarelo com a perfusão pulmonar). Epinefrina é Rara e Preferencialmente Intravenosa: O uso de adrenalina é extremamente raro se a ventilação for de excelência (cerca de 5 a cada 10.000 partos). A via de escolha é a intravenosa (IV) umbilical devido à absorção rápida e picos plasmáticos confiáveis. A via endotraqueal é apenas uma exceção temporária: exige doses até 10 vezes maiores e possui eficácia muito inferior.O sucesso da reanimação avançada reside, fundamentalmente, na qualidade da ventilação na Sala de Parto.

ÁUDIO POR IA:Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer doc

ÁUDIO POR IA:Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer doc

Helen G. Liley (Austrália). 10º  Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal (28-30/5/2026)

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Palestra discute o manejo do cordão em recém-nascidos não vigorosos de todas as idades gestacionais, com base em revisões sistemáticas e metanálises recentes (incluindo iCOMP e atualizações 2024-2025). Destaca a confusão de nomenclatura e propõe categorização em: decisões baseadas no tempo (clampeamento imediato <15 s, precoce 15-59 s, tardio ≥60 s), baseadas na fisiologia (reanimação com cordão intacto ou clampeamento após marcos como respiração/ventilação eficaz) e ordenha do cordão (intacta ou de segmento cortado). Do ponto de vista da Fisiologia, as evidências principais são: a) clampear antes da respiração/ventilação causa instabilidade hemodinâmica (queda de fluxo sistêmico e pressão); ventilação prévia ao clampeamento estabiliza a transição (dados de modelos animais e estudos) b) Em prematuros: clampeamento tardio (≥60 s) reduz mortalidade e necessidade de transfusão. Ordenha intacta mostra tendência favorável, mas é desaconselhada em <28 semanas pelo risco potencial de hemorragia intraventricular grave c) em não vigorosos ≥28 semanas / termo e pré-termo tardio: o estudo MINVI (ordenha intacta vs. clampeamento precoce) mostrou redução de encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada/grave (de 3% para 1,4%) e menor necessidade de hipotermia terapêutica, com melhorias hematológicas. Adesão e benefícios parecem decorrentes da ordenha em si.Do Consenso de 2025: Adiar o clampeamento por ≥60 s sempre que possível (forte/alta certeza em prematuros; fraca/baixa certeza em termo). em não vigorosos >28 semanas: considerar ordenha do cordão intacto (preferência sobre clampeamento precoce) para reduzir risco de EHI e melhorar resultados hematológicos (evidência moderada, com ressalva pela falta de replicação ampla); em <28 semanas: recomendar contra ordenha intacta; reanimação com cordão intacto: evidência insuficiente para recomendar a favor ou contra em termo/pré-termo tardio não vigorosos; estimulação tátil precoce é razoável. Mais estudos multicêntricos são necessários. Pontos práticos adicionais: comprimento de ordenha estimado em ~20-30 cm (sem necessidade de medição precisa); clampeamento tardio não parece piorar doença hemolítica por isoimunização Rh (dados preliminares); risco de policitemia/hiperviscosidade não está bem definido em estudos específicos. A mensagem central é priorizar estabilidade fisiológica da transição (ventilação antes do clampeamento sempre que viável) e usar ordenha intacta de forma seletiva em não vigorosos ≥28 semanas como alternativa ao clampeamento precoce, com cautela nos extremos de prematuridade.

 

Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer

Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer

Helen G. Leley (Australia). 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu(PR) entre os dias 28 a 30 de maio de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto

A Palestra discute o manejo do cordão em recém-nascidos não vigorosos de todas as idades gestacionais, com base em revisões sistemáticas e metanálises recentes (incluindo iCOMP e atualizações 2024-2025). Destaca a confusão de nomenclatura e propõe categorização em: decisões baseadas no tempo (clampeamento imediato <15 s, precoce 15-59 s, tardio ≥60 s), baseadas na fisiologia (reanimação com cordão intacto ou clampeamento após marcos como respiração/ventilação eficaz) e ordenha do cordão (intacta ou de segmento cortado). Do ponto de vista da Fisiologia, as evidências principais são: a) clampear antes da respiração/ventilação causa instabilidade hemodinâmica (queda de fluxo sistêmico e pressão); ventilação prévia ao clampeamento estabiliza a transição (dados de modelos animais e estudos) b) Em prematuros: clampeamento tardio (≥60 s) reduz mortalidade e necessidade de transfusão. Ordenha intacta mostra tendência favorável, mas é desaconselhada em <28 semanas pelo risco potencial de hemorragia intraventricular grave c) em não vigorosos ≥28 semanas / termo e pré-termo tardio: o estudo MINVI (ordenha intacta vs. clampeamento precoce) mostrou redução de encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada/grave (de 3% para 1,4%) e menor necessidade de hipotermia terapêutica, com melhorias hematológicas. Adesão e benefícios parecem decorrentes da ordenha em si.Do Consenso de 2025: Adiar o clampeamento por ≥60 s sempre que possível (forte/alta certeza em prematuros; fraca/baixa certeza em termo). em não vigorosos >28 semanas: considerar ordenha do cordão intacto (preferência sobre clampeamento precoce) para reduzir risco de EHI e melhorar resultados hematológicos (evidência moderada, com ressalva pela falta de replicação ampla); em <28 semanas: recomendar contra ordenha intacta; reanimação com cordão intacto: evidência insuficiente para recomendar a favor ou contra em termo/pré-termo tardio não vigorosos; estimulação tátil precoce é razoável. Mais estudos multicêntricos são necessários. Pontos práticos adicionais: comprimento de ordenha estimado em ~20-30 cm (sem necessidade de medição precisa); clampeamento tardio não parece piorar doença hemolítica por isoimunização Rh (dados preliminares); risco de policitemia/hiperviscosidade não está bem definido em estudos específicos. A mensagem central é priorizar estabilidade fisiológica da transição (ventilação antes do clampeamento sempre que viável) e usar ordenha intacta de forma seletiva em não vigorosos ≥28 semanas como alternativa ao clampeamento precoce, com cautela nos extremos de prematuridade.

Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Palestra Administrada pela Dra. Helen G. Liley, Brisbane, Austrália no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu, entre os dia 27-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A VPP é o elemento mais importante na reanimação neonatal, pois auxilia a transição fetal-extrauterina, estabelece a Capacidade Residual Funcional (CRF) e reduz a necessidade de intervenções mais agressivas (compressões ou epinefrina). As 3 Fases do Recrutamento Pulmonar: Fase 1 (Inicial): Limpeza de líquido fetal e início da aeração. → Usar insuflações sustentadas ou VPP rítmica padronizada para estabelecer CRF rapidamente; Fase 2 (Intersticial): Líquido migra para o interstício (edema). Alto risco de colapso alveolar. → Manter VPP contínua com PEEP – NÃO interromper (pecado mortal da reanimação) E Fase 3 (Tardia): Reabsorção lenta do líquido. → Ventilação protetora, reduzindo parâmetros conforme melhora da complacência pulmonar. Evitar hiperdistensão e volutrauma. As estratégias são, conforme perfil do bebês:Prematuros: Iniciar com PIP ~25 cmH₂O + PEEP 5-8 cmH₂O (até 12 no estudo POLAR). Reduzir PIP se boa resposta.Mecônio espesso: Pressões iniciais mais altas (até 50 cmH₂O) e tempos inspiratórios/expiratórios um pouco mais longos.Hipoplasia pulmonar: Pressões mais baixas para evitar barotrauma e redução do fluxo sistêmico. Os Equipamentos e Interfaces são: Ressuscitador com Peça T: Escolha ideal (pressões precisas e PEEP confiável).Balão autoinflável: Apenas backup (sem PEEP confiável).Máscara facial: Rápida, mas risco de vazamento, reflexo vagal e distensão gástrica.Dispositivo supraglótico: Boa opção de resgate (>34 semanas).Tubo traqueal + videolaringoscópio: Padrão-ouro, mas baixa taxa de sucesso na 1ª tentativa por menos experientes.Meta:Meta: Transição suave (“10 perfeito”) com mínima lesão pulmonar e cerebral.Quanto melhor for a VPP, menos intervenções extremas serão necessárias. O foco é estabelecer e manter a CRF com constância e gentileza.

 

ÁUDIO POR IA: Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

ÁUDIO POR IA: Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Palestra Administrada pela Dra. Helen G. Liley, Brisbane, Austrália no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu, entre os dia 27-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A VPP é o elemento mais importante na reanimação neonatal, pois auxilia a transição fetal-extrauterina, estabelece a Capacidade Residual Funcional (CRF) e reduz a necessidade de intervenções mais agressivas (compressões ou epinefrina). As 3 Fases do Recrutamento Pulmonar: Fase 1 (Inicial): Limpeza de líquido fetal e início da aeração. → Usar insuflações sustentadas ou VPP rítmica padronizada para estabelecer CRF rapidamente; Fase 2 (Intersticial): Líquido migra para o interstício (edema). Alto risco de colapso alveolar. → Manter VPP contínua com PEEP – NÃO interromper (pecado mortal da reanimação) E Fase 3 (Tardia): Reabsorção lenta do líquido. → Ventilação protetora, reduzindo parâmetros conforme melhora da complacência pulmonar. Evitar hiperdistensão e volutrauma. As estratégias são, conforme perfil do bebês:Prematuros: Iniciar com PIP ~25 cmH₂O + PEEP 5-8 cmH₂O (até 12 no estudo POLAR). Reduzir PIP se boa resposta.Mecônio espesso: Pressões iniciais mais altas (até 50 cmH₂O) e tempos inspiratórios/expiratórios um pouco mais longos.Hipoplasia pulmonar: Pressões mais baixas para evitar barotrauma e redução do fluxo sistêmico. Os Equipamentos e Interfaces são: Ressuscitador com Peça T: Escolha ideal (pressões precisas e PEEP confiável).Balão autoinflável: Apenas backup (sem PEEP confiável).Máscara facial: Rápida, mas risco de vazamento, reflexo vagal e distensão gástrica.Dispositivo supraglótico: Boa opção de resgate (>34 semanas).Tubo traqueal + videolaringoscópio: Padrão-ouro, mas baixa taxa de sucesso na 1ª tentativa por menos experientes.Meta:Meta: Transição suave (“10 perfeito”) com mínima lesão pulmonar e cerebral.Quanto melhor for a VPP, menos intervenções extremas serão necessárias. O foco é estabelecer e manter a CRF com constância e gentileza.

 

ACESSO UMBILICAL: FAÇA COM PRECISÃO

ACESSO UMBILICAL: FAÇA COM PRECISÃO

Marcela Minoto Marques (DF).

Erros manuais são comuns em plantões. As fórmulas (baseadas no peso ou na distância umbigo-mamilo) exigem atenção a detalhes críticos:A “Pegadinha” do Coto: É obrigatório somar o comprimento do coto umbilical (geralmente 1-2cm) ao cálculo final da profundidade de inserção. A omissão dessa medida leva diretamente ao mau posicionamento radiológico. Solução Digital: O uso do aplicativo NeoFast permite obter a medida exata baseada na idade gestacional e peso com apenas dois toques, economizando tempo crítico.