Categoria: Imunologia do recém-nascido

ÁUDIO POR IA: F-NEO-BRIGHT: viabilidade e segurança do leite materno fresco administrado por via intranasal em casos de encefalopatia neonatal

ÁUDIO POR IA: F-NEO-BRIGHT: viabilidade e segurança do leite materno fresco administrado por via intranasal em casos de encefalopatia neonatal

F-NEO-BRIGHT: feasibility and safety of intranasal fresh breast milk in neonatal encephalopathy.Tarjanyi E, Jermendy A, Szabo M, Brandt FA, Szasz B, Nyilas N, Meder U.Pediatr Res. 2026 Mar 3. doi: 10.1038/s41390-026-04847-2. Online ahead of print.PMID: 41776367. Hungria.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esse é o primeiro ensaio clínico focado em avaliar a VIABILIDADE e a  SEGURANÇA da administração de leite materno fresco da própria mãe por via intranasal (iFBM) em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) moderada a grave submetidos à hipotermia terapêutica.Racionalidade científica: O leite materno contém fatores neurotróficos de crescimento, citocinas e células-tronco multipotentes ; a via intranasal permite que essas substâncias e células-tronco ultrapassem a barreira hematoencefálica e alcancem o sistema nervoso central, estimulando processos neuroregenerativos e reduzindo danos neurológicos.Para esse estudo, 10 recém-nascidos a termo diagnosticados com EHI moderada a grave receberam 0,4 mL de leite materno fresco (extraído em até 4 horas) administrados em cada narina, 2 vezes ao dia,, iniciando dentro das primeiras 48 horas de vida e mantido por até 28 dias. Os pais foram treinados pela equipe multidisciplinar para administrar o leite na UTIN e dar continuidade ao tratamento em casa após a alta hospitalar. Os autores relataram que o tratamento foi viável em 100% dos pacientes dentro do prazo-alvo de 48 horas (mediana de início de 24,7 horas). A adesão foi alta, com a maioria dos bebês completando o protocolo de 28 dias. A intervenção mostrou-se segura e bem tolerada, sem relatos de eventos adversos cardiovasculares, respiratórios ou neurológicos (como broncoaspiração, sangramento nasal ou bradicardia) no hospital ou em domicílio,servindo de base para futuros ensaios clínicos randomizados e controlados que investiguem a eficácia real da intervenção no neurodesenvolvimento a longo prazo desses neonatos. Nos complementos, essa técnica mostrou, em recém-nascidos prematuros com hemorragia intraventricular grave que A incidência foi menor para dilatação ventricular progressiva (71% vs. 91%) e cirurgia para hidrocefalia pós-hemorrágica (50% vs. 67%).

F-NEO-BRIGHT: viabilidade e segurança do leite materno fresco administrado por via intranasal em casos de encefalopatia neonatal

F-NEO-BRIGHT: viabilidade e segurança do leite materno fresco administrado por via intranasal em casos de encefalopatia neonatal

F-NEO-BRIGHT: feasibility and safety of intranasal fresh breast milk in neonatal encephalopathy.Tarjanyi E, Jermendy A, Szabo M, Brandt FA, Szasz B, Nyilas N, Meder U.Pediatr Res. 2026 Mar 3. doi: 10.1038/s41390-026-04847-2. Online ahead of print.PMID: 41776367. Hungria.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esse é o primeiro ensaio clínico focado em avaliar a VIABILIDADE e a  SEGURANÇA da administração de leite materno fresco da própria mãe por via intranasal (iFBM) em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) moderada a grave submetidos à hipotermia terapêutica.Racionalidade científica: O leite materno contém fatores neurotróficos de crescimento, citocinas e células-tronco multipotentes ; a via intranasal permite que essas substâncias e células-tronco ultrapassem a barreira hematoencefálica e alcancem o sistema nervoso central, estimulando processos neuroregenerativos e reduzindo danos neurológicos.Para esse estudo, 10 recém-nascidos a termo diagnosticados com EHI moderada a grave receberam 0,4 mL de leite materno fresco (extraído em até 4 horas) administrados em cada narina, 2 vezes ao dia,, iniciando dentro das primeiras 48 horas de vida e mantido por até 28 dias. Os pais foram treinados pela equipe multidisciplinar para administrar o leite na UTIN e dar continuidade ao tratamento em casa após a alta hospitalar. Os autores relataram que o tratamento foi viável em 100% dos pacientes dentro do prazo-alvo de 48 horas (mediana de início de 24,7 horas). A adesão foi alta, com a maioria dos bebês completando o protocolo de 28 dias. A intervenção mostrou-se segura e bem tolerada, sem relatos de eventos adversos cardiovasculares, respiratórios ou neurológicos (como broncoaspiração, sangramento nasal ou bradicardia) no hospital ou em domicílio,servindo de base para futuros ensaios clínicos randomizados e controlados que investiguem a eficácia real da intervenção no neurodesenvolvimento a longo prazo desses neonatos. Nos complementos, essa técnica mostrou, em recém-nascidos prematuros com hemorragia intraventricular grave que A incidência foi menor para dilatação ventricular progressiva (71% vs. 91%) e cirurgia para hidrocefalia pós-hemorrágica (50% vs. 67%)

 

Risco de Citomegalovírus pós-natal não supera os benefícios do Leite materno Cru

Risco de Citomegalovírus pós-natal não supera os benefícios do Leite materno Cru

Postnatal Cytomegalovirus Risk Does Not Outweigh the Benefits of Mother’s Raw Milk. Lawrence SM 1,2, Moreira ME 3, Neu J4.Neoreviews. 2026 Jul 1;27(7):e414-e424. doi: 10.1542/neo.27-7-027.PMID: 42379602 Review.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O foco central da discussão reside no equilíbrio entre o risco de transmissão do CMV pelo leite materno e os benefícios imunológicos e nutricionais do leite cru para bebês de muito baixo peso ao nascer (VLBW).O leite materno é descrito como um “tecido vivo” complexo, contendo hormônios, fatores de crescimento e mediadores imunes que são essenciais para o desenvolvimento do prematuro.Benefícios do Leite Cru: O leite materno próprio da mãe (MOM) cru promove a maturação intestinal, protege contra patógenos, auxilia no crescimento do perímetro cefálico e reduz os riscos de enterocolite necrosante (NEC), displasia broncopulmonar (BPD) e sepse de início tardio. Danos da Pasteurização (Método Holder): Embora a pasteurização (aquecimento a 62,5 °C por 30 minutos) elimine o CMV, ela degrada componentes vitais. O processo reduz significativamente a imunoglobulina A secretora (sIgA), a lactoferrina (em até 91%) e inativa a lipase, o que pode prejudicar o ganho de peso e o desenvolvimento neurológico do bebê. Apesar do risco de pCMV (citomegalovirus pós-natal-após 22 dias de vida), as principais diretrizes globais priorizam o aleitamento:AAP e OMS: Recomendam o uso de leite materno cru para bebês prematuros, concluindo que os benefícios à saúde superam os riscos de uma infecção adquirida pós-natalmente.Já a Sociedade Europeia (ESPGHAN): Apresenta uma postura mais cautelosa, sugerindo que as vantagens devem ser pesadas individualmente contra o risco de transmissão. A colostroterapia orofaríngea (administração de gotas nas bochechas) deve ser iniciada nas primeiras 24 horas de vida, mesmo em bebês que não podem ser alimentados via enteral (dieta zero), funcionando como uma “vacina” e estimulador imunológico. Em resumo, a literatura atual enfatiza que o foco excessivo na prevenção do CMV através da esterilização do leite pode acabar prejudicando o bem-estar geral e o crescimento dos prematuros devido à perda de nutrientes e fatores imunológicos essenciais. Estudos são limitados por viés e amostras pequenas. É urgente um estudo multicêntrico internacional. Enquanto isso, priorizar MOM cru conforme diretrizes AAP/WHO, exceto em casos raros de imunodeficiência grave. O foco excessivo no CMV não deve comprometer os benefícios globais do leite materno cru. Enquanto, na Na nossa Unidade (HMIB/SES/DF) usamos a “ colostroterapia” prolongada que  denominamos de  imunoterapia independe te do status materno do CMV. No entanto, para a dieta enteral, nos RN <28 semanas, a partir da segunda semana de vida,  a depender do  status materno do CMV usamos leite pasteurizado até 32 semanas.

IMUNOTERAPIA PELO LEITE HUMANO: Colostroterapia expandida

IMUNOTERAPIA PELO LEITE HUMANO: Colostroterapia expandida

Apresentação: Nathalia Bardal, Realizado pelas Equipes do Banco de Leite, da Neonatologia e da Farmácia Clínica.

Importância: melhoria da resposta imune, modulação da microbiota intestinal, proteção contra infecções (enterocolite, sepse tardia e  pneumonia associada à ventilação mecânica), melhora da progressão da dieta enteral.  Quando realizar? Iniciar dentro das primeiras 24 horas de vida, 3/3 hs, mesmo em dieta zero e realizar até que o bebê esteja mamando ao seio materno (<1500g: 0,1 ml-1gota em casa bochecha e ≥1550g0,2 ml-2gotas em cada bochecha. Utilizar seringa de 1 ml. Realizar pelo Profissional de Enfermagem  que está cuidando do bebê. Qual leite? SEMPRE que possível leite cru da própria mãe ordenhado a beira do leito (colostro, leite de transição ou leite maduro) INDEPENDENTE do status do CMV (já na dieta nos menores <28 semanas, segue a Norma já estabelecida). Na ausência do leite cru, exceções devem ser discutidas com a Equipe (exemplo, mãe usuária de droga).

A terapia com colostro orofaríngeo reduz a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica em recém-nascidos de muito baixo peso: uma revisão sistemática e meta-análise

A terapia com colostro orofaríngeo reduz a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica em recém-nascidos de muito baixo peso: uma revisão sistemática e meta-análise

Oropharyngeal colostrum therapy reduces the incidence of ventilator–associated pneumonia in very low birth weight infants: a systematic review and meta-analysis.Ma A, Yang J, Li Y, Zhang X, Kang Y.Pediatr Res. 2021 Jan;89(1):54-62. doi: 10.1038/s41390-020-0854-1. Epub 2020 Mar 30.PMID: 32225172  Artigo Grátis! China.

Realizado por Paulo R Margotto.

O leite (cru) da própria mãe é a forma mais pura da MEDICINA PERSONALIZADA porque provê à criança que o recebe nutrição individualizada e componente imunomodulatórios de tal modo que, mesmo o leite da mesma espécie (Leite materno de  doadora) pode não prover os mesmos resultados benéficos.

O leite humano, especialmente o colostro, é o melhor primeiro estimulador imunológico em bebês. A presente metanálise incluiu 8 estudos controlados randomizados, englobando 682 RN<32 semanas de idade gestacional  no total (grupo colostroterapia: 332; grupo não colostroterapia: 350). Bebês de baixo peso ao nascer EM colostroterapia apresentaram uma redução notável na incidência de pneumonia associada a ventilação mecânica (OR = 0,39, IC de 95%: 0,17–0,88, P  = 0,02), diminuição do tempo para atingir a nutrição enteral completa, com uma significância potencial de redução da incidência de enterocolite necrosante e uma tendência de regulação negativa da mortalidade na UTI e da incidência de sepse comprovada. Um dos fatores importante na pneumonia associada a ventilação é a duração da ventilação mecânica. O estudo de Abd-Elgawad et al mostrou que o colostro poderia encurtar significativamente a duração da ventilação mecânica. Nos complementos, estudos recentes sugerem potenciais associações protetoras de maior contribuição de leite humano fresco e e leite da própria mãe (MOM) para as mamadas gerais durante a hospitalização contra o desenvolvimento de DBP. Nossos resultados destacam a importância do MOM como uma fonte ideal de nutrição durante a primeira infância.

DIRETO AO PONTO-respondendo a questionamentos:IMUNOTERAPIA PELO LEITE CRU DA PRÓPRIA MÃE (TERAPIA OROFARÍNGEA EXPANDIDA)

DIRETO AO PONTO-respondendo a questionamentos:IMUNOTERAPIA PELO LEITE CRU DA PRÓPRIA MÃE (TERAPIA OROFARÍNGEA EXPANDIDA)

Paulo R. Margotto

Unidade de Neonatologia do Hospital Materno Infantil e Brasilia (SES/DF)

O leite (cru) da própria mãe (LMPM)  é a forma mais pura da MEDICINA PERSONALIZADA porque provê à criança que o recebe nutrição individualizada e componente imunomodulatórios de tal modo que, mesmo o leite da mesma espécie (Leite materno de  doadora) pode não prover os mesmos resultados benéficos. Há uma interação do leite cru da própria mãe  com as enzimas da criança receptora (ou vice-versa) a fim de permitir uma reação no RN que é maior do que aquela medida no leite antes de ser oferecido ao bebê. Ou seja, a personalização, em última análise, acontece em decorrência da interação entre a mãe e o bebê (a xantina amilase interage com a xantina salivar e hipoxantina PARA PRODUZIR EFEITO ANTIMICROBIANO PODEROSO! A pasteurização  destrói a enzima amilase xantina. É mais um exemplo da personalização e não teríamos na forma ativa em leite de doadora, afetado pela pasteurização e nem em fórmula. O leite humano, especialmente o colostro, é o melhor primeiro estimulador imunológico em bebês. A colostroterapia (o primeiro leite materno, a primeira vacina!) é uma terapia de fácil aplicabilidade e segura que tem sido administrada em recém-nascidos de extremo baixo peso, a qual consiste na administração orofaríngea de colostro materno cru, com o fim diferente do nutricional, representando um verdadeiro suprimento imunológico em um grupo de bebês que não podem ser alimentados. A administração orofaríngea a cada  4 horas por 8-10 dias não equivale à administração oral. Considerada um complemento e não um substituto da nutrição enteral mínima (NEM). O nosso Protocolo de Colostroterapia, implantado em 2014 está sendo discutidos na Unidade e breve (AGOSTO) disponibilizaremos aqui, inclusive abordando o leite materno cru no contexto atual da literatura. E estamos propondo a extensão da terapia orofaríngea até que recebam a dieta enteral e naqueles bebês que PERMANECEM  EM DIETA ZERO, INDEPENDENTE DO STATUS DE CMV, como bebê cirúrgicos. Sempre vamos priorizar o leite  cru da própria mãe como IMUNOTERAPIA e o leite humano pasteurizado como dieta, EVITANDO SEMPRE QUE POSSÍVEL, o uso de fórmulas (Segundo Cockburn F, 1994, nenhum recém nascido deveria correr o risco de receber fórmula na  UTI Neonatal,  além de que, segundo Pärnänen KMM et al, as fórmulas aumentam a resistência bacteriana (interessante, com a adição fortificante do leite humano para os prematuros, esse achado não ocorreu).

Grupos de Alto Risco de Lúpus Eritematoso Neonatal em Bebês e Termo: Um Estudo de Coorte de Nascimentos

Grupos de Alto Risco de Lúpus Eritematoso Neonatal em Bebês e Termo: Um Estudo de Coorte de Nascimentos

High–risk groups of neonatal lupus erythematosus in term infants: a birth cohort study. Ma J, Li Z, Song H, Zhang L.Eur J Pediatr. 2024 Jan;183(1):149-155. doi: 10.1007/s00431-023-05283-8. Epub 2023 Oct 17.PMID: 37848593.

Realizado por Letícia Perci – Residente de Neonatologia do Hospital Santa Lúcia Sul. Coordenação:  Paulo R. Margotto.

Grupos de alto risco de LEN  referem-se a recém-nascidos cujas mães são positivas para autoanticorpos específicos para LEN (anti-SSA e/ou anti-SSB e/ou RNP), incluindo aqueles com diagnóstico de LEN e aqueles que não atendem aos critérios diagnósticos. Existe um alto risco de envolvimento dérmico, hepático ou do sistema hematológico para grupos de alto risco de LEN. Não existem indicadores específicos para prever se os bebês desenvolverão LEN. Todos esses pacientes precisam ser acompanhados de perto dentro de um ano após o nascimento.

Lúpus Eritematoso Neonatal como Causa Rara de Envolvimento Gastrointestinal em Neonatos.

Lúpus Eritematoso Neonatal como Causa Rara de Envolvimento Gastrointestinal em Neonatos.

Neonatal lupus erythematosus as a rare trigger of gastrointestinal involvement in neonates. Fu C, Sun W, Peng H, Zhu X.Sci Rep. 2024 Feb 15;14(1):3791. doi: 10.1038/s41598-024-54091-z.PMID: 38360914 ARTIGO GRATIS!

Realizado por   Patrícia Caiado – Residente de Neonatologia do Hospital Santa Lúcia Sul. Coordenação:  Paulo R. Margotto.

Os sintomas gastrointestinais em pacientes com LEN são diversos, compreendendo principalmente hiperbilirrubinemia conjugada, transaminases elevadas, intolerância alimentar (IF), hepatomegalia, esplenomegalia e diarreia, entre outros. 69,23% dos pacientes desse  com LES neste estudo apresentavam manifestações no sistema gastrintestinal associada à presença de hipocomplementemia e anticorpos anti-SSA. os médicos devem estar alertas para a possibilidade de LES quando os pacientes apresentam fenótipos gastrointestinais durante o período neonatal e infantil, particularmente quando são acompanhados por erupção cutânea ou disfunção de outros sistemas orgânicos.

MONOGRAFIA NEONATAL-2024 (HMIB):Avaliação da eficácia da colostroterapia em recém-nascidos internados em uma UTI neonatal

MONOGRAFIA NEONATAL-2024 (HMIB):Avaliação da eficácia da colostroterapia em recém-nascidos internados em uma UTI neonatal

Autora:Amanda do Carmo Alves Orientadora: Nathalia Bardal

Introdução: Recém-nascidos prematuros e com patologias cirúrgicas apresentam risco aumentado de desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde e de morte, visto que permanecem grandes períodos em jejum, com antibioticoterapia de amplo espectro, acesso venoso profundo e nutrição parenteral prolongada, o que facilita a colonização do trato gastrointestinal por bactérias patogênicas. A colostroterapia é uma terapia segura, sendo amplamente utilizada nas unidades neonatais por sua ação sobre a imunidade de mucosa, diante disso, pode ser uma estratégia interessante para esses pacientes. Além disso, as mães muitas vezes se sentem desmotivadas, pois seus filhos permanecem longos períodos sem receber alimentação enteral, e o aleitamento materno muitas vezes é dificultado. A colostroterapia pode funcionar como fator motivador para essas mães, e secundariamente, poderia favorecer as taxas de amamentação. Objetivo: Avaliar o impacto do uso, em recém-nascidos prematuros e com patologias cirúgicas, da colostroterapia na redução da ocorrência de sepse tardia; do número de óbitos; do tempo até atingir a dieta plena; e do tempo total de internação. Metodologia: Tratase de uma coorte retrospectiva, que foi realizada em recém-nascidos prematuros e em recém-nascidos com patologias cirúrgicas admitidos e atendidos na Unidade de Neonatologia do Hospital Materno Infantil do Distrito Federal entre janeiro e dezembro de 2023. Resultados: Foram incluídos no estudo 173 pacientes, dos quais 24% foram gestados por menos de 28 semanas; 54% de 28 a 32 semanas; e os demais foram pacientes cirúrgicos — 22%. A colostroterapia foi prescrita para 29% dos pacientes, dos quais 61% receberam o tratamento. Dos pacientes gestados por menos de 28 semanas, 50% receberam prescrição e 31% realizaram efetivamente a colostroterapia. Já nos pacientes com 28 a 32 semanas, foi prescrita para 25%, e 14% recebeu o tratamento. Por fim, no grupo de pacientes cirúrgicos, 18% tiveram prescrição e 15% realizaram a terapia. Conclusão: O tempo de internação da mãe se mostrou estatisticamente associado à realização da colostroterapia. Contudo, não foram identificadas nenhuma associação significativa entre a realização dacolostroterapia e os demais desfechos.