Mês: março 2026

Proteína C-Reativa (PCR) versus Procalcitonina (PCT) no diagnóstico precoce da sepse neonatal: uma revisão sistemática

Proteína C-Reativa (PCR) versus Procalcitonina (PCT) no diagnóstico precoce da sepse neonatal: uma revisão sistemática


Creactive Protein Versus Procalcitonin in the Early Diagnosis of Neonatal Sepsis: A Systematic Review.
Sundara SV, Lu X, Busmail H, Weerakoon S, Avula S, Mandefro BT, Mohammed L.Cureus. 2025 Aug 17;17(8):e90353. doi: 10.7759/cureus.90353. eCollection 2025 Aug.PMID: 40970024.

Realizado por Paulo R. Margotto

O diagnóstico preciso e oportuno da sepse neonatal é crucial para reduzir a mortalidade, ao mesmo tempo em que previne a exposição desnecessária e potencialmente prejudicial a antibióticos em neonatos não infectados. Um biomarcador ideal deve exibir alta sensibilidade e alta especificidade, bem como valores preditivos positivos e negativos fortes. Esta revisão sistemática demonstra o forte potencial diagnóstico da PCT, particularmente no diagnóstico precoce de sepse neonatal. Além disso, a precisão diagnóstica da PCT é aprimorada quando usada em combinação com outros biomarcadores, incluindo a PCR. A PCR exibe um aumento atrasado, tipicamente 6-12 horas após o início da infecção, e uma meia-vida curta de 24-48 horas [1-3,5,12,16]. Vários fatores perinatais ocasionam o seu aumento. Essa limitação reduz sua sensibilidade, particularmente para o diagnóstico de sepse de início precoce, frequentemente resultando em uso prolongado de antibióticos empíricos e riscos associados. No entanto a PCR tem alta especificidade. A PCT é liberada na corrente sanguínea muito rapidamente após exposição bacteriana sistêmica (tanto na SEPSE DE INICIO precoce como sepse de inicio TARDIO), dentro de duas a quatro horas, atinge seu pico dentro de seis a oito horas e permanece elevada por até 48 horas. PCT foi benéfica em guiar a terapia antibiótica. Neonatos sendo tratados para suspeita de sepse precoce e alocados para terapia guiada por PCT receberam uma duração mais curta de terapia antibiótica comparada ao cuidado padrão. Valores de PCT também indicam gravidade, e eles diminuem rapidamente após o início da terapia antibiótica. Uma vez que os valores retornam ao normal, os antibióticos podem ser parados.

MONOGRAFIAS 2026-Hospital Materno Infantil de Brasília: Cuidados Paliativos: Um Estudo com Profissionais de Saúde em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de Referência do Distrito Federal

MONOGRAFIAS 2026-Hospital Materno Infantil de Brasília: Cuidados Paliativos: Um Estudo com Profissionais de Saúde em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de Referência do Distrito Federal

Autora: Luísa Teixeira Fischer Dias  

Orientador: Evely Mirela Santos França.

Os cuidados paliativos neonatais são fundamentais na assistência ao recém-nascido com condição ameaçadora à vida, integrando controle de sintomas, cuidado centrado na família e tomada de decisão compartilhada. Apesar de recomendações para sua introdução precoce na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, persistem desafios relacionados à formação profissional, protocolos institucionais e impacto emocional sobre as equipes. Objetivo: Analisar conhecimento, percepções, barreiras institucionais e impacto emocional relacionados aos cuidados paliativos neonatais entre profissionais de uma UTIN. Metodologia: Estudo descritivo transversal realizado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 em Hospital público Materno-Infantil. Participaram 116 dos 186 profissionais elegíveis (62,4%). Aplicou-se questionário estruturado com 21 questões. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e as respostas abertas por análise de conteúdo segundo Bardin. Resultados: Observou-se compreensão conceitual consistente, com reconhecimento do controle da dor (97,4%), do apoio à família (84,5%) e da integração de aspectos psicológicos e espirituais (78,4%). Entretanto, apenas 41,4% relataram sentir-se preparados, enquanto 53,4% referiram preparo parcial. A experiência foi considerada difícil ou muito difícil por 81,1%, destacando-se sentimentos de impotência (27,6%), insegurança (12,1%) e frustração (10,3%). A ausência de protocolos e fragilidades organizacionais emergiram como barreiras centrais. Conclusão: Apesar da base conceitual sólida, permanecem lacunas no preparo formal, na estrutura institucional e no suporte emocional às equipes. A consolidação dos cuidados paliativos neonatais na UTIN requer investimento em educação permanente, protocolos assistenciais e fortalecimento multiprofissional.

MONOGRAFIA-2026: Hospital Santa Lúcia Sul:A EFICÁCIA DO ESCORE CRIB II NA MORTALIDADE NEONATAL EM UMA MATERNIDADE TERCIÁRIA PRIVADA

MONOGRAFIA-2026: Hospital Santa Lúcia Sul:A EFICÁCIA DO ESCORE CRIB II NA MORTALIDADE NEONATAL EM UMA MATERNIDADE TERCIÁRIA PRIVADA

Leticia Martins Perci/Coordenação: Marta David Rocha de Moura

Esse estudo proporcionou conhecermos o perfil da morbimortalidade na UTI Neonatal  pioneira no DF, no período 2000 a 2024 (1980 INTERNAÇÕES). Observou-se uma  taxa de sobrevida elevada (94,4%) e uma mortalidade média  entre 3-4%.  Entre os casos cirúrgicos, destacam-se 58 cardiopatias congênitas (mortalidade de 29%) e 13 defeitos de fechamento de parede abdominal (gastrosquise e onfalocele) com apenas um óbito (7,7%). Os dados indicam ambiente  de cuidado especializado e eficaz, com necessidade contínua de recursos para ventilação, cuidados com a prematuridade  e monitoramento clínico. A análise dos modelos preditivos revela uma evolução na busca por equilíbrio entre precisão e viabilidade. O CRIB II consolidou-se como padrão para pré-termos, mas novos modelos como o VIS (Vasoactive Inotropic Score), que avalia a carga de medicamentos vasoativos, e o SENSS (Score for Essential Neonatal Symptoms and Signs), focado em sinais clínicos básicos em contextos de recursos limitados, surgem para complementar o monitoramento hemodinâmico e assistencial.