Autor: Paulo Margotto

Este site tem por objetivo a divulgação do que há mais de novo na Medicina Neonatal através de Artigos (Resumidos, Apresentados, Discutidos e Originais), Monografias das Residências Médicas, principalmente do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB/SES/DF), Apresentações de Congresso e Simpósios (aulas liberadas para divulgação, aulas reproduzidas). Também estamos disponibilizando dois livros da nossa autoria (Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 3a Edição, 2013 e Neurossonografia Neonatal, 2013) em forma de links que podem ser baixados para os diferentes Smartphone de forma inteiramente gratuita. A nossa página está disponível para você também que tenha interesse em compartilhar com todos nós os seus conhecimentos. Basta nos enviar que após análise, disponibilizaremos. O nome NEONATOLOGIA EM AÇÃO nasceu de uma idéia que talvez venha se concretizar num futuro não distante de lançarmos um pequeno livro (ou mesmo um aplicativo chamado Neonatologia em Ação) para rápida consulta à beira do leito. No momento estamos arduamente trabalhando com uma excelente Equipe na elaboração da 4a Edição do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, que conterá em torno de mais 100 capítulos, abordando diferentes temas do dia a dia da Neonatologia Intensiva, com lançamento a partir do segundo semestre de 2018. O site também contempla fotos dos nossos momentos na Unidade (Staffs, Residentes, Internos). Todo esforço está sendo realizado para que transportemos para esta nova página os 6000 artigos do domínio www.paulomargotto.com.br, aqui publicados ao longo de 13 anos.Todas as publicações da página são na língua portuguesa. Quando completamos 30 anos do nosso Boletim Informativo Pediátrico com Enfoque Perinatal (1981- 2011), o berço do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, escrevemos e que resumo todo este empenho no engrandecimento da Neonatologia brasileira: nestes 30 anos, com certeza, foram várias as razões que nos impulsionam seguir adiante, na conquista do ideal de ser sempre útil, uma doação constante, na esperança do desabrochar de uma vida sadia, que começa em nossas mãos. Este mágico momento não pode admitir erro, sob o risco de uma cicatriz perene. É certamente emocionante fazer parte desta peça há tantos anos! "Não importa o quanto fazemos, mas quanto amor colocamos naquilo que fazemos"
ÁUDIO POR IA:Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer doc

ÁUDIO POR IA:Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer doc

Helen G. Liley (Austrália). 10º  Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal (28-30/5/2026)

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Palestra discute o manejo do cordão em recém-nascidos não vigorosos de todas as idades gestacionais, com base em revisões sistemáticas e metanálises recentes (incluindo iCOMP e atualizações 2024-2025). Destaca a confusão de nomenclatura e propõe categorização em: decisões baseadas no tempo (clampeamento imediato <15 s, precoce 15-59 s, tardio ≥60 s), baseadas na fisiologia (reanimação com cordão intacto ou clampeamento após marcos como respiração/ventilação eficaz) e ordenha do cordão (intacta ou de segmento cortado). Do ponto de vista da Fisiologia, as evidências principais são: a) clampear antes da respiração/ventilação causa instabilidade hemodinâmica (queda de fluxo sistêmico e pressão); ventilação prévia ao clampeamento estabiliza a transição (dados de modelos animais e estudos) b) Em prematuros: clampeamento tardio (≥60 s) reduz mortalidade e necessidade de transfusão. Ordenha intacta mostra tendência favorável, mas é desaconselhada em <28 semanas pelo risco potencial de hemorragia intraventricular grave c) em não vigorosos ≥28 semanas / termo e pré-termo tardio: o estudo MINVI (ordenha intacta vs. clampeamento precoce) mostrou redução de encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada/grave (de 3% para 1,4%) e menor necessidade de hipotermia terapêutica, com melhorias hematológicas. Adesão e benefícios parecem decorrentes da ordenha em si.Do Consenso de 2025: Adiar o clampeamento por ≥60 s sempre que possível (forte/alta certeza em prematuros; fraca/baixa certeza em termo). em não vigorosos >28 semanas: considerar ordenha do cordão intacto (preferência sobre clampeamento precoce) para reduzir risco de EHI e melhorar resultados hematológicos (evidência moderada, com ressalva pela falta de replicação ampla); em <28 semanas: recomendar contra ordenha intacta; reanimação com cordão intacto: evidência insuficiente para recomendar a favor ou contra em termo/pré-termo tardio não vigorosos; estimulação tátil precoce é razoável. Mais estudos multicêntricos são necessários. Pontos práticos adicionais: comprimento de ordenha estimado em ~20-30 cm (sem necessidade de medição precisa); clampeamento tardio não parece piorar doença hemolítica por isoimunização Rh (dados preliminares); risco de policitemia/hiperviscosidade não está bem definido em estudos específicos. A mensagem central é priorizar estabilidade fisiológica da transição (ventilação antes do clampeamento sempre que viável) e usar ordenha intacta de forma seletiva em não vigorosos ≥28 semanas como alternativa ao clampeamento precoce, com cautela nos extremos de prematuridade.

 

Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer

Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer

Helen G. Leley (Australia). 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu(PR) entre os dias 28 a 30 de maio de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto

A Palestra discute o manejo do cordão em recém-nascidos não vigorosos de todas as idades gestacionais, com base em revisões sistemáticas e metanálises recentes (incluindo iCOMP e atualizações 2024-2025). Destaca a confusão de nomenclatura e propõe categorização em: decisões baseadas no tempo (clampeamento imediato <15 s, precoce 15-59 s, tardio ≥60 s), baseadas na fisiologia (reanimação com cordão intacto ou clampeamento após marcos como respiração/ventilação eficaz) e ordenha do cordão (intacta ou de segmento cortado). Do ponto de vista da Fisiologia, as evidências principais são: a) clampear antes da respiração/ventilação causa instabilidade hemodinâmica (queda de fluxo sistêmico e pressão); ventilação prévia ao clampeamento estabiliza a transição (dados de modelos animais e estudos) b) Em prematuros: clampeamento tardio (≥60 s) reduz mortalidade e necessidade de transfusão. Ordenha intacta mostra tendência favorável, mas é desaconselhada em <28 semanas pelo risco potencial de hemorragia intraventricular grave c) em não vigorosos ≥28 semanas / termo e pré-termo tardio: o estudo MINVI (ordenha intacta vs. clampeamento precoce) mostrou redução de encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada/grave (de 3% para 1,4%) e menor necessidade de hipotermia terapêutica, com melhorias hematológicas. Adesão e benefícios parecem decorrentes da ordenha em si.Do Consenso de 2025: Adiar o clampeamento por ≥60 s sempre que possível (forte/alta certeza em prematuros; fraca/baixa certeza em termo). em não vigorosos >28 semanas: considerar ordenha do cordão intacto (preferência sobre clampeamento precoce) para reduzir risco de EHI e melhorar resultados hematológicos (evidência moderada, com ressalva pela falta de replicação ampla); em <28 semanas: recomendar contra ordenha intacta; reanimação com cordão intacto: evidência insuficiente para recomendar a favor ou contra em termo/pré-termo tardio não vigorosos; estimulação tátil precoce é razoável. Mais estudos multicêntricos são necessários. Pontos práticos adicionais: comprimento de ordenha estimado em ~20-30 cm (sem necessidade de medição precisa); clampeamento tardio não parece piorar doença hemolítica por isoimunização Rh (dados preliminares); risco de policitemia/hiperviscosidade não está bem definido em estudos específicos. A mensagem central é priorizar estabilidade fisiológica da transição (ventilação antes do clampeamento sempre que viável) e usar ordenha intacta de forma seletiva em não vigorosos ≥28 semanas como alternativa ao clampeamento precoce, com cautela nos extremos de prematuridade.

ÁUDIO POR IA: ORTOPEDIA PARA NEONATOLOGIA

ÁUDIO POR IA: ORTOPEDIA PARA NEONATOLOGIA

Mariana Ferrer (DF). Reunião da Unidade de Neonatologia do HMIB/SES/DF em 27/7/2026

Nessa Palestra a Dra. Mariana Ferrer destaca a integração essencial entre ortopedia e neonatologia: muitas alterações ortopédicas podem e devem ser diagnosticadas ao nascimento. O diagnóstico precoce muda radicalmente o prognóstico. O Exame físico deve ser sistematizado,  avaliando sempre cabeça, coluna cervical, membros e dedos, observando postura, tônus e assimetrias (mesmo com queixa localizada, reexaminar o bebê por completo). A  Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDH)  foi o  tema principal: o acetábulo raso impede o encaixe adequado da cabeça femoral; principais fatores de risco: apresentação pélvica, história familiar, sexo feminino, oligoidrâmnio, gemelaridade e primeira gestação.  O Sinal de Ortolani deve ser realizado na Sala de Parto. Ultrassom de quadril deve ser solicitado precocemente em todos os bebês de risco (preferencialmente até 2 semanas de vida). Tratamento de escolha: Suspensório de Pavlik (ideal antes de 12 semanas).Evitar “charutinhos” com pernas esticadas; preferir posição em “M” (slings/cangurus). Fralda dupla não substitui o tratamento adequado. Nos prematuros extremos monitorar quadris e coluna pelo risco de luxação silenciosa associada à imobilidade e à espasticidade (paralisia cerebral).Mensagem final: o  diagnóstico precoce é o “patrono” da ortopedia pediátrica.

Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Childhood Antimicrobial Resistance With Global Forecasts. Hu YJ, Qiu H, Harwell JI, Bryant PA.JAMA Pediatr. 2026 Jul 20:e262808. doi: 10.1001/jamapediatrics.2026.2808.

Realizado por Paulo R. Margotto

O estudo analisou mais de 106.000 isolados bacterianos de crianças em 82 países entre 2004 e 2022. O objetivo foi avaliar as tendências de resistência utilizando a classificação AWaRe da OMS (Acesso, Vigilância e Reserva) e prever o cenário até 2035.Os principais achados foram: Aumento Global: A resistência aumentou em todas as regiões do mundo, com crescimento mais acelerado e níveis mais altos em contextos com recursos limitados. Grupos de Alto Risco: O aumento da resistência foi mais acentuado em  Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde a resistência aos antibióticos do grupo “Vigilância” dobrou (de 15% para 33%), Crianças de 0 a 2 anos. e Pacientes com sepse ou infecções respiratórias.. Entre os patógenos críticos: Acinetobacter baumannii: apresentou a maior resistência geral, superando 55% em todas as categorias de antibióticos, Klebsiella spp.: Foi o patógeno com o crescimento mais rápido de resistência, especialmente contra cefalosporinas e carbapenêmicos. As previsões para 2035 são alarmante  caso não haja intervenção: a resistência aos carbapenêmicos (antibióticos de última linha) deve atingir 82% em A. baumannii e 35% em Klebsiella spp. Portanto: Em certas regiões, a resistência de Klebsiella spp. às cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações pode ultrapassar 70%. Portanto a crescente resistência ameaça a eficácia dos tratamentos empíricos para infecções graves, podendo levar a medicina de volta à era pré-antibiótica, onde infecções corriqueiras se tornam fatais. Os autores enfatizam a necessidade urgente de Sistemas de vigilância integrados e estratificados por idade, Fortalecimento do uso racional de antimicrobianos (programas de stewardship) e Melhoria no saneamento e controle de infecções, especialmente em países de baixa renda.

ÁUDIO POR IA: Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

ÁUDIO POR IA: Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Childhood Antimicrobial Resistance With Global Forecasts. Hu YJ, Qiu H, Harwell JI, Bryant PA.JAMA Pediatr. 2026 Jul 20:e262808. doi: 10.1001/jamapediatrics.2026.2808.

Realizado por Paulo R. Margotto

O estudo analisou mais de 106.000 isolados bacterianos de crianças em 82 países entre 2004 e 2022. O objetivo foi avaliar as tendências de resistência utilizando a classificação AWaRe da OMS (Acesso, Vigilância e Reserva) e prever o cenário até 2035.Os principais achados foram:Aumento Global: A resistência aumentou em todas as regiões do mundo, com crescimento mais acelerado e níveis mais altos em contextos com recursos limitados.Grupos de Alto Risco: O aumento da resistência foi mais acentuado em  Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde a resistência aos antibióticos do grupo “Vigilância” dobrou (de 15% para 33%), Crianças de 0 a 2 anos. e Pacientes com sepse ou infecções respiratórias.. Entre os patógenos críticos:Acinetobacter baumannii: apresentou a maior resistência geral, superando 55% em todas as categorias de antibióticos, Klebsiella spp.: fFoi o patógeno com o crescimento mais rápido de resistência, especialmente contra cefalosporinas e carbapenêmicos. As previsões para 2035 são alarmante  caso não haja intervenção:a resistência aos carbapenêmicos (antibióticos de última linha) deve atingir 82% em A. baumannii e 35% em Klebsiella spp. Portanto:Em certas regiões, a resistência de Klebsiella spp. às cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações pode ultrapassar 70%. Portanto a crescente resistência ameaça a eficácia dos tratamentos empíricos para infecções graves, podendo levar a medicina de volta à era pré-antibiótica, onde infecções corriqueiras se tornam fatais. Os autores enfatizam a necessidade urgente de:Sistemas de vigilância integrados e estratificados por idade, Fortalecimento do uso racional de antimicrobianos (programas de stewardship) e Melhoria no saneamento e controle de infecções, especialmente em países de baixa renda.

APRESENTAÇÃO: Ortopedia para os Neonatologistas

APRESENTAÇÃO: Ortopedia para os Neonatologistas

Mariana Ferrer (Reunião da Unidade de  Neonatologia do HMIB/SES/DF em  27/7/2026

A Dra. Mariana Ferrer destaca a integração essencial entre ortopedia e neonatologia: muitas alterações ortopédicas podem e devem ser diagnosticadas ao nascimento. O diagnóstico precoce muda radicalmente o prognóstico. O Exame físico deve ser sistematizado,  avaliando sempre cabeça, coluna cervical, membros e dedos, observando postura, tônus e assimetrias (mesmo com queixa localizada, reexaminar o bebê por completo). A  Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDH)  foi o  tema principal: o acetábulo raso impede o encaixe adequado da cabeça femoral; principais fatores de risco: apresentação pélvica, história familiar, sexo feminino, oligodrâmnio, gemelaridade e primeira gestação.  O Sinal de Ortolani deve ser realizado na Sala de Parto. Ultrassom de quadril deve ser solicitado precocemente em todos os bebês de risco (preferencialmente até 2 semanas de vida). Tratamento de escolha: Suspensório de Pavlik (ideal antes de 12 semanas).Evitar “charutinhos” com pernas esticadas; preferir posição em “M” (slings/cangurus). Fralda dupla não substitui o tratamento adequado. Nos prematuros extremos monitorar quadris e coluna pelo risco de luxação silenciosa associada à imobilidade e à espasticidade (paralisia cerebral).Mensagem final: o  diagnóstico precoce é o “patrono” da ortopedia pediátrica.

Prevalência da Lesão Cerebral em Neonatos com Cardiopatia Congênita

Prevalência da Lesão Cerebral em Neonatos com Cardiopatia Congênita

Prevalence of Ischemic Brain Injury in Neonates With Congenital Heart Disease: A Systematic Review and Meta-Analys is. Kim C1, Chetan D2, Kazazian V3, Alzamil J4, Chau V5, Seed M 3,5, Miller SP 1,5,6, Selvanathan T 1,5.Neurology. 2026 Feb 10;106(3):e214569. doi: 10.1212/WNL.0000000000214569. Epub 2026 Jan 9.PMID: 41512205.

Realizado por Paulo R. Margotto

Esta revisão sistemática e metanálise (31 estudos) quantificou a prevalência de lesão cerebral isquêmica (lesão da substância branca (WMI), acidente vascular cerebral isquêmico arterial  (AIS (e lesão hipóxico-isquêmica (HII) em neonatos com cardiopatia congênita (CHD) crítica. Os principais achados de prevalência agrupada se destacam: lesão isquêmica cumulativa (pré + pós-operatória): 68,5% (IC 95% 62,7–73,8%);pré-operatória: 34,7% e ova lesão pós-operatória: 46,5%.Tipo de lesão: lesão da substância branca (mais comum): cumulativa 39,7%; pré-operatória 23,8%; nova pós-operatória ~40%); acidente vascular isquêmico cerebral cumulativa 20,2%; pré-operatória 10,5%; nova pós-operatória 16,1% e Lesão hipóxico-isquêmica com baixa prevalência (cumulativa ~2,4%; pré-operatória 3,4%).As mensagens principais: a carga de lesão isquêmica é elevada e ocorre tanto antes quanto após a cirurgia. A lesão da substancia branca é  o padrão mais frequente e se assemelha à observada em prematuros. A lesão é frequentemente sutil/assintomática e pode ser subdiagnosticada por ultrassonografia; a RM(ressonância magnética) é superior para detecção. A idade mais jovem na cirurgia associou-se a maior prevalência cumulativa de lesão da substancia branca (possível confusão com gravidade clínica). Os resultados reforçam a necessidade de RM pré e/ou pós-operatória rotineira (quando viável) para orientar famílias sobre risco de déficits do neurodesenvovimento e iniciar vigilância/intervenção precoce. Assim, o  estudo destaca a doença cardíaca crítica congênita como condição que impacta profundamente o cérebro e enfatiza a importância de relatos padronizados, investigação de fatores de risco modificáveis e estratégias de neuroproteção.

Lições de Ortopedia Pediátrica para a Neonatologia

Lições de Ortopedia Pediátrica para a Neonatologia

Apresentação  realizada por  Maria Ferrer (Ortopedista Infantil)ocorrida na Reunião da Unidade de Neonatologia do Hospital Materno Infantil de Brasilia (HMIB)/SES/DF no dia 27 de julho de 2026.

A Palestrante destacou  a integração essencial entre ortopedia e neonatologia: muitas alterações ortopédicas podem e devem ser diagnosticadas ao nascimento. O diagnóstico precoce muda radicalmente o prognóstico. O Exame físico deve ser sistematizado,  avaliando sempre cabeça, coluna cervical, membros e dedos, observando postura, tônus e assimetrias (mesmo com queixa localizada, reexaminar o bebê por completo). A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDH)  foi o  tema principal: o acetábulo raso impede o encaixe adequado da cabeça femoral; os principais fatores de risco: apresentação pélvica, história familiar, sexo feminino, oligodrâmnio, gemelaridade e primeira gestação, o Sinal de Ortolani deve ser realizado na Sala de Parto. Ultrassom de quadril deve ser solicitado precocemente em todos os bebês de risco (preferencialmente até 2 semanas de vida). Tratamento de escolha: Suspensório de Pavlik (ideal antes de 12 semanas). Evitar “charutinhos” com pernas esticadas; preferir posição em “M” (slings/cangurus). Fralda dupla não substitui o tratamento adequado. Nos prematuros extremos monitorar quadris e coluna pelo risco de luxação silenciosa associada à imobilidade e à espasticidade (paralisia cerebral).Mensagem final: o  diagnóstico precoce é o “patrono” da ortopedia pediátrica.

Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Palestra Administrada pela Dra. Helen G. Liley, Brisbane, Austrália no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu, entre os dia 27-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A VPP é o elemento mais importante na reanimação neonatal, pois auxilia a transição fetal-extrauterina, estabelece a Capacidade Residual Funcional (CRF) e reduz a necessidade de intervenções mais agressivas (compressões ou epinefrina). As 3 Fases do Recrutamento Pulmonar: Fase 1 (Inicial): Limpeza de líquido fetal e início da aeração. → Usar insuflações sustentadas ou VPP rítmica padronizada para estabelecer CRF rapidamente; Fase 2 (Intersticial): Líquido migra para o interstício (edema). Alto risco de colapso alveolar. → Manter VPP contínua com PEEP – NÃO interromper (pecado mortal da reanimação) E Fase 3 (Tardia): Reabsorção lenta do líquido. → Ventilação protetora, reduzindo parâmetros conforme melhora da complacência pulmonar. Evitar hiperdistensão e volutrauma. As estratégias são, conforme perfil do bebês:Prematuros: Iniciar com PIP ~25 cmH₂O + PEEP 5-8 cmH₂O (até 12 no estudo POLAR). Reduzir PIP se boa resposta.Mecônio espesso: Pressões iniciais mais altas (até 50 cmH₂O) e tempos inspiratórios/expiratórios um pouco mais longos.Hipoplasia pulmonar: Pressões mais baixas para evitar barotrauma e redução do fluxo sistêmico. Os Equipamentos e Interfaces são: Ressuscitador com Peça T: Escolha ideal (pressões precisas e PEEP confiável).Balão autoinflável: Apenas backup (sem PEEP confiável).Máscara facial: Rápida, mas risco de vazamento, reflexo vagal e distensão gástrica.Dispositivo supraglótico: Boa opção de resgate (>34 semanas).Tubo traqueal + videolaringoscópio: Padrão-ouro, mas baixa taxa de sucesso na 1ª tentativa por menos experientes.Meta:Meta: Transição suave (“10 perfeito”) com mínima lesão pulmonar e cerebral.Quanto melhor for a VPP, menos intervenções extremas serão necessárias. O foco é estabelecer e manter a CRF com constância e gentileza.

 

ÁUDIO POR IA: Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

ÁUDIO POR IA: Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Palestra Administrada pela Dra. Helen G. Liley, Brisbane, Austrália no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu, entre os dia 27-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A VPP é o elemento mais importante na reanimação neonatal, pois auxilia a transição fetal-extrauterina, estabelece a Capacidade Residual Funcional (CRF) e reduz a necessidade de intervenções mais agressivas (compressões ou epinefrina). As 3 Fases do Recrutamento Pulmonar: Fase 1 (Inicial): Limpeza de líquido fetal e início da aeração. → Usar insuflações sustentadas ou VPP rítmica padronizada para estabelecer CRF rapidamente; Fase 2 (Intersticial): Líquido migra para o interstício (edema). Alto risco de colapso alveolar. → Manter VPP contínua com PEEP – NÃO interromper (pecado mortal da reanimação) E Fase 3 (Tardia): Reabsorção lenta do líquido. → Ventilação protetora, reduzindo parâmetros conforme melhora da complacência pulmonar. Evitar hiperdistensão e volutrauma. As estratégias são, conforme perfil do bebês:Prematuros: Iniciar com PIP ~25 cmH₂O + PEEP 5-8 cmH₂O (até 12 no estudo POLAR). Reduzir PIP se boa resposta.Mecônio espesso: Pressões iniciais mais altas (até 50 cmH₂O) e tempos inspiratórios/expiratórios um pouco mais longos.Hipoplasia pulmonar: Pressões mais baixas para evitar barotrauma e redução do fluxo sistêmico. Os Equipamentos e Interfaces são: Ressuscitador com Peça T: Escolha ideal (pressões precisas e PEEP confiável).Balão autoinflável: Apenas backup (sem PEEP confiável).Máscara facial: Rápida, mas risco de vazamento, reflexo vagal e distensão gástrica.Dispositivo supraglótico: Boa opção de resgate (>34 semanas).Tubo traqueal + videolaringoscópio: Padrão-ouro, mas baixa taxa de sucesso na 1ª tentativa por menos experientes.Meta:Meta: Transição suave (“10 perfeito”) com mínima lesão pulmonar e cerebral.Quanto melhor for a VPP, menos intervenções extremas serão necessárias. O foco é estabelecer e manter a CRF com constância e gentileza.