Categoria: AUDIOS

AUDIO POR IA:CPAP profilática no parto cesáreo em recém-nascidos pré-termo tardios: um estudo clínico randomizado multicêntrico

AUDIO POR IA:CPAP profilática no parto cesáreo em recém-nascidos pré-termo tardios: um estudo clínico randomizado multicêntrico

Prophylactic CPAP at Cesarean Birth in Late–Preterm Newborns: A Multicenter RCT.Shah BA, DeShea L, Schmölzer GM, Josephsen JB, Fabres J, Wetzel EA, Rykovich H, Thomas A, Law B, Garrido C, Szyld E.Pediatrics. 2026 Aug 1;158(2):e2025070998. doi: 10.1542/peds.2025-070998.PMID: 42457181 Clinical Trial. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este documento detalha o estudo PLANT (Prophylactic CPAP at Cesarean Birth for Late Preterm Newborns Trial), um ensaio clínico piloto internacional que investigou o uso de CPAP profilático em recém-nascidos prematuros tardios nascidos via cesariana (CPAP por 20 minutos a recém-nascidos prematuros tardios com respiração espontânea, nascidos por cesariana). Quando esses bebês prematuros tardios nascem por cesárea, geralmente apresentam maiores proporções de líquido/ar pulmonar. A CPAP profilática pode auxiliar os esforços respiratórios do lactente, acelerando a reabsorção de fluido pulmonar e facilitando a aeração pulmonar.Além disso, a CPAP previne o colapso das vias aéreas, diminui o shunt intrapulmonar e facilita e mantém o recrutamento alveolar. A pesquisa buscou determinar se aplicar pressão positiva logo após o parto reduziria a necessidade de suporte respiratório e internações em UTI neonatal. Os resultados indicam que a prática é segura e viável, demonstrando eficácia em diminuir intervenções respiratórias nos primeiros 30 minutos de vida. Além disso, o subgrupo de bebês entre 35 e 36 semanas apresentou menor taxa de internações não planejadas quando recebeu o tratamento. Em suma, o texto ressalta o potencial da estratégia para otimizar a aeração pulmonar durante a transição neonatal. Em países de baixa e média renda com capacidade limitada de UTI neonatal, essa intervenção direcionada pode se traduzir em redução da mortalidade.

ÁUDIO POR IA: Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

ÁUDIO POR IA: Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

Impact of spontaneous versus expressive maternal singing on physiological parameters and regional tissue oxygenation in preterm infants: a prospective cross-over study. Cordella ES, Martini S, Bartolotta C, Falzone M, Fabbri E, Corvaglia L.Early Hum Dev. 2026 Aug 2;223:106630. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2026.106630. Online ahead of print.PMID: 42561882. Itália.

Realizado por Paulo R. Margotto

Este documento analisa os benefícios da estimulação auditiva, especificamente do canto materno, no desenvolvimento de bebês prematuros hospitalizados em UTIs Neonatais. O estudo principal compara o canto espontâneo com o canto expressivo, demonstrando que a versão guiada por musicoterapeutas melhora significativamente a oxigenação cerebral dos recém-nascidos sem causar estresse fisiológico. Complementarmente, referências de especialistas como Joseph Volpe reforçam que a exposição musical precoce favorece a maturação da substância branca e cinzenta, otimizando conexões neurais fundamentais. Essas intervenções são apresentadas como ferramentas viáveis para fortalecer o vínculo mãe-bebê e mitigar os efeitos negativos do isolamento hospitalar. Em suma, os textos defendem a musicoterapia estruturada como uma estratégia não farmacológica eficaz para promover o bem-estar metabólico e o desenvolvimento neurológico a longo prazo.

ÁUDIO POR IA:Viabilidade da administração de SURFACTANTE POR MEIO DE VIAS AÉREAS SUPRAGLÓTICAS em prematuros com peso ao nascer entre 800 e 1500 g

ÁUDIO POR IA:Viabilidade da administração de SURFACTANTE POR MEIO DE VIAS AÉREAS SUPRAGLÓTICAS em prematuros com peso ao nascer entre 800 e 1500 g

Feasibility of Surfactant Delivery via Preterm Supraglottic Airways in Infants with Birth Weights of 800-1500 g. Larsson M, Vu H, Nguyen LT, Nguyen HL, Nguyen HT, Tran NL, Nguyen H, Thi Pham PT, Nguyen TK, Elfvin A, Drevhammar T, Mai HT, Myrnerts Höök S, Alfvén T, Pejovic NJ.J Pediatr. 2026 Aug 4:115269. doi: 10.1016/j.jpeds.2026.115269. Online ahead of print.PMID: 42551730 Artigo Gratis! Suécia/Vietnã Hanoi (Vietnã)

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esse estudo ainda em Pre-proof a ser publicado pelo The Journal of Pediatrics,  avalia a viabilidade e segurança da técnica SALSA (Surfactant administration via laryngeal or supraglottic airway), que consiste na administração de surfactante via vias aéreas supraglóticas em prematuros pesando entre 800 e 1500 gramas. Realizada em uma unidade de terapia intensiva neonatal no Vietnã, a pesquisa utilizou o dispositivo Neo i-gel para evitar métodos mais invasivos, como a intubação endotraqueal tradicional. Os resultados demonstram que o procedimento é altamente viável, com uma taxa de sucesso de inserção de 98% em até duas tentativas. Observou-se uma redução significativa na necessidade de oxigênio suplementar uma hora após a intervenção, sugerindo que o medicamento foi distribuído de forma eficaz. Embora tenham ocorrido episódios breves de dessaturação e bradicardia, os eventos foram resolvidos rapidamente e não houve complicações graves diretamente ligadas ao método. O artigo conclui que a técnica é bem tolerada por recém-nascidos de muito baixo peso, servindo como prova de conceito para futuros ensaios clínicos mais amplos.

ÁUDIO POR IA: Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.

ÁUDIO POR IA: Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.


Early autism risk factors: a cohort study of children born very preterm at 5-years.
Stone-Heaberlin M, Blackburn AD, Tamm L, Allahverdy A, Kline-Fath B, Parikh NA.J Perinatol. 2026 Aug 12. doi: 10.1038/s41372-026-02856-x. Online ahead of print.PMID: 42587029.

Realizado por Paulo R. Margotto,

Este estudo investigou os elementos que elevam a probabilidade de autismo em crianças nascidas muito prematuras, acompanhando-as até os cinco anos de idade. Os resultados revelam que essa população apresenta uma taxa de risco de quase 9%, valor significativamente superior ao observado em crianças nascidas a termo. Entre os diversos fatores analisados, as anormalidades cerebelares detectadas por ressonância magnética e a presença de corioamnionite moderada a grave surgiram como os principais preditores biológicos. A corioamnionite desencadeia uma resposta inflamatória materna e fetal, com citocinas pró-inflamatórias atravessando a placenta e entrando na circulação fetal. Isso pode impactar negativamente o cérebro fetal, causando poda sináptica anormal, maturação prejudicada dos oligodendrócitos e/ou mielinização interrompida Além dessas condições médicas, o sexo masculino e contextos de vulnerabilidade social também demonstraram forte correlação com pontuações elevadas em testes de triagem. Crianças identificadas nesse grupo de risco exibiram prejuízos notáveis em habilidades cognitivas, executivas e comportamentais. O aleitamento materno pode ser um fator de proteção contra o autismo. Diante disso, os autores enfatizam que a identificação precoce desses marcadores é fundamental para viabilizar intervenções terapêuticas tempestivas e eficazes.

AUDIO POR IA:Neuroproteção Perinatal na Prematuridade

AUDIO POR IA:Neuroproteção Perinatal na Prematuridade

Perinatal Neuroprotection in Preterm Birth.Berger R, Stelzl P, Stubert J, Kyvernitakis I, Kribs A, Maul H.Geburtshilfe Frauenheilkd. 2025 Jun 30;85(10):1061-1072. doi: 10.1055/a-2593-0275. eCollection 2025 Oct.PMID: 41089219. Alemanha.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A prematuridade extrema apresenta alta morbimortalidade, com sequelas cognitivas, comportamentais e psíquicas afetando entre 25% e 50% dos sobreviventes. A proteção do cérebro imaturo contra danos neuronais e vasculares crônicos envolve intervenções coordenadas 1) Intervenções Antenatais e de Parto a) Corticosteroides Antenatais (ANS): Reduzem significativamente a mortalidade neonatal, a síndrome do desconforto respiratório (SDR) e a taxa de hemorragia intraventricular (HIV). Agem estabilizando a vasculatura vulnerável da matriz germinativa através da supressão da proliferação endotelial e do aumento da cobertura de pericitos. O benefício é evidente em fetos ≤ 30 semanas, e o efeito vascular decai após 10 dias (podendo ser restaurado com um ciclo de resgate) b) Sulfato de Magnésio: Administrado em partos iminentes < 34 semanas, reduz de forma expressiva o risco de paralisia cerebral e o desfecho combinado de “morte ou paralisia cerebral” aos 2 anos de idade corrigida. Os mecanismos celulares incluem o bloqueio de canais de cálcio via receptores NMDA, indução de pré-condicionamento mitocondrial, atenuação do neurotransmissor excitotóxico succinato e redução de processos inflamatórios pós-isquêmicos 3) Manejo do Cordão Umbilical: O clampeamento tardio deve ser preferido para garantir uma transição cardiovascular fisiológica estável. Recomenda-se a estratégia “ventilar primeiro” (iniciar a insuflação pulmonar antes de clampear o cordão). A ordenha (“milking”) é expressamente contraindicada para prematuros de 23 a 27 semanas, pois aumenta em quase quatro vezes o risco de HIV  grave 2) Pós-Natais: a)Hipotermia terapêutica em prematuros ≥ pode ser clinicamente razoável em casos de encefalopatia hipóxico-isquêmica de causa periparto clara, sem sinais de infecção ou inflamação fetal, desde que iniciada de forma muito precoce (< 90 minutos) e com monitoramento estrito de temperatura e exclusão prévia de HIV por ultrassom b) Cuidado Pós-natal na UTIN incluem   Estabilização Clínica: Evitar flutuações bruscas de CO2, pressão arterial e temperatura1. Optar por ventilação não invasiva e administração menos invasiva de surfactante, mantendo a cabeça em posição neutra na linha média e minimizando intervenções dolorosas  Estímulo e Vínculo: Promover o contato pele a pele precoce (método canguru), reduzir ruídos e iluminação agressiva, preservar ciclos fisiológicos de sono-vigília e incentivar a voz dos pais na beira do leito  Nutrição e Suporte Farmacológico: O fornecimento de leite materno é vital para o desenvolvimento psicomotor a longo prazo. Práticas promissoras incluem a administração orofaríngea de colostro ou o uso terapêutico intranasal de leite materno para regeneração em casos de HIV. Clinicamente, o uso de cafeína se destaca por reduzir de forma expressiva o risco de paralisia cerebral e o atraso no desenvolvimento aos 18-21 meses.

ÁIDIO POR IA: Sildenafil na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

ÁIDIO POR IA: Sildenafil na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Pia Wintermark (Canadá). Live da Newborn Brain Society (30 de julho de 2026).

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os documentos apresentam pesquisas lideradas pela Dra. Pia Wintermark (Canadá) sobre o uso do SILDENAFIL para tratar a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) em recém-nascidos. Diferente da hipotermia terapêutica tradicional, que foca na proteção imediata, essa abordagem busca a neurorestauração para reparar danos cerebrais já estabelecidos. A hipotermia terapêutica  falha em até 30% dos casos e não possui efeito neurorrestaurador, o que significa que ela não repara as lesões cerebrais que já estão consolidadas no tecido. O mecanismo de ação envolve a redução da neuroinflamação (fazendo com que astrócitos e microglias ativados retornem a um estado inativo), a atenuação da apoptose neuronal e o fomento à regeneração de oligodendrócitos e reparo da substância branca Estudos clínicos e pré-clínicos indicam que o medicamento é seguro, bem tolerado e capaz de melhorar a mielinização e a plasticidade sináptica. Análises quantitativas por ressonância magnética demonstraram que bebês tratados apresentaram menor perda de volume cerebral e recuperação superior em comparação aos grupos de controle. As fontes detalham o sucesso das fases iniciais do estudo SANE (Sildenafil Administration to treat Neonatal Encephalopath), reforçando o potencial dessa terapia como um tratamento adjuvante inovador na neonatologia. Um ensaio clínico de viabilidade multicêntrico está em andamento para avaliar o tratamento em uma coorte maior de 120 neonatos em múltiplos centros no Canadá e nos EUA.

Arquivos

AUDIO POR IA: Reanimação Avançada no Recém-Nascido – Quais são as Evidências.

AUDIO POR IA: Reanimação Avançada no Recém-Nascido – Quais são as Evidências.

Palestra proferida pela Dr. Myra  H Wichoff (EUA) no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, ocorrido em Foz do Iguaçu entre os dias 28-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R,. Margotto.

A Ventilação é a Prioridade Absoluta: A necessidade de reanimação neonatal decorre quase sempre de falha respiratória e hipoxemia. Por isso, a ventilação eficaz é a chave para recuperar a frequência cardíaca (FC). Compressões só devem ser iniciadas se a FC permanecer < 60 bpm após 30 segundos de ventilação adequada que tenha expandido os pulmões. Se o tórax não expandir, aplique imediatamente as correções do MR. SOPA ou use a máscara laríngea (altamente recomendada para ≥ 34 semanas). Evite Compressões Precoces (Risco de Dano): O limiar de 60 bpm é baseado em consenso, e não em ensaios em humanos. Iniciar compressões cardíacas em um bebê bradicárdico com coração saudável pode causar dano paradoxal, pois a compressão externa rápida (90/min) pode coincidir com a diástole (relaxamento), prejudicando o enchimento do coração e a perfusão coronária. Técnica de Compressão Rigorosa: Deve ser aplicada exclusivamente no terço inferior do esterno (acima do xifóide, para evitar rotura do fígado), utilizando a técnica dos dois polegares (superior à técnica de dois dedos), com profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax e na relação coordenada de 3:1. O uso de detectores de etCO2 é um excelente indicador de retorno da circulação espontânea (muda para amarelo com a perfusão pulmonar). Epinefrina é Rara e Preferencialmente Intravenosa: O uso de adrenalina é extremamente raro se a ventilação for de excelência (cerca de 5 a cada 10.000 partos). A via de escolha é a intravenosa (IV) umbilical devido à absorção rápida e picos plasmáticos confiáveis. A via endotraqueal é apenas uma exceção temporária: exige doses até 10 vezes maiores e possui eficácia muito inferior.O sucesso da reanimação avançada reside, fundamentalmente, na qualidade da ventilação na Sala de Parto.

ÁUDIO POR IA: Fatores associados a resultados anormais no rastreio de transtorno do espectro autista em crianças extremamente prematuras.

ÁUDIO POR IA: Fatores associados a resultados anormais no rastreio de transtorno do espectro autista em crianças extremamente prematuras.

Factors associated with abnormal screening for autism spectrum disorder among Extremely Preterm Children. Peralta-Carcelen M, Hintz SR, Bann CM, Higgins RD, Duncan AF, Vohr BR; SUPPORT Study Group of the Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development Neonatal Research Network.J Perinatol. 2026 Jul 15. doi: 10.1038/s41372-026-02693-y. Online ahead of print.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O estudo avaliou 380 crianças extremamente prematuras (nascidas com menos de 28 semanas de gestação) aos 6-7 anos de idade para investigar a presença de resultados positivos na triagem de Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando o Questionário de Comunicação Social (SCQ com ponto de corte ≥ 15). Os pontos-chaves e resultados essenciais do estudo são: Alta Prevalência: 14% das crianças apresentaram triagem positiva para TEA aos 6-7 anos. Essa taxa é muito superior aos cerca de 2,76% estimados para a população infantil geral. Fatores de Risco Neonatais e Demográficos: O risco de um resultado positivo na triagem foi significativamente maior em: Crianças do sexo masculino, que apresentaram quase o dobro de chance em comparação às meninas; Bebês com menor peso ao nascer e menor idade gestacional (nascidos com 26-27 semanas tiveram um risco 25% menor do que os nascidos com 24-25 semanas); Presença de retinopatia da prematuridade (ROP) grave. Fortes Preditores Precoces (aos 18–22 meses): O desempenho do bebê nessa idade corrigida mostrou-se altamente preditivo para o TEA na idade escolar:atrasos cognitivos e de linguagem (uma pontuação de linguagem inferior a 70 na escala Bayley-III aumentou o risco de triagem positiva para TEA em mais de 5 a 6 vezes);comprometimento motor ou sensorial: A presença de deficiências sensoriais (como cegueira ou surdez) ou motoras elevou o risco em mais de 5 vezes; competência socioemocional atípica: baixa competência social e maiores problemas de comportamento (avaliados pela escala BITSEA) correlacionaram-se fortemente com a triagem positiva no futuro. Houve uma independência da Neuroimagem Neonatal: Curiosamente, não foram encontradas diferenças significativas nos achados de ultrassonografia craniana convencional ou de ressonância magnética cerebral realizadas no período neonatal entre as crianças que pontuaram positivo ou negativo para TEA. Isso indica que lesões cerebrais macroscópicas detectadas logo após o nascimento não são os principais preditores de risco. Conclusão Clínica: Crianças extremamente prematuras formam uma população de extrema vulnerabilidade para TEA. É fundamental realizar um acompanhamento clínico estruturado e precoce focado não apenas nas habilidades motoras, mas prioritariamente no desenvolvimento socioemocional, cognitivo e de linguagem para viabilizar intervenções terapêuticas oportunas.

ÁUDIO POR IA: ORTOPEDIA PARA NEONATOLOGIA

ÁUDIO POR IA: ORTOPEDIA PARA NEONATOLOGIA

Mariana Ferrer (DF). Reunião da Unidade de Neonatologia do HMIB/SES/DF em 27/7/2026

Nessa Palestra a Dra. Mariana Ferrer destaca a integração essencial entre ortopedia e neonatologia: muitas alterações ortopédicas podem e devem ser diagnosticadas ao nascimento. O diagnóstico precoce muda radicalmente o prognóstico. O Exame físico deve ser sistematizado,  avaliando sempre cabeça, coluna cervical, membros e dedos, observando postura, tônus e assimetrias (mesmo com queixa localizada, reexaminar o bebê por completo). A  Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDH)  foi o  tema principal: o acetábulo raso impede o encaixe adequado da cabeça femoral; principais fatores de risco: apresentação pélvica, história familiar, sexo feminino, oligoidrâmnio, gemelaridade e primeira gestação.  O Sinal de Ortolani deve ser realizado na Sala de Parto. Ultrassom de quadril deve ser solicitado precocemente em todos os bebês de risco (preferencialmente até 2 semanas de vida). Tratamento de escolha: Suspensório de Pavlik (ideal antes de 12 semanas).Evitar “charutinhos” com pernas esticadas; preferir posição em “M” (slings/cangurus). Fralda dupla não substitui o tratamento adequado. Nos prematuros extremos monitorar quadris e coluna pelo risco de luxação silenciosa associada à imobilidade e à espasticidade (paralisia cerebral).Mensagem final: o  diagnóstico precoce é o “patrono” da ortopedia pediátrica.

ÁUDIO POR IA: Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

ÁUDIO POR IA: Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Childhood Antimicrobial Resistance With Global Forecasts. Hu YJ, Qiu H, Harwell JI, Bryant PA.JAMA Pediatr. 2026 Jul 20:e262808. doi: 10.1001/jamapediatrics.2026.2808.

Realizado por Paulo R. Margotto

O estudo analisou mais de 106.000 isolados bacterianos de crianças em 82 países entre 2004 e 2022. O objetivo foi avaliar as tendências de resistência utilizando a classificação AWaRe da OMS (Acesso, Vigilância e Reserva) e prever o cenário até 2035.Os principais achados foram:Aumento Global: A resistência aumentou em todas as regiões do mundo, com crescimento mais acelerado e níveis mais altos em contextos com recursos limitados.Grupos de Alto Risco: O aumento da resistência foi mais acentuado em  Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde a resistência aos antibióticos do grupo “Vigilância” dobrou (de 15% para 33%), Crianças de 0 a 2 anos. e Pacientes com sepse ou infecções respiratórias.. Entre os patógenos críticos:Acinetobacter baumannii: apresentou a maior resistência geral, superando 55% em todas as categorias de antibióticos, Klebsiella spp.: fFoi o patógeno com o crescimento mais rápido de resistência, especialmente contra cefalosporinas e carbapenêmicos. As previsões para 2035 são alarmante  caso não haja intervenção:a resistência aos carbapenêmicos (antibióticos de última linha) deve atingir 82% em A. baumannii e 35% em Klebsiella spp. Portanto:Em certas regiões, a resistência de Klebsiella spp. às cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações pode ultrapassar 70%. Portanto a crescente resistência ameaça a eficácia dos tratamentos empíricos para infecções graves, podendo levar a medicina de volta à era pré-antibiótica, onde infecções corriqueiras se tornam fatais. Os autores enfatizam a necessidade urgente de:Sistemas de vigilância integrados e estratificados por idade, Fortalecimento do uso racional de antimicrobianos (programas de stewardship) e Melhoria no saneamento e controle de infecções, especialmente em países de baixa renda.