Categoria: Infecções Bacterianas e Fúngicas

Infecções Bacterianas e Fúngicas em Recém-Nascidos Nascidos Antes de 24 Semanas de Gestação: Uma Revisão

Infecções Bacterianas e Fúngicas em Recém-Nascidos Nascidos Antes de 24 Semanas de Gestação: Uma Revisão

Bacterial and fungal infections in infants born before 24 weeks’ gestation: a review. Flannery DD, Green MB, Mehler K; Tiny Baby Collaborative Steering Committee.J Perinatol. 2026 Feb 16.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Recém-nascidos com menos de 24 semanas de idade gestacional apresentam risco extremamente elevado de infecções bacterianas e fúngicas invasivas devido à imaturidade imunológica, pele muito frágil (ausência de estrato córneo) e necessidade prolongada de intervenções invasivas (cateteres centrais, ventilação, nutrição parenteral).Infecções Bacterianas:Sepse de Início Precoce (EOS): Incidência muito alta — cerca de 45 por 1.000 nascidos <24 semanas (VON 2018-2019), 12 vezes maior que em prematuros mais maduros. Principal agente: E. coli; segundo: GBS. Quase 1 em cada 20 RN <24 semanas desenvolve EOS. Sepse de Início Tardio (LOS) : Incidência dramática de 322 por 1.000 (aprox. 1 em cada 3 RN que sobrevive >3 dias). Principais patógenos: CONS (estafilococos coagulase-negativos), seguido de gram-negativos e S. aureus. A associação LOS/morte chega a 55%. Sobreviventes de infecções apresentam maior risco de morbidades graves (DPC, lesão cerebral, retinopatia, enterocolite). Infecções Fúngicas: Candidíase invasiva: Incidência de até 3,9% (1 em 25) nos sobreviventes >3 dias. Espécies de Candida (principalmente C. albicans e C. parapsilosis) são as mais frequentes. Alto risco de disseminação (SNC, olhos, abdome).Infecções por bolores (Aspergillus e Mucorales) são raras, mas emergentes e graves, especialmente cutâneas primárias.Profilaxia: Fluconazol (3–6 mg/kg, 2×/semana) é fortemente recomendado (evidência Grau A) em RN <24 semanas com fatores de risco, reduzindo colonização, infecção invasiva e mortalidade. Diagnóstico: Hemoculturas têm sensibilidade limitada nos minúsculos (volume pequeno de sangue). Avaliação extensa (LCR, US abdominal/craniana, fundo de olho) é obrigatória quando Candida é isolada. Conclusão: Apesar dos avanços na sobrevivência de prematuros extremos, infecções continuam sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Estratégias agressivas de prevenção (bundles de cateter, stewardship antimicrobiano, profilaxia antifúngica e cuidados rigorosos com a pele) são essenciais para melhorar os desfechos nesse grupo de altíssimo risco.

Utilidade Diagnóstica da Combinação de Procalcitonina Sérica e Proteína C-Reativa na Sepse Neonatal

Utilidade Diagnóstica da Combinação de Procalcitonina Sérica e Proteína C-Reativa na Sepse Neonatal

Diagnostic Utility of Combined Serum Procalcitonin and CReactive Proteins in Neonatal Sepsis. Chen Q, Chen J, Zhong R.Br J Hosp Med (Lond). 2025 Dec 25;86(12):1-18. doi: 10.12968/hmed.2025.0745. Epub 2025 Dec 18.PMID: 41443201.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O presente estudo mostrou que a combinação de Procalcitonina (PCT) e Proteína C-Reativa (PCR) melhora significativamente o diagnóstico de sepse neonatal em comparação ao uso isolado de cada marcador.Entre os pontos mais importantes do estudo: PCT é um  biomarcador precoce (sobe em 2-4h), alta sensibilidade (≈86%) e boa especificidade para infecção bacteriana.PCR: Sensibilidade alta (≈91%), mas especificidade menor; sobe mais tarde (8-12h). A combinação PCT + PCR geral AUC (área sob a Curva ROC) de 0,94 (superior aos marcadores isolados), sensibilidade 83% e especificidade 93% (grande ganho). A combinação  melhora o equilíbrio entre identificar sepse precoce e evitar antibióticos desnecessários, é útil tanto em sepse comprovada por cultura quanto clínica e tem desempenho consistente em prematuros e a termo. Assim, a combinação PCT+PCR juntos, segundo esse estudo,  junto tem maior precisão diagnóstica na suspeita de sepse neonatal. A combinação reduz falsos positivos e auxilia na decisão de iniciar ou suspender antibióticos com mais segurança.

Crescimento Anormal em Crianças de 5 Anos Após o Uso de Antibióticos na Primeira Semana de Vida

Crescimento Anormal em Crianças de 5 Anos Após o Uso de Antibióticos na Primeira Semana de Vida

Aberrant Growth in 5YearOld Children After Antibiotics in the First Week of Life.van Leeuwen LM, van Beveren GJ, Peeters MAG, Souverein D, Euser S, Bogaert D, van Houten MA.Acta Paediatr. 2026 Feb;115(2):309-318. doi: 10.1111/apa.70322. Epub 2025 Oct 7.PMID: 41057288.  Clinical Trial.

Realizado por Paulo R Margotto

O uso de antibióticos na primeira semana de vida em recém-nascidos a termo está associado a crescimento alterado até os 5 anos de idade, especialmente redução do escore-z de peso-para-altura. Crianças expostas a antibióticos na 1ª semana tiveram, em média, 0,26 escore-z menor de peso-para-altura nos primeiros 5 anos (p=0,014). O efeito foi mais pronunciado com o regime amoxicilina/ácido clavulânico) + Gentamicina (redução de 0,36 escore-z).Outros regimes (Amoxicilina+Cefotaxima e Penicilina+Gentamicina) também mostraram redução, porém em menor magnitude. Aos 5 anos, as crianças expostas apresentaram peso ≈ 550g menor.Mecanismo provável: Perturbação do microbioma intestinal (↓ Bifidobacterium, ↑ Klebsiella e Enterococcus), que afeta o metabolismo e o crescimento do hospedeiro. Antibióticos na primeira semana de vida, mesmo por suspeita de sepse neonatal de início precoce, podem ter impacto negativo no crescimento até a idade pré-escolar. Sempre que possível, preferir regimes de menor impacto (ex.: Penicilina + Gentamicina) e evitar supertratamento, priorizando ferramentas diagnósticas mais precisas para reduzir o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro.

Proteína C-Reativa (PCR) versus Procalcitonina (PCT) no diagnóstico precoce da sepse neonatal: uma revisão sistemática

Proteína C-Reativa (PCR) versus Procalcitonina (PCT) no diagnóstico precoce da sepse neonatal: uma revisão sistemática


Creactive Protein Versus Procalcitonin in the Early Diagnosis of Neonatal Sepsis: A Systematic Review.
Sundara SV, Lu X, Busmail H, Weerakoon S, Avula S, Mandefro BT, Mohammed L.Cureus. 2025 Aug 17;17(8):e90353. doi: 10.7759/cureus.90353. eCollection 2025 Aug.PMID: 40970024.

Realizado por Paulo R. Margotto

O diagnóstico preciso e oportuno da sepse neonatal é crucial para reduzir a mortalidade, ao mesmo tempo em que previne a exposição desnecessária e potencialmente prejudicial a antibióticos em neonatos não infectados. Um biomarcador ideal deve exibir alta sensibilidade e alta especificidade, bem como valores preditivos positivos e negativos fortes. Esta revisão sistemática demonstra o forte potencial diagnóstico da PCT, particularmente no diagnóstico precoce de sepse neonatal. Além disso, a precisão diagnóstica da PCT é aprimorada quando usada em combinação com outros biomarcadores, incluindo a PCR. A PCR exibe um aumento atrasado, tipicamente 6-12 horas após o início da infecção, e uma meia-vida curta de 24-48 horas [1-3,5,12,16]. Vários fatores perinatais ocasionam o seu aumento. Essa limitação reduz sua sensibilidade, particularmente para o diagnóstico de sepse de início precoce, frequentemente resultando em uso prolongado de antibióticos empíricos e riscos associados. No entanto a PCR tem alta especificidade. A PCT é liberada na corrente sanguínea muito rapidamente após exposição bacteriana sistêmica (tanto na SEPSE DE INICIO precoce como sepse de inicio TARDIO), dentro de duas a quatro horas, atinge seu pico dentro de seis a oito horas e permanece elevada por até 48 horas. PCT foi benéfica em guiar a terapia antibiótica. Neonatos sendo tratados para suspeita de sepse precoce e alocados para terapia guiada por PCT receberam uma duração mais curta de terapia antibiótica comparada ao cuidado padrão. Valores de PCT também indicam gravidade, e eles diminuem rapidamente após o início da terapia antibiótica. Uma vez que os valores retornam ao normal, os antibióticos podem ser parados.

Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

Roseli Calil. 1º Fórum de Neonatologia do Conselho Federal de Medicina (Desafios e Ética na Assistência Neonatal), em 30 de janeiro de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto.

O foco central é a necessidade urgente de implementar Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA) e práticas de prevenção para reduzir a morbimortalidade e os danos causados pelo uso excessivo de antibióticos. A resistência bacteriana é um “cenário assustador”. Impacto do uso inadequado de antibióticos: sepse tardia, enterocolite necrosante, resistência bacteriana, morte! Fator de Risco para a sepse NÃO E DOENÇA! Reavalie entre 36 e 48 horas a necessidade de continuidade desse tratamento. A HEMOCULTURA É O PADRÃO OURO!!! Se não cresceu até 48 horas, o que crescer depois é contaminação! Para Sepse Tardia, oxacilina+ aminoglicosídeo e NÃO vancomicina+ aminoglicosídeo. EVITE PIPERACILINA + TAZOBACTAM (PIPETAZO): indutor de resistência para quadros graves e sem penetração no SNC! A Dra. Roseli conclui que estratégias de longo prazo, baseadas em educação e adesão da equipe, funcionam para controlar a resistência microbiana, reforçando que “o tempo da ação é agora”.

AUDIO POR IA: Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

AUDIO POR IA: Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

Roseli Calil. 1º Fórum de Neonatologia do Conselho Federal de Medicina (Desafios e Ética na Assistência Neonatal), em 30 de janeiro de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto.

O foco central é a necessidade urgente de implementar Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA) e práticas de prevenção para reduzir a morbimortalidade e os danos causados pelo uso excessivo de antibióticos. A resistência bacteriana é um “cenário assustador”. Impacto do uso inadequado de antibióticos: sepse tardia, enterocolite necrosante, resistência bacteriana, morte! Fator de Risco para a sepse NÃO E DOENÇA! Reavalie entre 36 e 48 horas a necessidade de continuidade desse tratamento. A HEMOCULTURA É O PADRÃO OURO!!! Se não cresceu até 48 horas, o que crescer depois é contaminação! Para Sepse Tardia, oxacilina+ aminoglicosídeo e NÃO vancomicina+ aminoglicosídeo. EVITE PIPERACILINA + TAZOBACTAM (PIPETAZO): indutor de resistência para quadros graves e sem penetração no SNC! A Dra. Roseli conclui que estratégias de longo prazo, baseadas em educação e adesão da equipe, funcionam para controlar a resistência microbiana, reforçando que “o tempo da ação é agora”

Fatores associados à infecção persistente da corrente sanguínea na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Fatores associados à infecção persistente da corrente sanguínea na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Factors associated with persistent bloodstream infection in the Neonatal Intensive Care Unit. Lee H, Fleiss N, Bizzarro M, Feinn R, Rychalsky M, Puthawala C, Peaper DR, Murray TS.J Perinatol. 2025 Nov 7. doi: 10.1038/s41372-025-02460-5. Online ahead of print.PMID: 41203901.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

. Estudo unicêntrico (UTI neonatal nível IV, 2016-2021) com 121 RNs e 138 hemoculturas positivas mostrou que a Taxa de bacteremia persistente (>48h mesmo organismo) foi  17% (24/138).Entre os fatores independentes de persistência da bacteremis (regressão multivariada):Staphylococcus aureus (OR 6,1; p<0,001) → 41% dos casos de S. aureus persistiram, Presença de cateter venoso central-CVC- (OR 3,7; p=0,02), Sexo masculino (OR 3,3; p=0,02) e Sepse de início tardio (LOS) (p<0,001). Entre os achados importantes: NENHUM caso de sepse precoce (EOS) ou bacteremia por Streptococcus sp. (incluindo EGB) foi persistente e Contaminantes prováveis (15%) todas as hemoculturas de acompanhamento negativas. Portanto, fazer hemocultura de acompanhamento tem alta utilidade em: S. aureus, presença de CVC, sexo masculino e sepse tardia. Pode ser dispensada com segurança em sepse precoce e em estreptococos (se confirmado em estudos maiores  em outros Centros e em coortes mais recentes, oferecem uma oportunidade para o gerenciamento diagnóstico.

Uso Racional de Antibióticos nas Unidades Neonatais

Uso Racional de Antibióticos nas Unidades Neonatais

Marta David Rocha de Moura

A resistência antimicrobiana é um desafio global que contribuiu para 5 milhões de mortes em 2019, sendo a sepse neonatal responsável por 25% das mortes de recém-nascidos (RN) mundialmente.O diagnóstico de sepse é difícil devido a sinais clínicos inespecíficos e baixa acurácia dos exames. A maior parte do uso de antibióticos na UTIN é EMPÍRICA, levando 83% a 94% dos RN tratados por suspeita de sepse em países de alta renda a terem hemoculturas negativas. A coleta de culturas (hemocultura, líquor, urina) deve preceder o início dos antibióticos. É crucial colher no mínimo 1 mL de sangue por amostra para a hemocultura.A terapia deve ser, individualizada, e é mandatório adequar o antibiótico conforme o microrganismo e o antibiograma após o resultado das culturas. A duração ideal da terapia empírica foi reduzida para 36 a 48 horas. O tratamento empírico prolongado (≥ 5 dias) em RN de extremo baixo peso associa-se ao aumento de enterocolite necrosante (ECN) e morte. A regra geral é dizer NÃO às cefalosporinas de terceira geração, carbapenêmicos (como meropenem) e glicopeptídeos (vancomicina). Cefalosporinas de 3ª Geração devem ser evitadas empiricamente, pois seu uso está ligado à emergência de enterobactérias produtoras de ESBL. Os carbapenêmicos são fortes indutores de resistência e alteram profundamente a microbiota dos RNs; devem ser restritos. A vancomicina empírica  se justifica somente em UTINs com alta prevalência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina/oxacilina (MRSA). Deve ser suspensa se o microrganismo for sensível a outras drogas. O objetivo ideal é que somente bebês com infecção comprovada recebam antibióticos. Tratar colonização é a maior causa do excesso de uso de antimicrobianos (ex: tratar bacteremia, e não a cultura de ponta de cateter). A disbiose (alteração do microbioma) induzida por antibióticos está associada à consequências de curto e longo prazo, incluindo o aumento do risco de ECN e morte, redução do ganho de peso e estatura em meninos, aumento de Distúrbios Gastrointestinais Funcionais (FGIDs), e é um fator de risco independente para asma atópica aos 12 anos de idade. Eventuais erros estarão corrigidos na página neonatal  www.paulomargotto.com.br. Passe por lá, você também!

 

Uniformização na interpretação dos exames no rastreamento da Sepse Neonatal(Resumo)

Uniformização na interpretação dos exames no rastreamento da Sepse Neonatal(Resumo)

Paulo R. Margotto/ Marta David Rocha de Moura

 

O diagnóstico e tratamento de neonatos  com  suspeita de sepse de início precoce baseiam-se em princípios científicos modificados  pela “arte e experiência” do profissional, segundo Polin RA. Mais de 95% dos recém-nascidos tratados com antibióticos não apresentam nenhum infecção!!!

 

A terapia antimicrobiana deve ser descontinuada em 48 horas (36 horas!!!) em situações clínica em que a probabilidade de sepse é baixa

  • Lembrar que após 36 horas, 99% das hemoculturas para bactérias tornam-se positivas; culturas crescendo epidermidis foram virtualmente todas positivas após 36-48 horas de incubação

É importante ressaltar que o fator mais  importante no desenvolvimento da resistência antimicrobiana é o uso do antimicrobiano

Há um alarmante aumento  das infecções causadas pelas superbactérias

SEPSE NEONATAL: uniformização na interpretação dos exames no rastreamento

SEPSE NEONATAL: uniformização na interpretação dos exames no rastreamento

 Paulo R. Margotto e Marta David Rocha de Moura

O diagnóstico e tratamento de neonatos com  suspeita de sepse de início precoce baseiam-se em princípios científicos modificados  pela “arte e experiência” do profissional, segundo Polin RA. Mais de 95% dos recém-nascidos tratados com antibióticos não apresentam nenhum infecção. Contagem de leucócitos e contagem diferencial: realizamos com 12 horas de vida a contagem de leucócitos e contagem diferencial (se realizada logo após o nascimento, frequentemente é normal). Consideramos Leucopenia < 5000/mm3, Leucocitose >25000/mm3, Relação neutrófilos imaturos/ segmentos (razão  I/T > 0,2), Contagem de plaquetas:<150.000mm3 e Neutropenia (dados de Mouzinho e Manroe). A utilidade dessa contagem leucócitos para avaliar a sepse é extremamente limitada. Propomos a utilização da Relação Neutrófilo/Linfócito (N/L): > 1,2, como marcador de respostas imunes inatas e adaptativas. O aumento da relação N/L é devido a um desequilíbrio na contagem geral de neutrófilos e ao aumento da apoptose de linfócitos. Quando ocorre sepse, o sistema imunológico inato desencadeia a granulopoiese, que aumenta a produção e diminui a apoptose de neutrófilos para combater a infecção bacteriana. O uso combinado de neutrófilo-linfócito (N/L) e PCR melhora a precisão do diagnóstico de sepse precoce (área sob a curva de 0,78). Para a relação Plaqueta/Linfócito (P/L), a área sob a curva foi de  foi de 0,833, com um ponto de corte ótimo de 57,86. A combinação de biomarcadores (relações N/L, P/L e a PCR) mostrou uma área sob a curva aumentou para 0,942, com sensibilidade de 90,8% e especificidade de 86,0%.Quanto à PCR, há pouca utilidade na obtenção dos níveis precoces de PCR ao decidir sobre antibióticos para sepse precoce (aumentar 6 a 8 horas após o início da doença [outros: 24 a 48 horas]). E quanto a Procalcitonina (PCT): O nível de PCT aumenta rapidamente dentro de 2-4 h após a exposição à endotoxina bacteriana, Constitui um marcador precoce e confiável de sepse neonatal precoce, além de ser superior ao método convencional na suspensão do antibiótico. A terapia antimicrobiana deve ser descontinuada em 48 horas (de preferência 36 horas!!!) em situações clínica em que a probabilidade de sepse é baixa. 98% das culturas para gram-negativos, ,com exceção de uma espécie de Stenotrophomonas , foram positivas em 24 h e 94% das culturas para gram-positivos foram positivas em 36 h (para S. epidermidis entre 36-48 horas) (Willey E, 2025) e Sempre considerar o estado clínico do paciente ao determinar a duração dos antibióticos em caso de hemoculturas negativas em 36 horas. É importante ressaltar que o fator mais importante no desenvolvimento da resistência antimicrobiana é o uso do antimicrobiano. Há um alarmante aumento  das infecções causadas pelas superbactérias (BACTÉRIAS DO PESADELO!)