Categoria: Recém-Nascido de Baixo Peso

ÁUDIO POR IA: Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

ÁUDIO POR IA: Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

Impact of spontaneous versus expressive maternal singing on physiological parameters and regional tissue oxygenation in preterm infants: a prospective cross-over study. Cordella ES, Martini S, Bartolotta C, Falzone M, Fabbri E, Corvaglia L.Early Hum Dev. 2026 Aug 2;223:106630. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2026.106630. Online ahead of print.PMID: 42561882. Itália.

Realizado por Paulo R. Margotto

Este documento analisa os benefícios da estimulação auditiva, especificamente do canto materno, no desenvolvimento de bebês prematuros hospitalizados em UTIs Neonatais. O estudo principal compara o canto espontâneo com o canto expressivo, demonstrando que a versão guiada por musicoterapeutas melhora significativamente a oxigenação cerebral dos recém-nascidos sem causar estresse fisiológico. Complementarmente, referências de especialistas como Joseph Volpe reforçam que a exposição musical precoce favorece a maturação da substância branca e cinzenta, otimizando conexões neurais fundamentais. Essas intervenções são apresentadas como ferramentas viáveis para fortalecer o vínculo mãe-bebê e mitigar os efeitos negativos do isolamento hospitalar. Em suma, os textos defendem a musicoterapia estruturada como uma estratégia não farmacológica eficaz para promover o bem-estar metabólico e o desenvolvimento neurológico a longo prazo.

Síndrome de Realimentação Neonatal

Síndrome de Realimentação Neonatal

Apresentação por Nathalia F. Bardal

Trata-se de uma  condição crítica que afeta recém-nascidos de extremo baixo peso quando o suporte nutricional intravenoso é iniciado sem o equilíbrio eletrolítico adequado. O material explica que o fornecimento rápido de glicose e aminoácidos pode desencadear uma queda perigosa nos níveis de FÓSFORO SÉRICO, resultando em falha na produção de energia celular e possíveis danos permanentes ao cérebro e pulmões. Para mitigar esses riscos, os novos protocolos recomendam a SUPLEMENTAÇÃO PRECOCE DE MINERAIS como fósforo, sódio e potássio logo na primeira hora de vida. A adoção dessa abordagem equilibrada pode reduzir em até 80% as complicações graves, como a sepse e a hemorragia intracraniana. Além disso, os textos reforçam a necessidade de uma vigilância laboratorial rigorosa durante a primeira semana de vida para garantir a estabilidade metabólica do neonato. Em suma, a transição para um paradigma de nutrição preventiva é essencial para salvar vidas e melhorar o desenvolvimento neurológico a longo prazo.

Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.

Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.


Early autism risk factors: a cohort study of children born very preterm at 5-years.
Stone-Heaberlin M, Blackburn AD, Tamm L, Allahverdy A, Kline-Fath B, Parikh NA.J Perinatol. 2026 Aug 12. doi: 10.1038/s41372-026-02856-x. Online ahead of print.PMID: 42587029.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este estudo investigou os elementos que elevam a probabilidade de autismo em crianças nascidas muito prematuras, acompanhando-as até os cinco anos de idade. Os resultados revelam que essa população apresenta uma taxa de risco de quase 9%, valor significativamente superior ao observado em crianças nascidas a termo. Entre os diversos fatores analisados, as anormalidades cerebelares detectadas por ressonância magnética e a presença de corioamnionite moderada a grave surgiram como os principais preditores biológicos. A corioamnionite desencadeia uma resposta inflamatória materna e fetal, com citocinas pró-inflamatórias atravessando a placenta e entrando na circulação fetal. Isso pode impactar negativamente o cérebro fetal, causando poda sináptica anormal, maturação prejudicada dos oligodendrócitos e/ou mielinização interrompida Além dessas condições médicas, o sexo masculino e contextos de vulnerabilidade social também demonstraram forte correlação com pontuações elevadas em testes de triagem. Crianças identificadas nesse grupo de risco exibiram prejuízos notáveis em habilidades cognitivas, executivas e comportamentais. O aleitamento materno pode ser um fator de proteção contra o autismo Diante disso, os autores enfatizam que a identificação precoce desses marcadores é fundamental para viabilizar intervenções terapêuticas tempestivas e eficazes.

ÁUDIO POR IA: Fatores associados a resultados anormais no rastreio de transtorno do espectro autista em crianças extremamente prematuras.

ÁUDIO POR IA: Fatores associados a resultados anormais no rastreio de transtorno do espectro autista em crianças extremamente prematuras.

Factors associated with abnormal screening for autism spectrum disorder among Extremely Preterm Children. Peralta-Carcelen M, Hintz SR, Bann CM, Higgins RD, Duncan AF, Vohr BR; SUPPORT Study Group of the Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development Neonatal Research Network.J Perinatol. 2026 Jul 15. doi: 10.1038/s41372-026-02693-y. Online ahead of print.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O estudo avaliou 380 crianças extremamente prematuras (nascidas com menos de 28 semanas de gestação) aos 6-7 anos de idade para investigar a presença de resultados positivos na triagem de Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando o Questionário de Comunicação Social (SCQ com ponto de corte ≥ 15). Os pontos-chaves e resultados essenciais do estudo são: Alta Prevalência: 14% das crianças apresentaram triagem positiva para TEA aos 6-7 anos. Essa taxa é muito superior aos cerca de 2,76% estimados para a população infantil geral. Fatores de Risco Neonatais e Demográficos: O risco de um resultado positivo na triagem foi significativamente maior em: Crianças do sexo masculino, que apresentaram quase o dobro de chance em comparação às meninas; Bebês com menor peso ao nascer e menor idade gestacional (nascidos com 26-27 semanas tiveram um risco 25% menor do que os nascidos com 24-25 semanas); Presença de retinopatia da prematuridade (ROP) grave. Fortes Preditores Precoces (aos 18–22 meses): O desempenho do bebê nessa idade corrigida mostrou-se altamente preditivo para o TEA na idade escolar:atrasos cognitivos e de linguagem (uma pontuação de linguagem inferior a 70 na escala Bayley-III aumentou o risco de triagem positiva para TEA em mais de 5 a 6 vezes);comprometimento motor ou sensorial: A presença de deficiências sensoriais (como cegueira ou surdez) ou motoras elevou o risco em mais de 5 vezes; competência socioemocional atípica: baixa competência social e maiores problemas de comportamento (avaliados pela escala BITSEA) correlacionaram-se fortemente com a triagem positiva no futuro. Houve uma independência da Neuroimagem Neonatal: Curiosamente, não foram encontradas diferenças significativas nos achados de ultrassonografia craniana convencional ou de ressonância magnética cerebral realizadas no período neonatal entre as crianças que pontuaram positivo ou negativo para TEA. Isso indica que lesões cerebrais macroscópicas detectadas logo após o nascimento não são os principais preditores de risco. Conclusão Clínica: Crianças extremamente prematuras formam uma população de extrema vulnerabilidade para TEA. É fundamental realizar um acompanhamento clínico estruturado e precoce focado não apenas nas habilidades motoras, mas prioritariamente no desenvolvimento socioemocional, cognitivo e de linguagem para viabilizar intervenções terapêuticas oportunas.

APRESENTAÇÃO: Fatores associados a resultados anormais no rastreio de transtorno do espectro autista em crianças extremamente prematuras.

APRESENTAÇÃO: Fatores associados a resultados anormais no rastreio de transtorno do espectro autista em crianças extremamente prematuras.

Factors associated with abnormal screening for autism spectrum disorder among Extremely Preterm Children. Peralta-Carcelen M, Hintz SR, Bann CM, Higgins RD, Duncan AF, Vohr BR; SUPPORT Study Group of the Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development Neonatal Research Network.J Perinatol. 2026 Jul 15. doi: 10.1038/s41372-026-02693-y. Online ahead of print.

Apresentação: Jennefer Kellner (Residente do 4ª Ano na UTI Neonatal do Hospital Santa Lúcia Sul. Coordenação: Paulo R. Margotto

O estudo avaliou 380 crianças extremamente prematuras (nascidas com menos de 28 semanas de gestação) aos 6-7 anos de idade para investigar a presença de resultados positivos na triagem de Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando o Questionário de Comunicação Social (SCQ com ponto de corte ≥ 15). Os pontos-chaves e resultados essenciais do estudo são: Alta Prevalência: 14% das crianças apresentaram triagem positiva para TEA aos 6-7 anos. Essa taxa é muito superior aos cerca de 2,76% estimados para a população infantil geral. Fatores de Risco Neonatais e Demográficos: O risco de um resultado positivo na triagem foi significativamente maior em: Crianças do sexo masculino, que apresentaram quase o dobro de chance em comparação às meninas; Bebês com menor peso ao nascer e menor idade gestacional (nascidos com 26-27 semanas tiveram um risco 25% menor do que os nascidos com 24-25 semanas); Presença de retinopatia da prematuridade (ROP) grave. Fortes Preditores Precoces (aos 18–22 meses): O desempenho do bebê nessa idade corrigida mostrou-se altamente preditivo para o TEA na idade escolar:atrasos cognitivos e de linguagem (uma pontuação de linguagem inferior a 70 na escala Bayley-III aumentou o risco de triagem positiva para TEA em mais de 5 a 6 vezes);comprometimento motor ou sensorial: A presença de deficiências sensoriais (como cegueira ou surdez) ou motoras elevou o risco em mais de 5 vezes; competência socioemocional atípica: baixa competência social e maiores problemas de comportamento (avaliados pela escala BITSEA) correlacionaram-se fortemente com a triagem positiva no futuro. Houve uma independência da Neuroimagem Neonatal: Curiosamente, não foram encontradas diferenças significativas nos achados de ultrassonografia craniana convencional ou de ressonância magnética cerebral realizadas no período neonatal entre as crianças que pontuaram positivo ou negativo para TEA. Isso indica que lesões cerebrais macroscópicas detectadas logo após o nascimento não são os principais preditores de risco. Conclusão Clínica: Crianças extremamente prematuras formam uma população de extrema vulnerabilidade para TEA. É fundamental realizar um acompanhamento clínico estruturado e precoce focado não apenas nas habilidades motoras, mas prioritariamente no desenvolvimento socioemocional, cognitivo e de linguagem para viabilizar intervenções terapêuticas oportunas.

Fatores associados a resultados anormais no rastreio de Transtorno do Espectro Autista em Crianças Extremamente Prematuras

Fatores associados a resultados anormais no rastreio de Transtorno do Espectro Autista em Crianças Extremamente Prematuras

Factors associated with abnormal screening for autism spectrum disorder among Extremely Preterm Children. Peralta-Carcelen M, Hintz SR, Bann CM, Higgins RD, Duncan AF, Vohr BR; SUPPORT Study Group of the Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development Neonatal Research Network.J Perinatol. 2026 Jul 15. doi: 10.1038/s41372-026-02693-y. Online ahead of print.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

O estudo avaliou 380 crianças extremamente prematuras (nascidas com menos de 28 semanas de gestação) aos 6-7 anos de idade para investigar a presença de resultados positivos na triagem de Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando o Questionário de Comunicação Social (SCQ com ponto de corte ≥ 15). Os pontos-chaves e resultados essenciais do estudo são: Alta Prevalência: 14% das crianças apresentaram triagem positiva para TEA aos 6-7 anos. Essa taxa é muito superior aos cerca de 2,76% estimados para a população infantil geral. Fatores de Risco Neonatais e Demográficos: O risco de um resultado positivo na triagem foi significativamente maior em: Crianças do sexo masculino, que apresentaram quase o dobro de chance em comparação às meninas; Bebês com menor peso ao nascer e menor idade gestacional (nascidos com 26-27 semanas tiveram um risco 25% menor do que os nascidos com 24-25 semanas); Presença de retinopatia da prematuridade (ROP) grave. Fortes Preditores Precoces (aos 18–22 meses): O desempenho do bebê nessa idade corrigida mostrou-se altamente preditivo para o TEA na idade escolar:atrasos cognitivos e de linguagem (uma pontuação de linguagem inferior a 70 na escala Bayley-III aumentou o risco de triagem positiva para TEA em mais de 5 a 6 vezes);comprometimento motor ou sensorial: A presença de deficiências sensoriais (como cegueira ou surdez) ou motoras elevou o risco em mais de 5 vezes; competência socioemocional atípica: baixa competência social e maiores problemas de comportamento (avaliados pela escala BITSEA) correlacionaram-se fortemente com a triagem positiva no futuro. Houve uma independência da Neuroimagem Neonatal: Curiosamente, não foram encontradas diferenças significativas nos achados de ultrassonografia craniana convencional ou de ressonância magnética cerebral realizadas no período neonatal entre as crianças que pontuaram positivo ou negativo para TEA. Isso indica que lesões cerebrais macroscópicas detectadas logo após o nascimento não são os principais preditores de risco. Conclusão Clínica: Crianças extremamente prematuras formam uma população de extrema vulnerabilidade para TEA. É fundamental realizar um acompanhamento clínico estruturado e precoce focado não apenas nas habilidades motoras, mas prioritariamente no desenvolvimento socioemocional, cognitivo e de linguagem para viabilizar intervenções terapêuticas oportunas.

Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

Effectiveness and Impact of Maternal RSV Immunization and Nirsevimab on Medically Attended RSV in US Children. Moline HL, Tannis A, Goldstein L, Englund JA, Staat MA, Boom JAet al. New Vaccine Surveillance Network Collaborators.JAMA Pediatr. 2026 Mar 1;180(3):314-324. doi: 10.1001/jamapediatrics.2025.5778.PMID: 41428480

Realizado por Paulo R. Margotto

Estudo de vigilância populacional (NVSN) com >5.000 crianças <2 anos com destaque para a: Efetividade da vacina materna (RSVpreF): 70% contra hospitalização por VSR em lactentes <6 meses. 64% contra qualquer doença respiratória atendida medicamente.Efetividade do Nirsevimabe: 81% contra hospitalização por VSR. Proteção durável: 77% entre 130–210 dias após aplicação. Alta efetividade também em prematuros, contra VSR-A e VSR-B, e contra admissão em UTI (90%).Impacto populacional: Redução de 41% a 51% nas hospitalizações por VSR em lactentes de 0–11 meses. Maior redução em 0–2 meses: 56% a 63%. NNI (número necessário para imunizar) mais baixo nos menores de 2 meses (46–61).Portanto,tanto a vacinação materna quanto o nirsevimabe são altamente eficazes na vida real e reduziram pela metade as hospitalizações por VSR na primeira temporada completa de uso amplo nos EUA. A proteção é mais crítica nos primeiros meses de vida.

AUDIO POR IA:Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

AUDIO POR IA:Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

Effectiveness and Impact of Maternal RSV Immunization and Nirsevimab on Medically Attended RSV in US Children. Moline HL, Tannis A, Goldstein L, Englund JA, Staat MA, Boom JAet al. New Vaccine Surveillance Network Collaborators.JAMA Pediatr. 2026 Mar 1;180(3):314-324. doi: 10.1001/jamapediatrics.2025.5778.PMID: 41428480

Realizado por Paulo R. Margotto.

Estudo de vigilância populacional (NVSN) com >5.000 crianças <2 anos com destaque para a: Efetividade da vacina materna (RSVpreF): 70% contra hospitalização por VSR em lactentes <6 meses. 64% contra qualquer doença respiratória atendida medicamente.Efetividade do Nirsevimabe: 81% contra hospitalização por VSR. Proteção durável: 77% entre 130–210 dias após aplicação. Alta efetividade também em prematuros, contra VSR-A e VSR-B, e contra admissão em UTI (90%).Impacto populacional: Redução de 41% a 51% nas hospitalizações por VSR em lactentes de 0–11 meses. Maior redução em 0–2 meses: 56% a 63%. NNI (número necessário para imunizar) mais baixo nos menores de 2 meses (46–61).Portanto,tanto a vacinação materna quanto o nirsevimabe são altamente eficazes na vida real e reduziram pela metade as hospitalizações por VSR na primeira temporada completa de uso amplo nos EUA. A proteção é mais crítica nos primeiros meses de vida,

Hipertensão sistêmica em recém-nascidos muito prematuros: um estudo de base populacional

Hipertensão sistêmica em recém-nascidos muito prematuros: um estudo de base populacional

Systemic hypertension in very preterm infants: a population–based study.Sa’deh A, Brown BE, Vincer M, Acott PD, Kajetanowicz A, El-Naggar W.Eur J Pediatr. 2026 Apr 28;185(5):310. doi: 10.1007/s00431-026-07001-6.PMID: 42047815. Alemanha.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Retrospectivo de base populacional (Canadá, 2002–2016) com 935 RN <31 semanas de gestação. A incidência de Hipertensão sistêmica em prematuros foi de 10,9% (102 casos),   com tendência de declínio ao longo dos anos (de 12,4% para 7,2%).Momento do diagnóstico: mediana de 13 semanas de vida (idade gestacional corrigida ~40 semanas) e em torno de ~30% foram diagnosticados após alta da UTIN. Achados associados: NEFROCALCINOSE em 62% dos casos. Fatores de risco / protetores: Sulfato de magnésio antenatal, com redução significativa do risco (ORa 0,25). Tratamento: Inibidor da ECA (72%), diuréticos (44%), polifarmácia (17%).Quanto aos desfechos: sem aumento de mortalidade, duração de internação ou morbidades graves de curto prazo (após pareamento e ajuste).Quanto ao neurodesenvolvimento: em diferença significativa em escores cognitivos, de linguagem, motor ou taxas de paralisia cerebral, surdez e deficiência grave comparado aos controles pareados. Os autores concluem: A hipertensão sistêmica é relativamente frequente em prematuros extremos, muitas vezes diagnosticada tardiamente, mas não parece piorar os desfechos de curto prazo nem o neurodesenvolvimento aos 18 meses. O sulfato de magnésio antenatal pode ter efeito protetor. Recomenda-se seguimento ambulatorial rigoroso.

O Surgimento da Autoconsciência em Bebês Prematuros: Insights a Partir do Reflexo de Busca

O Surgimento da Autoconsciência em Bebês Prematuros: Insights a Partir do Reflexo de Busca

The Emergence of Self–Awareness in Preterm Infants: Insights From the Rooting Reflex. Touraton A, Lejeune F, Audéoud FB, Debillon T, Chevallier M, Gentaz E, Doutau J.Acta Paediatr. 2026 May;115(5):1085-1091. doi: 10.1111/apa.70453. Epub 2026 Jan 20.PMID: 41557511. França, Suíça

                                                                        Realizado por Paulo R. Margotto.

A autoconsciência sensorial precoce em bebês prematuros é crucial para a compreensão do desenvolvimento neonatal e para a melhoria dos cuidados. Bebês nascidos entre 24 e 37 semanas de idade gestacional demonstram discriminação tátil e preferência por autoestimulação. Esses resultados sugerem que a autoconsciência sensorial fornece uma base para o desenvolvimento cognitivo e social, oferecendo informações importantes para a prática clínica e orientando futuras pesquisas sobre a maturação sensorial e neurológica neonatal