Categoria: Recém-Nascido de Baixo Peso

O Surgimento da Autoconsciência em Bebês Prematuros: Insights a Partir do Reflexo de Busca

O Surgimento da Autoconsciência em Bebês Prematuros: Insights a Partir do Reflexo de Busca

The Emergence of SelfAwareness in Preterm Infants: Insights From the Rooting Reflex. Touraton A, Lejeune F, Audéoud FB, Debillon T, Chevallier M, Gentaz E, Doutau J.Acta Paediatr. 2026 May;115(5):1085-1091. doi: 10.1111/apa.70453. Epub 2026 Jan 20.PMID: 41557511. França, Suíça

                                                                        Realizado por Paulo R. Margotto.

A autoconsciência sensorial precoce em bebês prematuros é crucial para a compreensão do desenvolvimento neonatal e para a melhoria dos cuidados. Bebês nascidos entre 24 e 37 semanas de idade gestacional demonstram discriminação tátil e preferência por autoestimulação. Esses resultados sugerem que a autoconsciência sensorial fornece uma base para o desenvolvimento cognitivo e social, oferecendo informações importantes para a prática clínica e orientando futuras pesquisas sobre a maturação sensorial e neurológica neonatal

 

Infecções Bacterianas e Fúngicas em Recém-Nascidos Nascidos Antes de 24 Semanas de Gestação: Uma Revisão

Infecções Bacterianas e Fúngicas em Recém-Nascidos Nascidos Antes de 24 Semanas de Gestação: Uma Revisão

Bacterial and fungal infections in infants born before 24 weeks’ gestation: a review. Flannery DD, Green MB, Mehler K; Tiny Baby Collaborative Steering Committee.J Perinatol. 2026 Feb 16.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Recém-nascidos com menos de 24 semanas de idade gestacional apresentam risco extremamente elevado de infecções bacterianas e fúngicas invasivas devido à imaturidade imunológica, pele muito frágil (ausência de estrato córneo) e necessidade prolongada de intervenções invasivas (cateteres centrais, ventilação, nutrição parenteral).Infecções Bacterianas:Sepse de Início Precoce (EOS): Incidência muito alta — cerca de 45 por 1.000 nascidos <24 semanas (VON 2018-2019), 12 vezes maior que em prematuros mais maduros. Principal agente: E. coli; segundo: GBS. Quase 1 em cada 20 RN <24 semanas desenvolve EOS. Sepse de Início Tardio (LOS) : Incidência dramática de 322 por 1.000 (aprox. 1 em cada 3 RN que sobrevive >3 dias). Principais patógenos: CONS (estafilococos coagulase-negativos), seguido de gram-negativos e S. aureus. A associação LOS/morte chega a 55%. Sobreviventes de infecções apresentam maior risco de morbidades graves (DPC, lesão cerebral, retinopatia, enterocolite). Infecções Fúngicas: Candidíase invasiva: Incidência de até 3,9% (1 em 25) nos sobreviventes >3 dias. Espécies de Candida (principalmente C. albicans e C. parapsilosis) são as mais frequentes. Alto risco de disseminação (SNC, olhos, abdome).Infecções por bolores (Aspergillus e Mucorales) são raras, mas emergentes e graves, especialmente cutâneas primárias.Profilaxia: Fluconazol (3–6 mg/kg, 2×/semana) é fortemente recomendado (evidência Grau A) em RN <24 semanas com fatores de risco, reduzindo colonização, infecção invasiva e mortalidade. Diagnóstico: Hemoculturas têm sensibilidade limitada nos minúsculos (volume pequeno de sangue). Avaliação extensa (LCR, US abdominal/craniana, fundo de olho) é obrigatória quando Candida é isolada. Conclusão: Apesar dos avanços na sobrevivência de prematuros extremos, infecções continuam sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Estratégias agressivas de prevenção (bundles de cateter, stewardship antimicrobiano, profilaxia antifúngica e cuidados rigorosos com a pele) são essenciais para melhorar os desfechos nesse grupo de altíssimo risco.

Prematuridade Extrema: O Limite da Viabilidade e As Implicações Éticas No Cuidado

Prematuridade Extrema: O Limite da Viabilidade e As Implicações Éticas No Cuidado

Rita Silveira (RS). I Fórum de Neonatologia do Conselho Federal de Medicina, 30/1/2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Essa Palestra deixou com muita clareza  essa mensagem para reflexão: O limite da viabilidade não é apenas um número, é um espaço de incertezas onde ciência, ética e humanidade se encontram. O neonatologista, não apenas salva vidas, ele molda histórias com responsabilidade e compaixão. É necessário, sim, conhecer as morbidades que impactam na qualidade de vida e as potenciais intervenções precoces no segmento do prematuro, que é para garantir um desfecho um pouco melhor. E de forma bem importante, cada Centro de Neonatologia precisa ter o seu segmento após a alta estruturado para medir a viabilidade e a qualidade de vida das crianças que sobreviverão e precisa conhecer qual é a sua faixa de idade gestacional que tem tido maior sobrevida e baixar a idade gestacional. Sempre temos  que buscar melhorar. Se hoje morrem 100% com 23 semanas, vamos trabalhar para morrer 80%, 70%. Falar isso para família, “olha, você pode ser um primeiro a sobreviver”. Vamos usar o corticosteroide  pré-natal, vamos alinhar com a obstetrícia o sulfato de magnésio, vamos organizar a assistência em Sala de Parto. Organizar a nossa UTI Neonatal com as boas práticas e organizar o segmento. Esse é o nosso compromisso.

Bebês com ≤24 Semanas não são apenas bebês extremamente prematuros menores

Bebês com ≤24 Semanas não são apenas bebês extremamente prematuros menores

Infants ≤24 weeks are not just smaller extremely preterm infants.Rysavy MA, et al. J Perinatol. 2026. PMID: 41731047 Review.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Entre os temas mais urgentes na medicina neonatal-perinatal atual está o Cuidado Intensivo de bebês nascidos com ≤24 semanas de gestação. Bebês nascidos entre 22 e 24 semanas representam aproximadamente 1 em cada 500 nascimentos vivos, com cerca de 7.500 bebês nascidos vivos anualmente nos EUA — mais comuns do que a síndrome de Down ou cardiopatias congênitas graves — e constituem 1 em cada 5 mortes infantis nos EUA. Existem grandes incertezas sobre as decisões clínicas, incluindo cuidados obstétricos, procedimentos na Sala de Parto, manejo da incubadora, nutrição, suporte respiratório e o ambiente ideal para o desenvolvimento. Em parceria com as famílias, podemos desenvolver uma base sólida para o cuidado médico seguro e eficaz de gestantes e bebês afetados pelo nascimento com ≤24 semanas.

Acompanhamento Ambulatorial do Prematuro Tardio

Acompanhamento Ambulatorial do Prematuro Tardio

Carlos Alberto Moreno Zaconeta(F). 27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 19-22/11/2025.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

Os prematuros tardios (PPT), bebês nascidos entre 34 e 36 semanas e 6 dias de gestação, representam cerca de 70% de todos os prematuros. Historicamente, foram considerados de “baixo risco” e tratados como bebês a termo, mas as fontes indicam que essa abordagem é equivocada devido à vulnerabilidade biológica e aos riscos de longo prazo. 1. Riscos à Saúde e Neurodesenvolvimento:• Desenvolvimento Cerebral: Às 36 semanas, o cérebro do bebê tem apenas 60% do tamanho de um recém-nascido a termo. Entre a 34ª e a 40ª semana, ocorrem processos críticos de mielinização, sinaptogênese e arborização dendrítica que são interrompidos pelo ambiente extrauterino, considerado um “disruptor do neurodesenvolvimento”. • Comorbidades: PPTs possuem maior risco de reinternação no primeiro mês, infecções, doenças crônicas na vida adulta e transtornos como TEA (2x mais risco), TDAH (1-2x mais) e deficiência intelectual (5-8x mais). 2. Protocolo de Acompanhamento Ambulatorial: As fontes recomendam um seguimento estruturado em três fases principais: • Imediato (até 48h após a alta): Foco na avaliação da amamentação, ganho de peso e icterícia. • Curto Prazo: Consultas semanais até o bebê completar 40 semanas de idade corrigida. • Longo Prazo: Monitoramento do neurodesenvolvimento, crescimento e morbidades respiratórias (como asma e sibilância). 3. Seguimento Prolongado:   Diferente da prática comum, o acompanhamento não deve terminar aos 2 anos. O ideal é manter o seguimento até os 16 anos, pois as demandas acadêmicas e sociais da escola podem revelar transtornos de aprendizagem (dislexia, discalculia) que não eram perceptíveis na primeira infância. Além disso, há maior risco de desenvolvimento de hipertensão arterial e resistência à insulina futuramente. Conclusão: A “alta segura” do prematuro tardio exige um retorno garantido e um acompanhamento diferenciado e proativo, não apenas observando, mas agindo precocemente diante de qualquer suspeita de atraso no desenvolvimento.

Apoio ao contato pele a pele precoce em bebês nascidos com 22 a 23 semanas de gestação

Apoio ao contato pele a pele precoce em bebês nascidos com 22 a 23 semanas de gestação

Supporting Early SkintoSkin Care of Infants Born at 2223 Weeks‘ Gestation.Blomqvist YT, Söderström F, Karlsson V.Acta Paediatr. 2025 Dec;114(12):3279-3283. doi: 10.1111/apa.70255. Epub 2025 Aug 1.PMID: 40751345

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

O presente estudo demonstra, pela primeira vez, a viabilidade do contato pele a pele em bebês nascidos com menos de 24 semanas de gestação. Constatamos que eles receberam contato pele a pele pela primeira vez com idade pós-natal (IPN) mediana de 4 (3;5) dias (intervalo interquartil). A maioria dos bebês (86%) manteve a temperatura corporal normal durante o contato pele a pele na primeira semana de vida, mas hipotermia significativa (< 36,0 °C) ocorreu em 2/43 (5%).manter o bebê coberto durante o procedimento e ter todo o material para aconchego à mão melhorarão o procedimento e reduzirão o risco de estresse térmico por frio. O aconchego durante o contato pele a pele deve ser feito para minimizar a convecção e a radiação como vias de perda de calor. Neste estudo, os bebês receberam CPP por pelo menos 120 minutos. nosso estudo indica que a termorregulação durante o contato pele a pele pode ser comparável àquela observada na incubadora. Nem todos os bebês deste estudo apresentaram normotermia na incubadora, o que indica que as incubadoras nem sempre proporcionam um ambiente térmico ideal. Esta investigação demonstra que os bebês extremamente prematuros conseguem manter a sua temperatura corporal dentro do intervalo normal enquanto recebem cuidados pele a pele.

Estratégias de Cuidados Agudos para Recém-nascidos Periviáveis (Parte 2-Final)

Estratégias de Cuidados Agudos para Recém-nascidos Periviáveis (Parte 2-Final)

Naoyuki Myahara e Fumihito Namba (Japão). V Simpósio Internacional de Neonatologia do Hospital Moinhos de Vento (10/9/2025), sob a Coordenação da de Desiree Volkmer.

Realizado por Marta David Rocha de Moura e Paulo R. Margotto.

As práticas japonesas destacam-se pela abordagem proativa, com alta sobrevida (70-82,8%) em prematuros extremos, uso de cesariana, ordenha do cordão cortado, suporte respiratório agressivo (ventilação inicial com CPAP com máscara (FiO2 de 0,4), seguida de intubação em ~30 segundos; tubos endotraqueais de 2,5 mm (55%) ou 2,0 mm (45%), com profundidade ajustada (5,5-6,0 cm para 400-600g); parâmetros: PIP 15-20, PEEP 5-8, volume corrente ~6 mL/kg; após 7 dias, usa-se ventilação de alta frequência (HFOV) até 30 semanas gestacionais, com saturação alvo de 90-97% (primeiros 3 dias) e 85-95% (até 34 semanas), nutrição enteral precoce com leite materno (Início com 0,5 mL a cada 6 horas, progredindo para 1 mL a cada 3 horas no 4º dia e alimentação plena (~150 mL/kg/dia) no 12º dia, com suplementos; meta de ganho de peso: 1-2% do peso corporal/dia:ex.: 5 g/dia para 500 g), profilaxia com ampicilina, gentamicina, fluconazol e imunoglobulina (IgG) para 22-26 semanas (níveis alvo >500 mg/dL) e suspensão de antibióticos com base em PCR e hemocultura, além de monitoramento intensivo. Apesar do aumento de comprometimento do neurodesenvolvimento em alguns estudos, a incidência de paralisia cerebral permanece baixa. A ordenha do cordão cortado é uma alternativa eficaz ao clampeamento imediato, mas a ordenha do cordão intacto é evitada em bebês <28 semanas, pelo risco de hemorragia intraventricular grave. CONSULTEM TAMBÉM O AUDIO!

AUDIO: Estratégias de Cuidados Agudos para Recém-nascidos Periviáveis (Parte 2-Final)

AUDIO: Estratégias de Cuidados Agudos para Recém-nascidos Periviáveis (Parte 2-Final)

Naoyuki Myahara e Fumihito Namba (Japão). V Simpósio Internacional de Neonatologia do Hospital Moinhos de Vento (10/9/2025), sob a Coordenação da de Desiree Volkmer.

 

Realizado por Marta David Rocha de Moura e Paulo R Margotto

As práticas japonesas destacam-se pela abordagem proativa, com alta sobrevida (70-82,8%) em prematuros extremos, uso de cesariana, ordenha do cordão cortado, suporte respiratório agressivo (ventilação inicial com CPAP com máscara (FiO2 de 0,4), seguida de intubação em ~30 segundos; tubos endotraqueais de 2,5 mm (55%) ou 2,0 mm (45%), com profundidade ajustada (5,5-6,0 cm para 400-600g); parâmetros: PIP 15-20, PEEP 5-8, volume corrente ~6 mL/kg; após 7 dias, usa-se ventilação de alta frequência (HFOV) até 30 semanas gestacionais, com saturação alvo de 90-97% (primeiros 3 dias) e 85-95% (até 34 semanas), nutrição enteral precoce com leite materno (Início com 0,5 mL a cada 6 horas, progredindo para 1 mL a cada 3 horas no 4º dia e alimentação plena (~150 mL/kg/dia) no 12º dia, com suplementos; meta de ganho de peso: 1-2% do peso corporal/dia: ex.: 5 g/dia para 500 g), profilaxia com ampicilina, gentamicina, fluconazol e imunoglobulina (IgG) para 22-26 semanas (níveis alvo >500 mg/dL) e suspensão de antibióticos com base em PCR e hemocultura, além de monitoramento intensivo. Apesar do aumento de comprometimento do neurodesenvolvimento em alguns estudos, a incidência de paralisia cerebral permanece baixa. A ordenha do cordão cortado é uma alternativa eficaz ao clampeamento imediato, mas a ordenha do cordão intacto é evitada em bebês <28 semanas, pelo risco de hemorragia intraventricular grave.

NOVIDADE NA PÁGINA NEONATAL: ÁUDIO com o uso da Inteligência Artificial (IA) da Palestra do Dr. Fumihiko Namba (Japão): PROTOCOLOS E INDICADORES NEONATAIS PAR BEBÊS PERIVIÁVEIS NO JAPÃO (PARTE 1)

NOVIDADE NA PÁGINA NEONATAL: ÁUDIO com o uso da Inteligência Artificial (IA) da Palestra do Dr. Fumihiko Namba (Japão): PROTOCOLOS E INDICADORES NEONATAIS PAR BEBÊS PERIVIÁVEIS NO JAPÃO (PARTE 1)

Fumihiko Namba (Japão). V Simpósio Internacional do Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre) sob Coordenação da Dra Desirée Volkmer, ocorrido no dia 10 de setembro de 2025 na cidade de Porto Alegre. Esse áudio, preparado com a Inteligência Artificial (IA), visa  facilitar aos  colegas acesso a informação quando o tempo fica restrito para uma leitura completa, podendo ouvir, inclusive,  no seu deslocamento para as suas Unidade Hospitalares (está disponível em seus celulares). Sabemos quanto de tempo fica perdido nesses deslocamentos por uma série de razões (todas muito óbvias)!

Realizado por Paulo R Margotto

A neonatologia no Japão é reconhecida internacionalmente pelas altas taxas de sobrevivência de bebês prematuros extremos, especialmente os nascidos com 22 semanas de gestação, atingindo 70% em contraste com taxas mais baixas em outros países. O país adota uma abordagem proativa para esses casos. As práticas singulares no Japão incluem: Cesariana como modo de parto predominante, a ordenha do cordão umbilical cortado (C-UCM) é comum, especialmente quando o clampeamento tardio não é viável, transfundindo sangue para o bebê de forma coordenada com a respiração, suporte respiratório agressivo e precoce: 100% dos bebês de 22-23 semanas são intubados na Sala de Parto, com uso de surfactante em 93% dos casos e CPAP é enfatizado para estabilização, nutrição prioriza o leite materno humano (da mãe ou Banco de Leite) com alimentação enteral precoce (já no 1º dia de vida), sem uso de fórmulas infantis, uso de probióticos desde o dia zero em alguns casos e fenobarbital como principal sedativo na primeira semana, monitoramento intensivo com ecocardiogramas e ultrassonografias cerebrais realizadas frequentemente por neonatologistas. A taxa de sobrevida para bebês de 22 semanas foi de 82,8% em um Centro. Embora a sobrevida tenha melhorado, um estudo de longo prazo mostrou que o comprometimento neurodesenvolvimental grave (NDI) aumentou em um período, passando de 10% para 23%, embora outro estudo tenha notado baixa incidência de paralisia cerebral e NDI grave.A cultura médica japonesa é descrita como conservadora na adoção de novas práticas, mas mantém um alto padrão de formação e acompanhamento rigoroso.

 

Práticas de neonatologia no Japão, com um foco significativo no cuidado de bebês prematuros extremos, especialmente aqueles nascidos entre 22 e 23 semanas de gestação (PARTE 1)

Práticas de neonatologia no Japão, com um foco significativo no cuidado de bebês prematuros extremos, especialmente aqueles nascidos entre 22 e 23 semanas de gestação (PARTE 1)

 Palestra administrada pelo Dr.  Fumihito Namba (Japão).

Realizado por Paulo R. Margotto.

A neonatologia no Japão é reconhecida internacionalmente pelas altas taxas de sobrevivência de bebês prematuros extremos, especialmente os nascidos com 22 semanas de gestação, atingindo 70% em contraste com taxas mais baixas em outros países. O país adota uma abordagem proativa para esses casos. As práticas singulares no Japão incluem: Cesariana como modo de parto predominante, a ordenha do cordão umbilical cortado (C-UCM) é comum, especialmente quando o clampeamento tardio não é viável, transfundindo sangue para o bebê de forma coordenada com a respiração, suporte respiratório agressivo e precoce: 100% dos bebês de 22-23 semanas são intubados na Sala de Parto, com uso de surfactante em 93% dos casos e CPAP é enfatizado para estabilização, nutrição prioriza o leite materno humano (da mãe ou Banco de Leite) com alimentação enteral precoce (já no 1º dia de vida), sem uso de fórmulas infantis, uso de probióticos desde o dia zero em alguns casos e fenobarbital como principal sedativo na primeira semana, monitoramento intensivo com ecocardiogramas e ultrassonografias cerebrais realizadas frequentemente por neonatologistas. A taxa de sobrevida para bebês de 22 semanas foi de 82,8% em um Centro. Embora a sobrevida tenha melhorado, um estudo de longo prazo mostrou que o comprometimento neurodesenvolvimental grave (NDI) aumentou em um período, passando de 10% para 23%, embora outro estudo tenha notado baixa incidência de paralisia cerebral e NDI grave.A cultura médica japonesa é descrita como conservadora na adoção de novas práticas, mas mantém um alto padrão de formação e acompanhamento rigoroso.