Mês: agosto 2026

AUDIO POR IA:Neuroproteção Perinatal na Prematuridade

AUDIO POR IA:Neuroproteção Perinatal na Prematuridade

Perinatal Neuroprotection in Preterm Birth.Berger R, Stelzl P, Stubert J, Kyvernitakis I, Kribs A, Maul H.Geburtshilfe Frauenheilkd. 2025 Jun 30;85(10):1061-1072. doi: 10.1055/a-2593-0275. eCollection 2025 Oct.PMID: 41089219. Alemanha.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A prematuridade extrema apresenta alta morbimortalidade, com sequelas cognitivas, comportamentais e psíquicas afetando entre 25% e 50% dos sobreviventes. A proteção do cérebro imaturo contra danos neuronais e vasculares crônicos envolve intervenções coordenadas 1) Intervenções Antenatais e de Parto a) Corticosteroides Antenatais (ANS): Reduzem significativamente a mortalidade neonatal, a síndrome do desconforto respiratório (SDR) e a taxa de hemorragia intraventricular (HIV). Agem estabilizando a vasculatura vulnerável da matriz germinativa através da supressão da proliferação endotelial e do aumento da cobertura de pericitos. O benefício é evidente em fetos ≤ 30 semanas, e o efeito vascular decai após 10 dias (podendo ser restaurado com um ciclo de resgate) b) Sulfato de Magnésio: Administrado em partos iminentes < 34 semanas, reduz de forma expressiva o risco de paralisia cerebral e o desfecho combinado de “morte ou paralisia cerebral” aos 2 anos de idade corrigida. Os mecanismos celulares incluem o bloqueio de canais de cálcio via receptores NMDA, indução de pré-condicionamento mitocondrial, atenuação do neurotransmissor excitotóxico succinato e redução de processos inflamatórios pós-isquêmicos 3) Manejo do Cordão Umbilical: O clampeamento tardio deve ser preferido para garantir uma transição cardiovascular fisiológica estável. Recomenda-se a estratégia “ventilar primeiro” (iniciar a insuflação pulmonar antes de clampear o cordão). A ordenha (“milking”) é expressamente contraindicada para prematuros de 23 a 27 semanas, pois aumenta em quase quatro vezes o risco de HIV  grave 2) Pós-Natais: a)Hipotermia terapêutica em prematuros ≥ pode ser clinicamente razoável em casos de encefalopatia hipóxico-isquêmica de causa periparto clara, sem sinais de infecção ou inflamação fetal, desde que iniciada de forma muito precoce (< 90 minutos) e com monitoramento estrito de temperatura e exclusão prévia de HIV por ultrassom b) Cuidado Pós-natal na UTIN incluem   Estabilização Clínica: Evitar flutuações bruscas de CO2, pressão arterial e temperatura1. Optar por ventilação não invasiva e administração menos invasiva de surfactante, mantendo a cabeça em posição neutra na linha média e minimizando intervenções dolorosas  Estímulo e Vínculo: Promover o contato pele a pele precoce (método canguru), reduzir ruídos e iluminação agressiva, preservar ciclos fisiológicos de sono-vigília e incentivar a voz dos pais na beira do leito  Nutrição e Suporte Farmacológico: O fornecimento de leite materno é vital para o desenvolvimento psicomotor a longo prazo. Práticas promissoras incluem a administração orofaríngea de colostro ou o uso terapêutico intranasal de leite materno para regeneração em casos de HIV. Clinicamente, o uso de cafeína se destaca por reduzir de forma expressiva o risco de paralisia cerebral e o atraso no desenvolvimento aos 18-21 meses.

Neuroproteção Perinatal na Prematuridade

Neuroproteção Perinatal na Prematuridade

Perinatal Neuroprotection in Preterm Birth.Berger R, Stelzl P, Stubert J, Kyvernitakis I, Kribs A, Maul H.Geburtshilfe Frauenheilkd. 2025 Jun 30;85(10):1061-1072. doi: 10.1055/a-2593-0275. eCollection 2025 Oct.PMID: 41089219. Alemanha.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

A prematuridade extrema apresenta alta morbimortalidade, com sequelas cognitivas, comportamentais e psíquicas afetando entre 25% e 50% dos sobreviventes. A proteção do cérebro imaturo contra danos neuronais e vasculares crônicos envolve intervenções coordenadas 1) Intervenções Antenatais e de Parto a) Corticosteroides Antenatais (ANS): Reduzem significativamente a mortalidade neonatal, a síndrome do desconforto respiratório (SDR) e a taxa de hemorragia intraventricular (HIV). Agem estabilizando a vasculatura vulnerável da matriz germinativa através da supressão da proliferação endotelial e do aumento da cobertura de pericitos. O benefício é evidente em fetos ≤ 30 semanas, e o efeito vascular decai após 10 dias (podendo ser restaurado com um ciclo de resgate) b) Sulfato de Magnésio: Administrado em partos iminentes < 34 semanas, reduz de forma expressiva o risco de paralisia cerebral e o desfecho combinado de “morte ou paralisia cerebral” aos 2 anos de idade corrigida. Os mecanismos celulares incluem o bloqueio de canais de cálcio via receptores NMDA, indução de pré-condicionamento mitocondrial, atenuação do neurotransmissor excitotóxico succinato e redução de processos inflamatórios pós-isquêmicos 3) Manejo do Cordão Umbilical: O clampeamento tardio deve ser preferido para garantir uma transição cardiovascular fisiológica estável. Recomenda-se a estratégia “ventilar primeiro” (iniciar a insuflação pulmonar antes de clampear o cordão). A ordenha (“milking”) é expressamente contraindicada para prematuros de 23 a 27 semanas, pois aumenta em quase quatro vezes o risco de HIV  grave 2) Pós-Natais: a)Hipotermia terapêutica em prematuros ≥ pode ser clinicamente razoável em casos de encefalopatia hipóxico-isquêmica de causa periparto clara, sem sinais de infecção ou inflamação fetal, desde que iniciada de forma muito precoce (< 90 minutos) e com monitoramento estrito de temperatura e exclusão prévia de HIV por ultrassom b) Cuidado Pós-natal na UTIN incluem   Estabilização Clínica: Evitar flutuações bruscas de CO2, pressão arterial e temperatura1. Optar por ventilação não invasiva e administração menos invasiva de surfactante, mantendo a cabeça em posição neutra na linha média e minimizando intervenções dolorosas  Estímulo e Vínculo: Promover o contato pele a pele precoce (método canguru), reduzir ruídos e iluminação agressiva, preservar ciclos fisiológicos de sono-vigília e incentivar a voz dos pais na beira do leito  Nutrição e Suporte Farmacológico: O fornecimento de leite materno é vital para o desenvolvimento psicomotor a longo prazo. Práticas promissoras incluem a administração orofaríngea de colostro ou o uso terapêutico intranasal de leite materno para regeneração em casos de HIV. Clinicamente, o uso de cafeína se destaca por reduzir de forma expressiva o risco de paralisia cerebral e o atraso no desenvolvimento aos 18-21 meses.

ÁIDIO POR IA: Sildenafil na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

ÁIDIO POR IA: Sildenafil na Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Pia Wintermark (Canadá). Live da Newborn Brain Society (30 de julho de 2026).

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os documentos apresentam pesquisas lideradas pela Dra. Pia Wintermark (Canadá) sobre o uso do SILDENAFIL para tratar a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) em recém-nascidos. Diferente da hipotermia terapêutica tradicional, que foca na proteção imediata, essa abordagem busca a neurorestauração para reparar danos cerebrais já estabelecidos. A hipotermia terapêutica  falha em até 30% dos casos e não possui efeito neurorrestaurador, o que significa que ela não repara as lesões cerebrais que já estão consolidadas no tecido. O mecanismo de ação envolve a redução da neuroinflamação (fazendo com que astrócitos e microglias ativados retornem a um estado inativo), a atenuação da apoptose neuronal e o fomento à regeneração de oligodendrócitos e reparo da substância branca Estudos clínicos e pré-clínicos indicam que o medicamento é seguro, bem tolerado e capaz de melhorar a mielinização e a plasticidade sináptica. Análises quantitativas por ressonância magnética demonstraram que bebês tratados apresentaram menor perda de volume cerebral e recuperação superior em comparação aos grupos de controle. As fontes detalham o sucesso das fases iniciais do estudo SANE (Sildenafil Administration to treat Neonatal Encephalopath), reforçando o potencial dessa terapia como um tratamento adjuvante inovador na neonatologia. Um ensaio clínico de viabilidade multicêntrico está em andamento para avaliar o tratamento em uma coorte maior de 120 neonatos em múltiplos centros no Canadá e nos EUA.

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EIXO PLACENTA-CORAÇÃO-CÉREBRO-2026

EIXO PLACENTA-CORAÇÃO-CÉREBRO-2026

Paulo R. Margotto. Apresentação na Reunião da Unidade de Neonatologia do Hospital Materno-Infantil de Brasil, SES/DF em 31/8/2026 e no Instituo de Pesquisa Paulo Roberto Margotto (live em 6/8/2026).

 

Esta palestra do Instituto de Pesquisa Neonatal Paulo Roberto Margotto analisa a profunda conexão entre placenta, o coração e o cérebro no contexto das cardiopatias congênitas. O conteúdo revela que danos neurológicos não surgem apenas de traumas cirúrgicos, mas começam no útero devido à insuficiência placentária e ao fornecimento inadequado de oxigênio pelo coração fetal. Esse cenário resulta em um cérebro com atraso de maturação, que se comporta de forma semelhante ao de um prematuro, gerando prejuízos cognitivos que podem persistir até a fase adulta. Até 50% dos sobreviventes de CC na infância apresentam déficits de memória, atenção e linguagem. Na juventude (16 a 24 anos), esses indivíduos mantêm uma redução definitiva de 21% no volume da substância branca, o que se correlaciona diretamente com menores índices de QI na idade escolar.Para combater esse “efeito dominó”, o autor defende o diagnóstico precoce, o monitoramento rigoroso por ultrassom com Doppler PÓS-CIRURGIA (O IR cerebral pós-operatório é um forte preditor de prognóstico neurológico: valores baixos (ex: <0,60) indicam perda de autorregulação e hiperemia pós-isquêmica (mau prognóstico), ao passo que valores normais (0,60 a 0,85) indicam preservação vascular. e a estabilização hemodinâmica. Exige-se monitorização por eletroencefalograma (EEG) contínuo nas primeiras 24h por 3 dias para flagrar atividades de fundo anormais. Além disso, deve-se evitar o uso de cateter jugular (limitar a no máximo 7 dias se indispensável) pelo alto risco de induzir trombose no seio venoso cerebral. O objetivo central é implementar estratégias de neuroproteção que priorizem a saúde cerebral durante a correção dos defeitos cardíacos. Além disso, discute-se a possibilidade de postergar intervenções cirúrgicas imediatas para evitar maiores danos a um sistema nervoso já fragilizado.

Sildenafil na encefalopatia hipóxico-isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Sildenafil na encefalopatia hipóxico-isquêmica: da descoberta pré-clínica aos ensaios clínicos

Pia Wintermark (Canadá). Live da Newborn Brain Society (30 de julho de 2026).

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os documentos apresentam pesquisas lideradas pela Dra. Pia Wintermark (Canadá) sobre o uso do SILDENAFIL para tratar a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) em recém-nascidos. Diferente da hipotermia terapêutica tradicional, que foca na proteção imediata, essa abordagem busca a neurorestauração para reparar danos cerebrais já estabelecidos. A hipotermia terapêutica  falha em até 30% dos casos e não possui efeito neurorrestaurador, o que significa que ela não repara as lesões cerebrais que já estão consolidadas no tecido. O mecanismo de ação envolve a redução da neuroinflamação (fazendo com que astrócitos e microglias ativados retornem a um estado inativo), a atenuação da apoptose neuronal e o fomento à regeneração de oligodendrócitos e reparo da substância branca Estudos clínicos e pré-clínicos indicam que o medicamento é seguro, bem tolerado e capaz de melhorar a mielinização e a plasticidade sináptica. Análises quantitativas por ressonância magnética demonstraram que bebês tratados apresentaram menor perda de volume cerebral e recuperação superior em comparação aos grupos de controle. As fontes detalham o sucesso das fases iniciais do estudo SANE (Sildenafil Administration to treat Neonatal Encephalopath), reforçando o potencial dessa terapia como um tratamento adjuvante inovador na neonatologia. Um ensaio clínico de viabilidade multicêntrico está em andamento para avaliar o tratamento em uma coorte maior de 120 neonatos em múltiplos centros no Canadá e nos EUA.

Diuréticos para Prevenção da Displasia Broncopulmonar em Recém-Nascidos Pré-Termo: Uma Revisão Sistemática e Metanálise

Diuréticos para Prevenção da Displasia Broncopulmonar em Recém-Nascidos Pré-Termo: Uma Revisão Sistemática e Metanálise

Diuretics for Preventing Bronchopulmonary Dysplasia in Preterm Infants: A Systematic Review and Meta-Analysis. Kato S, Koizumi M, Nirei J, Honda K, Ishiguro A, Yamazaki M, Isayama T.Neonatology. 2026 Jul 9:1-20. doi: 10.1159/000553435. Online ahead of print.PMID: 42424248. Japão

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esta coletânea estudos apresenta uma revisão sistemática e metanálise atualizada sobre o impacto dos diuréticos na prevenção e no manejo da displasia broncopulmonar (DBP) em bebês prematuros (40 estudos publicados até junho de 2025, dos quais 6 eram ensaios clínicos randomizados (ECRs) e 34 eram estudos não randomizados). Os textos destacam que, embora a furosemida seja amplamente prescrita em UTIs neonatais, não existem evidências robustas de que esses medicamentos melhorem o prognóstico de longo prazo ou reduzam a mortalidade. As pesquisas indicam que os benefícios observados são frequentemente transitórios e limitados a melhorias respiratórias agudas, enquanto o uso prolongado eleva riscos de ototoxicidade, nefrocalcinose e desequilíbrios eletrolíticos. Além disso, o fenômeno da tolerância diurética é discutido, revelando que a eficácia dessas drogas diminui rapidamente após doses sucessivas. A evidência científica atual não confirma que os diuréticos previnem a displasia broncopulmonar O conteúdo enfatiza a necessidade de ensaios clínicos randomizados mais rigorosos na era moderna da neonatologia para validar essas práticas. Por fim, os especialistas recomendam uma utilização cautelosa e criteriosa, priorizando o tratamento de edemas específicos em vez do uso rotineiro para prevenir a doença pulmonar crônica.

MONOGRAFIA-NEONATOLOGIA-HMIB/SES/DF: APRESENTAÇÃO:Avaliação dos Ruídos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Materno Infantil Dr. Antônio Lisboa (HMIB)

MONOGRAFIA-NEONATOLOGIA-HMIB/SES/DF: APRESENTAÇÃO:Avaliação dos Ruídos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Materno Infantil Dr. Antônio Lisboa (HMIB)

Sylvia Cristina Lima sob a Coordenação da Dra. Nathalia Bardal (HMIB).

O ruído em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) constitui agente estressor para o recém-nascido, sobretudo o pré-termo, podendo comprometer a estabilidade fisiológica e o neurodesenvolvimento. Metodologia: Este estudo teve como objetivo caracterizar os níveis de pressão sonora da UTIN do Hospital Materno Infantil Dr. Antônio Lisboa (HMIB) ao longo de um período contínuo de monitoramento. Trata-se de estudo descritivo, quantitativo e observacional, realizado por meio de decibelímetro digital com registro automático contínuo, posicionado sucessivamente em quatro alas assistenciais durante uma semana cada, complementado por medição de 24 horas no interior de uma incubadora e por observação de eventos assistenciais específicos junto ao leito. ResultadoForam consideradas válidas 1.356.141 leituras ambientais e 43.106 leituras no interior da incubadora. O nível de pressão sonora equivalente (Leq) geral foi de 72,4 dB, permanecendo acima do limite de 45 dB recomendado pela literatura em 100% do tempo monitorado, com pico máximo de 112,3 dB. Observou-se variação de até 4,2 dB no Leq entre as alas, redução parcial durante a hora do soninho (Leq de 69,9 dB) e concentração dos picos sonoros no período noturno. No interior da incubadora, o Leq foi de 72,3 dB, com pico de 108,4 dB, e ações rotineiras como o fechamento da incubadora atingiram em média 95 dB. ConclusãoConclui-se que os níveis de ruído da UTIN estudada excederam persistentemente os parâmetros recomendados pela literatura e pelas normas técnicas nacionais e internacionais, reforçando a necessidade de medidas institucionais de controle acústico e de capacitação da equipe assistencial para a redução da exposição sonora do recém-nascido.

MONOGRAFIA-NEONATOLOGIA-HMIB/SES/DF: Avaliação dos Ruídos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Materno Infantil Dr. Antônio Lisboa (HMIB)

MONOGRAFIA-NEONATOLOGIA-HMIB/SES/DF: Avaliação dos Ruídos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Materno Infantil Dr. Antônio Lisboa (HMIB)

Sylvia Cristina Lima sob a Coordenação da Dra. Nathalia Bardal (HMIB).

O ruído em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) constitui agente estressor para o recém-nascido, sobretudo o pré-termo, podendo comprometer a estabilidade fisiológica e o neurodesenvolvimento. Metodologia: Este estudo teve como objetivo caracterizar os níveis de pressão sonora da UTIN do Hospital Materno Infantil Dr. Antônio Lisboa (HMIB) ao longo de um período contínuo de monitoramento. Trata-se de estudo descritivo, quantitativo e observacional, realizado por meio de decibelímetro digital com registro automático contínuo, posicionado sucessivamente em quatro alas assistenciais durante uma semana cada, complementado por medição de 24 horas no interior de uma incubadora e por observação de eventos assistenciais específicos junto ao leito. Resultado: Foram consideradas válidas 1.356.141 leituras ambientais e 43.106 leituras no interior da incubadora. O nível de pressão sonora equivalente (Leq) geral foi de 72,4 dB, permanecendo acima do limite de 45 dB recomendado pela literatura em 100% do tempo monitorado, com pico máximo de 112,3 dB. Observou-se variação de até 4,2 dB no Leq entre as alas, redução parcial durante a hora do soninho (Leq de 69,9 dB) e concentração dos picos sonoros no período noturno. No interior da incubadora, o Leq foi de 72,3 dB, com pico de 108,4 dB, e ações rotineiras como o fechamento da incubadora atingiram em média 95 dB. Conclusão: Conclui-se que os níveis de ruído da UTIN estudada excederam persistentemente os parâmetros recomendados pela literatura e pelas normas técnicas nacionais e internacionais, reforçando a necessidade de medidas institucionais de controle acústico e de capacitação da equipe assistencial para a redução da exposição sonora do recém-nascido.

AUDIO POR IA: Reanimação Avançada no Recém-Nascido – Quais são as Evidências.

AUDIO POR IA: Reanimação Avançada no Recém-Nascido – Quais são as Evidências.

Palestra proferida pela Dr. Myra  H Wichoff (EUA) no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, ocorrido em Foz do Iguaçu entre os dias 28-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R,. Margotto.

A Ventilação é a Prioridade Absoluta: A necessidade de reanimação neonatal decorre quase sempre de falha respiratória e hipoxemia. Por isso, a ventilação eficaz é a chave para recuperar a frequência cardíaca (FC). Compressões só devem ser iniciadas se a FC permanecer < 60 bpm após 30 segundos de ventilação adequada que tenha expandido os pulmões. Se o tórax não expandir, aplique imediatamente as correções do MR. SOPA ou use a máscara laríngea (altamente recomendada para ≥ 34 semanas). Evite Compressões Precoces (Risco de Dano): O limiar de 60 bpm é baseado em consenso, e não em ensaios em humanos. Iniciar compressões cardíacas em um bebê bradicárdico com coração saudável pode causar dano paradoxal, pois a compressão externa rápida (90/min) pode coincidir com a diástole (relaxamento), prejudicando o enchimento do coração e a perfusão coronária. Técnica de Compressão Rigorosa: Deve ser aplicada exclusivamente no terço inferior do esterno (acima do xifóide, para evitar rotura do fígado), utilizando a técnica dos dois polegares (superior à técnica de dois dedos), com profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax e na relação coordenada de 3:1. O uso de detectores de etCO2 é um excelente indicador de retorno da circulação espontânea (muda para amarelo com a perfusão pulmonar). Epinefrina é Rara e Preferencialmente Intravenosa: O uso de adrenalina é extremamente raro se a ventilação for de excelência (cerca de 5 a cada 10.000 partos). A via de escolha é a intravenosa (IV) umbilical devido à absorção rápida e picos plasmáticos confiáveis. A via endotraqueal é apenas uma exceção temporária: exige doses até 10 vezes maiores e possui eficácia muito inferior.O sucesso da reanimação avançada reside, fundamentalmente, na qualidade da ventilação na Sala de Parto.

Reanimação Avançada no Recém-Nascido-Quais são as Evidências.

Reanimação Avançada no Recém-Nascido-Quais são as Evidências.

Palestra proferida pela Dr. Myra  H Wichoff (EUA) no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, ocorrido em Foz do Iguaçu entre os dias 28-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Ventilação é a Prioridade Absoluta: A necessidade de reanimação neonatal decorre quase sempre de falha respiratória e hipoxemia. Por isso, a ventilação eficaz é a chave para recuperar a frequência cardíaca (FC). Compressões só devem ser iniciadas se a FC permanecer < 60 bpm após 30 segundos de ventilação adequada que tenha expandido os pulmões. Se o tórax não expandir, aplique imediatamente as correções do MR. SOPA ou use a máscara laríngea (altamente recomendada para ≥ 34 semanas). Evite Compressões Precoces (Risco de Dano): O limiar de 60 bpm é baseado em consenso, e não em ensaios em humanos. Iniciar compressões cardíacas em um bebê bradicárdico com coração saudável pode causar dano paradoxal, pois a compressão externa rápida (90/min) pode coincidir com a diástole (relaxamento), prejudicando o enchimento do coração e a perfusão coronária. Técnica de Compressão Rigorosa: Deve ser aplicada exclusivamente no terço inferior do esterno (acima do xifóide, para evitar rotura do fígado), utilizando a técnica dos dois polegares (superior à técnica de dois dedos), com profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax e na relação coordenada de 3:1. O uso de detectores de etCO2 é um excelente indicador de retorno da circulação espontânea (muda para amarelo com a perfusão pulmonar). Epinefrina é Rara e Preferencialmente Intravenosa: O uso de adrenalina é extremamente raro se a ventilação for de excelência (cerca de 5 a cada 10.000 partos). A via de escolha é a intravenosa (IV) umbilical devido à absorção rápida e picos plasmáticos confiáveis. A via endotraqueal é apenas uma exceção temporária: exige doses até 10 vezes maiores e possui eficácia muito inferior.O sucesso da reanimação avançada reside, fundamentalmente, na qualidade da ventilação na Sala de Parto.