Categoria: Asfixia Perinatal

ÁUDIO POR IA:Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer doc

ÁUDIO POR IA:Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer doc

Helen G. Liley (Austrália). 10º  Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal (28-30/5/2026)

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Palestra discute o manejo do cordão em recém-nascidos não vigorosos de todas as idades gestacionais, com base em revisões sistemáticas e metanálises recentes (incluindo iCOMP e atualizações 2024-2025). Destaca a confusão de nomenclatura e propõe categorização em: decisões baseadas no tempo (clampeamento imediato <15 s, precoce 15-59 s, tardio ≥60 s), baseadas na fisiologia (reanimação com cordão intacto ou clampeamento após marcos como respiração/ventilação eficaz) e ordenha do cordão (intacta ou de segmento cortado). Do ponto de vista da Fisiologia, as evidências principais são: a) clampear antes da respiração/ventilação causa instabilidade hemodinâmica (queda de fluxo sistêmico e pressão); ventilação prévia ao clampeamento estabiliza a transição (dados de modelos animais e estudos) b) Em prematuros: clampeamento tardio (≥60 s) reduz mortalidade e necessidade de transfusão. Ordenha intacta mostra tendência favorável, mas é desaconselhada em <28 semanas pelo risco potencial de hemorragia intraventricular grave c) em não vigorosos ≥28 semanas / termo e pré-termo tardio: o estudo MINVI (ordenha intacta vs. clampeamento precoce) mostrou redução de encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada/grave (de 3% para 1,4%) e menor necessidade de hipotermia terapêutica, com melhorias hematológicas. Adesão e benefícios parecem decorrentes da ordenha em si.Do Consenso de 2025: Adiar o clampeamento por ≥60 s sempre que possível (forte/alta certeza em prematuros; fraca/baixa certeza em termo). em não vigorosos >28 semanas: considerar ordenha do cordão intacto (preferência sobre clampeamento precoce) para reduzir risco de EHI e melhorar resultados hematológicos (evidência moderada, com ressalva pela falta de replicação ampla); em <28 semanas: recomendar contra ordenha intacta; reanimação com cordão intacto: evidência insuficiente para recomendar a favor ou contra em termo/pré-termo tardio não vigorosos; estimulação tátil precoce é razoável. Mais estudos multicêntricos são necessários. Pontos práticos adicionais: comprimento de ordenha estimado em ~20-30 cm (sem necessidade de medição precisa); clampeamento tardio não parece piorar doença hemolítica por isoimunização Rh (dados preliminares); risco de policitemia/hiperviscosidade não está bem definido em estudos específicos. A mensagem central é priorizar estabilidade fisiológica da transição (ventilação antes do clampeamento sempre que viável) e usar ordenha intacta de forma seletiva em não vigorosos ≥28 semanas como alternativa ao clampeamento precoce, com cautela nos extremos de prematuridade.

 

Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer

Manejo do Cordão Umbilical no Recém-Nascido Sem Boa Vitalidade ao Nascer

Helen G. Leley (Australia). 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu(PR) entre os dias 28 a 30 de maio de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto

A Palestra discute o manejo do cordão em recém-nascidos não vigorosos de todas as idades gestacionais, com base em revisões sistemáticas e metanálises recentes (incluindo iCOMP e atualizações 2024-2025). Destaca a confusão de nomenclatura e propõe categorização em: decisões baseadas no tempo (clampeamento imediato <15 s, precoce 15-59 s, tardio ≥60 s), baseadas na fisiologia (reanimação com cordão intacto ou clampeamento após marcos como respiração/ventilação eficaz) e ordenha do cordão (intacta ou de segmento cortado). Do ponto de vista da Fisiologia, as evidências principais são: a) clampear antes da respiração/ventilação causa instabilidade hemodinâmica (queda de fluxo sistêmico e pressão); ventilação prévia ao clampeamento estabiliza a transição (dados de modelos animais e estudos) b) Em prematuros: clampeamento tardio (≥60 s) reduz mortalidade e necessidade de transfusão. Ordenha intacta mostra tendência favorável, mas é desaconselhada em <28 semanas pelo risco potencial de hemorragia intraventricular grave c) em não vigorosos ≥28 semanas / termo e pré-termo tardio: o estudo MINVI (ordenha intacta vs. clampeamento precoce) mostrou redução de encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada/grave (de 3% para 1,4%) e menor necessidade de hipotermia terapêutica, com melhorias hematológicas. Adesão e benefícios parecem decorrentes da ordenha em si.Do Consenso de 2025: Adiar o clampeamento por ≥60 s sempre que possível (forte/alta certeza em prematuros; fraca/baixa certeza em termo). em não vigorosos >28 semanas: considerar ordenha do cordão intacto (preferência sobre clampeamento precoce) para reduzir risco de EHI e melhorar resultados hematológicos (evidência moderada, com ressalva pela falta de replicação ampla); em <28 semanas: recomendar contra ordenha intacta; reanimação com cordão intacto: evidência insuficiente para recomendar a favor ou contra em termo/pré-termo tardio não vigorosos; estimulação tátil precoce é razoável. Mais estudos multicêntricos são necessários. Pontos práticos adicionais: comprimento de ordenha estimado em ~20-30 cm (sem necessidade de medição precisa); clampeamento tardio não parece piorar doença hemolítica por isoimunização Rh (dados preliminares); risco de policitemia/hiperviscosidade não está bem definido em estudos específicos. A mensagem central é priorizar estabilidade fisiológica da transição (ventilação antes do clampeamento sempre que viável) e usar ordenha intacta de forma seletiva em não vigorosos ≥28 semanas como alternativa ao clampeamento precoce, com cautela nos extremos de prematuridade.

Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Palestra Administrada pela Dra. Helen G. Liley, Brisbane, Austrália no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu, entre os dia 27-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A VPP é o elemento mais importante na reanimação neonatal, pois auxilia a transição fetal-extrauterina, estabelece a Capacidade Residual Funcional (CRF) e reduz a necessidade de intervenções mais agressivas (compressões ou epinefrina). As 3 Fases do Recrutamento Pulmonar: Fase 1 (Inicial): Limpeza de líquido fetal e início da aeração. → Usar insuflações sustentadas ou VPP rítmica padronizada para estabelecer CRF rapidamente; Fase 2 (Intersticial): Líquido migra para o interstício (edema). Alto risco de colapso alveolar. → Manter VPP contínua com PEEP – NÃO interromper (pecado mortal da reanimação) E Fase 3 (Tardia): Reabsorção lenta do líquido. → Ventilação protetora, reduzindo parâmetros conforme melhora da complacência pulmonar. Evitar hiperdistensão e volutrauma. As estratégias são, conforme perfil do bebês:Prematuros: Iniciar com PIP ~25 cmH₂O + PEEP 5-8 cmH₂O (até 12 no estudo POLAR). Reduzir PIP se boa resposta.Mecônio espesso: Pressões iniciais mais altas (até 50 cmH₂O) e tempos inspiratórios/expiratórios um pouco mais longos.Hipoplasia pulmonar: Pressões mais baixas para evitar barotrauma e redução do fluxo sistêmico. Os Equipamentos e Interfaces são: Ressuscitador com Peça T: Escolha ideal (pressões precisas e PEEP confiável).Balão autoinflável: Apenas backup (sem PEEP confiável).Máscara facial: Rápida, mas risco de vazamento, reflexo vagal e distensão gástrica.Dispositivo supraglótico: Boa opção de resgate (>34 semanas).Tubo traqueal + videolaringoscópio: Padrão-ouro, mas baixa taxa de sucesso na 1ª tentativa por menos experientes.Meta:Meta: Transição suave (“10 perfeito”) com mínima lesão pulmonar e cerebral.Quanto melhor for a VPP, menos intervenções extremas serão necessárias. O foco é estabelecer e manter a CRF com constância e gentileza.

 

ÁUDIO POR IA: Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

ÁUDIO POR IA: Como fazer a ventilação com pressão Positiva de forma efetiva no recém-nascido

Palestra Administrada pela Dra. Helen G. Liley, Brisbane, Austrália no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal ocorrido em Foz do Iguaçu, entre os dia 27-30 de maio de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A VPP é o elemento mais importante na reanimação neonatal, pois auxilia a transição fetal-extrauterina, estabelece a Capacidade Residual Funcional (CRF) e reduz a necessidade de intervenções mais agressivas (compressões ou epinefrina). As 3 Fases do Recrutamento Pulmonar: Fase 1 (Inicial): Limpeza de líquido fetal e início da aeração. → Usar insuflações sustentadas ou VPP rítmica padronizada para estabelecer CRF rapidamente; Fase 2 (Intersticial): Líquido migra para o interstício (edema). Alto risco de colapso alveolar. → Manter VPP contínua com PEEP – NÃO interromper (pecado mortal da reanimação) E Fase 3 (Tardia): Reabsorção lenta do líquido. → Ventilação protetora, reduzindo parâmetros conforme melhora da complacência pulmonar. Evitar hiperdistensão e volutrauma. As estratégias são, conforme perfil do bebês:Prematuros: Iniciar com PIP ~25 cmH₂O + PEEP 5-8 cmH₂O (até 12 no estudo POLAR). Reduzir PIP se boa resposta.Mecônio espesso: Pressões iniciais mais altas (até 50 cmH₂O) e tempos inspiratórios/expiratórios um pouco mais longos.Hipoplasia pulmonar: Pressões mais baixas para evitar barotrauma e redução do fluxo sistêmico. Os Equipamentos e Interfaces são: Ressuscitador com Peça T: Escolha ideal (pressões precisas e PEEP confiável).Balão autoinflável: Apenas backup (sem PEEP confiável).Máscara facial: Rápida, mas risco de vazamento, reflexo vagal e distensão gástrica.Dispositivo supraglótico: Boa opção de resgate (>34 semanas).Tubo traqueal + videolaringoscópio: Padrão-ouro, mas baixa taxa de sucesso na 1ª tentativa por menos experientes.Meta:Meta: Transição suave (“10 perfeito”) com mínima lesão pulmonar e cerebral.Quanto melhor for a VPP, menos intervenções extremas serão necessárias. O foco é estabelecer e manter a CRF com constância e gentileza.

 

ACESSO UMBILICAL: FAÇA COM PRECISÃO

ACESSO UMBILICAL: FAÇA COM PRECISÃO

Marcela Minoto Marques (DF).

Erros manuais são comuns em plantões. As fórmulas (baseadas no peso ou na distância umbigo-mamilo) exigem atenção a detalhes críticos:A “Pegadinha” do Coto: É obrigatório somar o comprimento do coto umbilical (geralmente 1-2cm) ao cálculo final da profundidade de inserção. A omissão dessa medida leva diretamente ao mau posicionamento radiológico. Solução Digital: O uso do aplicativo NeoFast permite obter a medida exata baseada na idade gestacional e peso com apenas dois toques, economizando tempo crítico.

O principal sinal vital na reanimação neonatal: como monitorar a frequência cardíaca

O principal sinal vital na reanimação neonatal: como monitorar a frequência cardíaca

Palestra administrada pela Dra. Myra Wyckogg (EUA) no 10º Simpósio de Reanimação Neonatal ocorrido entre os dias  27 a 29 de maio de 2026 em Foz do Iguaçu (PR).

Realizado por Paulo R. Margotto.

A frequência cardíaca (FC) é o indicador mais importante na Sala de Parto para decidir a necessidade de reanimação e avaliar a eficácia das intervenções, especialmente da ventilação.No recém-nascido, o débito cardíaco depende principalmente da FC (volume sistólico relativamente fixo). Limite de 100 bpm adotado pelo Programa de Reanimação Neonatal, com base  em dados históricos e curva de Dawson (oximetria).Dados recentes (eletrodo seco, clampeamento tardio): FC inicia ~120 bpm e chega a ~160 bpm aos 60 segundos.FC baixa persistente nos primeiros minutos é preditor de lesão cerebral ou mortalidade.Entre os Métodos de Avaliação, do pior ao melhor:Palpação do cordão: evitar  pois é muito imprecisa (20% impalpável; acerta >100 bpm em apenas 55% dos casos); Ausculta com estetoscópio: melhor que palpação, mas imprecisa (erros em ~31% dos casos na zona cinzenta ~80 bpm). Usar apenas inicialmente; Oximetria de pulso: demora (40s a 3 min), especialmente em prematuros, e subestima significativamente a FC nos primeiros minutos → risco de ventilação por pressão positiva  desnecessária; ECG convencional: mais rápido e preciso que oximetria (sinal confiável ~30s), sendo ecomendado pelo ILCOR quando disponível; Eletrodo seco (NeoBeat): mais rápido (~19s antes que ECG), alta precisão (correlação 0,98), fácil uso (cinto, sem gel), bom custo-benefício inclusive em recursos limitados; POCUS (ultrassom): promissor para futuro (diferenciar assistolia de atividade elétrica sem puso [AESP]).Mensagens práticas:priorize sempre boa ventilação antes de compressões. Se a ventilação estiver eficaz, raramente será necessário compressão (limite de 60 bpm simplificado para ensino). Combinação ideal: ausculta inicial + monitor preciso (ECG ou NeoBeat).Portanto, ma avaliação rápida e precisa da FC evita atrasos ou intervenções desnecessárias, sendo o pilar da reanimação neonatal eficaz.

ÁUDIO POR IA: O principal sinal vital na reanimação neonatal: como monitorar a frequência cardíaca

ÁUDIO POR IA: O principal sinal vital na reanimação neonatal: como monitorar a frequência cardíaca

Palestra administrada pela Dra. Myra Wyckogg (EUA) no 10º Simpósio de Reanimação Neonatal ocorrido entre os dias  27 a 29 de maio de 2026 em Foz do Iguaçu (PR).

Realizado por Paulo R. Margotto.

A frequência cardíaca (FC) é o indicador mais importante na Sala de Parto para decidir a necessidade de reanimação e avaliar a eficácia das intervenções, especialmente da ventilação.No recém-nascido, o débito cardíaco depende principalmente da FC (volume sistólico relativamente fixo). Limite de 100 bpm adotado pelo Programa de Reanimação Neonatal, com base  em dados históricos e curva de Dawson (oximetria).Dados recentes (eletrodo seco, clampeamento tardio): FC inicia ~120 bpm e chega a ~160 bpm aos 60 segundos.FC baixa persistente nos primeiros minutos é preditor de lesão cerebral ou mortalidade.Entre os Métodos de Avaliação, do pior ao melhor:Palpação do cordão: evitar  pois é muito imprecisa (20% impalpável; acerta >100 bpm em apenas 55% dos casos); Ausculta com estetoscópio: melhor que palpação, mas imprecisa (erros em ~31% dos casos na zona cinzenta ~80 bpm). Usar apenas inicialmente; Oximetria de pulso: demora (40s a 3 min), especialmente em prematuros, e subestima significativamente a FC nos primeiros minutos → risco de ventilação por pressão positiva  desnecessária; ECG convencional: mais rápido e preciso que oximetria (sinal confiável ~30s), sendo ecomendado pelo ILCOR quando disponível; Eletrodo seco (NeoBeat): mais rápido (~19s antes que ECG), alta precisão (correlação 0,98), fácil uso (cinto, sem gel), bom custo-benefício inclusive em recursos limitados; POCUS (ultrassom): promissor para futuro (diferenciar assistolia de atividade elétrica sem puso [AESP]).Mensagens práticas:priorize sempre boa ventilação antes de compressões. Se a ventilação estiver eficaz, raramente será necessário compressão (limite de 60 bpm simplificado para ensino). Combinação ideal: ausculta inicial + monitor preciso (ECG ou NeoBeat).Portanto, ma avaliação rápida e precisa da FC evita atrasos ou intervenções desnecessárias, sendo o pilar da reanimação neonatal eficaz.

BRIEFING E DEBRIEFING: como implantar

BRIEFING E DEBRIEFING: como implantar

Milton H. Miyoshi (SP). 10º Simpósio de Reanimação Neonatal ocorrido entre os dias  27 a 29 de maio de 2026 em Foz do Iguaçu (PR).

Realizado por Paulo R. Margotto.

O Briefing (Planejamento Pré-Atendimento) e o Debriefing (Reflexão Pós-Atendimento) são ferramentas essenciais para melhorar a qualidade, segurança e trabalho em equipe na Sala de Parto, onde ocorrem erros em cerca de 25% das tarefas, principalmente por falhas de comunicação. O Briefing consiste  em uma Reunião rápida da equipe antes do nascimento com os objetivos de: checagem de equipamentos e materiais, Revisão da história materna e riscos e Definição clara de papéis e responsabilidades (líder, via aérea, compressões etc.). Os benefícios são:redução da dependência da memória sob estresse e melhora coordenação com a equipe obstétrica.O Debriefing consiste de breve Reunião (5 a 10 minutos) logo após o evento; não é “caça às bruxas” mas visa  o  foco no aprendizado e melhoria contínua. Focar no que funcionou bem (Plus) e no que pode ser melhorado (Delta). Deve-se evitar usar falhas administrativas como “muletas” para justificar a performance da Equipe. Aspectos importantes: registrar no prontuário que o briefing e debriefing foram realizados (proteção legal), envolver a família no briefing para alinhar expectativas (principalmente em casos de prematuridade ou malformações).É recomendado pelo ILCOR e Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal como boa prática.Portanto, cada atendimento deve se transformar em oportunidade de melhoria contínua. O briefing prepara a equipe e o debriefing corrige lacunas, fortalecendo a cultura de segurança e reduzindo erros na reanimação neonatal,

Dexmedetomidina versus opioides para sedação durante hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: eficácia, segurança e relação dose-resposta

Dexmedetomidina versus opioides para sedação durante hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: eficácia, segurança e relação dose-resposta

Dexmedetomidine versus opioids for sedation during therapeutic hypothermia in neonatal HIE: efficacy, safety, and dose-response relationship. Chamzas A, Aycan F, Gopalakrishnan M, El Metwally D.Pediatr Res. 2026 Feb 26. doi: 10.1038/s41390-026-04814-x. Online ahead of print.PMID: 41748747.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo de Centro único (163 neonatos com EHI submetidos à HT 72h). Comparou sedação baseada em dexmedetomidina (primeira linha, iniciada em 0,3 µg/kg/h, máx. 1 µg/kg/h) versus sedação apenas com opioides (fentanil/morfina).Houve redução de 50% na dose cumulativa de opioides (46 vs 95 µg/kg equivalentes de fentanil, p<0,001), menor número de doses de resgate (3,3 vs 5,0; p=0,069) e sedação adequada mantida (escores NPASS semelhantes), alimentação enteral plena mais precoce (mediana 6 vs 7 dias, p<0,001), menor  tempo de internação (9 vs 12 dias) e menor necessidade de ventilação mecânica (24% vs 42),  Bradicardia em 41%  dos casos com dexmedetomidina, similar ao grupo opioide em frequência, mas mais persistente) e em 30% foo descontinuada. Hemodinâmica geral comparável (uso de vasopressores idêntico). Faixa eficaz de dose: 0,25–0,5 µg/kg/h (maior risco de bradicardia com doses mais altas e em neonatos de menor peso ao nascer. Portanto, a dexmedetomidina como sedativo de primeira linha durante HT na EHI é eficaz, reduz significativamente a exposição a opioides e associa-se a melhores desfechos de alimentação e respiratórios, com perfil de segurança aceitável.