Mês: setembro 2026

ÁUDIO POR IA:Viabilidade da administração de SURFACTANTE POR MEIO DE VIAS AÉREAS SUPRAGLÓTICAS em prematuros com peso ao nascer entre 800 e 1500 g

ÁUDIO POR IA:Viabilidade da administração de SURFACTANTE POR MEIO DE VIAS AÉREAS SUPRAGLÓTICAS em prematuros com peso ao nascer entre 800 e 1500 g

Feasibility of Surfactant Delivery via Preterm Supraglottic Airways in Infants with Birth Weights of 800-1500 g. Larsson M, Vu H, Nguyen LT, Nguyen HL, Nguyen HT, Tran NL, Nguyen H, Thi Pham PT, Nguyen TK, Elfvin A, Drevhammar T, Mai HT, Myrnerts Höök S, Alfvén T, Pejovic NJ.J Pediatr. 2026 Aug 4:115269. doi: 10.1016/j.jpeds.2026.115269. Online ahead of print.PMID: 42551730 Artigo Gratis! Suécia/Vietnã Hanoi (Vietnã)

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esse estudo ainda em Pre-proof a ser publicado pelo The Journal of Pediatrics,  avalia a viabilidade e segurança da técnica SALSA (Surfactant administration via laryngeal or supraglottic airway), que consiste na administração de surfactante via vias aéreas supraglóticas em prematuros pesando entre 800 e 1500 gramas. Realizada em uma unidade de terapia intensiva neonatal no Vietnã, a pesquisa utilizou o dispositivo Neo i-gel para evitar métodos mais invasivos, como a intubação endotraqueal tradicional. Os resultados demonstram que o procedimento é altamente viável, com uma taxa de sucesso de inserção de 98% em até duas tentativas. Observou-se uma redução significativa na necessidade de oxigênio suplementar uma hora após a intervenção, sugerindo que o medicamento foi distribuído de forma eficaz. Embora tenham ocorrido episódios breves de dessaturação e bradicardia, os eventos foram resolvidos rapidamente e não houve complicações graves diretamente ligadas ao método. O artigo conclui que a técnica é bem tolerada por recém-nascidos de muito baixo peso, servindo como prova de conceito para futuros ensaios clínicos mais amplos.

Viabilidade da administração de SURFACTANTE POR MEIO DE VIAS AÉREAS SUPRAGLÓTICAS em prematuros com peso ao nascer entre 800 e 1500 g

Viabilidade da administração de SURFACTANTE POR MEIO DE VIAS AÉREAS SUPRAGLÓTICAS em prematuros com peso ao nascer entre 800 e 1500 g


Feasibility of Surfactant Delivery via Preterm Supraglottic Airways in Infants with Birth Weights of 800-1500 g.
Larsson M, Vu H, Nguyen LT, Nguyen HL, Nguyen HT, Tran NL, Nguyen H, Thi Pham PT, Nguyen TK, Elfvin A, Drevhammar T, Mai HT, Myrnerts Höök S, Alfvén T, Pejovic NJ.J Pediatr. 2026 Aug 4:115269. doi: 10.1016/j.jpeds.2026.115269. Online ahead of print.PMID: 42551730 Artigo Gratis! Suécia/Vietnã Hanoi (Vietnã)

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esse estudo ainda em Pre-proof a ser publicado pelo The Journal of Pediatrics,  avalia a viabilidade e segurança da técnica SALSA (Surfactant administration via laryngeal or supraglottic airway), que consiste na administração de surfactante via vias aéreas supraglóticas em prematuros pesando entre 800 e 1500 gramas. Realizada em uma unidade de terapia intensiva neonatal no Vietnã, a pesquisa utilizou o dispositivo Neo i-gel para evitar métodos mais invasivos, como a intubação endotraqueal tradicional. Os resultados demonstram que o procedimento é altamente viável, com uma taxa de sucesso de inserção de 98% em até duas tentativas. Observou-se uma redução significativa na necessidade de oxigênio suplementar uma hora após a intervenção, sugerindo que o medicamento foi distribuído de forma eficaz. Embora tenham ocorrido episódios breves de dessaturação e bradicardia, os eventos foram resolvidos rapidamente e não houve complicações graves diretamente ligadas ao método. O artigo conclui que a técnica é bem tolerada por recém-nascidos de muito baixo peso, servindo como prova de conceito para futuros ensaios clínicos mais amplos.

Associação entre HIPONATREMIA PRECOCE e diagnósticos neurológicos em bebês com asfixia perinatal.

Associação entre HIPONATREMIA PRECOCE e diagnósticos neurológicos em bebês com asfixia perinatal.

Association between early hyponatremia and neurological diagnoses in infants with perinatal asphyxia.Viitaharju N, Helenius K, Löyttyniemi E, Singh B, Parikka V.Eur J Pediatr. 2026 Aug 11;185(9):656. doi: 10.1007/s00431-026-07325-3.PMID: 42581167. Finlândia.

Realizado por Paulo R. Margotto

Este estudo clínico investiga a relação entre a hiponatremia precoce e o surgimento de distúrbios neurológicos em recém-nascidos que sofreram asfixia perinatal. Através de uma análise retrospectiva de longo prazo, os pesquisadores observaram que níveis baixos de sódio nas primeiras 72 horas de vida estão fortemente ligados a diagnósticos futuros de paralisia cerebral, epilepsia e deficiências auditivas. O trabalho destaca que a gravidade da redução do sódio é um fator determinante, pois casos de hiponatremia profunda apresentaram maior probabilidade de óbito ou atrasos no desenvolvimento. Além disso, a pesquisa associa o desequilíbrio de fluidos e o ganho de peso inicial, muitas vezes exacerbados pela hipotermia terapêutica, como elementos críticos no cuidado desses pacientes. Em suma, os dados sugerem que monitorar os níveis de sódio pode servir como um importante indicador para o prognóstico neurológico de bebês sob risco.

Cafeína como tratamento para lesão cerebral hipóxico-isquêmica perinatal: riscos e benefícios potenciais

Cafeína como tratamento para lesão cerebral hipóxico-isquêmica perinatal: riscos e benefícios potenciais

Caffeine as a Treatment for Perinatal Hypoxic-Ischemic Brain Injury: The Potential Risks and Benefits.Zhou KQ, Lam F, Bennet L, Gunn AJ, Davidson JO.Dev Neurosci. 2026;48(1):50-58. doi: 10.1159/000545126..Review.Nova Zelândia.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O estudo  explora o uso da cafeína como potencial tratamento para a encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) neonatal, uma condição grave que causa danos cerebrais por falta de oxigenação. Embora a substância seja eficaz no tratamento da apneia em prematuros, sua aplicação como neuroprotetor após insultos hipóxicos apresenta resultados controversos e riscos significativos. Estudos indicam que a cafeína pode bloquear a adenosina, um protetor natural do cérebro, o que potencialmente agrava convulsões e aumenta a mortalidade em doses elevadas. Os textos ressaltam que, enquanto modelos com roedores sugerem benefícios, experimentos com animais de grande porte e dados clínicos iniciais apontam para a falta de eficácia pós-natal e possíveis danos neurológicos. Diante disso, os especialistas defendem cautela extrema, enfatizando que novas pesquisas translacionais são indispensáveis antes de recomendar a cafeína em ensaios clínicos com humanos. O material também discute as limitações da hipotermia terapêutica, especialmente em países de baixa renda, reforçando a urgência por terapias complementares seguras.

ÁUDIO POR IA: Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.

ÁUDIO POR IA: Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.


Early autism risk factors: a cohort study of children born very preterm at 5-years.
Stone-Heaberlin M, Blackburn AD, Tamm L, Allahverdy A, Kline-Fath B, Parikh NA.J Perinatol. 2026 Aug 12. doi: 10.1038/s41372-026-02856-x. Online ahead of print.PMID: 42587029.

Realizado por Paulo R. Margotto,

Este estudo investigou os elementos que elevam a probabilidade de autismo em crianças nascidas muito prematuras, acompanhando-as até os cinco anos de idade. Os resultados revelam que essa população apresenta uma taxa de risco de quase 9%, valor significativamente superior ao observado em crianças nascidas a termo. Entre os diversos fatores analisados, as anormalidades cerebelares detectadas por ressonância magnética e a presença de corioamnionite moderada a grave surgiram como os principais preditores biológicos. A corioamnionite desencadeia uma resposta inflamatória materna e fetal, com citocinas pró-inflamatórias atravessando a placenta e entrando na circulação fetal. Isso pode impactar negativamente o cérebro fetal, causando poda sináptica anormal, maturação prejudicada dos oligodendrócitos e/ou mielinização interrompida Além dessas condições médicas, o sexo masculino e contextos de vulnerabilidade social também demonstraram forte correlação com pontuações elevadas em testes de triagem. Crianças identificadas nesse grupo de risco exibiram prejuízos notáveis em habilidades cognitivas, executivas e comportamentais. O aleitamento materno pode ser um fator de proteção contra o autismo. Diante disso, os autores enfatizam que a identificação precoce desses marcadores é fundamental para viabilizar intervenções terapêuticas tempestivas e eficazes.

Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.

Fatores de risco precoces para o AUTISMO: um estudo de coorte de crianças nascidas muito prematuras aos 5 anos de idade.


Early autism risk factors: a cohort study of children born very preterm at 5-years.
Stone-Heaberlin M, Blackburn AD, Tamm L, Allahverdy A, Kline-Fath B, Parikh NA.J Perinatol. 2026 Aug 12. doi: 10.1038/s41372-026-02856-x. Online ahead of print.PMID: 42587029.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este estudo investigou os elementos que elevam a probabilidade de autismo em crianças nascidas muito prematuras, acompanhando-as até os cinco anos de idade. Os resultados revelam que essa população apresenta uma taxa de risco de quase 9%, valor significativamente superior ao observado em crianças nascidas a termo. Entre os diversos fatores analisados, as anormalidades cerebelares detectadas por ressonância magnética e a presença de corioamnionite moderada a grave surgiram como os principais preditores biológicos. A corioamnionite desencadeia uma resposta inflamatória materna e fetal, com citocinas pró-inflamatórias atravessando a placenta e entrando na circulação fetal. Isso pode impactar negativamente o cérebro fetal, causando poda sináptica anormal, maturação prejudicada dos oligodendrócitos e/ou mielinização interrompida Além dessas condições médicas, o sexo masculino e contextos de vulnerabilidade social também demonstraram forte correlação com pontuações elevadas em testes de triagem. Crianças identificadas nesse grupo de risco exibiram prejuízos notáveis em habilidades cognitivas, executivas e comportamentais. O aleitamento materno pode ser um fator de proteção contra o autismo Diante disso, os autores enfatizam que a identificação precoce desses marcadores é fundamental para viabilizar intervenções terapêuticas tempestivas e eficazes.

Avaliação do risco de sepse neonatal precoce em recém-nascidos extremamente prematuros: implicações para o uso racional de antibióticos

Avaliação do risco de sepse neonatal precoce em recém-nascidos extremamente prematuros: implicações para o uso racional de antibióticos

Risk assessment of earlyonset sepsis in extremely preterm infants: implications for antibiotic stewardship. Guiterrez A, Mir I, Stumpf K, Roberts LM, Hanners NW, Brown LS, Sisman J.J Perinatol. 2026 Aug 21. doi: 10.1038/s41372-026-02879-4. Online ahead of print.PMID: 42629396.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este estudo investiga a identificação de riscos para sepse neonatal precoce em bebês extremamente prematuros para promover o uso consciente de antibióticos. A pesquisa analisou 554 recém-nascidos e concluiu que todos os casos confirmados de infecção estavam ligados a fatores específicos, como trabalho de parto prematuro ou ruptura de membranas. O texto destaca que muitos bebês recebem tratamento prolongado mesmo sem confirmação da doença, o que pode causar complicações graves como a enterocolite necrosante. Os resultados sugerem que o cenário clínico do nascimento é um indicador fundamental para diferenciar neonatos infectados de saudáveis. Assim, o estudo defende que avaliar a causa do parto pode evitar o uso desnecessário de medicamentos em bebês de baixo risco para infecção.