Mês: setembro 2026

ÁUDIO POR IA: Sildenafil para hipertensão pulmonar associada à displasia broncopulmonar: busca sistemática e síntese narrativa

ÁUDIO POR IA: Sildenafil para hipertensão pulmonar associada à displasia broncopulmonar: busca sistemática e síntese narrativa

Sildenafil for bronchopulmonary dysplasia–associated pulmonary hypertension: A systematic search and narrative synthesis. Katayama Y, Hirata K, Nishimura Y, Nakahari A, Takeoka M, Watanabe M, Isayama T; Japan Evidence Based Neonatology (JEBNeo).Pediatr Int. 2026 Jan-Dec;68(1):e70385. doi: 10.1111/ped.70385.PMID: 41943894. Japão

 

Realizado por Paulo R. Margotto.

Essa revisão sistemática recente destaca a escassez de evidências robustas, uma vez que a maioria dos dados disponíveis provém de estudos observacionais sem grupos de controle. Embora o medicamento seja frequentemente utilizado de forma off-label e apresente melhoras ecocardiográficas em muitos pacientes, ainda faltam ensaios clínicos randomizados que confirmem sua eficácia na redução da mortalidade e na melhora das funções respiratórias. Além disso, as fontes alertam para a importância do diagnóstico diferencial, especialmente para excluir a estenose da veia pulmonar, condição na qual o uso de vasodilatadores pode ser prejudicial. O panorama geral reforça a necessidade de cautela e de mais pesquisas científicas para estabelecer diretrizes de segurança e dosagem ideais para essa população vulnerável

Sildenafil para hipertensão pulmonar associada à displasia broncopulmonar: busca sistemática e síntese narrativa

Sildenafil para hipertensão pulmonar associada à displasia broncopulmonar: busca sistemática e síntese narrativa

Sildenafil for bronchopulmonary dysplasia–associated pulmonary hypertension: A systematic search and narrative synthesis. Katayama Y, Hirata K, Nishimura Y, Nakahari A, Takeoka M, Watanabe M, Isayama T; Japan Evidence Based Neonatology (JEBNeo).Pediatr Int. 2026 Jan-Dec;68(1):e70385. doi: 10.1111/ped.70385.PMID: 41943894. Japão

Realizado por Paulo R. Margotto.

Essa revisão sistemática recente destaca a escassez de evidências robustas, uma vez que a maioria dos dados disponíveis provém de estudos observacionais sem grupos de controle. Embora o medicamento seja frequentemente utilizado de forma off-label e apresente melhoras ecocardiográficas em muitos pacientes, ainda faltam ensaios clínicos randomizados que confirmem sua eficácia na redução da mortalidade e na melhora das funções respiratórias. Além disso, as fontes alertam para a importância do diagnóstico diferencial, especialmente para excluir a estenose da veia pulmonar, condição na qual o uso de vasodilatadores pode ser prejudicial. O panorama geral reforça a necessidade de cautela e de mais pesquisas científicas para estabelecer diretrizes de segurança e dosagem ideais para essa população vulnerável.

 

 

AUDIO POR IA:CPAP profilática no parto cesáreo em recém-nascidos pré-termo tardios: um estudo clínico randomizado multicêntrico

AUDIO POR IA:CPAP profilática no parto cesáreo em recém-nascidos pré-termo tardios: um estudo clínico randomizado multicêntrico

Prophylactic CPAP at Cesarean Birth in Late–Preterm Newborns: A Multicenter RCT.Shah BA, DeShea L, Schmölzer GM, Josephsen JB, Fabres J, Wetzel EA, Rykovich H, Thomas A, Law B, Garrido C, Szyld E.Pediatrics. 2026 Aug 1;158(2):e2025070998. doi: 10.1542/peds.2025-070998.PMID: 42457181 Clinical Trial. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este documento detalha o estudo PLANT (Prophylactic CPAP at Cesarean Birth for Late Preterm Newborns Trial), um ensaio clínico piloto internacional que investigou o uso de CPAP profilático em recém-nascidos prematuros tardios nascidos via cesariana (CPAP por 20 minutos a recém-nascidos prematuros tardios com respiração espontânea, nascidos por cesariana). Quando esses bebês prematuros tardios nascem por cesárea, geralmente apresentam maiores proporções de líquido/ar pulmonar. A CPAP profilática pode auxiliar os esforços respiratórios do lactente, acelerando a reabsorção de fluido pulmonar e facilitando a aeração pulmonar.Além disso, a CPAP previne o colapso das vias aéreas, diminui o shunt intrapulmonar e facilita e mantém o recrutamento alveolar. A pesquisa buscou determinar se aplicar pressão positiva logo após o parto reduziria a necessidade de suporte respiratório e internações em UTI neonatal. Os resultados indicam que a prática é segura e viável, demonstrando eficácia em diminuir intervenções respiratórias nos primeiros 30 minutos de vida. Além disso, o subgrupo de bebês entre 35 e 36 semanas apresentou menor taxa de internações não planejadas quando recebeu o tratamento. Em suma, o texto ressalta o potencial da estratégia para otimizar a aeração pulmonar durante a transição neonatal. Em países de baixa e média renda com capacidade limitada de UTI neonatal, essa intervenção direcionada pode se traduzir em redução da mortalidade.

CPAP profilática no parto cesáreo em recém-nascidos pré-termo tardios: um estudo clínico randomizado multicêntrico

CPAP profilática no parto cesáreo em recém-nascidos pré-termo tardios: um estudo clínico randomizado multicêntrico

Prophylactic CPAP at Cesarean Birth in Late–Preterm Newborns: A Multicenter RCT.Shah BA, DeShea L, Schmölzer GM, Josephsen JB, Fabres J, Wetzel EA, Rykovich H, Thomas A, Law B, Garrido C, Szyld E.Pediatrics. 2026 Aug 1;158(2):e2025070998. doi: 10.1542/peds.2025-070998.PMID: 42457181 Clinical Trial. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este documento detalha o estudo PLANT (Prophylactic CPAP at Cesarean Birth for Late Preterm Newborns Trial), um ensaio clínico piloto internacional que investigou o uso de CPAP profilático em recém-nascidos prematuros tardios nascidos via cesariana (CPAP por 20 minutos a recém-nascidos prematuros tardios com respiração espontânea, nascidos por cesariana). Quando esses bebês prematuros tardios nascem por cesárea, geralmente apresentam maiores proporções de líquido/ar pulmonar. A CPAP profilática pode auxiliar os esforços respiratórios do lactente, acelerando a reabsorção de fluido pulmonar e facilitando a aeração pulmonar.Além disso, a CPAP previne o colapso das vias aéreas, diminui o shunt intrapulmonar e facilita e mantém o recrutamento alveolar. A pesquisa buscou determinar se aplicar pressão positiva logo após o parto reduziria a necessidade de suporte respiratório e internações em UTI neonatal. Os resultados indicam que a prática é segura e viável, demonstrando eficácia em diminuir intervenções respiratórias nos primeiros 30 minutos de vida. Além disso, o subgrupo de bebês entre 35 e 36 semanas apresentou menor taxa de internações não planejadas quando recebeu o tratamento. Em suma, o texto ressalta o potencial da estratégia para otimizar a aeração pulmonar durante a transição neonatal. Em países de baixa e média renda com capacidade limitada de UTI neonatal, essa intervenção direcionada pode se traduzir em redução da mortalidade.

Fatores de risco para Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Arterial Perinatal: um amplo estudo caso-controle

Fatores de risco para Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Arterial Perinatal: um amplo estudo caso-controle


Risk factors for perinatal arterial ischaemic stroke: a large case–control study.
Sorg AL, von Kries R, Klemme M, Gerstl L, Weinberger R, Beyerlein A, Lack N, Felderhoff-Müser U, Dzietko M.Dev Med Child Neurol. 2020 Apr;62(4):513-520. doi: 10.1111/dmcn.14347. Epub 2019 Sep 5.PMID: 31489622.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este estudo busca identificar os principais fatores de risco e a fisiopatologia do acidente vascular cerebral isquêmico arterial perinatal (PAIS), uma condição que causa deficiências neurológicas graves em recém-nascidos. Através de uma análise de caso-controle com dados de hospitais alemães, a pesquisa comparou 134 bebês afetados com um grupo de comparação populacional. Os resultados confirmaram que o sexo masculino, a corioamnionite e a condição de pequeno para a idade gestacional (PIG) são preditores independentes e significativos para a doença. Além disso, o parto prematuro e as gestações múltiplas foram validados como elementos que elevam a vulnerabilidade neonatal ao AVC. O texto conclui que a origem da patologia é multifatorial, destacando o papel crítico de processos inflamatórios e da insuficiência feto-placentária no desenvolvimento de lesões isquêmicas.

ÁUDIO POR IA: Trajetórias de crescimento ventricular observadas antes e depois da intervenção em neonatos com Hemorragia Intraventricular Grave e Dilatação Ventricular pós-hemorrágica

ÁUDIO POR IA: Trajetórias de crescimento ventricular observadas antes e depois da intervenção em neonatos com Hemorragia Intraventricular Grave e Dilatação Ventricular pós-hemorrágica

Observed pre–intervention and non–intervention ventricular growth trajectories in neonates with severe intraventricular hemorrhage and post-hemorrhagic ventricular dilation.Gianneschi G, Christian ML, Arif H, Magesh Kumar N, Fofah O.J Perinatol. 2026 Aug 31. doi: 10.1038/s41372-026-02887-4. Online ahead of print.PMID: 42675187. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este estudo analisa as trajetórias de crescimento ventricular em neonatos prematuros com Hemorragia Intraventricular Grave (HIV graus 3 e 4) e Dilatação Ventricular Pós-Hemorrágica (DVPH). As questões centrais tratadas no material incluem:Taxa Média de Expansão Ventricular: O aumento do tamanho ventricular progride de forma aproximadamente linear em relação à idade pós-menstrual, com uma taxa média de expansão de 0,105 mm/dia tanto para o Índice Ventricular (IV) quanto para a Largura do Corno Anterior (LCA). A redução espontânea sustentada das medidas ventriculares durante a internação foi incomum. Escore Composto de Carga Hemorrágica Bilateral: Para além da classificação tradicional de Papile (baseada apenas no lado de maior grau), o estudo avaliou um escore exploratório que soma os graus máximos de hemorragia dos lados direito e esquerdo (variação de 3 a 8). Recém-nascidos com alta carga hemorrágica (escores 7–8) apresentaram expansão ventricular significativamente mais rápida (IV: 0,126 mm/dia vs. 0,096 mm/dia) e maior taxa de mortalidade do que aqueles com baixa carga (escores 3–6). Diferença na Velocidade de Crescimento em Não Sobreviventes: Os bebês que não sobreviveram demonstraram uma velocidade de expansão ventricular inicial acelerada nos primeiros dias pós-hemorragia, enquanto os sobreviventes mantiveram taxas de crescimento mais estáveis ao longo do tempo. Monitoramento e Intervenção Precoce: O acompanhamento seriado por ultrassom craniano (medindo IV e LCA) é fundamental para detectar a progressão precoce. Protocolos clínicos de estratificação por zonas de risco e o uso de ferramentas como o NIRS (monitoramento da oxigenação cerebral regional) auxiliam na identificação do momento adequado para a descompressão ventricular.

Trajetórias de crescimento ventricular observadas antes e depois da intervenção em neonatos com Hemorragia Intraventricular Grave e Dilatação Ventricular pós-hemorrágica

Trajetórias de crescimento ventricular observadas antes e depois da intervenção em neonatos com Hemorragia Intraventricular Grave e Dilatação Ventricular pós-hemorrágica

Observed pre–intervention and non–intervention ventricular growth trajectories in neonates with severe intraventricular hemorrhage and post-hemorrhagic ventricular dilation.Gianneschi G, Christian ML, Arif H, Magesh Kumar N, Fofah O.J Perinatol. 2026 Aug 31. doi: 10.1038/s41372-026-02887-4. Online ahead of print.PMID: 42675187. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este estudo analisa as trajetórias de crescimento ventricular em neonatos prematuros com Hemorragia Intraventricular Grave (HIV graus 3 e 4) e Dilatação Ventricular Pós-Hemorrágica (DVPH). As questões centrais tratadas no material incluem:Taxa Média de Expansão Ventricular: O aumento do tamanho ventricular progride de forma aproximadamente linear em relação à idade pós-menstrual, com uma taxa média de expansão de 0,105 mm/dia tanto para o Índice Ventricular (IV) quanto para a Largura do Corno Anterior (LCA). A redução espontânea sustentada das medidas ventriculares durante a internação foi incomum. Escore Composto de Carga Hemorrágica Bilateral: Para além da classificação tradicional de Papile (baseada apenas no lado de maior grau), o estudo avaliou um escore exploratório que soma os graus máximos de hemorragia dos lados direito e esquerdo (variação de 3 a 8). Recém-nascidos com alta carga hemorrágica (escores 7–8) apresentaram expansão ventricular significativamente mais rápida (IV: 0,126 mm/dia vs. 0,096 mm/dia) e maior taxa de mortalidade do que aqueles com baixa carga (escores 3–6). Diferença na Velocidade de Crescimento em Não Sobreviventes: Os bebês que não sobreviveram demonstraram uma velocidade de expansão ventricular inicial acelerada nos primeiros dias pós-hemorragia, enquanto os sobreviventes mantiveram taxas de crescimento mais estáveis ao longo do tempo. Monitoramento e Intervenção Precoce: O acompanhamento seriado por ultrassom craniano (medindo IV e LCA) é fundamental para detectar a progressão precoce. Protocolos clínicos de estratificação por zonas de risco e o uso de ferramentas como o NIRS (monitoramento da oxigenação cerebral regional) auxiliam na identificação do momento adequado para a descompressão ventricular.

ÁUDIO POR IA: Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

ÁUDIO POR IA: Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

Impact of spontaneous versus expressive maternal singing on physiological parameters and regional tissue oxygenation in preterm infants: a prospective cross-over study. Cordella ES, Martini S, Bartolotta C, Falzone M, Fabbri E, Corvaglia L.Early Hum Dev. 2026 Aug 2;223:106630. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2026.106630. Online ahead of print.PMID: 42561882. Itália.

Realizado por Paulo R. Margotto

Este documento analisa os benefícios da estimulação auditiva, especificamente do canto materno, no desenvolvimento de bebês prematuros hospitalizados em UTIs Neonatais. O estudo principal compara o canto espontâneo com o canto expressivo, demonstrando que a versão guiada por musicoterapeutas melhora significativamente a oxigenação cerebral dos recém-nascidos sem causar estresse fisiológico. Complementarmente, referências de especialistas como Joseph Volpe reforçam que a exposição musical precoce favorece a maturação da substância branca e cinzenta, otimizando conexões neurais fundamentais. Essas intervenções são apresentadas como ferramentas viáveis para fortalecer o vínculo mãe-bebê e mitigar os efeitos negativos do isolamento hospitalar. Em suma, os textos defendem a musicoterapia estruturada como uma estratégia não farmacológica eficaz para promover o bem-estar metabólico e o desenvolvimento neurológico a longo prazo.

Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

Impacto do Canto Materno espontâneo versus expressivo sobre parâmetros fisiológicos e oxigenação tecidual regional em bebês prematuros: um estudo prospectivo cruzado.

Impact of spontaneous versus expressive maternal singing on physiological parameters and regional tissue oxygenation in preterm infants: a prospective cross-over study. Cordella ES, Martini S, Bartolotta C, Falzone M, Fabbri E, Corvaglia L.Early Hum Dev. 2026 Aug 2;223:106630. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2026.106630. Online ahead of print.PMID: 42561882. Itália.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este documento analisa os benefícios da estimulação auditiva, especificamente do canto materno, no desenvolvimento de bebês prematuros hospitalizados em UTIs Neonatais. O estudo principal compara o canto espontâneo com o canto expressivo, demonstrando que a versão guiada por musicoterapeutas melhora significativamente a oxigenação cerebral dos recém-nascidos sem causar estresse fisiológico. Complementarmente, referências de especialistas como Joseph Volpe reforçam que a exposição musical precoce favorece a maturação da substância branca e cinzenta, otimizando conexões neurais fundamentais. Essas intervenções são apresentadas como ferramentas viáveis para fortalecer o vínculo mãe-bebê e mitigar os efeitos negativos do isolamento hospitalar. Em suma, os textos defendem a musicoterapia estruturada como uma estratégia não farmacológica eficaz para promover o bem-estar metabólico e o desenvolvimento neurológico a longo prazo.

Síndrome de Realimentação Neonatal

Síndrome de Realimentação Neonatal

Apresentação por Nathalia F. Bardal

Trata-se de uma  condição crítica que afeta recém-nascidos de extremo baixo peso quando o suporte nutricional intravenoso é iniciado sem o equilíbrio eletrolítico adequado. O material explica que o fornecimento rápido de glicose e aminoácidos pode desencadear uma queda perigosa nos níveis de FÓSFORO SÉRICO, resultando em falha na produção de energia celular e possíveis danos permanentes ao cérebro e pulmões. Para mitigar esses riscos, os novos protocolos recomendam a SUPLEMENTAÇÃO PRECOCE DE MINERAIS como fósforo, sódio e potássio logo na primeira hora de vida. A adoção dessa abordagem equilibrada pode reduzir em até 80% as complicações graves, como a sepse e a hemorragia intracraniana. Além disso, os textos reforçam a necessidade de uma vigilância laboratorial rigorosa durante a primeira semana de vida para garantir a estabilidade metabólica do neonato. Em suma, a transição para um paradigma de nutrição preventiva é essencial para salvar vidas e melhorar o desenvolvimento neurológico a longo prazo.