Hipertensão sistêmica em recém-nascidos muito prematuros: um estudo de base populacional
Systemic hypertension in very preterm infants: a population–based study.Sa’deh A, Brown BE, Vincer M, Acott PD, Kajetanowicz A, El-Naggar W.Eur J Pediatr. 2026 Apr 28;185(5):310. doi: 10.1007/s00431-026-07001-6.PMID: 42047815. Alemanha.
Realizado por Paulo R. Margotto.
Retrospectivo de base populacional (Canadá, 2002–2016) com 935 RN <31 semanas de gestação. A incidência de Hipertensão sistêmica em prematuros foi de 10,9% (102 casos), com tendência de declínio ao longo dos anos (de 12,4% para 7,2%).Momento do diagnóstico: mediana de 13 semanas de vida (idade gestacional corrigida ~40 semanas) e em torno de ~30% foram diagnosticados após alta da UTIN. Achados associados: NEFROCALCINOSE em 62% dos casos. Fatores de risco / protetores: Sulfato de magnésio antenatal, com redução significativa do risco (ORa 0,25). Tratamento: Inibidor da ECA (72%), diuréticos (44%), polifarmácia (17%).Quanto aos desfechos: sem aumento de mortalidade, duração de internação ou morbidades graves de curto prazo (após pareamento e ajuste).Quanto ao neurodesenvolvimento: em diferença significativa em escores cognitivos, de linguagem, motor ou taxas de paralisia cerebral, surdez e deficiência grave comparado aos controles pareados. Os autores concluem: A hipertensão sistêmica é relativamente frequente em prematuros extremos, muitas vezes diagnosticada tardiamente, mas não parece piorar os desfechos de curto prazo nem o neurodesenvolvimento aos 18 meses. O sulfato de magnésio antenatal pode ter efeito protetor. Recomenda-se seguimento ambulatorial rigoroso.
