Infecções congênita e neonatal

Infecções congênita e neonatal

Shannon Agner (WashU). NBS(NEWBORN BRAIN SOCIETY): 25 de junho de 2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A palestra destaca as infecções neonatais congênitas, com ênfase em mecanismos de lesão cerebral, classificação (além do clássico TORCH, listando patógenos específicos) e entidades principais como CMV, Toxoplasmose, HSV, Sífilis, LCMV, Enterovírus/Parecovírus e Zika.Entre os pontos centrais: Rotas de infecção: pré-natal (via placenta — congênita), perinatal e neonatal (maior risco em prematuros).Mecanismos de lesão: neuronal direto (morte celular, calcificações, cistos), inflamação (hiperintensidades na substância branca, hidrocefalia) e teratogênicos (distúrbios de migração, malformações).CMV (destaque principal): alta incidência, RCIU, microcefalia, vasculopatia lenticuloestriada, polimicrogiria; diagnóstico por PCR urina/saliva; tratamento prolongado com ganciclovir (melhora auditiva/neurodesenvolvimento).Outros patógenos com padrões clínicos/imagem específicos e tratamentos (ex.: pirimetamina/sulfadiazina para toxo, penicilina para sífilis).Acompanhamento: multidisciplinar (imagem, fono, oftalmologia, audiologia), com vigilância para perda auditiva tardia no CMV.O material reforça a importância do diagnóstico precoce, imagem (US/RM) e follow-up para otimizar desfechos neurodesenvolvimentais em bebês vulneráveis.