Dexmedetomidina versus opioides para sedação durante hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: eficácia, segurança e relação dose-resposta
Dexmedetomidine versus opioids for sedation during therapeutic hypothermia in neonatal HIE: efficacy, safety, and dose-response relationship. Chamzas A, Aycan F, Gopalakrishnan M, El Metwally D.Pediatr Res. 2026 Feb 26. doi: 10.1038/s41390-026-04814-x. Online ahead of print.PMID: 41748747.
Realizado por Paulo R. Margotto.
Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo de Centro único (163 neonatos com EHI submetidos à HT 72h). Comparou sedação baseada em dexmedetomidina (primeira linha, iniciada em 0,3 µg/kg/h, máx. 1 µg/kg/h) versus sedação apenas com opioides (fentanil/morfina).Houve redução de 50% na dose cumulativa de opioides (46 vs 95 µg/kg equivalentes de fentanil, p<0,001), menor número de doses de resgate (3,3 vs 5,0; p=0,069) e sedação adequada mantida (escores NPASS semelhantes), alimentação enteral plena mais precoce (mediana 6 vs 7 dias, p<0,001), menor tempo de internação (9 vs 12 dias) e menor necessidade de ventilação mecânica (24% vs 42), Bradicardia em 41% dos casos com dexmedetomidina, similar ao grupo opioide em frequência, mas mais persistente) e em 30% foo descontinuada. Hemodinâmica geral comparável (uso de vasopressores idêntico). Faixa eficaz de dose: 0,25–0,5 µg/kg/h (maior risco de bradicardia com doses mais altas e em neonatos de menor peso ao nascer. Portanto, a dexmedetomidina como sedativo de primeira linha durante HT na EHI é eficaz, reduz significativamente a exposição a opioides e associa-se a melhores desfechos de alimentação e respiratórios, com perfil de segurança aceitável.
