Dexmedetomedina na hipotermia terapêutica (ensaio DICE- Dexmedetomidine Use in Infants undergoing Cooling due to Neonatal Encephalopathy):16 de junho de 2026

Dexmedetomedina na hipotermia terapêutica (ensaio DICE- Dexmedetomidine Use in Infants undergoing Cooling due to Neonatal Encephalopathy):16 de junho de 2026

Dexmedetomidine use in Infants undergoing Cooling due to neonatal Encephalopathy (DICE trial): safety and pharmacokinetics.Baserga MC, Bahr TM, Yang MJ, Rau C, DuPont TL, Ostrander B, Gerday EB, Yellepeddi V, Watt KM.Pediatr Res. 2026 Jun 16. doi: 10.1038/s41390-026-05184-0. Online ahead of print.PMID: 42304121

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

Lactentes com encefalopatia neonatal (EN) moderada a grave em hipotermia terapêutica (HT) frequentemente necessitam de sedação e analgesia. A morfina é o padrão atual, mas traz riscos (depressão respiratória, efeitos adversos no neurodesenvolvimento e dismotilidade intestinal). A dexmedetomidina surge como alternativa promissora por oferecer sedação, analgesia e prevenção de tremores sem deprimir a ventilação. Trata-se de um  estudo randomizado, multicêntrico, aberto; dexmedetomidina (ataque 1 µg/kg + infusão 0,1–0,5 µg/kg/h) vs morfina. Sem diferença  significativa em eventos adversos graves, bradicardia, hipotensão, convulsões ou outros desfechos cardiovasculares/renais/hepáticos comparado à morfina, desfechos semelhantes (suporte respiratório, tempo de internação, tremores), tendência a maior tempo para alimentação oral completa no grupo dexmedetomidina (11 vs 7 dias – margem de significância), tendência a maior tempo para alimentação oral completa no grupo dexmedetomidina (11 vs 7 dias – margem de significância).Portanto, o estudo conclui que a  Dexmedetomidina é segura na dose estudada, com perfil hemodinâmico comparável à morfina e menor risco de depressão respiratória. Estudos de fase III são necessários para avaliar neuroproteção e eficácia a longo prazo.