Discussão Clínica: Apneia da prematuridade (efeito da anemia); Canal arterial pérvio; Antibiótico em prematuro de “causa desconhecida”; Onfalocele gigante (tratamento conservador); Prematuro tardio
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Ana Barbara Maroja de Queiroz.
As malformações cardiovasculares são as mais prevalentes em recém-nascidos (RN). A prevalência de cardiopatias congênitas (CC) no Brasil cresceu nos últimos anos, sendo de 9:1000 nascidos vivos em 2010. Atualmente é utilizado o teste de oximetria de pulso ou teste do coraçãozinho para a melhora no diagnóstico precoce das CC. Objetivo: Analisar os dados sobre o teste do teste do coraçãozinho realizado no Alojamento Conjunto do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) como teste de triagem para diagnóstico de cardiopatias congênitas críticas (CCC) no período de janeiro de 2015 a julho de 2018. Metodologia: Realizada pesquisa do tipo observacional, quantitativa e transversal por meio da análise dos dados dos resultados do teste do coraçãozinho realizados no HMIB e pesquisa em prontuário eletrônico dos pacientes que tiveram o teste alterado. Resultados: Foram realizados 10.053 testes no período proposto, destes 42 foram alterados. Destes 42 prontuários selecionados, 15 (35,7%) apresentaram exames normais após repetição do teste do coraçãozinho e/ou realização do ecocardiograma; 11 (26,2%) apresentaram achados de cardiopatia no exame de ecocardiograma; 13 (31%) não obtiveram confirmação de cardiopatia por falta de repetição do teste do coraçãozinho ou por não realização do ecocardiograma; 3 (7,1%) não foram encontrados. Desses 42, o teste foi repetido em apenas em 11 deles. Foram realizados ecocardiogramas em 19 pacientes, sendo encontrados achados de cardiopatias em 11. Cardiopatia congênita crítica foi observada em apenas 1, correspondendo a Anomalia de Ebstein, sendo os demais achados de cardiopatias acianóticas ou pulmonares. Conclusão: Neste estudo foi possível evidenciar que o teste do coraçãozinho contribuiu tanto para diagnóstico de CCC, quanto para realização de outros diagnósticos de CC; bem como da necessidade do correto seguimento do protocolo preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria como forma de diminuir o risco de liberação de RN portadores de CCC não diagnósticados e não conduzidos adequadamente, além de diminuir custos de internações prolongadas para aguardar a realização de ecocardiogramas desnecessários.
Early Caffeine Administration and Neurodevelopmental Outcomes in Preterm Infants.
Abhay Lodha, Rebecca Entz, Anne Synnes, Dianne Creighton, Kamran Yusuf, AnieLapointe, Junmin Yang, Prakesh S. Shah, on behalf of the investigators of the Canadian Neonatal Network (CNN) and the Canadian Neonatal Follow-up Network (CNFUN). Pediatrics Jan 2019, 143 (1) e20181348; DOI: 10.1542/peds.2018-1348.
Preterm neonates who received caffeine (within 2 days of birth) had lower odds of sNDI at 18 to 24 months’ CA.
Realizado por Paulo R. Margotto.
N os bebês <29 semanas de idade gestacional, a terapia precoce com cafeína (≤ 2 dias) foi associada com chances reduzidas de significante deficiência no neurodesenvolvimento e melhor função cognitiva aos 18 até 24 meses de idade corrigida, quando comparado com terapia tardia com cafeína (>2dias). Embora as estimativas foram benéficas em 2 estratégias analíticas, ambas revelaram efeitos benéficos em diferentes domínios. Avaliar a eficácia e segurança da cafeína precoce através de um estudo randomizado controlado será necessário.
Multiorgan failure due to coarctation of the aorta: management and outcome of five neonates.Tokel K, Varan B, Saygili A, Tarcan A, Gurakan B, Mercan S. Pediatr Emerg Care. 2002 Aug;18(4):E8-10.PMID: 12187148.Similar articles
Realizado por Paulo R. Margotto
A coarctação da aorta que se manifesta no período neonatal apresenta desafios tanto para o neonatologista como o cardiologista pediátrico. Este diagnóstico deve ser considerado para todos os recém-nascidos que apresentam com acidose, insuficiência cardíaca congestiva, deficiente perfusão ou choque, falência de múltiplos órgãos e condição que se assemelha a sepse, apesar pressão sanguínea normal e fortes pulsos femorais. Correção imediata da acidose, balanço hídrico, diátese hemorrágica e intervenção precoce para eliminar a obstrução podem salvar a vida do paciente. A condição clínica da criança com coarctação no momento do exame inicial é um determinante importante de morbidade e mortalidade; assim,o diagnóstico precoce é essencial
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Randomized Trial of Platelet-Transfusion Thresholds in Neonates. Curley A, Stanworth SJ, Willoughby K, Fustolo-Gunnink SF, Venkatesh V, Hudson C, Deary A, Hodge R, Hopkins V, Lopez Santamaria B, Mora A, Llewelyn C, D’Amore A, Khan R, Onland W, Lopriore E, Fijnvandraat K, New H, Clarke P, Watts T; PlaNeT2 MATISSE Collaborators. N Engl J Med. 2018 Nov 2. doi: 10.1056/NEJMoa1807320. [Epub ahead of print]. PMID: 30387697. Similar articles
Apresentação: Acadêmicas Brunna Lacerda, Larissa Pimenta, Nathália Laranjal. Coordenação: Paulo R. Margotto
Entre os prematuros com trombocitopenia grave, o uso de contagem de plaquetas no limiar de 50.000 por milímetro cúbico para transfusão profilática de plaquetas resultou em taxa de morte ou sangramento maior do que uma restrição para o limiar de 25.000 por milímetro cúbico dentro 28 dias após a randomização.
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF