Categoria: Humanização

Aspectos Bioéticos do Paliativismo em Neonatologia

Aspectos Bioéticos do Paliativismo em Neonatologia

Lília Maria Caldas (BA). I Fórum de Neonatologia do Conselho Regional de Medicina, 30/1/2026.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 A questão talvez seja o que é cuidado paliativo na sua grandiosidade. Nem todas as pessoas que estão em cuidado paliativo estão em final de vida. E eu vou exemplificar a minha pessoa que estou em cuidados paliativos há 10 anos, mas eu não estou em final de vida, mas isso não me tira o direito de ser bem cuidada. É a mesma coisa para os nossos bebês, uma reflexão importante para pensarmos nisso

MONOGRAFIA DA UNIDADE DE NEONATOLOGIA DO HMIB-2026 (Apresentação):Cuidados Paliativos: um estudo com profissionais de saúde em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de referência do DF

MONOGRAFIA DA UNIDADE DE NEONATOLOGIA DO HMIB-2026 (Apresentação):Cuidados Paliativos: um estudo com profissionais de saúde em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de referência do DF

Autora: Luísa Teixeira Fischer Dias   / Orientadora: Evely Mirela Santos França.

Observou-se compreensão conceitual consistente, com reconhecimento do controle da dor (97,4%), do apoio à família (84,5%) e da integração de aspectos psicológicos e espirituais (78,4%). Entretanto, apenas 41,4% relataram sentir-se preparados, enquanto 53,4% referiram preparo parcial. A experiência foi considerada difícil ou muito difícil por 81,1%, destacando-se sentimentos de impotência (27,6%), insegurança (12,1%) e frustração (10,3%). A ausência de protocolos e fragilidades organizacionais emergiram como barreiras centrais. Conclusão: Apesar da base conceitual sólida, permanecem lacunas no preparo formal, na estrutura institucional e no suporte emocional às equipes. A consolidação dos cuidados paliativos neonatais na UTIN requer investimento em educação permanente, protocolos assistenciais e fortalecimento multiprofissional.

Apoio ao contato pele a pele precoce em bebês nascidos com 22 a 23 semanas de gestação

Apoio ao contato pele a pele precoce em bebês nascidos com 22 a 23 semanas de gestação

Supporting Early Skin–to–Skin Care of Infants Born at 22–23 Weeks‘ Gestation.Blomqvist YT, Söderström F, Karlsson V.Acta Paediatr. 2025 Dec;114(12):3279-3283. doi: 10.1111/apa.70255. Epub 2025 Aug 1.PMID: 40751345

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

O presente estudo demonstra, pela primeira vez, a viabilidade do contato pele a pele em bebês nascidos com menos de 24 semanas de gestação. Constatamos que eles receberam contato pele a pele pela primeira vez com idade pós-natal (IPN) mediana de 4 (3;5) dias (intervalo interquartil). A maioria dos bebês (86%) manteve a temperatura corporal normal durante o contato pele a pele na primeira semana de vida, mas hipotermia significativa (< 36,0 °C) ocorreu em 2/43 (5%).manter o bebê coberto durante o procedimento e ter todo o material para aconchego à mão melhorarão o procedimento e reduzirão o risco de estresse térmico por frio. O aconchego durante o contato pele a pele deve ser feito para minimizar a convecção e a radiação como vias de perda de calor. Neste estudo, os bebês receberam CPP por pelo menos 120 minutos. nosso estudo indica que a termorregulação durante o contato pele a pele pode ser comparável àquela observada na incubadora. Nem todos os bebês deste estudo apresentaram normotermia na incubadora, o que indica que as incubadoras nem sempre proporcionam um ambiente térmico ideal. Esta investigação demonstra que os bebês extremamente prematuros conseguem manter a sua temperatura corporal dentro do intervalo normal enquanto recebem cuidados pele a pele.

Recém-nascido de mãe usuária de drogas / Síndrome de Abstinência Neonatal

Recém-nascido de mãe usuária de drogas / Síndrome de Abstinência Neonatal

Apresentação: Paulo R. Margotto/Sérgio Veiga/Joseleide de Castro.

A Apresentação  fornece uma visão abrangente sobre o tema do Recém-Nascido de mãe usuária de drogas e a Síndrome de Abstinência Neonatal (SAN), apresentados por profissionais da Unidade de Neonatologia do HMIB em Brasília. O material detalha os tipos de drogas (estimulantes, depressoras e perturbadoras) e seus efeitos específicos sobre o feto e o recém-nascido, com foco na maconha e na cocaína/crack. Uma parte significativa aborda a Síndrome de Abstinência Neonatal, definindo seus sinais clínicos e sintomas, bem como a prevalência em recém-nascidos expostos a opioides. O texto também explora a avaliação da severidade da SAN, incluindo o uso dos escores de Lipsitz e o modelo mais recente de COMER, DORMIR E SER CONSOLADO (Eat -Sleep-Console – ESC). Finalmente, são apresentadas as abordagens de tratamento, priorizando terapias não farmacológicas, o alojamento conjunto e, quando necessário, o uso de medicamentos como morfina e metadona, além de tocar em recomendações de alta hospitalar e atualizações em suporte neonatal à vida.

COLO DURANTE O RESRIAMENTO

COLO DURANTE O RESRIAMENTO

Kathi Randall (EUA). Live pela Dra. Kathi Randall ocorrida no dia 30/9/2025, realizada pela PBSF (Protegendo Cérebros Salvando Futuros) integrando o Programa de Especialistas de Excelência em Cuidados Neurocríticos Neonatais.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

enfatiza a importância do cuidado neurodesenvolvimento e das práticas centradas na família para bebês submetidos à hipotermia terapêutica na UTI neonatal, com foco especial no ato de segurar o bebê no colo. A discussão enfatiza que o contato precoce promove o vínculo parental e a adesão ao seguimento, atuando como uma forma de analgesia não farmacológica que reduz o estresse do bebê. É apresentado o framework “COOL ME” (Contenção, Observação do sono/convulsões, Nutrição, Pele, Estresse e Segurar no colo/Vínculo) para orientar a equipe no cuidado, destacando que, apesar da segurança do frio, ele exige estresse e separação aos bebês, o que exige medidas de suporte de desenvolvimento para melhorar os resultados neurológicos. Estudos são citados para comprovar a segurança e os benefícios do colo parental durante o resfriamento, incentivando as equipes a superar medos e implementar essa prática essencial.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Acesso a cuidados maternos e neonatais de qualidade: diminuindo disparidades regionais e étnicos-raciais

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Acesso a cuidados maternos e neonatais de qualidade: diminuindo disparidades regionais e étnicos-raciais

Sônia Isoyama Venâncio.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Políticas públicas, como a Rede Aline, e abordagens locais visam reduzir disparidades e melhorar o acesso a cuidados maternos e neonatais, com foco na equidade e na qualidade do atendimento.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Promoção da Participação Familiar no Cuidado Neonatal

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Promoção da Participação Familiar no Cuidado Neonatal

Sérgio Marba.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Oos ouvintes são convidados a avaliar suas próprias Unidades e implementar as mudanças necessárias, reconhecendo os avanços do Ministério da Saúde, mas sublinhando o longo caminho a percorrer para que todas as crianças tenham acesso a esses .

Mortalidade por todas as causas e resultados relacionados à infecção do Tratamento Canguru iniciado no hospital versus Tratamento Neonatal Convencional para bebês de baixo peso ao nascer: uma revisão sistemática e metanálise

Mortalidade por todas as causas e resultados relacionados à infecção do Tratamento Canguru iniciado no hospital versus Tratamento Neonatal Convencional para bebês de baixo peso ao nascer: uma revisão sistemática e metanálise

All-cause mortality and infection–related outcomes of hospital–initiated kangaroo care versus conventional neonatal care for low-birthweight infants: a systematic review and meta-analysis. Minotti C, Jost K, Aghlmandi S, Schlaeppi C, Sieswerda E, van Werkhoven CH, Schulzke SM, Bielicki JA.Lancet Child Adolesc Health. 2025 May 26:S2352-4642(25)00130-0. doi: 10.1016/S2352-4642(25)00130-0. Online ahead of print.PMID: 40441171.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados publicados entre 2013 e 2025, incluindo 30 relatos de 29 ensaios com 17.513 bebês de baixo peso, comparando Método Canguru com cuidados convencionais mostrou redução significativa  da mortalidade, sepse, infecção invasiva, mortalidade por sepse/infecção invasiva, hipotermia e apneia.  Deve ser integrado às práticas de prevenção e controle de infecções neonatais globalmente, conforme recomendações da OMS. Os benefícios incluem  menor exposição a patógenos hospitalares, promoção do aleitamento materno e possível transferência de microbioma protetor via contato pele a pele. Interessante: o Método Canguru associou-se a uma maior descolonização das narinas de bebês prematuros por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e Staphylococcus epidermidis (MRSE). Nenhum dos estudos relatou o risco de aquisição de colonização bacteriana (resistente).

 

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Quais são os principais pilares e aplicações do Método Canguru para profissionais de saúde?

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Quais são os principais pilares e aplicações do Método Canguru para profissionais de saúde?

Nicole Gianini.

Realizado por Paulo R. Margotto

Um ponto crucial é que o bebê não precisa estar estável para ir para a posição Canguru; ele ficará mais estável se estiver nessa posição. Isso é explicado pela física, onde a dinâmica da caixa torácica e a ventilação do diafragma melhoram, resultando em maior estabilidade ( há muitas publicações que sustentam essa afirmação)

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Justiça racial e Saúde Materno-Infantil no Brasil

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Justiça racial e Saúde Materno-Infantil no Brasil

Ana Paula Cruz Caramaschi.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O racismo ele tem conexões inclusive impactando muito na prematuridade. Elas precisam ser nomeadas. Então, a prematuridade não é um fenômeno biológico, é um fenômeno social e político!