Degeneração Walleriana: Compartilhando Imagens da Neurossonografia Neonatal
Paulo R. Margotto
RN de 39sem1d, 2935g, saiu de alta e retornou com menos de 12 horas, aos 3 dias de vida, com febre,
convulsões e LCR com 235 células
Paulo R. Margotto
RN de 39sem1d, 2935g, saiu de alta e retornou com menos de 12 horas, aos 3 dias de vida, com febre,
convulsões e LCR com 235 células
Paulo R. Margotto
Os recém-nascidos com grandes lesões cerebrais podem estar em grande risco de apresentarem desabilidade no neurodesenvolvimento.
A detecção precoce das grandes lesões pode alertar tanto aos clínicos como os pais e referendar para uma intervenção apropriada e precoce.
Vamos abordar as principais:
1-AGENESIA DO SEPTO PELÚCIDO (DISPLASIA SEPTO-ÓTICA: SÍNDROME DE MORSIER)
2-AGENESIA DO CORPO CALOSO
3-MALFORMAÇÃO DE ARNOLD CHIARI
4-COMPLEXO DANDY WALKER E AUMENTO DA CISTERNA MAGNA
5-HOLOPROSENCEFALIA
6-ESQUISENCEFALIA
7-LESÕES CEREBELARES
8-MALFORMAÇÃO DA VEIA DE GALENO
Paulo R. Margotto
As Infecções perinatais crônicas podem causar: semelhantes tipos de neuropatias, através de:
-inflamação,
-infiltração de meninges e estruturas vasculares,
-necrose do parênquima cerebral,
-proliferação reativa microglial e astroglial.
Citomegalia
Toxoplasmose
Rubéola
Parvovírus
Zika virus
Meningite
Candidíase
Raphael Calmon.
1º Simpósio Internacional de Neonatologia do Distrito Federal, 1º Simpósio Internacional de Neonatologia do HMIB “DR. PAULO ROBERTO MARGOTTO”
Paulo R. Margotto.
Capítulo do livro NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL, 2a Edição, Editado por Paulo R. Margotto, 2019, em Preparação.
Como vimos o ultrassom (US) cerebral é uma técnica acessível e de escolha na avaliação de importantes patologias cerebrais do recém-nascido. O uso de janelas acústicas posteriores, juntamente com a melhora da resolução das imagens permite melhor visualização do ronco cerebral e fossa posterior.
Na realização dos exames é de fundamental importância o conhecimento da anatomia ultrassonográfica, assim como os artefatos relacionados à técnica.
Goya Enrıquez et al, a partir dos estudos do US cerebral realizadas de forma rotineira em 176 neonatos prematuros e 26 RN a termo na investigação de patologias cerebrais, ilustram de forma brilhante estruturas normais, variantes anatômicas e artefatos relacionados ao sistema ventricular, plexo coróide e parênquima cerebral que podem imitar potenciais armadilhas na ultrassonografia craniana do recém-nascido.
Neste estudo foram usadas as fontanelas anterior, posterior e mastóide. Interessante que as crianças com imagens consideradas armadilhas foram acompanhadas com o US e seguimento, sendo consideradas normais do ponto de vista do neurodesenvolvimento.
Essa abordagem se baseia nos resultados destes autores e com ilustrações e achados de outros autores referendados.
Este capítulo mostra as armadilhas freqüentemente encontradas na ultrassonografia craniana e fornece pistas para diferenciar essas imagens enganosas das verdadeiras lesões. A familiaridade com esses recursos ajudará a evitar a prática desnecessária de complicações clínicas e explorações radiológicas.
Apresentação: Patrícia Teodoro de Queiroz. Coordenação: Joseleide de Castro e Paulo R. Margotto
Esta anormalidade consiste na dilatação cística do quarto ventrículo, conseqüente a atresia dos foramens de Magendie e de Luschka e pode ocorrer algum grau de disgenesia verminiana. Ocorre também aumento do 3º ventrículo e dos ventrículos laterais, além do aumento do 4º ventrículo. Outras malformações podem ser encontradas (50 a 70% dos casos), como a agenesia do corpo caloso, cistos porencefálicos, encefaloceles e holoprocencefalia, rins policísticos, defeitos cardiovasculares, lábio leporino. A ultrassonografia cerebral revela nitidamente grande fossa posterior, pequeno resquício cerebelar e um exuberante 4º ventrículo. A estimativa de incidência é de 1/30.000 nascidos, sendo responsável por 4-12% dos hidrocéfalos infantis. Os fatores genéticos desempenham importante papel(as anomalias cromossômicas são descritas em 20 a 50% dos casos e incluem as trissomias do 13, 18 e 21). A recorrência é de 1-5%.A hidrocefalia obstrutiva difusa ocorre em até 80% dos casos. Outras malformações associais incluem hérnia diafragmática, gastrintestinais, cardíacas, genitourinárias e musculares e esqueléticas.
O desenvolvimento intelectual destes pacientes é controverso: 40 % morrem no período neonatal e 70% dos sobreviventes apresentam déficits cognitivos. O prognóstico da variante de Dandy-Walker e Megacisterna Magna é incerto, não havendo dados disponíveis. Ambas as condições podem ser assintomáticas.
Paulo R. Margotto.
Capítulo do livro Assistência ao Recém-nascido de Risco, 4a edição, 2018 e Neurossonografia Neonatal, 2a Edição, 2018, em Preparação.
Os recém-nascidos com grandes lesões cerebrais podem estar em grande risco de apresentarem desabilidade no neurodesenvolvimento. A detecção precoce das grandes lesões pode alertar tanto aos clínicos como os pais e referendar para uma intervenção apropriada e precoce.1
Segundo Lyon2 as anormalidades do desenvolvimento podem ser convenientemente divididas em malformações que se iniciam antes de 20 semanas de idade gestacional e aquelas que se iniciam após a 20ª semana (ocorrem devido a necrose isquêmica, hemorrágica e ou por ação de agentes infecciosos que constituem a maior causa de paralisia cerebral). Durante as primeiras 20 semanas de gestação, o tubo neural fecha e são formadas as vesículas telencefálicas. As células nervosas são geradas na matriz germinativa, adjacente às cavidades intracerebrais e migram para as suas posições finais. No telencéfalo, a inteira população de neuronal é gerada entre a 5ª e a 20ª semana de gestação, aproximadamente 100 dias.
20º Congresso Brasileiro de Ultrassonografia da SBUS
Paulo R. Margotto
Universidade Católica de Brasília
Unidade de Neonatologia do HRAS/HMIB/SES/DF
Hospital Maternidade Brasília.
19º Congresso Brasileiro de Ultrassonografia da SBUS.
São Paulo, 21 a 24 de outubro de 2015
Marba S, Netto A.
Paulo R. Margotto.
19º Congresso Brasileiro de Ultrasonografia da SBUS, São Paulo, 21 a 24 de outubro de 2015