Hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória hipóxica aguda em recém-nascidos prematuros

Hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória hipóxica aguda em recém-nascidos prematuros

Pulmonary hypertension and acute hypoxic respiratory failure in preterm neonates. Elgendy MM, Nath S.J Perinatol. 2026 Oct;46(10):1831-1844. doi: 10.1038/s41372-026-02858-9. Epub 2026 Aug 8.PMID: 42570944 Review. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esta revisão detalha a complexa fisiopatologia, o diagnóstico e o manejo da hipertensão pulmonar aguda e da insuficiência respiratória hipóxica em recém-nascidos prematuros. O texto enfatiza que a condição apresenta diversos fenótipos hemodinâmicos, exigindo uma abordagem terapêutica personalizada guiada por ecocardiografia funcional em vez de tratamentos padronizados. Além disso, discute criticamente o uso controverso do óxido nítrico inalado, ressaltando a importância de avaliar cuidadosamente os riscos e benefícios dessa intervenção. O documento também analisa o papel de agentes inotrópicos, vasodilatadores alternativos e prostaglandinas no suporte cardiovascular desses pacientes vulneráveis (O Manejo Cardiovascual e Farmacológico inclui: Milrinona: Inibidor da PDE-3 com ação inotrópica, lusitrópica e vasodilatadora. É benéfica na HP associada à disfunção do VE com pressão arterial sistêmica preservada; Vasopressina: Eleva a resistência vascular sistêmica (RVS) e reduz a RVP via liberação de NO, ajudando a equilibrar a relação de fluxo pulmonar-sistêmico; Dopamina: Como tende a aumentar a RVP e a pós-carga do VD, não é a droga de primeira escolha em HP mediada por resistência vascular pulmonar (exceto em casos de choque com PCA significativo); Norepinefrina: Uso ainda controverso pela possibilidade de induzir vasoconstrição pulmonar sob altas concentrações de oxigênio; Prostaglandina E1 (PGE1): Indicada em casos graves e refratários com disfunção do VE ou alta pós-carga do VD, ajudando a manter o canal arterial aberto para descompressão das câmaras cardíacas e suporte à perfusão sistêmica. A hipertensão pulmonar no prematuro exige o abandono de condutas empíricas ou homogêneas. A chave para o sucesso clínico é o diagnóstico fenotípico contínuo via ecocardiografia funcional (TnECHO), associado ao suporte ventilatório otimizado e ao uso direcionado e temporário dos agentes vasoativos, evitando complicações iatrogênicas na população neonatal.