Mês: agosto 2019

Fração de Oxigênio Inspirado como Preditor de Falha de CPAP em bebês prematuros com Síndrome do Desconforto Respiratório: um estudo prospectivo multicêntrico

Fração de Oxigênio Inspirado como Preditor de Falha de CPAP em bebês prematuros com Síndrome do Desconforto Respiratório: um estudo prospectivo multicêntrico

Fraction of Inspired Oxygen as a Predictor of CPAP Failure in Preterm Infants with Respiratory Distress Syndrome: A Prospective Multicenter Study. Gulczyńska E, Szczapa T, Hożejowski R, Borszewska-Kornacka MK, Rutkowska M. Neonatology. 2019 May 21:1-8. doi: 10.1159/000499674. [Epub ahead of print]PMID:31112987.  Free Article. Similar articles. Artigo Livre!

Realizado por Paulo R. Margotto.

Estudo polonês em 389 RN com idade gestacional média de 28,2 (± 1,2) semanas e peso ao nascer médio de 120g (940-1300g); as crianças que falharam em CPAP (27,8%-108 crianças) apresentaram  menores idade gestacional, peso ao nascer e índice de Apgar aos 5 min, maiores exigências de oxigênio durante as primeiras horas após nascimento, e mais frequentemente requerido surfactante exógeno; no modelo final de regressão multivariada, o peso ao nascer e FiO2 na segunda hora de vida foram as medidas preditivas; na análise ROC, a FiO2 (limiar de 29%) na segunda hora de vida foi um preditor estatisticamente significativo de falha de CPAP com sensibilidade de 73% e especificidade de 57%%; INTERESSANTE que a falha do uso de CPAP foi associada ao aumento das chances de desfavoráveis, incluindo significativamente maiores taxas de mortalidade (OR 26,5; IC95% 7,8-90,1), aproximadamente aumento de 2 a 5 vezes na incidência de complicações da prematuridade e complicações respiratórias incluindo DBP moderada a grave; portanto, FiO2> 0,29 deve ser tratado como precaução de alerta e um indicador da necessidade de administração de surfactante para aumentar a chance de sucesso do uso de CPAP não como um preditor infalível de falha de CPAP

Uma emulsão lipídica mista contendo óleo de peixe e seu feito sobre maturação cerebral eletrofisiológica em crianças de extremo baixo peso ao nascer: uma análise secundária de um ensaio clínico randomizado

Uma emulsão lipídica mista contendo óleo de peixe e seu feito sobre maturação cerebral eletrofisiológica em crianças de extremo baixo peso ao nascer: uma análise secundária de um ensaio clínico randomizado

A Mixed Lipid Emulsion Containing Fish Oil and Its Effect on Electrophysiological Brain Maturation in Infants of Extremely Low Birth Weight: A Secondary Analysis of a Randomized Clinical Trial.Binder C, Giordano V, Thanhaeuser M, Kreissl A et al J Pediatr. 2019 Aug;211:46-53.e2. Doi:10.1016/j.jpeds.2019.03.039. Epub 2019 Apr 25. PMID: 31030946. Similar articles.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Emulsões lipídicas [EL] à base de óleo de soja são ricos em ácidos graxos polinsaturados  pró-inflamatórios de cadeia longa  ω-6 LC –PUFA) e fitosteróis que podem  desencadear lesão hepática associada à nutrição parenteral; devido a esse motivo foram desenvolvidas novas EL à base de óleo de peixe, com substancial melhora na lesão hepática; devido à inadequada disponibilidade de ácidos graxos essenciais, outra EL foram desenvolvidas contendo óleo de soja, óleo de peixe, óleo de azeite e triglicerídeos de cadeia média (SMOF-LE), no entanto  sem diminuição da lesão hepática, embora tenha havido queda dos níveis de bilirrubina direta; no entanto, nos recém-nascidos de extremo baixo peso ao nascer (<1000g) os presentes autores relataram, nos RN recebendo SMOF-LE, acelerada maturação eletrofisiológica que pode prever neurodesenvolvimento [pontuação significativamente maior para atividade de aEEG, ciclo sono-vigília e apresentaram significativamente mais atividade contínua de base, ambos os indicadores sensíveis de maturação cerebral e possíveis preditores do neurodesenvolvimento]; esse resultado é devido ao ω-3 LC-PUFA docosahexaenóico (DHA), principal componente estrutural e funcional do cérebro; as EL à base de óleo de soja NÃO contem DHA; nos complementos, novamente a ênfase do início precoce da nutrição enteral na prevenção da lesão hepática associada à  nutrição parenteral e de preferência, use EL que contenha óleo de peixe, principalmente  pelo seu efeito na maturação cerebral. Agradeço ao Dr. Sérgio H. Veiga pelas orientações quanto ao EEG

Discussão Clínica: Síndrome de aspiração meconial: a melhor estratégia na Sala de Parto; Surfactante exógeno pulmonar além da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR); Técnicas atuais de administração do surfactante exógeno; Ventilação não invasiva (VNI) na prevenção da lesão pulmonar; Direto ao Ponto: Canal arterial patente no prematuro: controvérsias no tratamento

Discussão Clínica: Síndrome de aspiração meconial: a melhor estratégia na Sala de Parto; Surfactante exógeno pulmonar além da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR); Técnicas atuais de administração do surfactante exógeno; Ventilação não invasiva (VNI) na prevenção da lesão pulmonar; Direto ao Ponto: Canal arterial patente no prematuro: controvérsias no tratamento

Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF

Discussão Clínica: Paracetamol para evitar ligação cirúrgica da PCA;Óxido nítrico em prematuros; Pretermo tardio; Dexmedetomidina em RN; Síndrome de hipoventilação central congênita; Dexametasona precoce na DBP; Esteróide pós-natal e convulsão febril;Nutrição parenteral precoce nas crianças críticas

Discussão Clínica: Paracetamol para evitar ligação cirúrgica da PCA;Óxido nítrico em prematuros; Pretermo tardio; Dexmedetomidina em RN; Síndrome de hipoventilação central congênita; Dexametasona precoce na DBP; Esteróide pós-natal e convulsão febril;Nutrição parenteral precoce nas crianças críticas

Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF

COLESTASE NEONATAL

COLESTASE NEONATAL

Elisa de Carvalho, Jorge. L dos Santos, Isadora de Carvalho Trevizoli, Gilda Porta, Paulo R. Margotto

Capítulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2019, em Preparação.

 

A icterícia por predomínio da bilirrubina indireta (BI) em recém-nascidos (RN) é comum e, na maioria das vezes, fisiológica; entretanto, o aumento da bilirrubina direta (BD), traduz a presença de doença hepatocelular ou biliar e necessita exploração clínica urgente. Nestes casos, o esclarecimento precoce do diagnóstico etiológico e a instituição do tratamento adequado exercem influência decisiva na sobrevida e na qualidade de vida de muitos pacientes. Sendo assim, podemos considerar a colestase neonatal uma urgência em Gastroenterologia Pediátrica.

Como a icterícia é comumente observada nos recém-nascidos (60% a 80%), não é raro que a este seja um sinal pouco valorizado nesta faixa etária, o que contribui para o encaminhamento tardio do paciente colestático. Os objetivos deste capítulo são:

– revisar o diagnóstico diferencial da icterícia do RN e do lactente;

– esclarecer como identificar a icterícia colestática;

– enfatizar a importância do reconhecimento precoce da colestase neonatal;

– apresentar as recomendações atuais referentes à abordagem diagnosticada colestase em recém-nascidos e lactentes.

Devemos acreditar na enterocolite necrosante associada à transfusão? Aplicando um GRADE à literatura

Devemos acreditar na enterocolite necrosante associada à transfusão? Aplicando um GRADE à literatura

Should we believe in transfusion-associated enterocolitis? Applying a GRADE to the literature.

Hay S, Zupancic JA, Flannery DD, Kirpalani H, Dukhovny D. Semin Perinatol. 2017 Feb;41(1):80-91. doi: 10.1053/j.semperi.2016.09.021. Epub 2016 Nov 17. Review.PMID: 27866662.Similar Articles.

Apresentação: Milena Pires. Coordenação: Miza Vidigal.

Aplicando um GRADE à literatura (em 1987 uma epidemia de ECN em um Centro único identificou transfusões de hemácias como um fator de risco potencial; a partir desse fato a maioria dos inúmeros estudos observacionais (caso-controle e coorte) identificou essa associação e medidas foram tomadas na as prevenção; o presente estudo cita que são gritantes as diferenças de evidências entre os estudos observacionais e os experimentais, pela presença de fatores de confusão nos estudos observacionais; aplicando a graduação da qualidade das evidências e a força das recomendações (GRADE) foi o objetivo desse estudo na avaliação da associação entre transfusão sanguínea e ECN;  um “alto” GRADE  ​​sugere que “é improvável que novas pesquisas mudem” essa confiança e uma classificação de “muito baixo” expressa que “qualquer estimativa de efeito é muito incerta; foram analisados 26 estudos, sendo 3 ensaios clínicos randomizados [ECR], 12 estudos de caso-controle e 11 estudos de coorte observacionais (nenhum dos estudos foi planejado para a avaliação entre transfusão sanguínea e ECN; a avaliação GRADE dos estudos mostrou que a qualidade geral das evidências para apoiar as transfusões de sangue associadas à ECN foi “baixa” a “muito baixa”.

Nos estudos observacionais tanto para ECN dentro de 48 horas ou qualquer tempo depois das transfusões, há substancial heterogeneidade em relação a essa potencial associação [93 e 86%, respectivamente]; nenhum estudo aplicou  um ajuste de risco fisiológico no dia, ou antes, da transfusão (ou seja, é possível que as transfusões consequentemente fossem dadas após o desfecho; interessante  que os estudos randomizados sugeriram que um limiar de transfusão mais liberal, resultando em mais transfusões, produziu um resultado de menor taxa de ECN,  embora estatisticamente não significativo; a ANEMIA ao invés da transfusão É O FATOR DE RISCO PARA A ECN [acredita-se que a anemia grave leve à hipoxia na parede intestinal, deixando o paciente em risco de estresse oxidativo durante a reperfusão aguda]; assim, os autores desse estudo aplicando o GRADE concluem que não há evidências suficientes para apoiar a possível associação entre transfusão e ECN; nos complementos trouxemos mais informações a respeito do papel da ANEMIA e os estudo reforçam que essa desempenha importante fator de risco (chega a aumentar 6 vezes os risco de ECN!); possíveis meios de prevenir a anemia nesses prematuros   incluem o CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO E A ORDENHA DO CORDÃO; quanto à SUSPENSÃO DA ALIMENTAÇÃO  durante as transfusões:nos alimentados durante a transfusão tem sido mostrado queda significativa  da oxigenação mesentérica pós-prandial aumentando o risco de isquemia mesentérica e o  desenvolvimento de ECN relacionado à transfusão, principalmente se ANEMIA concomitante, embora precisamos dos resultados de estudos com maior poder em andamento ( embora seja reconhecido a necessidade de mais estudos com maior poder (Ensaio TOP: Transfusions of Prematures:TOP; WHEAT: Withholding Enteral Feeds Around Transfusion); a  Iniciativa de melhoria da qualidade para reduzir a taxa de ECN nos prematuros da Rede Vermont contempla a suspensão da dieta DURANTE a transfusão, norma adotada pela  Unidade Neonatal do HMIB..

Discussão Clínica: Neurodesenvolvimento e manuseio da PCA; Controvérsias da VPP na Sala de Parto; Níveis de Hemoglobina e Displasia broncopulmonar; Como abrir o pulmão cheio de fluido e mantê-lo aberto

Discussão Clínica: Neurodesenvolvimento e manuseio da PCA; Controvérsias da VPP na Sala de Parto; Níveis de Hemoglobina e Displasia broncopulmonar; Como abrir o pulmão cheio de fluido e mantê-lo aberto

Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF

Sessão de Anatomia Clínica: Insuficiência renal aguda (necrose tubular aguda)

Sessão de Anatomia Clínica: Insuficiência renal aguda (necrose tubular aguda)

APRESENTAÇÃO:  ELISA OLIVEIRA ROSA E SOUSA – RESIDENTE DO 1° ANO DE PEDIATRIA.

COORDENAÇÃO: DR. EDUARDO HECHT.

COORDENAÇÃO GERAL: JOSELEIDE DE CASTRO/MARTA DAVID ROCHA DE MOURA

PATOLOGISTA:  DR. CARLOS HENRIQUE DE AGUIAR BOTELHO.

RN de 18 dias que evoluiu com insuficiência respiratória, duas paradas cardiorrespiratórias sendo reanimado por 12  e 7 minutos em cada uma e insuficiência renal aguda por disfunção de múltiplos órgãos.