Categoria: Distúrbios Metabólicos

Mudanças Maturacionais no Metabolismo do Sódio em Prematuros no Limite da Viabilidade

Mudanças Maturacionais no Metabolismo do Sódio em Prematuros no Limite da Viabilidade

Maturational changes in sodium metabolism in periviable infants. Segar JL, Grobe CC, Grobe JL.Pediatr Nephrol. 2021 Nov;36(11):3693-3698. doi: 10.1007/s00467-021-05119-3. Epub 2021 May 19.PMID: 34013388.

Apresentação: Mayara Martin. Coordenação: Carlos  A. Zaconeta

                        O balanço de sódio é sabidamente correlacionado com o crescimento somático em mamíferos

  • Os autores fornecem novos dados sobre o balanço de sódio nos primeiros meses após o nascimento em uma coorte de prematuros extremos.
  • Esses achados sugerem que, além do período de diurese pós-natal, os bebês nascidos no extremo da prematuridade têm necessidades substanciais de sódio para um estado de balanço de sódio positivo a ser alcançado, que é necessário para crescimento ideal.
Defeitos Cardíacos Congênitos em lactentes de mãe diabética: uma experiência de Centro único

Defeitos Cardíacos Congênitos em lactentes de mãe diabética: uma experiência de Centro único

CONGENITAL HEART DEFECTS IN INFANTS BORN TO …

Muhammad Shamaoon , Zunaira , Muhammad Ahsan , Tehmina Maqbool , Rabia Aslam , Ambreen Yaseen.

Professional Med J 2020;27(5):950-956

Apresentação: Lays S. Piantino Pimentel – Residente de Neonatologia. Coordenação: Marta David Rocha de Moura

Nos complementos (Paulo R. Margotto): Entendendo o mecanismo das malformações nos bebês de mães diabéticas, Malformações cerebrais e Síndrome de Regressão Caudal.

O sistema cardiovascular juntamente com outros sistemas do corpo dos neonatos é afetado em cerca de 50% dos neonatos filhos de mães diabéticas. Recomenda-se o diagnóstico precoce da cardiopatia congênita por meio de ecocardiograma de rastreamento para morbimortalidade. Quanto mais precocemente detectar as lesões cardíacas, mais fácil será o manejo desses pacientes e complicações associadas, prevenindo assim a morbidade e melhorando a sobrevida.

Hidratação e Necessidades hidroeletrolíticas do pré-termo (Hydration and Fluid and Electrolyte Requiriments of the Preterm Infant)

Hidratação e Necessidades hidroeletrolíticas do pré-termo (Hydration and Fluid and Electrolyte Requiriments of the Preterm Infant)

Jeffrey Segar (EUA) ocorrida no 25o Congresso Brasileiro de Perinatologia, entre os dias 1 a 4 de dezembro de 2021.

Realizado por Paulo R. Margotto

A provisão de água é o conceito mais básico em sustentar a vida, no entanto, há poucos estudos, assim como Palestras em Congressos abordando esse tema de vital importância. O entendimento da quantidade de fluidos que devemos administrar aos recém-nascidos necessita do entendimento da adaptação dos compartimentos de água que ocorrem ao nascimento. É esperado e desejado uma diminuição de peso após o nascimento devido à perda da água total corporal que é maior em pré-termo do que em bebês a termo. Há uma relação direta entre o equilíbrio hídrico e a necessidade de ventilação mecânica continuada aos 7 dias de vida.  Há associação com melhores desfechos respiratórios, uma vez que os bebês alcançam um equilíbrio negativo entre 5-10% do peso ao nascimento nos primeiros 7 dias de vida. Menos líquido associou-se com menos canal arterial pérvio e menos canal arterial pérvio associado à displasia broncopulmonar, menos enterocolite necrosante e menos insuficiência cardíaca congestiva Para que possamos entender o quanto de líquido devemos oferecer ao bebê, temos que entender o que está acontecendo, ou seja, o que está entrando e saindo. Idealmente o que devemos fazer é oferecer líquido suficiente para evitar a hipernatremia, mas também para permitir que haja a contração do espaço extracelular nos primeiros 3-5 dias de vida, o que pode ser aferido pela perda de peso. No entanto, a quantidade ideal de líquido ainda não é conhecida. Quanto ao sódio pensar no sódio como um nutriente!Oferta maior de sódio promove o crescimento (a deficiência de sódio e cloreto limita a utilização de energia e proteína). Os valores séricos de sódio não nos informam a necessidade. Suficiente ingesta de sódio é necessária para otimizar o crescimento! As necessidades de sódio além dos primeiros dias de vida devem garantir um balanço positivo de sódio para gerar o crescimento. A hiponatremia provavelmente reflete a deficiência total do corpo e um valor de sódio normal não replica um estado normal de sódio corporal.  O valor de sódio na urina funciona como uma medida da homeostase do sódio (quando<40 mmol/L, sem uso de diuréticos, informa a necessidade de adicionar sódio na dieta). Duas a 8 semanas depois a coorte com suplementação de sódio teve um crescimento pós-natal notavelmente melhorado. Agora, HIPONATREMIA é um fator de isco para várias morbidades (perda auditiva, paralisia cerebral, deficiência neuromotora aos 2 anos de vida, displasia broncopulmonar e retinopatia da prematuridade)!!! Há um ganho de massa livre de gordura! Novamente: A hiponatremia provavelmente reflete a deficiência do sódio corporal total. No entanto, sódio sérico normal NÃO implica em um estado repleto de sódio. Atualmente a recomendação do aporte de sódio de 3-5mE/kg/dia é frequentemente insuficiente para muitos prematuros, para que possam obter um ótimo crescimento (a deficiência de sódio que piora o crescimento). Diurético na Displasia broncopulmonar (DBP): por conta da probabilidade tanto da depleção de sódio produzido pelos diuréticos como da ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, como demonstrado em estudos em animais ser prejudicial à vasculatura pulmonar e provavelmente aumenta o risco de desenvolvimento de hipertensão pulmonar associada à DBP. Defendo a ideia da alimentação altamente calórica e oferecer sódio adequadamente para esses RN com DBP

HIPOGLICEMIA NEONATAL: além da Quadriginta Septenm Phobia (representa o número 47)

HIPOGLICEMIA NEONATAL: além da Quadriginta Septenm Phobia (representa o número 47)

Richard A. Polin (EUA).

25º Congresso de  Perinatologia, 1-4 de dezembro de 2021 (ONLINE).

Realizado por Paulo R. Margotto.

O objetivo foi mostrar evidência/ciência no tratamento da hipoglicemia neonatal. Significante hipoglicemia não pode ser definida por um número simples que pode ser universalmente aplicado a todo paciente (varia com o estado da doença, desenvolvimento da maturidade e fisiologia, como por exemplo, substratos alternativos de energia). Não há evidência baseada em estudos que defina os níveis de glicose levando a danos irreversíveis no cérebro dos bebês. Não há evidência que o tratamento da hipoglicemia assintomática melhora o resultado neurológico. Não sabemos em que níveis os Neonatos se tornam neuroglicopênicos.  O efeito a longo prazo da hipoglicemia persistente assintomática é controverso/ desconhecido. Os bebês que mais nos preocupam são aqueles com sinais clínicos de hipoglicemia como convulsões ou encefalopatia. É durante essas primeiras horas após o nascimento que as concentrações de glicose no sangue mostram marcada variabilidade fisiológica e isto representa uma fase de transição normal da fisiologia da glicose. Neonatos termo sadios podem ter glicemias baixas (27 mg% no percentil 5) e normalizar depois de 1-2. Após esse período de hipoglicemia transitória, a glicemia se estabiliza após 3 horas até 72 horas de vida e depois tende aumentar entre 72-120 horas de vida. Os que recebem leite materno têm menores glicemias do que os que recebem fórmula. No entanto temos que lembrar que os que recebem leite materno têm maiores níveis de corpos cetônicos e são uma alternativa importante de energia para o cérebro, nesses bebês que recebem aleitamento materno (cetogênese com o leite humano poupa glicose para o consumo cerebral). Qual valor devemos usar para definir hipoglicemia? 47 mg% não parece um bom valor, pois se escolhermos esse valor vamos ter muitos bebês assintomáticos identificados com baixo nível de glicose. Glicemia inferior a 47 mg% não esteve associada à deficiente neurodesenvolvimento. Atraso cognitivo foi associado com concentração maior de glicose e menor estabilidade da glicose, sugerindo, portanto que o tratamento pode ser pior. Manter o nível mínino de glicose de 50mg% (para os bebês cm hipoglicemia transitória, só deve sair de alta com glicemia superior a 60mg%; os necessitaram de tratamento para a hipoglicemia, os valores pré-alimentação devem estar acima de 70 mg%). Os bebês com hipoglicemia persistente ou de repetição devem ser avaliados pela Endocrinologia. Nos complementos, brilhante palestra de Paulo Manzoni (Itália, 2021) sobre a associação entre hiperglicemia e infecções bacterianas e fúngicas, além do maior risco de retinopatia da prematuridade.

A ingestão apropriada de fósforo por nutrição parenteral previne a doença óssea metabólica da prematuridade em bebês de peso extremamente baixo ao nascer

A ingestão apropriada de fósforo por nutrição parenteral previne a doença óssea metabólica da prematuridade em bebês de peso extremamente baixo ao nascer

Appropriate Phosphorus Intake by Parenteral Nutrition Prevents Metabolic Bone Disease of Prematurity in Extremely Low-Birth-Weight Infants. Motokura K, Tomotaki S, Hanaoka S, Yamauchi T, Tomotaki H, Iwanaga K, Niwa F, Takita J, Kawai M.JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2021 Aug;45(6):1319-1326. doi: 10.1002/jpen.1993. Epub 2020 Sep 8.PMID: 32789876.

Apresentação: Luciana Trindade (R5 Neo). Coordenação: Miza Vidigal

A oferta aumentada de Fósforo na Nutrição Parenteral leva a um aumento na oferta de Cálcio e previne Doença Metabólica óssea em RNPT extremo baixo peso. Prover aporte adequado de P é importante, mesmo que seja menor do que a dose recomendada.

NOS COMPLEMENTOS:

A detecção de DMO pelo Ca sérico não é prática, pois os bebês podem manter um nível sérico de Ca à custa da perda óssea de cálcio. Diminuição da ingestão de fosfato diretamente estimular a síntese renal de 1,25 (OH) 2 vitamina D, o que pode aumentar a absorção de Ca intestinal.  Portanto, níveis normais ou altos de Ca podem ser encontrados ocasionalmente quando há deficiência de fosfato. Por outro lado, a criança pode manter um nível normal de cálcio sérico invocando hiperparatireoidismo secundário levando à perda de cálcio ósseo e perda de fosfato.  Assim, em termos de marcadores para detecção precoce de DMO da prematuridade, os níveis séricos de Ca não é tão bom quanto o nível de fosfato sérico.

INTERESSANTE:

O fornecimento de aminoácidos e energia estimulam secreção de insulina que induz a redistribuição intracelular de P e potássio, e acelera o anabolismo que aumenta o reprocessamento de P e potássio. Isso causa uma diminuição das concentrações plasmáticas de P e desencadeia a liberação de P do osso.

A suplementação com baixo teor de P foi associada à hipofosfatemia precoce a partir de 2 semanas de idade, mas o nível sérico de Ca não foi afetado.

Portanto, o monitoramento de rotina do nível de P sérico deve ser iniciado 2 semanas após o nascimento para prevenir a osteopenia em recém-nascidos de baixo peso

Injúria Renal Aguda (Caso Clínico):A possibilidade do uso da TEOFILINA na prevenção da injúria renal nos bebês com encefalopatia hipóxico-isquêmica e A associação ente IRA e hemorragia intraventricular

Injúria Renal Aguda (Caso Clínico):A possibilidade do uso da TEOFILINA na prevenção da injúria renal nos bebês com encefalopatia hipóxico-isquêmica e A associação ente IRA e hemorragia intraventricular

Flávia Moura – R4 na Residência de Neonatologia. Coordenação:. Miriam Leal

Abordagem clínica da hipocalcemia no período neonatal e na infância: quem deve ser tratado?

Abordagem clínica da hipocalcemia no período neonatal e na infância: quem deve ser tratado?

Clinical Approach to Hypocalcemia in Newborn Period and Infancy: Who Should Be Treated?Vuralli D.Int J Pediatr. 2019 Jun 19;2019:4318075. doi: 10.1155/2019/4318075. eCollection 2019.PMID: 31320908 Free PMC article. Review. Artigo Gratuito!

Apresentação: Jamille Alves e Larissa Dutra. Coordenação: Miriam Leal.

  • Introdução
  • A hipocalcemia é um problema metabólico comum no período neonatal e na infância. Há consenso quanto ao tratamento dos casos sintomáticos, quanto ao nível de cálcio no qual o tratamento será iniciado e as opções de tratamento ainda são controversas na hipocalcemia assintomática.
  • Métodos
  • Este artigo de revisão cobrirá a hipocalcemia com referência específica à homeostase e definição do cálcio, etiologia, diagnóstico e tratamento da hipocalcemia no período do recém-nascido e da infância.
  • Resultados
  • A hipocalcemia é definida como cálcio sérico total <8 mg / dL (2 mmol / L) ou cálcio ionizado <4,4 mg / dL (1,1 mmol / L) para bebês nascidos a termo ou prematuros com peso> 1500 g ao nascimento e cálcio sérico total <7 mg / dL (1,75 mmol / L) ou cálcio ionizado <4 mg / dL (1 mmol / L) para recém-nascidos de muito baixo peso com peso <1500 g. A hipocalcemia de início precoce geralmente é assintomática; portanto, o rastreamento de hipocalcemia na 24ª e 48ª hora após o nascimento é garantido para bebês com alto risco de desenvolver hipocalcemia. A hipocalcemia de início tardio, geralmente sintomática, desenvolve-se após as primeiras 72 he próximo ao final da primeira semana de vida. A ingestão excessiva de fosfato, hipomagnesemia, hipoparatireoidismo e deficiência de vitamina D são as causas mais comuns de hipocalcemia de início tardio. A hipocalcemia deve ser tratada de acordo com a etiologia. A reposição de cálcio é a base do tratamento. A reposição elementar de cálcio de 40 a 80 mg / kg / d é recomendada para recém-nascidos assintomáticos. Cálcio elementar de 10 a 20 mg / kg (1–2 mL / kg / dose de gluconato de cálcio a 10%) é administrado como uma infusão intravenosa lenta no tratamento agudo de hipocalcemia em pacientes com sintomas de tetania ou convulsão hipocalcêmica.
  • Conclusão
  • Uma vez que a maioria dos bebês com hipocalcemia são geralmente assintomáticos, os níveis séricos de cálcio total ou ionizado devem ser monitorados em bebês prematuros com idade gestacional <32 semanas, bebês pequenos para a idade gestacional, bebês de mães diabéticas e bebês com asfixia pré-natal grave com 1 minuto Pontuação de Apgar de <4. O tratamento da hipocalcemia deve ser iniciado imediatamente em bebês com níveis reduzidos de cálcio, durante a investigação da etiologia.
Hiperglicemia e Infecção na UTI Neonatal

Hiperglicemia e Infecção na UTI Neonatal

Paulo Manzoni (Itália).

Conferência ocorrida no dia  27/3/2021 por ocasião do VI Encontro Internacional e Neonatologia, sob Coordenação Geral dos Drs. Rita Silveira e Renato Procianoy (RS), 100% online.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A hiperglicemia se se associa os desfechos que incluem aumento da morbimortalidade, maior frequência de morte antes da alta, assim como a hemorragia intracraniana, indução da retinopatia da prematuridade (ROP), displasia broncopulmonar (DBP), enterocolite necrosante (ECN) e permanência hospitalar prolongada. O limite para esses desfechos não está claro (>150mg%%; >200mg%). O que se sabe é que quanto mais tempo a hiperglicemia dura, mais frequentes são os desfechos graves. Atualmente a hiperglicemia está associada ao aumento da mortalidade nos bebês com sepse, assim como taxas aumentadas de infecção por Candida com risco de candidemia nos bebês de extremo baixo peso. A associação da hiperglicemia com infecção se deve ao aumento da adesão dos patógenos às células, aumento do crescimento de patógenos nos líquidos corporais, incentivo à formação de biofilme (as colônias se multiplicam mais rapidamente quando a concentração de glicose excede 200-240mg%) e níveis baixos de IGF-1 e aumento da concentração de glicose nos líquidos de superfície da via aérea, propiciando infecção por S.aureus e P. aeruginosa. Análise secundária de 2 estudos multicêntricos realizados na última década por Manzoni  P et al (800 bebês), após controlar todas as variáveis significativamente associadas com infecção,  como exposição a lactoferrina, peso  ao nascer, idade gestacional, a ocorrência de pelo menos um episódio de hiperglicemia teve uma associação significava e  independente com a ocorrência de sepse tardia (p=0,03-OR de 2,32). De nota, o início da infecção foi significativamente mais precoce nos bebês com hiperglicemia em relação aos normoglicêmicos. Houve uma associação muito forte e significativa de infecção tardia por gram-positivo (OR de 5,45-IC de 1,92-15,42-p=0,006) e para Candida (OR de 3,37 com IC de 1,00-11,97 p= 0,05), mas não para gram-negativo (p=0,23). O ponto chave dessa diferença está na indução do biofilme produzido pelo ambiente hiperglicêmico. A hiperglicemia foi também fortemente associada com colonização fúngica entérica (p=0,005). Gram-positivo e espécies fúngicas podem se alojar no biofilme e isso é menos provável com os gram-negativos A hiperglicemia foi fortemente associada com a ocorrência de severa ROP (p<0,001 ; OR de 6,44) e todas as causas de mortalidade antes da alta (OR de 7,18).O uso de insulina é arriscado devido às flutuações  dos níveis de glicemia que pode ser pior que a hiperglicemia.

Hiperglicemia em pré-termos extremos

Hiperglicemia em pré-termos extremos

Hyperglycemia in Extremely Preterm Infants.Ramel S, Rao R.Neoreviews. 2020 Feb;21(2):e89-e97. doi: 10.1542/neo.21-2-e89. PMID: 32005719 Review.

Apresentação: Flávia Moura — R4 Neonatologia. 

Coordenação: Dr. Carlos  A. Zaconeta.

 Revisão e Complemento: Paulo R. Margotto.

A hiperglicemia após o nascimento é comum em bebês prematuros extremos (<28 semanas de gestação). Menor idade gestacional, menor peso ao nascer, presença de doença grave e maior ingesta de glicose parenteral aumentam o risco de hiperglicemia, enquanto o fornecimento de maiores quantidades de aminoácidos e lipídios na nutrição parenteral e início precoce e obtenção mais rápida da alimentação enteral completa diminuem o risco. A hiperglicemia está associada ao aumento da mortalidade e morbidade no período neonatal. Dados limitados mostram uma associação com efeitos adversos de longo prazo no crescimento, neurodesenvolvimento e saúde cardiovascular e metabólica. A redução da taxa de infusão de glicose e a administração de insulina são as 2 opções de tratamento. Reduzir a infusão de glicose pode levar a déficits calóricos e efeitos adversos de longo prazo no crescimento e no neurodesenvolvimento. Por outro lado, o uso de insulina aumenta o risco de hipoglicemia e requer monitoramento rigoroso da glicemia e ajustes frequentes na infusão de glicose e dosagem de insulina. Ensaios clínicos randomizados de várias estratégias de fornecimento de nutrientes e / ou terapia com insulina e acompanhamento de longo prazo são necessários para melhorar o atendimento clínico e a saúde geral de bebês prematuros extremos com hiperglicemia.