Categoria: Corticosteróide Pré-natal

Complacência respiratória nos recém-nascidos prematuros tardios (340/7-346/7 semanas) após terapia com esteroide pré-natal

Complacência respiratória nos recém-nascidos prematuros tardios (340/7-346/7 semanas) após terapia com esteroide pré-natal

Respiratory Compliance in Late Preterm Infants (340/7-346/7 Weeks) after Antenatal Steroid Therapy.Go M, Schilling D, Nguyen T, Durand M, McEvoy CT.J Pediatr. 2018 Oct;201:21-26. doi: 10.1016/j.jpeds.2018.05.037. Epub 2018 Jun 25.PMID: 29954604.Similar articles.

Apresentação: Carolina Colaço, Rodolfo Raposo, Samara Dallana. Coordenação: Paulo R. Margotto

Embora os prematuros tardios aparentem ter bom desenvolvimento e boa maturação pulmonar, evidências mostram que esses bebês apresentam maior mortalidade e morbidade associada à síndrome do desconforto e taquipneia transitória do recém-nascido, além de gerarem um grande impacto na utilização de recursos relacionados aos cuidados de saúde em comparação com bebês nascidos a termo. Estudos recentes tem relatado redução na taxa de complicações respiratórias neonatais nas crianças cujas mães receberam corticosteroides entre 34-36 semanas e 6 dias de gestação com avaliação de melhora da função pulmonar. No presente estudo os recém-nascidos prematuros (34-34 sem 6 dias) que receberam esteroides pré-natais aumentaram a complacência respiratória de forma significativa (25% superior aos controles- P=0,016), provavelmente devido à diminuição da Síndrome do desconforto respiratório e / ou taquipneia transitória do recém-nascido (pelo aumento d reabsorção do fluido pelo pulmão). No entanto, sem diferença na capacidade funcional residual entre os grupos. Houve uma diferença significativa na necessidade do uso de CPAP, com 16% no grupo tratado vs 68% no grupo não tratado (12% dos pacientes tratados necessitaram de oxigênio nas primeiras 24 horas vs 48% do grupo controle). Embora o estudo na seja randomizado, os resultados proveem suporte fisiológico para possíveis efeitos  benéficos do esteroide pré-natal nos prematuros tardio. Nos links trouxemos uma pequena trajetória sobre o tema, desde 2005 quando se evidenciou benefício em recém-nascidos acima de 37 semanas, no entanto, o seguimento mostrou na idade de 8ª 15 anos, uma maior incidência de mal desempenho escolar no grupo do esteroide (17,7% x 8,5%-P<0,03).Entre 34-36s em6 dias é um período crítico no desenvolvimento cerebral (com 34 semanas, o peso cerebral é de apenas 65% de um RN a termo, os giros e sulcos cerebrais ainda estão incompletos. Entre 34 e 40 semanas de gestação, o volume cortical aumenta entre 25% e 50% e há  nessa fase o desenvolvimento do cerebelo). Atenção deve ser dada à ocorrência de hipoglicemia (nesses bebês cujas mães receberam o esteroide pré-natal, o risco relativo para esta ocorrência foi de 1,60; IC 95%, 1,37 a 1,87; P <0,001).Portanto, Informações de 2017 mostram que  a evidência é insuficiente para justificar uma   recomendação de esteroide pré-natal após 34 semanas, mas no entanto um curso deste tratamento pode ser indicado em situações clínicas associadas com alto risco de severa síndrome do desconforto respiratório, principalmente nos caso de um nascimento por cesariana planejada (apenas um curso),  com atenção no pós-natal para hipoglicemia, icterícia, hipotermia e dificuldade de digestibilidade. Mais pesquisas são necessárias para determinar quem são as candidatas apropriadas e como otimizar gestão após a administração de esteroides para prematuro tardio

Uso de corticoide após 34 semanas: as evidências mostram benefício perinatal?

Uso de corticoide após 34 semanas: as evidências mostram benefício perinatal?

Autora: Marta D Rocha de Moura. 49º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal, 14 a 16/6/2017).

Quanto aos efeitos adversos da administração de corticóide antenatal a longo prazo, os  mais descritos são as alterações de crescimento e neurodesenvolvimento. A idade gestacional entre  34 a 36, 6 semanas é um período crítico para o desenvolvimento do cérebro. Com 34 semanas, o peso cerebral é de apenas 65% de um RN a termo, os giros e sulcos cerebrais ainda estão incompletos.  Entre 34 e 40 semanas de gestação, o volume cortical aumenta entre 25% e 50% . Há nessa fase o desenvolvimento do cerebelo Em modelos animais os corticóides  induziram a apoptose e morte celular no cérebro de animais expostos. Nos humanos o processo de divisão neuronal já está completo  na 24ª semana de gestação, porém os oligodendrócitos (síntese de mielina), têm seu crescimento mais rápido entre as 34-36semanas, portanto mais suscetíveis aos efeitos neurológicos adversos dos corticóides. Um dos efeitos a curto prazo mais temidos é a possibilidade de aumento do risco de infecção perinatal, devido à imaturidade do sistema imune .No estudo não foi observada diferença entre os grupos, portanto não houve aumento da incidência de sepse nos PT cujas mães receberam corticóide antenatal

Remédio ineficaz – Corticoide não trata problemas respiratórios em prematuros tardios

Remédio ineficaz – Corticoide não trata problemas respiratórios em prematuros tardios

Pesquisa Online-FAPESP.
Effectiveness of antenatal corticosteroids in reducing respiratory disorders in late preterm infants: randomised clinical trial. Porto AM, Coutinho IC, Correia JB, Amorim

MM.BMJ. 2011 Apr 12;342:d1696. doi: 10.1136/bmj.d1696.PMID:21487057[PubMed – indexed for MEDLINE] Free PMC Article. ARTIGO INTEGRAL

Prognóstico a longo prazo após doses repetidas de corticosteróides no pré-natal

Prognóstico a longo prazo após doses repetidas de corticosteróides no pré-natal

Ronald J. Wapner, M.D., Yoram Sorokin, M.D., Lisa Mele, Sc.M., Francee Johnson, R.N., B.S.N., Donald J. Dudley, M.D., Catherine Y. Spong, M.D., Alan M. Peaceman, M.D., Kenneth J. Leveno, .D., Fergal Malone, M.D., Steve N. Caritis, M.D., Brian Mercer, M.D., Margaret Harper, M.D., Dwight J. Rouse, M.D., John M. Thorp, M.D., Susan Ramin, M.D., Marshall W. Carpenter, M.D., and Steven G. Gabbe, M.D.,  for the National Institute of Child Health and Human Development, Maternal–Fetal Medicine Units Network.

Apresentação: Liliana M. Alves; Liana de Madeiros Machado.
Coordenação: Paulo R. Margotto.
Escola Superior de Ciências da Saúde/SES/DF

USO DO CORTICOSTERÓIDE PRÉ-NATAL NA MATERNIDADE DO HOSPITAL REGIONAL DA ASA SUL

USO DO CORTICOSTERÓIDE PRÉ-NATAL NA MATERNIDADE DO HOSPITAL REGIONAL DA ASA SUL

Autor: Paulo Roberto Margotto, Marta David Rocha.
Co-autores: Ana Claudia de Aquino Dantas, Cássio Rodrigues Borges, Carlos Eduardo Araújo Faiad,  Elaine Cristina Rey Moura, Flavia Watusi de Faria, Juliana Tepedino Martins Alves, Roberta Teixeira Tallarico.

Escola Superior de Ciências da Saúde  da Saúde (ESCS).
Hospital Regional da Asa Sul – Unidade de Neonatologia

CORTICOSTERÓIDES PRÉ-NATAL: EFEITO EM LONGO PRAZO NO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO

CORTICOSTERÓIDES PRÉ-NATAL: EFEITO EM LONGO PRAZO NO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO

Soraya Abbasi (EUA).

XVIII Congresso Brasileiro de Perinatologia, São Paulo, 13 a 16 de novembro de 2004.

Realizado por Paulo R. Margotto, Prof. do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde/SES/DF (1 de janeiro de 2005).

ENSAIO RANDOMIZADO DA REPETIÇÃO DA DOSE DE BETAMETASONA NO NASCIMENTO PRÉ-TERMO IMINENTE

ENSAIO RANDOMIZADO DA REPETIÇÃO DA DOSE DE BETAMETASONA NO NASCIMENTO PRÉ-TERMO IMINENTE

Outi M. Peltoniemi, MD, M. Anneli Kari, MD, PhD, Outi Tammela, MD, PhD, Liisa Lehtonen, MD, PhD, Riitta Marttila, MD, PhD, Erja Halmesmäki, MD, PhD, Pentti Jouppila, MD, PhD, Mikko Hallman, MD, PhD; for the Repeat Antenatal Betamethasone Study Group. 
Pediatrics 2007;119:290-298.

Realizado por Paulo R. Margotto, Intensivista Neonatal da Unidade de Neonatologia do Hospital das Forças Armadas (Estado Maior das Forças Armadas) /DF