Categoria: Distúrbios Hematológicos

A gravidade do choque modifica associações entre Transfusão de hemácias nas primeiras 48 horas de sepse e duração da disfunção orgânica em Crianças sépticas em estado crítico

A gravidade do choque modifica associações entre Transfusão de hemácias nas primeiras 48 horas de sepse e duração da disfunção orgânica em Crianças sépticas em estado crítico

Shock Severity Modifies Associations Between RBC Transfusion in the First 48 Hours of Sepsis Onset and the Duration of Organ Dysfunction in Critically Ill Septic Children.Srouji LS, Moore-Clingenpeel M, Hensley J, Steele L, Greathouse K, Anglim L, Hanson-Huber L, Nateri J, Nicol K, Hall MW, Ramilo O, Muszynski JA.Pediatr Crit Care Med. 2020 Aug;21(8):e475-e484. doi: 10.1097/PCC.0000000000002338.PMID: 32195902.

Apresentação: Helena de Oliveira de Melo – R3 em UTI Pediátrica. (HMIB/SES/DF). Coordenação: Alexandre Peixoto Serafim. Revisão: Paulo R. Margotto.

Os  resultados do presente estudo contribuem para o crescente corpo de evidências de que a transfusão de hemácias pode ser prejudicial em alguns contextos; é possível que crianças com choque menos grave não obtenham benefícios da transfusão de hemácias e possam ter apenas danos, enquanto a transfusão de hemácias pode ser benéfica para alguns pacientes com choque mais severo. Nos complementos, alguns estudos até mostraram que as diretrizes liberais podem estar associadas a um risco aumentado de morbidade e mortalidade, sugerindo que muitas transfusões podem ter um efeito deletério. Além disso, a decisão de transfundir às vezes é feita com base no julgamento clínico julgamento do cuidador, independentemente de Diretrizes nacionais ou locais. Na anemia da prematuridade, transfunda somente se ele estivesse com hematócrito inferior a 20% e hemoglobina menor do que 7 (ou um O2 disponível aos tecidos <7 ml de O2/100 ml de sangue nos RN com menos de 32 semanas de gestação. Nos prematuros, o risco de morte após 28 dias de vida foi 1,89 vezes maior em bebês que receberam mais de duas transfusões de hemácias. O risco da transfusão demanda cuidadosa razão da transfusão

ENTEROCOLITE NECROSANTE – CASO CLÍNICO (Risco de enterocolite necrosante após transfusão de hemácias em bebês de muito baixo peso ao nascer)

ENTEROCOLITE NECROSANTE – CASO CLÍNICO (Risco de enterocolite necrosante após transfusão de hemácias em bebês de muito baixo peso ao nascer)

Risk of Necrotizing Enterocolitis Following Packed Red Blood Cell Transfusion in Very Low Birth Weight Infants. Janjindamai W, Prapruettrong A, Thatrimontrichai A, Dissaneevate S, Maneenil G, Geater A.Indian J Pediatr. 2019 Apr;86(4):347-353. doi: 10.1007/s12098-019-02887-7. Epub 2019 Feb 21.PMID: 30790187. Artigo Livre!

Apresentação: João Paulo (UTI Pediátrica do HMIB/SES/DF. Coordenação: Miza Vidigal. Revisão: Paulo R. Margotto

Nesse estudo, 233 bebês RECEBERAM transfusão de hemácias / 211 bebês NÃO. Após controlar os fatores de confusão (idade gestacional, uso de bloqueadores H2, esteróide pré-natal, hipotensão, pneumonia) o presente estudo mostrou evidência de qualquer associação entre ECN e Transfusão de hemácias, eliminando-se a evidência de que ECN esteja relacionada à transfusão prévia em 2 dias (TANEC: enterocolite necrosante associada à transfusão) ou a qualquer momento (menor ou igual há 2 dias e nem maior que 8 dias após a transfusão) nos recém-nascidos de muito baixo peso. Quanto à dieta, suspendemos DURANTE a transfusão (dieta durante a transfusão pode aumentar o risco de isquemia mesentérica e o desenvolvimento de ECN associada á transfusão) enquanto não tenhamos os resultados definitivos do estudo Withholding Enteral Feeds Around Transfusion – WHEAT, atualmente em curso

Hemangiomatose Neonatal Difusa: Caso Clínico

Hemangiomatose Neonatal Difusa: Caso Clínico

Apresentação:

Apresentação: Thalita Ferreira Araújo – MR3 em Neonatologia

Coordenação:  Miza Vidigal.

 

Trata-se de um caso com Lesões purpúricas puntiformes de tamanho variável em tórax e membros, pés e mãos, sendo levantadas as hipóteses de  Sífilis congênita sintomática, Vasculite, Hemangiomatose Múltipla, Púrpura fulminans de forma leve, Síndrome hemangiomatosa evoluindo para insuficiência cardíaca de alto débito. A tomografia computadorizada do abdomen sugeriu considerar hemangioma/ hemangioendotelioma infantil. Foi iniciado propranolol. A criança segue em investigação. Na discussão, o papel do propranolol nos hemangiomas infantis. Outros autores preferem o nome de hemangioma infantil multifocal com ou sem doença extracutânea. Muitos casos de hemangiomatose difusa neonatal representam anomalias vasculares multifocais. Trouxemos também uma discussão de Púrpura fulminas a despeito de um caso ocorrido na Unidade.

Diagnóstico e manejo da púrpura fulminans neonatal

Diagnóstico e manejo da púrpura fulminans neonatal

Diagnosis and management of neonatal purpura fulminans. Price VE, Ledingham DL, Krümpel A, Chan AK.Semin Fetal Neonatal Med. 2011 Dec;16(6):318-22. doi: 10.1016/j.siny.2011.07.009. Epub 2011 Aug 11. Review.PMID: 21839696. Similar articles.

Apresentação:Tatiana Santos Rodrigues. Médica Residente  de Medicina Intensiva Pediátrica do HMIB/SES/DF.Coordenação: Nathalia Bardal.

  • Púrpura fulminans, etiologia congênita ou adquirida, é altamente ameaçadora a vida. Felizmente, é rara.
  • Reconhecimento precoce é essencial, terapia de reposição criteriosa pode reduzir morbidade e mortalidade;

E necessário ampliar o conhecimento sobre tal condição raramente diagnosticada, visando melhorar a assistência dessas famílias e ampliar o acesso às terapias de reposição

Púrpura fulminans adquirida versos congênita: Relato de caso e revisão da literatura

Púrpura fulminans adquirida versos congênita: Relato de caso e revisão da literatura

Acquired Versus Congenital Neonatal Purpura Fulminans: A Case Report and Literature Review.Findley T, Patel M, Chapman J, Brown D, Duncan AF.J Pediatr Hematol Oncol. 2018 Nov;40(8):625-627. doi: 10.1097/MPH.0000000000001150. Review.PMID: 29683961. Similar articles.Houston, Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A púrpura fulminans neonatal é um distúrbio com risco de vida causado por deficiências congênitas ou adquiridas da proteína C (PC) ou S (PS). A PF apresenta-se como manifestação cutânea de disseminação coagulação intravascular. Descrevemos um caso de PF em um recém-nascido com isquemia da perna esquerda e níveis indetectáveis da PC logo após o nascimento. Apesar da terapia de anticoagulação e do concentrado de PC, foi necessária a amputação do pé esquerdo. Teste genético de PROC para a deficiência da PC foi normal.

Púrpura fulminans neonatal, um distúrbio genético raro devido a deficiência da Proteína C: relato de caso

Púrpura fulminans neonatal, um distúrbio genético raro devido a deficiência da Proteína C: relato de caso

Neonatal Purpura Fulminans, a rare genetic disorder due to protein C deficiency: A case report.Irfan Kazi SG, Siddiqui E, Habib I, Tabassum S, Afzal B, Khan IQ. J Pak Med Assoc. 2018 Mar;68(3):463-465. PMID: 2954088.  Free Article. Similar articles. Artigo Livre! Karachi, Paquistão.

Realizado por Paulo R. Margotto

A Púrpura Fulminans neonatal é um distúrbio raro e fatal associado à hemorragia perivascular e coagulação intravascular disseminada. O reconhecimento clínico precoce, a investigação oportuna e o tratamento são de extrema importância. Um menino de 6 dias foi levado à Emergência com úlceras negras em todo o corpo. Inicialmente, eles estavam sobre os pés e no couro cabeludo, mas depois apareceram no abdômen. No exame, a criança era vitalmente estável, levemente ictérica e apresentava múltiplas lesões bolhosas grandes e eritematosas enegrecidas no couro cabeludo, abdome inferior, períneo, costas e solas dos pés. Reflexos neonatais e exame sistêmico eram normais. As investigações laboratoriais mostraram níveis normais de CBC, PT / APTT e proteína S, enquanto os níveis da proteína C e antitrombina III estavam baixos. A Púrpura Fulminans neonatal é uma condição com risco de vida e a triagem familiar também é obrigatória para o reconhecimento precoce da doença nos irmãos.

A leucocitose está associada à retinopatia da prematuridade nas crianças prematuras extremas

A leucocitose está associada à retinopatia da prematuridade nas crianças prematuras extremas

Leucocytosis is associated with retinopathy of prematurity in extremely preterm infants.Lundgren P, Klevebro S, Brodin P, Smith LEH, Hallberg B, Hellström A. Acta Paediatr. 2019 Jul;108(7):1357-1358. doi: 10.1111/apa.14798. Epub 2019 Apr 12. No abstract available. PMID: 30920014. Similar articles. Suécia.

Realizado por Paulo R. Margotto. Hospital Materno Infantil de Brasília, SES/DF. Maternidade Brasília. pmargotto@gmail.com.

Notavelmente, a leucocitose persistiu como um fator de risco de maior impacto quando a análise de regressão logística foi ajustada para a idade gestacional [que indica imaturidade] e ajustada para a Proteína C reativa [que pode indicar infecção e inflamação): 18,3% versos 9,3% sem leucocitose-P<0.001;  assim a leucocitose ≥30 mil pode ser usado como um potencial preditor]

Práticas na transfusão de plaquetas nas crianças criticamente doentes

Práticas na transfusão de plaquetas nas crianças criticamente doentes

Platelet Transfusion Practices in Critically Ill Children.Nellis ME, Karam O, Mauer E, Cushing MM, Davis PJ, Steiner ME, Tucci M, Stanworth SJ, Spinella PC; Pediatric Acute Lung Injury and Sepsis Investigators (PALISI) network, Pediatric Critical Care Blood Research Network (BloodNet), and the P3T Investigators.Crit Care Med. 2018 Aug;46(8):1309-1317. doi: 10.1097/CCM.0000000000003192.PMID: 29727368.

Apresentação: Gabriela Santos da Silva – R4 Terapia Intensiva Pediátrica HMIB/SES/DF. Coordenação: Alexandre Serafim.

A mortalidade em pacientes que receberam plaquetas foi alta, variando de 17% a 35% dependendo da indicação. Foi observada associação independente entre a dose administrada de plaquetas e mortalidade. Este estudo confirma que os clínicos se baseiam em poucos parâmetros, além da contagem de plaquetas, para indicar transfusões.Regressão logística multivariável mostrou um aumento de 2% na mortalidade para cada dose adicional de 10ml/kg  após ajuste de variáveis confundidoras (OR para cada 1ml/kg adicional 1,002; 95% IC, 1,001–1,003; p < 0,005)

EDITORIAL: Transfusões de plaquetas em neonatos – menos é mais (Platelet Transfusions in Neonates – Less Is More)

EDITORIAL: Transfusões de plaquetas em neonatos – menos é mais (Platelet Transfusions in Neonates – Less Is More)

Platelet Transfusions in Neonates – Less Is More.

Sola-Visner MC.N Engl J Med. 2019 Jan 17;380(3):287-288. doi: 10.1056/NEJMe1813419. No abstract available.PMID:30650325.Similar articles.

Realizado por Paulo R.Margotto