Categoria: Distúrbios Hematológicos

DEFICIÊNCIA TARDIA DE VITAMINA K EM MENORES DE 2 ANOS DE IDADE – Renascimento de uma doença evitável

DEFICIÊNCIA TARDIA DE VITAMINA K EM MENORES DE 2 ANOS DE IDADE – Renascimento de uma doença evitável

Late Vitamin K Deficient Bleeding in 2 Young Infants–Renaissance of a Preventable Disease.Siauw C, Wirbelauer J, Schweitzer T, Speer CP.Z Geburtshilfe Neonatol. 2015 Oct;219(5):238-42. doi: 10.1055/s-0035-1555873. Epub 2015 Nov 10.PMID: 26556811.Similar articles.

Apresentação: Marcos Vinícius. Coordenação: Marta David Rocha Moura.

  • Os autores trazem 2 casos cujos pais recusaram a fazer Vitamina K ao nascimento e que com 5 semanas e outro aos 39 dias a forma tardia da Doença Hemorrágica pela Deficiência da Vitamina K. Ambos os pais recusaram o uso da Vitamina K ao nascer. Ambas as crianças apresentaram hematoma subdural com desvio da linha média, necessitando de descompressão cirúrgica de emergência. A síntese da vitamina K em RN é diminuída devido à imatura microbiota intestinal que ainda tem que ser colonizada por bactérias que sintetizam Vitamina K (a flora intestinal nos alimentados com leite humano, assim como com o leite de soja, é baixa em bactérias produtoras de Vitamina K). Apenas 75% das parteiras questionadas em uma pesquisa na Nova Zelândia sentiram que a profilaxia da vitamina K em recém-nascidos é necessária, comparada para 94% dos pediatras e 100% dos obstetras questionados. Por causa das conseqüências devastadoras de até mesmo um bebê sofrendo de atraso devido a doença hemorrágica por  deficiência da Vit K, é preciso aumentar a conscientização para o crescente número de pais que recusam a profilaxia com vitamina K.  Nos links trouxemos controvérsias, como o uso de dose maior de Vitamina K (2-3mg IM) ao nascer nos recém-nascidos (RN) de mães epiléticas (devido aos anticonvulsivantes) que adotamos na nossa Unidade devido a graves sangramentos precoces nesses RN observados por nós e o uso oral da Vitamina K (metanálise recente mostrou que o risco de doença hemorrágica tardia pela deficiência e Vitamina K é 25 vezes maior nesses bebês!). E mais: a administração de Vitamina K no pré-natal NÃO previne a ocorrência de hemorragia intraventricular  no pré-termo
RELATO DE CASO: Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão após ligadura de PCA em recém-nascido pré-termo

RELATO DE CASO: Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão após ligadura de PCA em recém-nascido pré-termo

LaGrandeur RGTran MMerchant CUy C.Transfusion-related acute lung injury following PDA ligation in a preterm neonate.J Neonatal Perinatal Med. 2017;10(3):339-342. doi: 10.3233/NPM-16107.

Apresentação: Milena Pires R3 Da Unidade de Neonatologia do HMIB. Coordenação: Dra Miza Vidigal

—Os autores descrevem um caso de TRALI (transfusion-related acute lung injury)  após uma transfusão seguida à cirurgia para a ligadura do canal arterial. A TRALI se caracteriza  por uma insuficiência respiratória hipoxêmica de início súbito e infiltrados bilaterais na radiografia torácica na ausência de lesão pulmonar aguda  ou síndrome do desconforto respiratório aguda  pré-existente e sem evidência de sobrecarga circulatória. Esta condição é devido ao seqüestro de neutrófilos por receptores da microvasculatura (esses neutrófilos estimulados são então ativados por anticorpos antígenos leucocitários humanos (anti-HLA) ou anticorpos antígenos neutrofílicos humanos (anti-HNA)  presentes no doador. Isso desencadeia uma cascata inflamatória, levando ao edema pulmonar não cardiogênico. O presente caso apresentou TRALI reversa, pequeno subconjunto, pelo qual os anticorpos circulantes anti-HLA ou anti-HNA no receptor ativam os antígenos leucocitários no produto do sangue doado.Nos links, discutimos a conduta, reforçando que a estratégia nesses casos é um tratamento de suporte.

 

Caso Anátomo-Clínico:Kernicterus, Hemorragia pulmonar (intra-alveolar) e Lesão pela transfusão sanguínea (TRALI)

Caso Anátomo-Clínico:Kernicterus, Hemorragia pulmonar (intra-alveolar) e Lesão pela transfusão sanguínea (TRALI)

Apresentação : Deyse Costa residente de Neonatologia do HMIB. Coordenação : Joseleide de Castro e Paulo R. Margotto

¢Trata-se de um bebê que saiu de alta em um Hospital do Interior, com 35 semanas de idade gestacional, retornando  com 2 dias de vida com sinais de encefalopatia bilirrubínica  e bilirrubina total de 30,4 mg% (indireta de 28,2mg%).Mãe:A-/RN:O+/CD negativo. Evoluiu grave, reação a transfusão com convulsões, sepse,  três paradas cardiorrespiratórias, agravamento do quadro pulmonar, coma. Na discussão, ênfase na hemorragia pulmonar hemorragia pulmonar, principalmente na intra-alveolar como evidenciado pela autópsia (sem evidência de sangue no tubo endotraqueal)  e na lesão pulmonar induzida pela transfusão sanguínea (TRALI), principalmente pelo relato de Maria A et al que relataram  um caso de TRALI em um neonato prematuro (31 semanas; 1135 gramas, referido ao Hospital com 6 dias de vida; apresentou sepse, perfuração intestinal; recebeu 10 mL/kg de concentrado de hemácias (devido ao hematócrito,18%) que desenvolveu dificuldades respiratória aguda dentro de 6 h de transfusão de sangue na ausência de doença pulmonar preexistente. Foi instituído apoio ventilatório e manuseio de suporte. O bebê apresentou melhora clínica e radiológica dentro de 12 h; no entanto, ele sucumbiu à morte por hemorragia;  pulmonar maciça aguda 36 h depois. A possibilidade de TRALI deve ser pensada se ocorrer uma deterioração súbita da função pulmonar após a transfusão de sangue

Policitemia

Policitemia

Paulo R. Margotto

Capítulo do Livro  Editado por Paul R. Margotto, Assistência ao Recém-Nascido de Risco, Hospital de Ensino Materno Infantil de Brasília/SES/DF, 4a Edição, 2018, em Preparação