Categoria: Nutrição do Recém-nascido

Hipernatremia Neonatal Grave e Lesão Renal Aguda Associada à Falha de Lactação

Hipernatremia Neonatal Grave e Lesão Renal Aguda Associada à Falha de Lactação

Extreme Neonatal Hypernatremia and Acute Kidney Injury Associated with Failure of Lactation.

Tomarelli G, Arriagada D, Donoso A, Diaz F.J Pediatr Intensive Care. 2020 Jun;9(2):124-127. doi: 10.1055/s-0039-3400469. Epub 2019 Nov 26.PMID: 32351767.

Apresentação: Luciana Trindade (R3 em Neonatologia no HMIB/SESDF). Coordenação: Paulo R. Margotto,   Marta David Rocha de Moura.

Uma das causas mais importantes de hipernatremia neonatal é a hipoalimentação, com variável incidência nas Admissões. No entanto, tem sido relatado que 35% dos neonatos com perda de peso superior a 10% do peso de nascimento nos primeiros dias de vida, em aleitamento materno exclusivo desenvolvem hipernatremia. Os autores desse estudo descrevem um recém-nascido amamentado exclusivamente, que desenvolveu hipernatremia extrema e insuficiência renal aguda, com discussão da abordagem diagnóstica e terapêutica. Com 5 dias perda de mais de 10% do peso ao nascer e com 20 dias, 33%. Em aleitamento materno adequado cada 2-3 horas, ser perdas renais e gastrintestinais e mãe sem depressão materna pós-parto. Sódio sérico do bebê: 213 mEq/L. Considerando a gravidade clínica, foi medida a concentração de sódio no leite materno, que era 70mEq/L (normal: < 7mEq/L). Bebê te que ser submetido à diálise peritoneal (indicada se hipernatremia oligúrica ou anúrica e na intoxicação salina). Alta com 21 dias e com 1 ano neurodesenvolvimento normal. A alta concentração de sódio no LM dos neonatos com desidratação hipernatrêmica com suspeita de hipoalimentação aumenta a questão se a maior ingesta de sódio enteral é a causa de todo o quadro clínico (volume de leite ingerido é inversamente proporcional à concentração de sódio no leite materno). As causas comuns de alta concentração de sódio no leite materno são fibrose cística, mastite, lesão de mamilo, mastopatia fibrocística (no entanto esses achados não foram detectados nesse neonato!). Nível plasmático de sódio acima de 200mEq/L não é explicado apenas por perda de água livre, sendo usualmente  associado ao aumento da ingesta de sódio. Neste paciente a hipernatremia severa foi devido a uma falha de lactogênese (hipoalimentação) e também por uma alta ingestão de sódio. Nos complementos: já em 1980 Anand et al consideraram que aumento da concentração de sódio no leite humano (devido à diminuição da produção de leite materno e / ou maturação retardada) deve ser considerado entre as causas de hipernatremia neonatal. A falha em diagnosticar a desidratação hipernatrêmica pode ter consequências graves, incluindo convulsões, hemorragia intracraniana, trombose vascular e morte. Uma perda de peso  >_10% em 96% associou-se à hipernatremia! A maioria dessa causa de hipernatremia pode ser prevenida pela identificação de irregularidades na amamentação na presença de perda excessiva de peso. Há uma relação inversa entre a concentração de sódio no leite humano e a ingesta de leite humano pelos bebês. Conclui-se que uma alta concentração de sódio no leite humano pode ser preditiva de falha de lactação iminente, mas não é uma indicação para interromper a amamentação. A amamentação ainda é crucialmente benéfica para o bebê e deve ser fortemente defendida.

 

Efeito da aspiração e avaliação de resíduos gástricos no nível de inflamação intestinal, sangramento e peptídeo gastrointestinal

Efeito da aspiração e avaliação de resíduos gástricos no nível de inflamação intestinal, sangramento e peptídeo gastrointestinal

Effect of Aspiration and Evaluation of Gastric Residuals on Intestinal Inflammation, Bleeding, and Gastrointestinal Peptide Level.Parker LA, Weaver M, Murgas Torrazza RJ, Shuster J, Li N, Krueger C, Neu J.J Pediatr. 2020 Feb;217:165-171.e2. doi: 10.1016/j.jpeds.2019.10.036. Epub 2019 Nov 19.PMID: 31757473.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Unidade de Neonatologia do HIB/SES/DF.

 

▪Omitir aspiração e avaliação residual gástrica antes de cada alimentação não alterava os níveis de gastrina e motilina 3 semanas após o nascimento. Embora não significativo, os lactentes submetidos à avaliação residual gástrica apresentaram níveis mais elevados de calprotectina e S100A12 (marcadores de inflamação intestinal), que podem ser clinicamente importantes em lactentes nascidos com muito baixo peso e com risco de intolerância alimentar e doenças inflamatórias intestinais, como enterocolite necrosante.

Assim, esse estudo fornece evidências adicionais para mostrar que avaliar rotineiramente os resíduos gástricos dos bebês antes de cada mamada pode ser desnecessário

Efeito da Avaliação Residual Gástrica na ingesta enteral em bebês prematuros extremos: Um ensaio clínico randomizado

Efeito da Avaliação Residual Gástrica na ingesta enteral em bebês prematuros extremos: Um ensaio clínico randomizado

Effect of Gastric Residual Evaluation on Enteral Intake in Extremely Preterm Infants: A Randomized Clinical Trial.Parker LA, Weaver M, Murgas Torrazza RJ, Shuster J, Li N, Krueger C, Neu J.JAMA Pediatr. 2019 Jun 1;173(6):534-543. doi:10.1001/jamapediatrics.2019.0800.PMID: 31034045 Free PMC article. Clinical Trial. ARTIGO LIVRE!

Apresentação: Marcus Vinicius Batista Machado  (R3 Neonatologia HMIB/SES/DF).Coordenação: Marta David Rocha de Moura.

A avaliação dos resíduos gástricos (97% dos Enfermeiros UTI Neonatal o fazem) foi considerada cuidado padrão por décadas sem evidência de apoio substancial. Grande resíduo gástrico tradicionalmente assume-se que representa: intolerância alimentar; risco de aspiração e pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM); em prematuros extremos, um sinal precoce de enterocolite necrosante.  Existe pouca evidência para indicar que a avaliação dos resíduos gástricos melhora os resultados do paciente e se omitir esta avaliação pode causar danos. As evidências sugerem que essa avaliação pode ser desnecessária. Em 143 recém-nascidos (RN) com idade gestacional média de 27 sem foram subdivididos em dois grupos (74 com peso médio de 888,8 g com e 69 com peso médio de 915,2 g sem avaliação de resíduos gástricos). Quanto à ingestão enteral diária, observou-se que o grupo não residual exibiu um aumento mais acentuado em comparação com o grupo residual (atingiu a dieta enteral plena 6 dias antes!) e consumiu mais leite nas semanas 5 e 6, além de apresentarem maior estimativa de peso, menos episódios de distensão abdominal e alta 8 dias antes. Não houve diferença ente os grupos quanto a enterocolite necrosante, PAVM, sepse, displasia broncopulmonar, tempo de ventilação e óbito. Em recém-nascidos prematuros extremos, grandes resíduos pode ser normal devido à imaturidade gastrointestinal e motilidade reduzida. Estudos têm mostrado que ao omitir a avaliação do resíduo gástrico, os bebês saíram do acesso venoso central 6 dias antes! Quando as dietas são interrompidas ou diminuídas devido a grandes resíduos gástricos, o crescimento pode ser negativamente afetado. Esses achados podem ser traduzidos em prática baseada em evidências no cuidado de bebês de muito baixo peso. Nos complementos, estudo de 2020, o efeito da aspiração e avaliação de resíduos gástricos no nível de inflamação intestinal, sangramento e peptídeo gastrointestinal: interessante que omitir aspiração e avaliação residual gástrica antes de cada alimentação não alterava os níveis de gastrina e motilina 3 semanas após o nascimento. Embora não significativo, os lactentes submetidos à avaliação residual gástrica apresentaram níveis mais elevados de calprotectina e S100A12 (marcadores de inflamação intestinal), que podem ser clinicamente importantes em lactentes nascidos com muito baixo peso e com risco de intolerância alimentar e doenças inflamatórias intestinais, como enterocolite necrosante. Assim, esse estudo fornece evidências adicionais para mostrar que avaliar rotineiramente os resíduos gástricos dos bebês antes de cada mamada pode ser desnecessário

Nutrição Enteral do Prematuro

Nutrição Enteral do Prematuro

APRESENTAÇÃO: LUCIANA TRINDADE (R3 NEO)/HMIB/SES/DF

COORDENAÇÃO: MIZA VIDIGAL

A nutrição adequada é essencial para o crescimento e saúde ideais

Nutrição parenteral precoce é fundamental e deve ser usada como adjuvante

A demanda nutricional não para com o nascimento

Ausência de alimento no TGI: redução de hormônios tróficos locais -> atrofia de vilosidades -> redução das enzimas digestivas e da produção local de IgA.

Comprometimento da ação da insulina -> intolerância a glicose e hiperglicemia

Dieta enteral precoce: menos sepse, retinopatia da prematuridade (ROP), colestase. Não aumenta a enterocolite necrosante (ECN).

Objetivo geral: alimentar o prematuro por via enteral plena o mais precoce possível

Acompanhamento do crescimento antropométrico para avaliar oferta nutricional

Colostroterapia-2020 (É necessário aguardar 48 hs de vida para iniciar?)

Colostroterapia-2020 (É necessário aguardar 48 hs de vida para iniciar?)

Apresentação: Luciana Trindade (R3 de Neonatologia/HMIB/SES/DF. Coordenação: Carlos Alberto Zaconeta.

“É necessário aguardar 48 horas de vida para iniciar o procedimento? No caso de pacientes estáveis, é possível iniciar antes deste tempo? “

  • Geralmente 48h em nossa Unidade por dois motivos: 1) a maioria dos estudos inicia com este tempo de vida, o que nos garante segurança em nosso procedimento; 2) as mães estão mais presentes após 48h de vida do RN (antes, geralmente, estão muito debilitadas para ir à Unidade e/ou fazer a ordenha) e com uma quantidade de colostro adequada.
  • Só encontramos um estudo em que se inicia a colostroterapia com 24h de vida do RN (Álvarez EM, Cabanillas MVJ, Caballero MP, López LS, Kajarabille N, Castro JD, et al.Efectos de la administración de calostro orofaríngeo en recién nacidos prematuros sobre los niveles de inmunoglobulina A. Nutr Hosp, v.33: 233-238, 2015).

 

  • Não vemos  problema de iniciar neste período de 24h de vida, considerando-se este estudo supracitado, inclusive estamos fazendo.
  • Porém, antes de 24h de vida do RN não existem evidências que garantam aplicabilidade, benefícios e/ou segurança para instituição da colostroterapia. Assim, não acredito ser aconselhável iniciar este procedimento antes de 24h de vida.
Nutrição Enteral Precoce está associada a melhores resultados clínicos em crianças gravemente doentes: Uma análise secundária do suporte nutricional no ensaio de titulação pediátrica de insulina na insuficiência cardíaca e pulmonar.

Nutrição Enteral Precoce está associada a melhores resultados clínicos em crianças gravemente doentes: Uma análise secundária do suporte nutricional no ensaio de titulação pediátrica de insulina na insuficiência cardíaca e pulmonar.

Early Enteral Nutrition Is Associated With Improved Clinical Outcomes in Critically Ill Children: A Secondary Analysis of Nutrition Support in the Heart and Lung Failure-Pediatric Insulin Titration Trial. Srinivasan V, Hasbani NR, Mehta NM, Irving SY, Kandil SB, Allen HC, Typpo KV, Cvijanovich NZ, Faustino EVS, Wypij D, Agus MSD, Nadkarni VM; Heart and Lung Failure-Pediatric Insulin Titration (HALF-PINT) Study Investigators. Pediatr Crit Care Med. 2020 Mar;21(3):213-221. doi: 10.1097/PCC.0000000000002135. PMID: 31577692.Similar articles

Apresentação: João Paulo S. Cezar (R3 em UTI Pediátrica). Coordenação: Alexandre P. Serafim.

  • A partir da análise secundária do estudo pediátrico HALF-PINT (The Heart and Lung Failure-Pediatric Insulin Titration study) – NEJM; Fev/2017, os autores avaliaram a hipótese de que a nutrição enteral (NE) inicial dentro de 48 horas após a randomização no estudo foi associada a menor mortalidade hospitalar em 90 dias. Em comparação com a NE precoce e NE não precoce, houve significativamente menor mortalidade hospitalar em 9º dias, mais dias sem UTI, mais dias em hospital, mais dias sem ventilação mecânica e menos disfunção orgânica no grupo da NE precoce. Esse estudo fornece evidências convincentes de que uma estratégia de suporte nutricional da NE inicial é benéfica e provavelmente melhorará os resultados clínicos de curto e longo prazo em crianças criticamente doentes com hiperglicemia. Embora estudos em crianças doentes demonstraram a segurança da EN em crianças com infusões vasoativas, a presente análise destaca que os médicos tendem a evitar o início precoce da NE no cenário de instabilidade hemodinâmica que requer suporte de apoio inotrópico. Nos complementos, enfatizamos, como dito pela Dra. Cléa Leone, que “a nutrição parenteral (NP) nos mostra cada vez mais que ela não é uma solução; é uma alternativa, diria, um acessório, para nos ajudar a chegar aonde deveremos chegar”. Nos complementos, a  importância do uso da nutrição enteral mínima precocemente nos neonatos, com diminuição da sepse tardia, da displasia broncopulmonar, da retinopatia da prematuridade que necessita de cirurgia, sem aumento de enterocolite necrosante (na NP aumenta a permeabilidade intestinal predisponde a enterocolite necrosante!), menos necessidade de fototerapia, menos intolerância alimentar, aumenta o crescimento intestinal,  mais rapidamente atinge a nutrição enteral plena, podendo inclusive ser usada em bebês em hipotermia terapêutica.
Transição da gavagem para a alimentação oral completa em bebês prematuros: Quando devemos interromper a sonda nasogástrica?

Transição da gavagem para a alimentação oral completa em bebês prematuros: Quando devemos interromper a sonda nasogástrica?

Transitioning from gavage to full oral feeds in premature infants: When should we discontinue the nasogastric tube?Viswanathan S, Jadcherla S.J Perinatol. 2019  Sep;39(9):1257-1262. doi: 10.1038/s41372-019-0446-2. Epub 2019 Jul 31. PMID:31366911.Similar articles. Realizado  por Paulo R. Margotto.

Transição bem-sucedida da gavagem total a alimentação para oral independente é um critério de alta hospitalar em prematuros bebês.  O atraso na conquista do marco completo da alimentação oral é uma das principais razões para atrasos na alta hospitalar e resultado adverso do desenvolvimento neurológico nos bebês prematuros. Ter uma sonda nasogástrica (SNG)  não significa estar livre de problemas. Na presença da SNG, especialmente com > 5F, os prematuros aumentaram a resistência das vias aéreas nasais e com redução do volume corrente e volume minuto na ventilação durante a sucção, o que pode afetar seu desempenho alimentar. Sua presença pode potencialmente aumentar os eventos de refluxo gastroesofágico (RGE) dependendo do tamanho da SNG. O Uso de SNG também está associado a uma perda significativa de nutrientes, especialmente gorduras, vitaminas lipossolúveis e minerais porque a gordura adere às superfícies dos tubos e constitui potencial fonte de infecção, pois é facilmente colonizada por patógenos (bactérias / fungos). O objetivo desse estudo foi determinar se a remoção precoce da SNG é segura e adequada em prematuros (≤32 semanas) de risco relativamente baixo em transição para alimentação oral (no grupo precoce, a SNG foi removida quando o volume de alimentação oral médio estava entre 60–79% do volume de alimentação prescrito nos 2 dias anteriores à remoção da SNG, enquanto que no grupo tardio, a remoção da SNG ocorreu com 80 a 100%). Com esse estudo, os autores mostraram que os dias entre a remoção da sonda de alimentação para atingir o volume oral e a alta hospitalar tenderam a SER MENORES NO GRUPO que retirou a sonda mais precocemente do que no grupo que retirou tardiamente. A interrupção da sonda de alimentação quando a competência de alimentação oral atingir ~ 75% do volume de alimentação prescrita é segura e apropriada em prematuros de baixo risco. Como não há danos na descontinuação da SNG ~ 75% de competência em alimentação oral, assim como evidenciado por semelhante crescimento e tempo de internação hospitalar crescimento, essa prática pode ser segura e ter potenciais benefícios na redução da utilização de recursos, potencialmente reduzir o tempo de hospitalização, aumentando as oportunidades de participação dos pais, tudo resultando em redução os custos de saúde

Uma emulsão lipídica mista contendo óleo de peixe e seu feito sobre maturação cerebral eletrofisiológica em crianças de extremo baixo peso ao nascer: uma análise secundária de um ensaio clínico randomizado

Uma emulsão lipídica mista contendo óleo de peixe e seu feito sobre maturação cerebral eletrofisiológica em crianças de extremo baixo peso ao nascer: uma análise secundária de um ensaio clínico randomizado

A Mixed Lipid Emulsion Containing Fish Oil and Its Effect on Electrophysiological Brain Maturation in Infants of Extremely Low Birth Weight: A Secondary Analysis of a Randomized Clinical Trial.Binder C, Giordano V, Thanhaeuser M, Kreissl A et al J Pediatr. 2019 Aug;211:46-53.e2. Doi:10.1016/j.jpeds.2019.03.039. Epub 2019 Apr 25. PMID: 31030946. Similar articles.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Emulsões lipídicas [EL] à base de óleo de soja são ricos em ácidos graxos polinsaturados  pró-inflamatórios de cadeia longa  ω-6 LC –PUFA) e fitosteróis que podem  desencadear lesão hepática associada à nutrição parenteral; devido a esse motivo foram desenvolvidas novas EL à base de óleo de peixe, com substancial melhora na lesão hepática; devido à inadequada disponibilidade de ácidos graxos essenciais, outra EL foram desenvolvidas contendo óleo de soja, óleo de peixe, óleo de azeite e triglicerídeos de cadeia média (SMOF-LE), no entanto  sem diminuição da lesão hepática, embora tenha havido queda dos níveis de bilirrubina direta; no entanto, nos recém-nascidos de extremo baixo peso ao nascer (<1000g) os presentes autores relataram, nos RN recebendo SMOF-LE, acelerada maturação eletrofisiológica que pode prever neurodesenvolvimento [pontuação significativamente maior para atividade de aEEG, ciclo sono-vigília e apresentaram significativamente mais atividade contínua de base, ambos os indicadores sensíveis de maturação cerebral e possíveis preditores do neurodesenvolvimento]; esse resultado é devido ao ω-3 LC-PUFA docosahexaenóico (DHA), principal componente estrutural e funcional do cérebro; as EL à base de óleo de soja NÃO contem DHA; nos complementos, novamente a ênfase do início precoce da nutrição enteral na prevenção da lesão hepática associada à  nutrição parenteral e de preferência, use EL que contenha óleo de peixe, principalmente  pelo seu efeito na maturação cerebral. Agradeço ao Dr. Sérgio H. Veiga pelas orientações quanto ao EEG