Categoria: Nutrição do Recém-nascido

Crescimento e marcadores bioquímicos de recém-nascidos prematuros até os seis meses de idade corrigida

Crescimento e marcadores bioquímicos de recém-nascidos prematuros até os seis meses de idade corrigida

 

Barreto GMS, Balbo SL, Rover MS  et al. J Human Growth Dev 208;28(1):18-26.

Crescimento e marcadores bioquímicos de recém- nascidos … – USP www.journals.usp.br/jhgd/article/download/138687/138681. Artigo Integral!

Apresentação:Letícia Rodrigues de Moraes. Coordenação: Miza Vidigal

Com o avanço tecnológico e científico, muitos recém-nascidos extremamente prematuros estão sobrevivendo, após passarem longo tempo na UTI Neonatal e sujeitas a várias complicações da própria prematuridade e dos procedimentos e manipulações a que são submetidas. Entre as complicações estão as que afetam o crescimento, um processo contínuo resultante da interação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e nutricionais. As alterações no crescimento pós-natal podem levar ao retardo de crescimento e a problemas crônicos na infância, adolescência e vida adulta (obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, Diabetes Melittus  tipo  2   e  dislipidemia, cujo conjunto se resume em Síndrome Metabólica (SM), sendo a resistência á insulina, a base para todas essas alterações.Esse quadro corrobora com a atual compreensão de que as doenças na fase adulta podem ser de origem fetal (a desnutrição intrauterina e o baixo peso ao nascer associados a alterações no crescimento pós-natal  são os predisponentes). Em um período de 1 ano e meio (2015-2016) os presentes autores avaliaram de forma prospectiva  o perfil metabólico de recém-nascidos prematuros após alta da UTI no primeiro ano de idade corrigida. Os autores relataram   que as concentrações  plasmáticas  de  triglicerídeos  e colesterol  foram  significativamente  diferentes (p<0,0001)   com   aumento   gradativo   nesse período, enquanto que a insulinemia reduziu no mesmo período de avaliação (p=0,024).A glicemia manteve-se estável neste período. A dinâmica  do  crescimento  do  recém-nascido prematuro é de aceleração máxima entre as 36-40 semanas de idade pós concepcionais, apresentando o maior catch-up, ou seja, maior velocidade de crescimento entre 24 a 36 meses, quando atingem percentis de normalidade nas curvas de referência. Os autores também relataram uma desaceleração do crescimento do perímero cefálico (PC), entre o primeiro e terceiro mês após a alta hospitalar com recuperação lenta até o sexto mês deidade corrigida, um fator preocupante. Elevadas concentrações de triglicerídeos em nascidos prematuros aumentam o risco do  desenvolvimento  de  doenças  cardiovasculares  no futuro, assim, deve se investir em ações que promovam nutrição adequada a essas crianças desde seu nascimento para minimizar os riscos de doenças crônicas futuras. Faz-se necessário o incentivo ao aleitamento materno que é um fator protetor contra a SM. No acompanhamento destes bebê prematuros faz-se necessário a avaliação do perfil lipídico, uma vez que são candidatos a maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade. O retardo do crescimento extrauterino (RCEU) nesses bebês prematuros é uma realidade.Nos links trouxemos relevantes informações a respeito da importância do conhecimento da Programação Nutricional do feto e recém-nascido (a importância do início precoce de adequadas ofertas de aminoácidos e lipídeos  já na primeira prescrição da nutrição parenteral, assim como o início precoce da nutrição enteral e não ter medo de  avançar (é essa que  faz o intestino crescer!). Ter em mente que tratamos “fetos fora do útero” Boher).Segundo Cooke R, todos os neonatologistas sabem nutrir o prematuro (e todos fazem de forma diferente!) e o resultado é  que quase 100% deixam a UTI com retardo do crescimento. A falta de nutrição em uma etapa crítica do desenvolvimento pode limitar o tamanho do cérebro, número de células, defeitos estruturais e complicações mais tardias que envolvem o desenvolvimento cognitivo (aprendizado, memória,), segundo Willian Ray. Uma das atribuições mais importantes do médico neonatologista é o gerenciamento nutricional individualizado no cuidado do recém-nascido. A nutrição precoce em bebês prematuros pode ser segura, eficaz e pode prevenir morbidade. O crescimento é importante, mas também precisamos considerar o neurodesenvolvimento a longo prazo e outras consequências.

Suporte nutricional para o bebê de extremo baixo peso: Implicações para mais que apenas crescimento (Nutrition Support for the ELBW Infant: Implications for More than Just Growth)

Suporte nutricional para o bebê de extremo baixo peso: Implicações para mais que apenas crescimento (Nutrition Support for the ELBW Infant: Implications for More than Just Growth)

Josef Neu. 11o Simpósio Internacional do Rio de Janeiro, 20-23 de junho de 2018

Atualmente , os  prematuros extremos estão sobrevivendo mais surfactante, técnicas ventilatórias, etc), mas estamos atrasados nossa capacidade de alimentá-los e parte  do problema está em nós mesmos e não  nos bebês. ´Há alguns  dogmas que  desenvolvemos na última técnica, como o atraso na oferta de aminoácidos e lipídios com aumentos muito graduais.Usamos muitas desculpas, sem base em evidências, para segurar a alimentação enteral, pois temos medo da nutrição enteral. ´Temos medo de iniciar precocemente lipídeos devido a: hiperbilirrubinemia, sepse, hipertensão pulmonar, doença pulmonar, doença hepática, trombocitopenia, risco de aumento dos triglicerídeos. 

É a nutrição enteral eu faz o intestino crescer. Em nutrição parenteral total sem nutrição enteral o intestino não cresce, além de aumentar a permeabilidade intestinal (aumenta o risco de infecção pelo aumento de translocação de bactérias) e de não aumentar os hormônios gastrintestinais. O crescimento é importante, mas também precisamos considerar o neurodesenvolvimento a longo prazo e outras consequências

CRESCIMENTO PÓS-NATAL DO PREMATURO: USO DE CURVAS

CRESCIMENTO PÓS-NATAL DO PREMATURO: USO DE CURVAS

Alessandra de Cássia Gonçalves Moreira

Capítulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, Hospital Materno Infantil de Ensino/SES/DF, 2018, em Preparação.

Consequências da restrição do crescimento extrauterino

Fatores nutricionais que operam no início da vida exercem fortes efeitos sobre a fisiologia e o metabolismo na vida adulta. Existem dois mecanismos básicos para o surgimento de alterações transitórias ou permanentes, inclusive possíveis desfechos indesejados relacionados à desnutrição precoce:

  1. Plasticidade do desenvolvimento: o fenótipo inicial pode ser alterado por uma série de influências no ambiente. É o que acontece, por exemplo quando há macrossomia do filho de mãe diabética ou quando há adaptação chamada restrição do crescimento por falta de nutrientes no ambiente intrauterino.
  2. Programação do desenvolvimento: efeito duradouro e até vitalício sobre a estrutura e/ou função do organismo secundário a um estímulo ou insulto aplicado numa fase crítica ou sensível do desenvolvimento. Relação observada, por exemplo, entre a testosterona e o surgimento da genitália masculina externa.
Complicações Associadas com a Nutrição Parenteral no Recém-Nascido

Complicações Associadas com a Nutrição Parenteral no Recém-Nascido

Complications associated with parenteral nutrition in the neonate.Calkins KL, Venick RS, Devaskar SU.Clin Perinatol. 2014 Jun;41(2):331-45. doi: 10.1016/j.clp.2014.02.006. Review.PMID: 24873836. Free PMC Article.Similar articles.Artigo Integral! Você pode consultar Aqui e Agora!

Apresentação: Marcos Vinícius ( R4 ). Coordenação: Nathalia Bardal.

  • A Nutrição Parenteral (NP) revolucionou a Neonatologia, contudo, as complicações a longo prazo como a doença hepática associada à nutrição parenteral (PNALD) e as infecções pelo cateter são ameaças constantes.
  • Enquanto emulsões de óleo de peixe podem reverter um quadro de PNALD, a mesma tem uma etiologia multifatorial que necessita ser mais estudada.
  • Existe o tabu quanto a redução dos lipídeos na NP para prevenir a PNALD em sacrifício do crescimento e do neurodesenvolvimento. .
  • São necessárias mais pesquisas para se aprimorar a NP com enfoque na Neonatologia com o intuito de promover o crescimento e o neurodesenvolvimento.
Comparação da taxa calórica e proteica ingerida por recém–nascidos de muito baixo peso que recebem leite materno ordenhado x Leite humano do Banco de Leite quando a composição nutricional é medida por um analisador de leite

Comparação da taxa calórica e proteica ingerida por recém–nascidos de muito baixo peso que recebem leite materno ordenhado x Leite humano do Banco de Leite quando a composição nutricional é medida por um analisador de leite

Comparison of Calorie and Protein Intake of Very Low Birth Weight Infants Receiving Mother’s Own Milk or Donor Milk When the Nutrient Composition of Human Milk Is Measured With a Breast Milk Analyzer.Newkirk M, Shakeel F, Parimi P, Rothpletz-Puglia P, Patusco R, Marcus AF, Brody R.Nutr Clin Pract. 2018 Mar 30. doi: 10.1002/ncp.10060. [Epub ahead of print]PMID: 29603403.Similar articles.

Apresentação:Lara Ramos Pereira – R4 Neonatologia / HMIB/SES/DF

Coordenação: Carlos Alberto Zaconeta

Alimentação de recém-nascidos abaixo de 29 semanas de gestação com Doppler pré-natal anormal: análise a partir de um estudo randomizado.

Alimentação de recém-nascidos abaixo de 29 semanas de gestação com Doppler pré-natal anormal: análise a partir de um estudo randomizado.

Kempley S, Gupta N, Linsell L et al (Reino Unido)
Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed 2014;99:F6–F11.

Apresentação: Patrícia B.M. Castro,  Helena Araújo Lapa; Danielle Gumieiro, Sarah A. Cardoso  e Thales da Silva Antunes.
Coordenação: Paulo R. Margotto.
Universidade Católica de Brasília

O papel da nutrição na promoção do crescimento nas crianças pré-termos com displasia broncopulmonar: estudo de coorte prospectiva de intervenção não randomizado

O papel da nutrição na promoção do crescimento nas crianças pré-termos com displasia broncopulmonar: estudo de coorte prospectiva de intervenção não randomizado

Maria Lorella Gianni, Paola Roggero, Maria Rosa Colnaghi, Pasqua Piemontese, Orsola Amato, Anna Orsi, Laura Morlacchi and Fabio Mosca.  Pediatrics 2014, 14:235.   

Apresentação: Roberto Faria (R3 UTI Pediátrica). 
Coordenação: Fabiana Alcântara e Moraes Altivo.
Hospital Regional da Asa Sul/Hospital Materno Infantil de Brasília/SES/DF.