Categoria: Distúrbios Neurológicos

Taxas de Hiperbilirrubinemia Neonatal Extrema e Kernicterus em Crianças e Aderência às Diretrizes Nacionais para Triagem, Diagnóstico e Tratamento na Suécia

Taxas de Hiperbilirrubinemia Neonatal Extrema e Kernicterus em Crianças e Aderência às Diretrizes Nacionais para Triagem, Diagnóstico e Tratamento na Suécia

J, Håkansson S, Ekéus C, Gustafson P, Norman M.JAMA Netw Open. 2019 Mar 1;2(3):e190858. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2019.0858.PMID: 30901042.Similar articles. ARTIGO LIVRE!!!

Apresentação: R3 Neonatologia Tatiane Martins Barcelos. Coordenação: Dra Miza Vidigal

Os autores relataram maiores taxas  1,3/100.000 em relação a outros países Canadá de 0,5 a 1 e Noruega <0,5/100.000  e todos com bilirrubina sérica total entre 30-45mg%; 85% dos casos potencialmente evitáveis,  devido a não aderência às Diretrizes de cuidados pré-estabelecidos, incluindo a não aceitação das recomendações e resistência em realizar exsanguineotransfusões!

Um eEstudo de coorte de fentanil intranasal para tratamento da dor nos neonatos

Um eEstudo de coorte de fentanil intranasal para tratamento da dor nos neonatos

A cohort study of intranasal fentanyl for procedural pain management in neonates.McNair C, Graydon B, Taddio A.Paediatr Child Health. 2018 Dec;23(8):e170-e175. doi: 10.1093/pch/pxy060. Epub 2018 May 24.PMID: 30842699.Similar articles.

Apresentação: JOÃO PAULO S. CEZAR; Coordenação: DR. DIOGO PEDROSO

Esse pequeno estudo provê alguma evidência preliminar dos benefícios e riscos do fentanil intranasal na população estudada-32 semanas-1800g, na dose média de 1,3mcg/kg/dose, constituindo boa opção para analgesia quando a via EV está indisponível para procedimentos dolorosos de moderada a severa intensidade; nos links trouxe o estudo de Ku LC et al que tanto o midazolam (0,1 a 0,2 mg/kg/dose) quanto ao   fentanil (1-2mcg/kg/dose) foram em tolerados nessa coorte de prematuros e a termo necessitando de cuidados intensivos; no entanto são necessários estudos maiores.

Exposição precoce ao leite materno modifica a conectividade cerebral em bebês prematuros

Exposição precoce ao leite materno modifica a conectividade cerebral em bebês prematuros

Early breast milk exposure modifies brain connectivity in preterm infants.Blesa M, Sullivan G, Anblagan D, Telford EJ, Quigley AJ, Sparrow SA, Serag A, Semple SI, Bastin ME, Boardman JP.Neuroimage. 2019 Jan 1;184:431-439. doi: 10.1016/j.neuroimage.2018.09.045. Epub 2018 Sep 18.PMID:30240903.  Free Article.Similar articles. Artigo Livre!

Realizado por Paulo R. Margotto

Em 47 prematuros<33 semanas submetidos s ressonância magnética cerebral  complexa na idade equivalente a termo, foi demonstrado, em 46 bebês,  que as propriedades microestruturais dos tratos da substância branca e da conectividade estrutural cerebral são melhoradas em associação com a maior exposição ao leite materno. No Pediatric Academic Societies (PAS) Meeting 2019 (Apr 24 – May 01, 2019, Baltimore, Maryland, US, estudo mostrou que a   alimentação do prematuro com  leite materno durante o primeiro mês de vida parece estimular o crescimento cerebral mais robusto, com melhor resultado neurológico (≤ 32 semanas/ peso ao nascer < 1550g). Mães de prematuros devem receber apoio para fornecer leite materno enquanto seus bebês estiverem em cuidados neonatais porque isso pode dar a seus filhos a melhor chance de desenvolvimento cerebral saudável, segundo James Boardamn, Diretor do Laboratório de Pesquisa Jennifer Brown da Universidade de Edimburgo.

Apenas uma pequena percentagem de RN humanos deve correr o risco de ingerir fórmulas artificiais (Cockburn F)

Dexmedetomidina: uma solução para o dilema da dor e da agitação no recém-nascido pré-termo ventilado mecanicamente?

Dexmedetomidina: uma solução para o dilema da dor e da agitação no recém-nascido pré-termo ventilado mecanicamente?

Dexmedetomidine: A Solution to the Dilemma of Pain and Agitation in the Mechanically Ventilated Preterm Neonate?Rostas SE*.J Perinat Neonatal Nurs. 2017 Apr/Jun;31(2):104-108. doi:10.1097/JPN.0000000000000251. No abstract available.PMID: 28437301. Similar articles.

Apresentação:  João Paulo S. Cezar (R2 em Peiatria/HMIB/SES/DF). Coordenação: Diogo Pedroso.

  • A dexmedetomidina é promissora com base na literatura atualmente disponível em recém-nascidos, não só para ser eficaz no tratamento da dor e agitação no recém-nascido ventilado mecanicamente, mas também sem efeitos adversos clinicamente significativos.
  • A dexmedetomidina também possui o potencial de ser neuroprotetora em certos contextos.

No entanto…Dados mais robustos, com seguimento de longo prazo no desenvolvimento neurológico, são necessários para o uso de dexmedetomidina em recém-nascidos mecanicamente ventilados.

  • A dexmedetomidina (PrecedexR) tem efeito sedativo e ansiolítico e preserva o drive e mecânica respiratória. O seus efeitos analgésico são decorrentes da sua atividade no corno dorsal da medula espinhal. Estudo multicêntrico em fase II/III em neonatos≥28 semanas mostrou que a dose inicial para RN poderia estar entre 0,1-0,2µg/kg com manutenção de 0,2-0,3µg/kg/h (sempre menores doses para os pré-termos).
  • Na nossa Unidade Neonatal temos usado o PrecedexR) em situações que necessitam de altas doses de midazolam (já é do nosso conhecimento dos graves problemas neurotóxicos do midazolam nos prematuros!!!) na dose de 0,3 µ /kg/hora (1 ampola-2 ml-200 µg: diluir 2 ml em 48 ml de soro fisiológico e fazer 0,3ml/hora) em situações específica, como a necessidade de altas doses de midazolam na sedação.
  • N entanto, sabemos que ainda são necessários mais estudos, principalmente nos bebês abaixo de 1000g
Sessão de Anatomia Clínica: Hemorragia Pulmonar / Hematoma Subdural

Sessão de Anatomia Clínica: Hemorragia Pulmonar / Hematoma Subdural

Maria Eduarda Canelas de Castro. Residente  do 2ºano de Neonatologia do HMIB/SES/DF

Coordenação: Paulo R. Margotto, Marta D. Rocha de Moura, Patologista: Telma Pereira

Trata-se de um bebê de 34 semanas sem parto traumático, que viveu por 18 horas (possivelmente o quadro hemorrágico se deveu à vasculite que ocorre na patologia da sífilis congênita foi o desencadeante do mecanismo que levou à coagulopatia de consumo; também discutimos sobre o pH eucapnico, ou seja, o pH corrigido excluindo o componente respiratório do metabólico, a partir do estudo francês de Racinet C, de 2013:basta adicionar 0,08 unidades ao pH por excedente de 10mmHg da PaCO2 comparativamente ao valor normal no recém-nascido de 50mmHg).

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-Compartilhando imagens: Hemorragia Parenquimatosa

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-Compartilhando imagens: Hemorragia Parenquimatosa

Paulo R. Margotto.

RN de 32 semanas e 5 dias, 1440g, PIG. O  primeiro ultrassom cerebral foi normal; após quadro de distúrbio da coagulação com hemorragia pulmonar maciça,  hipertensão pulmonar acentuada, insuficiência renal,  novo US, 7 dias após o primeiro, mostrou área hiperecogênica já em fase de organização (formação de cisto porencefálico) na região parieto-occipital direita sugestivo de hematoma parenquimatoso, além de cisto subependimário sugestivo de hemorragia periventricular (Grau I)

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-Compartilhando Imagens: Hematoma Subdural

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-Compartilhando Imagens: Hematoma Subdural

Paulo R. Margotto

A propósito de um caso  de um RN com 34 sem 5 dias, Apgar 6/7, 2220g; com 18 horas; apneia, bradicardia, fontanela anterior bastante abaulada, PAM de 29mmHg, petéquias no dorso, hemorragia pulmonar, vindo a falecer; VDRL mãe (na internação):1/512 

HEMATOMA SUBDURAL DA CONVEXIDADE:Associa-se com 3 síndromes neurológicas

1-SINAIS CLÍNICOS MÍNIMOS OU SEM SINAIS

(pequenos graus de hemorragia)

-sinais clínicos mínimos ou ausentes

-irritabilidade, episódios apneicos sem explicações, hiperalerta

2-SÍNDROME CEREBRAL FOCAL

-20-30 dia de vida;convulsões focais, desvio dos olhos para o

lado da lesão, pupila homolateral dilatada, pouca ou não reativa (compressão do 3º par craniano por herniação do lobo temporal)

3-Efusão subdural crônica

aos 6 meses a criança se apresenta com a cabeça grande

Ultrassonografia craniana na lesão hipóxico-isquêmica neonatal e seus imitadores para os médicos: uma revisão dos padrões de lesão e evolução dos achados ao longo do tempo

Ultrassonografia craniana na lesão hipóxico-isquêmica neonatal e seus imitadores para os médicos: uma revisão dos padrões de lesão e evolução dos achados ao longo do tempo

Head Ultrasound in Neonatal Hypoxic-Ischemic Injury and Its Mimickers for Clinicians: A Review of the Patterns of Injury and the Evolution of Findings Over Time.Salas J, Tekes A, Hwang M, Northington FJ, Huisman TAGM.Neonatology. 2018;114(3):185-197. doi: 10.1159/000487913. Epub 2018 Jun 22. Review.PMID: 29936499.  Free Article. Similar articles. ARTIGO LIVRE! Consulte-o Agora!

Realizado por Paulo R. Margotto. Nos complementos trouxemos imagens do ultrassom craniano de 5 casos nossos de Síndrome Hipóxico-isquêmica (imagens) e procuramos entender os seus achados.

A lesão hipóxico-isquêmica (HII) do cérebro neonatal e conseqüente encefalopatia hipóxico-isquêmica (HIE) clínica continua sendo causa significativa de morbidade e mortalidade no período neonatal.   O ultrassom (US) surgiu como uma poderosa ferramenta de triagem para avaliação de um neonato com suspeita de HII. O padrão de lesão na imagem cerebral tem implicações cruciais em terapias e previu resultados do neurodesenvolvimento. O US tornou-se cada vez mais eficaz em determinar o padrão, o tempo e a extensão da lesão em HII, como também diferenciar esses achados de uma série de diagnósticos que pode resultar em uma imagem clínica semelhante. Repetidos estudos do US sobre o curso de um paciente podem definir a evolução dos achados da fase aguda até a crônica, em além de identificar quaisquer complicações da terapia. O US também tem os benefícios adicionais de fácil portabilidade, sem necessidade de sedação dos pacientes e um custo relativamente baixo quando comparado a outras modalidades de imagem como ressonância magnética (RM).    É crucial que os médicos entendam as capacidades completas do US avançado na identificação de um diagnóstico subjacente, direcionando a terapia apropriada, monitorando o progresso da doença, e, finalmente, na previsão dos resultados, melhorando assim os cuidados dos neonatos com encefalopatia. O seguinte artigo demonstra a amplitude do uso do US no recém-nascido a termo com encefalopatia, suas limitações, os padrões de lesão vistas e sua evolução ao longo do tempo. Os autores  também revêem brevemente vários imitadores clínicos de HII para comparação.

NEOBRAIN BRASIL 2019: 7-9 de novembro/São Paulo, Segundo Dr. Guilherme Sant`Anna (Canadá), Não podemos perder de jeito nenhum! Será Único e Inesquecível!

Curso Avançado de Ultrassonografia Pediátrica NEXUS 14-17 de março de 2019: Ultrassonografia nas Malformações Cerebrais

Curso Avançado de Ultrassonografia Pediátrica NEXUS 14-17 de março de 2019: Ultrassonografia nas Malformações Cerebrais

Paulo R. Margotto

Os recém-nascidos com grandes lesões cerebrais podem estar em grande risco de apresentarem desabilidade no neurodesenvolvimento.

A detecção precoce das grandes lesões pode alertar tanto aos clínicos como os pais e referendar para uma intervenção apropriada e precoce.

Vamos abordar  as principais:

1-AGENESIA DO SEPTO PELÚCIDO (DISPLASIA SEPTO-ÓTICA: SÍNDROME DE MORSIER)

      2-AGENESIA DO CORPO CALOSO

     3-MALFORMAÇÃO DE ARNOLD CHIARI

     4-COMPLEXO DANDY WALKER E AUMENTO DA CISTERNA MAGNA

     5-HOLOPROSENCEFALIA

    6-ESQUISENCEFALIA

    7-LESÕES CEREBELARES

    8-MALFORMAÇÃO DA VEIA DE GALENO