Categoria: Distúrbios Renais

Diuréticos no recém-nascido: mais controvérsias do que indicações (diuretics in the newborn: more controversies than indications)

Diuréticos no recém-nascido: mais controvérsias do que indicações (diuretics in the newborn: more controversies than indications)

Paulo R. Margotto.

Brasília Med. 2016; 53 (1/2): 14-24 .

A furosemida tem sido o sétimo medicamento entre os mais usados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal. Mais de 8% dos pacientes são
expostos a esse agente. Importa observar que os diuréticos são frequentemente prescritos off-label. Não há indicação da Food and Drug Administration quanto ao seu uso em recém-nascidos prematuros, particularmente na prevenção ou no tratamento de displasia broncopulmonar. De todas as terapias adjuntas utilizadas no prematuro com essa displasia,a diurética é uma das mais usadas sem evidências de benefícios substanciais. Este artigo expõe o uso do diurético em várias situações, com ênfase na displasia broncopulmonar. À luz de evidências disponíveis, não há espaço para sua utilização nesse distúrbio, ou, ainda, o uso de espirolactona como “poupadora de potássio”. Ora, se o néfron não responde à aldosterona, também não vai responder ao seu inibidor. Antes de usar a furosemida para tratamento da lesão renal oligúrica, devem ser corrigidas a hipotensão arterial e a significante acidose. A literatura voltada aos adultos mostra que não há justificativas para uso rotineiro de furoremida e albumina contra a resistência antidiurética nos pacientes com hipoalbuminemia. Além disso, esse uso traz efeitos nocivos como ototoxicidade e nefrocalcinose. Embora existam desafios a considerar, devem ser realizados estudos adicionais para garantir que os diuréticos sejam seguros e eficazes em bebês prematuros.

O manejo da insuficiência renal aguda e crônica neonatal: uma revisão

O manejo da insuficiência renal aguda e crônica neonatal: uma revisão

The management of neonatal acute and chronic renal failure: A review.Coulthard MG.Early Hum Dev. 2016 Nov;102:25-29. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2016.09.004. Epub 2016 Sep 25. Review.PMID: 27682213.Similar articles. 

Apresentação: Milena Pires R4 Neonatologia/HMIB/SES/DF. Coordenação:Marta David Rocha de Moura

Sessão de Anatomia Clínica: Insuficiência renal aguda (necrose tubular aguda)

Sessão de Anatomia Clínica: Insuficiência renal aguda (necrose tubular aguda)

APRESENTAÇÃO:  ELISA OLIVEIRA ROSA E SOUSA – RESIDENTE DO 1° ANO DE PEDIATRIA.

COORDENAÇÃO: DR. EDUARDO HECHT.

COORDENAÇÃO GERAL: JOSELEIDE DE CASTRO/MARTA DAVID ROCHA DE MOURA

PATOLOGISTA:  DR. CARLOS HENRIQUE DE AGUIAR BOTELHO.

RN de 18 dias que evoluiu com insuficiência respiratória, duas paradas cardiorrespiratórias sendo reanimado por 12  e 7 minutos em cada uma e insuficiência renal aguda por disfunção de múltiplos órgãos.

INJÚRIA RENAL AGUDA

INJÚRIA RENAL AGUDA

Maya Caetano P. Almeida, Cláudia Janaína S. Cruz, Paulo R. Margotto, Márcia Pimentel de Castro.

Capítulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2019, no prelo.

 

A Injúria renal aguda (IRA) é definida como uma redução aguda da função renal que resulta em declínio da taxa de filtração glomerular e, consequentemente, retenção de escórias nitrogenadas e perda da regulação eletrolítica, ácido-básica e do controle hídrico.

A injúria renal aguda neonatal tem sido mais comumente definida por um aumento de pelo menos 0,2 a 0,3mg/dL por dia em relação ao menor valor prévio da creatinina. Deve-se lembrar que o valor de creatinina ao nascimento reflete a creatinina materna e normalmente reduz com o passar dos dias. Novos critérios para o diagnóstico de IRA neonatal têm sido introduzidos considerando, além da elevação da creatinina sérica, a redução do débito urinário.

O desenvolvimento de IRA no período neonatal e na infância pode ser uma complicação catastrófica e vários estudos têm consistentemente demonstrado que a IRA resulta em pior evolução clínica, incluindo falência renal e necessidade de terapia renal substitutiva, ventilação mecânica prolongada e maior tempo de permanência na UTI, além de uma associação independente com maior risco de mortalidade

Evitando a ototoxicidade da furosemida associada ao reparo do ventrículo único em lactentes jovens

Evitando a ototoxicidade da furosemida associada ao reparo do ventrículo único em lactentes jovens

 

Avoiding Furosemide Ototoxicity Associated With Single-Ventricle Repair in Young Infants. 

Robertson CMT, Bork KT, Tawfik G, Bond GY, Hendson L, Dinu IA, Khodayari Moez E, Rebeyka IM, Garcia Guerra G, Joffe AR.Pediatr Crit Care Med. 2019 Apr;20(4):350-356. doi: 10.1097/PCC.0000000000001807. PMID: 30489485Similar articlesUniversidade  de Alberta, Canadá

Apresentação: Fernanda Rocha. Coordenação: Alexandre Peixoto Serafim.

Estudo da Universidade de Alberta, Canadá, onde é evidenciado que a mudança de prática na forma de administrar a furosemida ELIMINOU a ototoxicidade pela furosemida (em bomba de infusão por 5-15 minutos!).

Poster – Hospital Maternidade Brasília: Hipertensão no recém nascido – relato de caso de doença renal policística autossômica recessiva (DRPAR)

Poster – Hospital Maternidade Brasília: Hipertensão no recém nascido – relato de caso de doença renal policística autossômica recessiva (DRPAR)

Moutinho M.S.; Moreira A.A.M.F., Gaudêncio A.; Junior O.J.L.; Brito V.I.M.; Colares P.P.; Adriana Q.; Vasconcelos S.; Ferreira D.B.; Silva.VI Encontro Internacional de Neonatologia- IV Simpósio Interdisciplinar de Atenção ao Prematuro, Gramado,1 1 – 13 de abril de 2019, Gramado, RS

DEFICIÊNCIA TARDIA DE VITAMINA K EM MENORES DE 2 ANOS DE IDADE – Renascimento de uma doença evitável

DEFICIÊNCIA TARDIA DE VITAMINA K EM MENORES DE 2 ANOS DE IDADE – Renascimento de uma doença evitável

Late Vitamin K Deficient Bleeding in 2 Young Infants–Renaissance of a Preventable Disease.Siauw C, Wirbelauer J, Schweitzer T, Speer CP.Z Geburtshilfe Neonatol. 2015 Oct;219(5):238-42. doi: 10.1055/s-0035-1555873. Epub 2015 Nov 10.PMID: 26556811.Similar articles.

Apresentação: Marcos Vinícius. Coordenação: Marta David Rocha Moura.

  • Os autores trazem 2 casos cujos pais recusaram a fazer Vitamina K ao nascimento e que com 5 semanas e outro aos 39 dias a forma tardia da Doença Hemorrágica pela Deficiência da Vitamina K. Ambos os pais recusaram o uso da Vitamina K ao nascer. Ambas as crianças apresentaram hematoma subdural com desvio da linha média, necessitando de descompressão cirúrgica de emergência. A síntese da vitamina K em RN é diminuída devido à imatura microbiota intestinal que ainda tem que ser colonizada por bactérias que sintetizam Vitamina K (a flora intestinal nos alimentados com leite humano, assim como com o leite de soja, é baixa em bactérias produtoras de Vitamina K). Apenas 75% das parteiras questionadas em uma pesquisa na Nova Zelândia sentiram que a profilaxia da vitamina K em recém-nascidos é necessária, comparada para 94% dos pediatras e 100% dos obstetras questionados. Por causa das conseqüências devastadoras de até mesmo um bebê sofrendo de atraso devido a doença hemorrágica por  deficiência da Vit K, é preciso aumentar a conscientização para o crescente número de pais que recusam a profilaxia com vitamina K.  Nos links trouxemos controvérsias, como o uso de dose maior de Vitamina K (2-3mg IM) ao nascer nos recém-nascidos (RN) de mães epiléticas (devido aos anticonvulsivantes) que adotamos na nossa Unidade devido a graves sangramentos precoces nesses RN observados por nós e o uso oral da Vitamina K (metanálise recente mostrou que o risco de doença hemorrágica tardia pela deficiência e Vitamina K é 25 vezes maior nesses bebês!). E mais: a administração de Vitamina K no pré-natal NÃO previne a ocorrência de hemorragia intraventricular  no pré-termo