Categoria: Distúrbios Cardiológicos

Revisão de Protocolo:Persistência de Canal Arterial Recém-Nascidos Prematuros (Maternidade Brasília)

Revisão de Protocolo:Persistência de Canal Arterial Recém-Nascidos Prematuros (Maternidade Brasília)

Luciany Carvalho (DF.

30 a 50% do recém-nascidos prematuros   são submetidos a ligadura cirúrgica. A disfunção do ventrículo esquerdo (VE) leva ao aumenta súbito na pós carga e disfunção diastólica, 8 a 12h pós  procedimento.Ecocardiograma: 25% disfunção VE; avaliar débito cardíaco (< 200ml/kg/min). O tratamento:expansão com cristalóide 10ml/kg de acordo com avaliação de volemia, infusão contínua de milrinona, ajuste da ventilação mecânica pulmonar e EVITAR VASOPRESSOR. No pré-operatório, não fazer restrição hídrica ou diuréticos próximo a cirurgia!

(APRESENTAÇÃO):MONOGRAFIA NEONATATOLOGIA-2024-HMIB: Avaliação do Teste de Oximetria de Pulso como teste de Triagem Universal em Pacientes Internados em Alojamento Conjunto em Centro de Referência do Distrito Federal

(APRESENTAÇÃO):MONOGRAFIA NEONATATOLOGIA-2024-HMIB: Avaliação do Teste de Oximetria de Pulso como teste de Triagem Universal em Pacientes Internados em Alojamento Conjunto em Centro de Referência do Distrito Federal

Lucas do Carmo Souza. Orientador : Nathalia Falchano Barda.

O presente estudo evidenciou que entre os anos de 2021 e 2022 ocorreram poucos resultados positivos nos testes do coraçãozinho realizados: 9 (0,2% de alterações- realizados 4569 testes); destes, 6 (66,7%) apresentaram ecocardiogramas normais e somente 3 (33,3%) evidenciaram alguma cardiopatia congênita (foramen oval patente e canais arteriais patentes sem repercusões clínicas). Algumas cardiopatias críticas podem não ser detectadas através do exame, principalmente aquelas do tipo coartação de aorta. Não foram diagnosticados casos de cardiopatia crítica na amostra, possivelmente pela combinação de diagnóstico pré-natal com o acesso fácil à UTI neonatal, sugerindo a perda de casos críticos.

 

Persistência do canal arterial e repercussões no cérebro prematuro

Persistência do canal arterial e repercussões no cérebro prematuro

Valerie Chock (EUA). NEOBRAIN BRASIL, São Paulo, 8-9 março de 2024.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

Tanto a saturação cerebral (Csat) como a renal (Rsat) estavam baixas na PCA hemodinamicamente significativa (hsPCA) que melhoraram com o uso da indometacina. Pressões arteriais mais baixas durante um importante PCA hemodinamicamente significativa e menor oxigenação cerebral regional com maior extração de oxigênio cerebral. Isto provavelmente indicou um fornecimento reduzido de oxigênio induzido pelo roubo ductal e uma consequente diminuição da perfusão cerebral em comparação com bebês controle sem PCA. o tratamento da hsPCA com paracetamol não afeta a oxigenação e a perfusão cerebral em bebês  muito prematuros e isso confirma seu bom perfil de segurança. Bebês que necessitam de ligadura cirúrgica de hsPDA podem ter risco aumentado de passividade da pressão cerebral nas 6 horas após a cirurgia. O Risco da síndrome pós – ligadura  é de  28-45%  e está associado a maior mortalidade. O monitoramento NIRS cerebral e somático no pós-operatório pode melhorar a identificação  da síndrome pós-ligadura da hsPCA em estágios iniciais.

Persistência do canal arterial do bebê prematuro

Persistência do canal arterial do bebê prematuro

Patent Ductus Arteriosus of the Preterm Infant. Hamrick SEG, Sallmon H, Rose AT, Porras D, Shelton EL, Reese J, Hansmann G.Pediatrics. 2020 Nov;146(5):e20201209. doi: 10.1542/peds.2020-1209.PMID: 33093140 Artigo Gratis! Review.

Apresentação: Apresentação:MR5 Neo Gabrielly || MR2 Ped – Nathalia, Coordenação:  Marta DR de Moura.

O fechamento ductal pós-natal é estimulado pelo aumento da tensão de oxigênio e pela retirada de mediadores vasodilatadores (prostaglandinas, óxido nítrico, adenosina) e por vasoconstritores (endotelina-1, catecolaminas, prostanóides contráteis), canais iônicos, fluxo de cálcio, plaquetas, maturidade morfológica e uma evolução favorável. predisposição genética. A persistência do canal arterial (PCA) em bebês prematuros pode ter consequências clínicas. A diminuição da resistência vascular pulmonar, especialmente em recém-nascidos com idade gestacional extremamente baixa, aumenta o shunt da esquerda para a direita através do ducto e aumenta ainda mais o fluxo sanguíneo pulmonar, levando a edema pulmonar intersticial e carga de volume para o coração esquerdo. As consequências potenciais do shunt da esquerda para a direita através de uma persistência do canal arterial hemodinamicamente significativa (hsPDA) incluem risco aumentado de ventilação prolongada, displasia broncopulmonar, enterocolite necrosante ou perfuração intestinal focal, hemorragia intraventricular e morte. Na última década, tem havido uma tendência ao tratamento menos agressivo da PCA em prematuros. No entanto, há um subgrupo de bebês que provavelmente se beneficiará da intervenção, seja ela farmacológica, intervencionista ou cirúrgica: (1) indometacina intravenosa profilática em recém-nascidos altamente selecionados com idade gestacional extremamente baixa e PCA (<26 + 0/7 semanas de gestação). , <750 g de peso ao nascer), (2) terapia direcionada precoce de PCA em bebês prematuros selecionados com risco particularmente alto de complicações associadas a PCA, e (3) ligadura de PCA, intervenção por cateter ou paracetamol oral podem ser considerados como opções de resgate para fechamento hsPDA. O impacto do fechamento da hsPDA por cateter nos resultados clínicos deve ser determinado em futuros estudos prospectivos. Finalmente, fornecemos um novo algoritmo de tratamento para PCA em bebês prematuros que integra as diversas modalidades de tratamento em uma abordagem faseada.

Canal Arterial Patente-Caso Clinico

Canal Arterial Patente-Caso Clinico

Marta David Rocha de Moura

Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB)/SES/DF

O manejo da PCA (persistência do canal arterial) nos RNs (recém-nascidos) prematuros continua a ser uma das tarefas mais desafiadoras em medicina neonatal!!!

O fechamento antecipado do canal arterial não melhora os resultados no longo prazo, há poucas evidências empíricas que norteiem o tratamento dessa condição.

A patência do canal arterial enquanto se tratam as respectivas consequências hemodinâmicas é cada vez mais aceita como a melhor abordagem inicial das manobras, especialmente nos RNs > 1.000 g, nos quais o canal arterial será, com frequência, fechado sem intervenção.

RNs menores, especialmente aqueles com SDR, podem exigir tratamento específico para PCA, mas as indicações de intervenção, o momento ideal e o melhor tratamento(s) ainda são desconhecidos.

Enquanto procuramos respostas a essas questões, as estratégias relativas aos RNs prematuros com PCA devem ser abordadas com humildade, precaução e paciência!

Quando dizer não ao óxido nítrico inalado em neonatos?

Quando dizer não ao óxido nítrico inalado em neonatos?

When to say no to inhaled nitric oxide in neonates?Chandrasekharan P, Lakshminrusimha S, Abman SH.Semin Fetal Neonatal Med. 2021 Apr;26(2):101200. doi: 10.1016/j.siny.2021.101200. Epub 2021 Jan 22.PMID: 33509680 Review.

Apresentação: Amanda Batista. (R4 Neonatologia do HMIB).Coordenação: Carlos Zaconeta

  • O óxido nítrico inalado (iNO) foi aprovado para uso em recém-nascidos a termo e de curto prazo gravemente enfermos (>34 semanas de idade gestacional) em 1999 para insuficiência respiratória hipóxica (IRH) com evidência de hipertensão pulmonar. Em 2011 e 2014, os Institutos Nacionais de Saúde e a Academia Americana de Pediatria, respectivamente, recomendaram contra o uso de iNO em bebês prematuros <34 semanas. No entanto, essas diretrizes foram baseadas em ensaios realizados com critérios de inclusão e resultados variados. Diretrizes recentes da American Thoracic Society/American Heart Association, da Pediatric Pulmonary Hypertension Network (PPHNet) e da European Pediatric Pulmonary Vascular Disease Network recomendam o uso de NOi em neonatos prematuros com IHR com hipertensão pulmonar confirmada. Esta revisão discute as evidências disponíveis para o uso off-label do iNO. Bebês prematuros com ruptura prolongada de membranas e hipoplasia pulmonar parecem responder ao iNO. Da mesma forma, bebês prematuros com fisiologia de hipertensão pulmonar com shunts extrapulmonares da direita para a esquerda podem potencialmente ter uma resposta de oxigenação ao iNO. É fornecida uma visão geral das contraindicações relativas e absolutas para o uso de iNO em neonatos. As contraindicações absolutas ao uso de iNO incluem doença cardíaca congênita dependente de ductal, onde a circulação sistêmica é sustentada por um shunt ductal da direita para a esquerda, disfunção ventricular esquerda grave e metemoglobinemia congênita grave. Em prematuros, não recomendamos o uso rotineiro de iNO na IRC por doença parenquimatosa pulmonar sem hipertensão pulmonar e uso profilático para prevenir displasia broncopulmonar. São necessários futuros ensaios randomizados avaliando o iNO em bebês prematuros com hipertensão pulmonar e/ou hipoplasia pulmonar.

 

Uma metanálise de rede de paracetamol intravenoso versus oral para persistência do canal arterial

Uma metanálise de rede de paracetamol intravenoso versus oral para persistência do canal arterial

Network MetaAnalysis of Intravenous Versus Oral Acetaminophen for Patent Ductus Arteriosus. Olowoyeye A, Nnamdi-Nwosu O, Manalastas M, Okwundu C.Pediatr Cardiol. 2023 Apr;44(4):748-756. doi: 10.1007/s00246-022-03053-1. Epub 2022 Nov 24.PMID: 36422654 Review.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O paracetamol está ganhando destaque como uma alternativa de tratamento mais segura. O paracetamol atua inibindo diretamente a prostaglandina sintase em seu local de peroxidase, a fim de facilitar o fechamento da PCA. Na prática, a maioria dos neonatos é tratada com a forma intravenosa (IV) de paracetamol, uma vez que os  neonatos prematuros geralmente recebem pequenos volumes de alimentação devido ao momento da terapia com PCA na UTIN. O fechamento foi definido como um fechamento físico ou uma mudança de uma PCA com repercussão hemodinâmica  (hsPDA) para uma não-hsPDA. Essa metanálise envolveu 21 ensaios clínicos. A rede para o desfecho primário de fechamento da PCA consistiu de 1.902 pacientes, com idade gestacional de 26 a <34 semanas (dose: 15 mg/kg/dose a cada 6 horas durante 3 dias, seguidas por um ciclo repetido se o fechamento não fosse obtido). Em comparação ao placebo, ambos foram eficazes no fechamento da PCA, no entanto, o paracetamol IV mostrou-se superior ao oral. Se possível, devem ser adotadas estratégias para tornar a via oral a via preferida para a administração de paracetamol, uma vez que é a terapia mais eficaz. Nos complementos, a)uma explicação para maior eficácia da via oral: meia-vida de absorção do oral mais prolongada, devido a maior disponibilidade (absorção mais retarda, esvaziamento gástrico lento) b) sem alterações no neurodesenvolvimento até uma idade corrigida de 24 meses (inclusive a taxa de atraso psicomotor foi menor no grupo do paracetamol), diferente do uso do paracetamol pré-natal (a associação entre exposição pré-natal ao paracetamol e sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade TDAH) c) comunicação pessoal com a Dra. Adrianne Bischoff, (IWOA, EUA) com dados de sobrevivência impressionantes nos bebes entre 22-26 semanas de idade gestacional,  nos informou que usam paracetamol endovenoso (muito desses bebês não estão recebendo o suficiente de alimentação enteral para ser seguro dar medicação oral) como primeira linha no tratamento da PCA na primeira semana de vida (menos riscos de insuficiência renal e de perfuração intestinal, já que usam frequentemente hidrocortisona na primeira semana de vida nesses bebês). Paracetamol retal: a formulação oral de acetaminofeno (80 mg/mL) foi administrada através de um enema na dose de 15 mg/kg/dose a cada 6 horas durante 7 dias. Em relação ao grupo controle histórico, O paracetamol retal foi associado à melhora nos índices ecocardiográficos do volume do shunt da PCA, à redução de 50% nas taxas de ligadura da PCA e à redução do desfecho composto de morte ou DBP grave.

Persistência do Canal Arterial em Pré-Termos Extremos: Tratar Precocemente? (26º  Congresso de Perinatologia ocorrido em  Florianópolis (SC)  entre os dia 11-14 de outubro de 2023)

Persistência do Canal Arterial em Pré-Termos Extremos: Tratar Precocemente? (26º  Congresso de Perinatologia ocorrido em  Florianópolis (SC)  entre os dia 11-14 de outubro de 2023)

Palestra administrada por  Adrianne Rahde Bischoff (EUA) no 26º  Congresso de Perinatologia ocorrido em  Florianópolis (SC)  entre os dia 11-14 de outubro de 2023.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Inicialmente são colocados impressionantes resultados de sobrevivência dos recém-nascidos em tenras idades gestacionais (a sobrevida dos bebês de 22  a 24 semanas entre 2006-2019 foi de 60%, com 22 semanas, 77% e com 23 semanas  e 85% com 24 semanas e a seguir, de 25 a 27 semanas 90 a 95%) com importantes dados de  qualidade de vida. Em relação à PCA: todos os bebês ≤26 semanas fazemos uma ecocardiografia nas primeiras 12-18 horas de vida. É um screening hemodinâmico, não é especificamente para PCA. Classificamos os pacientes  em: 1-Tem cardiopatia congênita: referenciar  a cardiologia 2- Tem disfunção miocárdica (VE/VD): TRATAR COM DOBUTAMINA (2,5-10 mcg/kg/min como Primeira linha e outros agentes poderão ser necessários. 3- Hipertensão pulmonar: ÓXIDO NÍTRICO (20ppm) 4- PCA com shunt moderado/alto: TYLENOL EV de 15mg/kg/dose de 6/6 horas por 12-16 doses, na dependência do tempo em que inicia. Repetir o eco funcional dentro de 12 horas após no mínimo 12 doses de Tylenol 5- PEQUENA PCA OU PCA COM SHUNT DE BAIXO VOLUME: OBSERVAR: repetir o eco funcional como indicado clinicamente. Se o baixo volume do shunt for devido a alta resistência vascular pulmonar  seguir com o eco funcional cada 1-2 dias até normalizar a resistência vascular pulmonar ou após iniciar o iNO por Insuficiência respiratória hipóxia. Na decisão de tratar o canal arterial foi desenvolvido um escore de PCA em Iowa (é uma abordagem multiparamétrica; cada medida na ecocardiografia tem suas limitações da técnica e de outros confundidores; assim uma abordagem olhando por vários marcadores é mais precisa e dá mais segurança para a ecografia que está sendo realizada. ; são dados pontos para esses marcadores de circulação pulmonar  e marcadores de perfusão sistêmica. Escore >6: TRATAMENTO. Comparando Épocas (antes e depois da aplicação do Escore Hemodinâmico) foram relatadas grandes melhorias nos desfechos com o uso do escore nos bebês. 22 +0 -23 +6

Avaliação do levosimendan como opção de tratamento em uma grande série de casos de prematuros com disfunção cardíaca e hipertensão pulmonar

Avaliação do levosimendan como opção de tratamento em uma grande série de casos de prematuros com disfunção cardíaca e hipertensão pulmonar

Evaluation of levosimendan as treatment option in a large case-series of preterm infants with cardiac dysfunction and pulmonary hypertension.Schroeder L, Holcher S, Leyens J, Geipel A, Strizek B, Dresbach T, Mueller A, Kipfmueller F.Eur J Pediatr. 2023 Jul;182(7):3165-3174. doi: 10.1007/s00431-023-04971-9. Epub 2023 Apr 27.PMID: 37100959 Artigo Livre!

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os resultados desse estudo potencialmente motivam os médicos a introduzir levosimendan como terapia de segunda linha em casos de disfunção cardíaca grave e hipertensão pulmonar  em prematuros sem melhora usando estratégias de tratamento padrão, além de melhorar a síndrome de baixo débito cardíaco.

Paracetamol profilático de baixa dose para fechamento ductal e resultado do neurodesenvolvimento em bebês muito prematuros

Paracetamol profilático de baixa dose para fechamento ductal e resultado do neurodesenvolvimento em bebês muito prematuros

Prophylactic lowdose paracetamol for ductal closure and neurodevelopmental outcome in very preterm infants. Höck M, Sappler M, Hammerl M, Griesmaier E, Ndayisaba JP, Schreiner C, Pupp-Peglow U, Kiechl-Kohlendorfer U, Neubauer V.Acta Paediatr. 2023 Aug;112(8):1706-1714. doi: 10.1111/apa.16806. Epub 2023 May 12.PMID: 37103481. Áustria.

Realizado por Paulo R. Margotto.

249 lactentes Bebês <32 semanas de gestação que receberam paracetamol endovenoso (10mg/kg a cada 8 horas) no período neonatal  versos controle (292 que não receberam), não apresentaram, na idade corrigida de 24 meses, diferença significativa na taxa de atraso no neurodesenvolvimento (desenvolvimento psicomotor e mental. Inclusive Na idade corrigida de 12 meses, a taxa de atraso psicomotor foi menor no grupo do paracetamol (OR 2,22, IC 95% 1,28–3,94, p  = 0,004).