Ultrassom Craniano em Neonatos Pequenos para a Idade Gestacional
Palestra da Dra. Arohi Gupta (Índia), ocorrida no dia 9/4/2026 (Newborn Brain Society).
Na palestra da Dra. Arohi Gupta (Índia), foi destacada a importância do ultrassom craniano em neonatos PIG (peso < percentil 10 para idade gestacional- é apenas uma medida estática de peso baixo ), grupo que representa 10–47% dos nascimentos, especialmente em países de baixa e média renda. Já a Restrição de Crescimento Fetal (RCF) é patológica, com insuficiência placentária e alterações hemodinâmicas. PARADOXO DA PRESERVAÇÃO CEREBRAL (BRAIN SPARING): In utero, ocorre vasodilatação cerebral para proteger o cérebro da hipóxia. Após o nascimento, essa vasodilatação persiste (principalmente na artéria cerebral média – ACM), gerando fluxo “pressão-passiva”, hiperperfusão e maior risco de hemorragia intraventricular (HIV) e lesões na substância branca. Estudo prospectivo da autora e cl em 30 PIG vs 40 AIG mostrou que a persistência de vasodilatação cerebral até 48-72 horas (maior velocidade diastólica e menor resistência na ACM) associou-se a menor tamanho do cerebelo (altura do vermis e diâmetro transverso) em todas as avaliações até 1 mês e maior incidência de calcificações periependimárias e cistos do plexo coroide.Assim, a RCF é um fator de risco neurológico independente, incluir neonatos PIG (mesmo a termo ou prematuros tardios) com Doppler antenatal alterado nos protocolos de ultrassom craniano de rotina (nas primeiras 72h e com 1 mês) e medidas protetora incluem manter cabeça na linha média, evitar flutuações de pressão arterial, oxigenação cuidadosa e uso cauteloso de inotrópicos (“pacote de prevenção de HIV”).O fenômeno de preservação cerebral é um alerta precoce. O Doppler cerebral pós-natal ajuda a identificar bebês em risco de hiperperfusão e permite intervenções precoces para melhorar o prognóstico neurológico a longo prazo (acompanhamento até 5 anos).


