Categoria: Pediatria-Universidade Católica de Brasília-2018

Variações no alvo de saturação de oxigênio e Triagem da retinopatia da prematuridade de saturação de oxigênio,Retinopatia da Prematuridade e Critérios de tratamento Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma pesquisa internacional

Variações no alvo de saturação de oxigênio e Triagem da retinopatia da prematuridade de saturação de oxigênio,Retinopatia da Prematuridade e Critérios de tratamento Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma pesquisa internacional

Variations in Oxygen Saturation Targeting, and Retinopathy of Prematurity Screening and Treatment Criteria in Neonatal Intensive Care Units: An International Survey.Darlow BA, Vento M, Beltempo M, Lehtonen L, Håkansson S, Reichman B, Helenius K, Sjörs G, Sigali E, Lee S, Noguchi A, Morisaki N, Kusuda S, Bassler D, San Feliciano L, Adams M, Isayama T, Shah PS, Lui K; on behalf of the International Network for Evaluating Outcomes (iNeo) of Neonates.Neonatology. 2018;114(4):323-331. doi: 10.1159/000490372. Epub 2018 Aug 8.PMID: 30089298.Similar articles.

Apresentação: Bárbara Valadão Junqueira, Eduarda Vidal Rollenberg  e Tayane Oliveira Pires. Coordenação:Paulo R. Margotto.

  • A incidência de retinopatia da prematuridade-retinopaty of prematurity (ROP) no recém-nascidos (RN) entre 24-27 semanas, varia em diferentes Centros Neonatais (4,4 a 30,4%). Diferentes práticas de cuidados  e critérios de tratamento estão entre os possíveis fatores contribuintes nessas variáveis observadas. No entanto recentes publicações  sobre os alvos de saturação de oxigênio (SpO2) em prematuros tem feito com que muitos Centros tenham revisto e mudado seus alvo alvos. Na identificação de possíveis fatores contribuintes para a  variação observada nas taxas de ROP graves e tratadas, os pesquisadores analisaram os dados do Centro Internacional para Avaliação de Resultados em Neonatos (iNeo), com participação de 390 Centros de 11 países. Foram especificamente avaliada a saturação limite de oxigênio e qualquer mudança recente, o critério para rastreamento da ROP, os exames iniciais de retina, o uso de fotografias digitais e os critérios de tratamento. Os autores identificaram  uma variação considerável nas metas de SpO2, tanto dentro das Redes quanto entre os países, apesar das recentes mudanças feitas por muitas UTI Neonatais para adotar metas mais altas de SpO2, com o limite superior mais frequentemente estabelecido em 94-95%, e o limite inferior em 90%, além de uma tendência a reduzir os alvos de SpO2. Há também  considerável variação nos critérios para a  triagem  e tratamento para retinopatia da prematuridade dentro das Redes como entre os países.  Em 2015, em comparação com o estudo anterior, menos UTI Neonatais definiram seus alvos como > 95% ou < 85%. Pesquisas colaborativas em andamento são necessárias para identificar e monitorar os efeitos das mudanças nas práticas neonatais e otimizar os resultados para bebês muito prematuros. Nos links uma trajetória de 13 anos sobre esse importante tema na UTI Neonatal: do estudo SUPPORT, cuidados devem ser tomados quanto aos alvos de saturação de oxigênio, uma vez que os baixos níveis podem levar ao aumento da mortalidade (aumento de 1 morte para cada 2 casos de retinopatia severa evitados no grupo com menores alvos de saturação de oxigênio.
  • Segundo Bancalari, a saturação do oxímetro de pulso está nos fornecendo valores que variam 2-3% acima da saturação verdadeira medida pela gasometria arterial. Não há uma resposta clara do porque deste erro, entretanto é mais uma razão para evitarmos saturações muito baixas, pois a saturação do oxímetro pode estar  superestimando a saturação verdadeira, podendo ser que a PaO2 deste RN seja muito mais baixa  que ele esteja tendo e muito baixo do que realmente pensamos estar numa faixa de conforto par este bebê. RN em uso de dopamina, a SpO2 é maior que a Saturação de O2 pela gasometria! Segundo Sola, temos que evitar a HIPEROXEMIA (a causa dessa somos nós mesmos e assim, esse problema está em nossas mãos!). Altos níveis de oxigênio associam-se a severas morbidades, como displasia broncopulmonar,  deficiente crescimento, déficits visuais, paralisia cerebral, desabilidades neurossensoriais e cognitivas, deficiências comportamentais e educacionais, além do aumento do risco de câncer na infância (RR: 2,87;IC a 95%: IC 95% 1.46- 5.66). Segundo Sausgtad, restringir a suplementação de oxigênio na esperança de reduzir a morbidade não tem nenhum benefício importante e tem um risco de mortalidade inaceitável. A mortalidade e enterocolite necrosante (NEC) são significativamente maiores em pacientes com baixa saturação (risco relativo, RR 1,16 e 1,24, respectivamente), enquanto a retinopatia da prematuridade (ROP) é ​​reduzida (RR 0,74), felizmente sem alteração taxa de cegueira.  O “dilema do oxigênio” nos  bebês imaturos não está ainda resolvido, mas parece razoável priorizar a sobrevivência e menos enterocolite necrosante e retinopatia da prematuridade, que muitas vezes é tratável. Portanto, as metas de saturação devem ter como meta 90-94 / 95%. Limites de alarme deve ser apertado, por exemplo 89 e 95%. Bebês com restrição do crescimento intrauterino bebês devem ser mantidos com níveis elevados  dentro desta faixa, tentando evitar flutuações especialmente durante os primeiros 3 dias de vida. Metanálise recente de Askie mostrou que a menor faixa alvo de SpO2 foi associada a um maior risco de morte e enterocolite necrosante, mas um menor risco de tratamento de retinopatia da prematuridade. Entre nós em outubro de 2018, o Dr. Guilherme Sant`Anna (Canada) trouxe-nos a ideia do PROJETO COALA (Controlando Oxigênio Alvo Ativamente),  com alarmes entre 89% e 95%,devendo ser colocado em cada monitor da Unidade. Segundo Sola, o oxigênio é a droga mais usada na Neonatologia, por isto que é difícil modificar os hábitos. A questão é descobrir os erros e não a verdade (Karl Popper). A verdade é mutável. Temos sempre que descobrir os erros na nossa Unidade de Neonatologia e à luz das evidências, corrigí-los diuturnamente.
Aumento da incidência de enterocolite necrosante associado com a administração de InfloranTM em extremos prematuros

Aumento da incidência de enterocolite necrosante associado com a administração de InfloranTM em extremos prematuros

Increased incidence of necrotizing enterocolitis associated with routine administration of Infloran™ in extremely preterm infants.Escribano E, Zozaya C, Madero R, Sánchez L, van Goudoever J, Rodríguez JM, de Pipaon MS.Benef Microbes. 2018 Sep 18;9(5):683-690. doi: 10.3920/BM2017.0098. Epub 2018 Jun 11.PMID: 29888655.Similar articles.

Apresentação: Geovanna Godinho de Sousa Teixeira e Carolina Da Silva Moraes. Coordenação: Paulo R. Margotto.

Há uma ausência de evidências específicas do uso de probióticos em RN prematuros extremos (<28 semanas), que são justamente aqueles  de maior risco de enterocolite necrosante (ECN). Embora alguns neonatologistas recomendem o uso rotineiro de probióticos em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs), outros manifestam alguma preocupação em relação à qualidade do produto e potenciais efeitos adversos. Na UTI Neonatal dos presentes, todos os recém-nascidos com ≤29 semanas de idade gestacional e/ou peso ao nascer ≤1.250g admitidas na UTI pediátrica receberam InfloranTM (um probiótico contendo cepas de Lactobacillus acidophilus e de Bifidobacterium longum subsp. infantis, ambos a ~ 109 ufc / cápsula), iniciando com 2-5 dias com a primeira alimentação e encerrando com 6 semanas de vida ou até a alta, o que ocorresse primeiro. Essa coorte foi comparada com uma história sem probióticos (2005-2007). Foram estudados 516 RN entre ≥semanas e <28 semanas (346 RN no grupo estudo e 170 NR grupo histórico). A ECN ocorreu significativamente mais (13,3%) no grupo do probiótico versos 5,8% no grupo histórico, mantendo essa diferença mesmo após controlar variáveis de confusão, ou seja aumentou 2,76 vezes! As taxas de ECN necessitando de tratamento cirúrgica foi maior no grupo do probiótico (aumentou 2,39 vezes)! No entanto, houve menos sepse de início tardio no grupo do probiótico (época em que um pacote de prevenção de infecção foi implementado). Outro estudo recente usando o probiótico Lactobacillus rhamnosus GG   em RN mais maduros relataram aumento da ECN. Tendo em conta a vulnerabilidade especial desta população, é necessária uma avaliação cuidadosa dos riscos potenciais associada à administração de probióticos em bebês prematuros. São necessários e essenciais projetos rigorosos e recomendações para avaliar eficácia probiótica, particularmente em recém-nascidos de extrema baixa idade gestacional. No recente estudo de Costeloe et al, com 1315 RN entre 23-31 semanas, sem diferenças na ECN, morte e sepse de início tardio. Cuidado com as metanálises recentes: a validade da combinação de ensaios de diferentes probióticos para realizar metanálises deve ser questionado! Muito mais precisa ser aprendido sobre a flora intestinal  e suas interações com o desenvolvimento do trato intestinal antes de podermos de forma rotineira manipular o ecossistema microbiano intestinal e após esses esclarecimentos, no futuro talvez venhamos usar probiótico, segundo Joseph Neu.

Revisão sistemática rápida mostra que o uso de cânula nasal de alto fluxo é inferior a pressão positiva contínua nas vias aéreas como suporte de primeira linha em neonatos prematuros

Revisão sistemática rápida mostra que o uso de cânula nasal de alto fluxo é inferior a pressão positiva contínua nas vias aéreas como suporte de primeira linha em neonatos prematuros

Rapid systematic review shows that using a high-flow nasal cannula is inferior to nasal continuous positive airway pressure as first-line support in preterm neonates.Conte F, Orfeo L, Gizzi C, Massenzi L, Fasola S.Acta Paediatr. 2018 Oct;107(10):1684-1696. doi: 10.1111/apa.14396. Epub 2018 Jun 1. Review.PMID: 29751368.Similar articles.Apresentação: Ana Júlia Furtado, Paulo Renato Miranda, Raphael Andrade.Coordenação: Paulo R. Margotto

Na metanálise de 6 estudos englobando 1227 RN<37 semanas o tratamento com Cânula Nasal  (CNAF) resultou em uma taxa significativamente mais alta de falha do tratamento do que  CPAPn, no entanto com menores taxas de lesões nasais com a CNAF e sem diferença nas taxas de displasia broncopulmonar entre os grupos. Um estudo comparou CNAF com NIPPV sincronizada, sem diferenças quanto às taxas de falha de tratamento, intubação e displasia broncopulmonar. Estes dados estão em contraste com aqueles obtidos a partir de metanálises de CNAF iniciadas após a extubação, que demonstraram consistentemente que a eficácia é semelhante CPAPn. A maior taxa de falha do tratamento entre bebês recebem CNAF como suporte primário pode refletir sua eficácia reduzida em neonatos com pulmões deficientes em surfactante. A CNAF pode oferecer uma pressão de distensão menos consistente e um pouco menor do que a CPAPN. Uma proporção significativa de crianças que falharam na CNAF não precisou de intubação após o cruzamento para CPAPn  ou NIPP. São sugeridas pesquisas futuras comparando CNAF com CPAPn em recém-nascidos muito prematuros e extremamente prematuros em um cenário semelhante, ou seja, a administração precoce de surfactante via administração de surfactantes menos invasivos (LISA-Less invasive surfactant administration) ou (INSURE-intubação-surfactante-extuvação) seguida pela alocação de pacientes para CNAF ou CPAPn.  Segundo Peter Davis, da Austrália, escolha a CNAF se você tiver (mais confortável, faz com que os enfermeiros e pais fiquem felizes), mas tenha CPAPn de prontidão, pois os bebês que falharem na CNAF PODEM SER RESGATADOS com o uso de CPAPn. Quanto à bronquiolite viral aguda (BVA):  recente estudo de Pouyau R et al em crianças  de 6 meses de idade com moderada a grave BVA mostrou que CPAPn pode ser mais eficiente do que a CNAF (essa mostrou significativa falha após 6 horas) para suporte respiratório inicial em jovens lactentes hospitalizados em uma UTI Pediátrica de moderada a grave bronquiolite viral aguda. Tal como no estudo em neonatos abordado anteriormente, os bebês que falharam na CNAF foram tratados com sucesso com CPAPn (2/3). E o barulho?De acordo com o dispositivo usada na CNAF os decibéis (dB) podem chegar até 91,4 dB e a Academia Americana de Pediatria recomenda <45dB! (CPAPn:73,9-77,4 Db).

Convulsões na Infância Após Fototerapia

Convulsões na Infância Após Fototerapia

Childhood Seizures After Phototherapy.Newman TB, Wu YW, Kuzniewicz MW, Grimes BA, McCulloch CE.Pediatrics. 2018 Oct;142(4). pii: e20180648. doi: 10.1542/peds.2018-0648.PMID: 30249623.Similar articles.

Apresentação: Alex Minoru, Débora Fulgêncio, Gleycon Alves. Coordenação: Paulo R. Margotto.

 

  • A partir de um estudo recente dinamarquês que mostrou aumento significativo de epilepsia na infância confinada aos meninos, os presentes autores investigaram a associação entre fototerapia e o desenvolvimento de convulsões e epilepsia (após 60 dias de vida) numa coorte da LIGHT (Late Impacto of Getting Hyperbilirubinemia or photo Therapy) envolvendo, após exclusões,   496632 crianças (≥35 semanas), fazendo o controle dos níveis de bilirrubina e fatores confundidores. Dessa, 37683 (7,6%) receberam fototerapia e 3153 (0,63%) indivíduos apresentaram pelo menos um episódio de convulsão e pelo menos uma prescrição de drogas anti-epilépticas. As taxas brutas de incidência por 1000 pessoas-ano foi de 1,24 para as expostas à fototerapia e  0,76 para as não expostas à fototerapia. Com o ajuste para os níveis de bilirrubina e outras covariáveis, a razão de risco para convulsões diminuiu para Não se encontrou associação entre fototerapia e convulsões febris. 1,22 (IC a 95% de 1,05-1,42), mas permaneceu estatisticamente significativa. O sexo masculino foi associado a aproximadamente 20% de aumento no risco de convulsões. Como a fototerapia pode aumentar o risco de convulsões futuras não está claro.  A bilirrubina não é a única molécula que pode ser afetada pela aplicação da luz.  A fototerapia causa danos ao DNA,  gera radicais livres e estresse oxidativo,  altera os níveis de citocinas.  Esses fatores podem de favorecer a lesão de células neurais ou gliais, que podem predispor a convulsões. A aparente maior suscetibilidade nos meninos, tanto lesões induzidos por fototerapia ou para desenvolver epilepsia como um resultado deles, é consistente com diferenças sexuais na suscetibilidade à lesão perinatal e para vários tipos de epilepsia induzidos experimentalmente relatada em animais de laboratório. Interessante que embora alguns pesquisadores sugeriram a possibilidade de neurotoxicidade devido a níveis moderados de hiperbilirrubinemia, os resultados deste estudo sugerem que usando fototerapia para tratar níveis inferiores aos indicados de bilirrubina para evitar exsanguineotransfusão pode realmente aumentar o risco de neurotoxicidade.
  • Nos links discutimos a relação entre fototerapia e câncer infantil: há consistente associação, relevância clínica (maiores limites do intervalo de confiança)  e significância  significância estatística entre múltiplas admissões para fototerapia e leucemia mielóide, sugerindo ser prudente evitar fototerapia desnecessária, especialmente em crianças com Síndrome de Down (elevado risco-45,95 vezes- de leucemia), sugerindo ser prudente evitar fototerapia desnecessária, especialmente em crianças com Síndrome de Down.Estes dados sugerem que a fototerapia pode não ser inofensiva, e que os riscos, bem como os benefícios devem ser pesados ​​antes de ligar a fototerapia (principalmente se níveis de bilirrubina abaixo das diretrizes de tratamento atuais). Para os prematuros extremos devemos ter cuidado: Os neonatos imaturos e muito pequenos possuem pele gelatinosa e fina, onde a luz vai penetrando facilmente e alcançando mais profundamento o subcutâneo, podendo causar  lesão oxidativa nas membranas celulares e DNA do prematuro, com aumento da mortalidade nos RN entre 5001-750g (risco relativo de 1,19 com IC a 95% de 1,01-1,39), com probabilidade de 99% de mortalidade! A hemoglobina possui um espectro de absorção que coincide com o da bilirrubina e assim, compete pela luz com a bilirrubina (RN com hematócritos mais baixos, mais luz estará disponível para a penetração). Nestes RN pré-termos extremos cuidado com o uso de fototerapia de alta irradiância (inicie com níveis mais baixos de irradiância e conheçam o hematócrito!). Pense na fototerapia como uma droga que deve ser administrada na dose adequada.
Nebulização de surfactante para reduzir a gravidade do desconforto respiratório: um estudo controlado, cego, randomizado.

Nebulização de surfactante para reduzir a gravidade do desconforto respiratório: um estudo controlado, cego, randomizado.

Nebulised surfactant to reduce severity of respiratory distress: a blinded, parallel, randomised controlled trial.

Minocchieri S, Berry CA, Pillow JJ; CureNeb Study Team.Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2018 Jul 26. pii: fetalneonatal-2018-315051. doi: 10.1136/archdischild-2018-315051. [Epub ahead of print].PMID: 30049729.Similar articles.

Apresentação: Christian de Magalhães, Juliano Toledo e Talita Palonne. Coordenação: Paulo R. Margotto.

Já é do conhecimento de todos que o tratamento não invasivo da síndrome do desconforto respiratório neonatal (SDR), com pressão positiva contínua nas vias aéreas nasais (nCPAP) vem aumentando em todo o mundo (inclusive vamos abordar sobre o tema no1o Simpósio Internacional  do HMIB), devido aos problemas relacionados com a intubação. O uso de surfactante nebulizado já foi usado em 1964 e estudos posteriores usam-no via nebulização em jato, uma técnica ineficiente. Novos nebulizadores de membrana vibratória em miniatura via máscara facial são mais eficientes que os nebulizadores a jato, reduzindo o desperdício de surfactante (esse sistema de membrana vibratória aumenta a entrega do surfactante ao sistema respiratório do neonato, sem desnaturação da proteína ou diluição em aerossol). Porém a entrega de surfactante permanece menor quando a nebulização é feita por máscara quando comparada ao uso do tubo traqueal. A primeira dose foi de 200mg/kg com o nebulizador de membrana vibratória posicionado entre a máscara e o circuito de nCPAP de bolhas (uma segunda dose de 100mg/kg seria usado se necessário 12 horas após). Os RN  com SDR moderada a leve incluídos tinham idades gestacionais entre 29-33 sem 6 dias (64 RN, 32 RN no grupo do surfactante nebulizado versos 32 RN no grupo controle), sendo subdivididos em dois subgrupos de 29-31 sem 6 dias e 32-33 sem 6 dias). Esses autores australianos mostraram que  a  nebulização do surfactante reduziu a necessidade de intubação dentro de 72 horas após o nascimento no grupo de 32 a 33sem+6 (1 em cada 11 crianças recebendo CPAP mais surfactante nebulizado foi intubado em comparação com 10 de 13 crianças recebendo apenas nCPAP), porém não houve diferença no risco de intubação nos grupos de 29 a 31sem 6 dias. Esses achados exigem confirmação em um futuro ensaio clínico randomizado com poder adequado. Nos links uma ampla discussão do uso de Surfactante + Budenosida inalatória, com evidência de diminuição de 50% da incidência da displasia broncopulmonar, sem nenhum efeito adverso sobre o desenvolvimento neurológico!A justificativa dessa combinação é baseada no fenômeno físico, o “efeito Marangoni”, basicamente a transferência de massa ao longo de uma interface entre dois fluidos devido a um gradiente de tensão superficial (interessante a nebulização da budesonida em o surfactante como veículo não foi eficaz).Interessante que mais de 80% de budesonida pode permanecer no pulmões por até 8 horas (5-10% por 1 semana!) após instilação intratraqueal com o surfactante, além de seu uso como veículo, o surfactante pode também aumentar a solubilidade da budesonida e aumentar a sua absorção.Mais interessante é que, em estudos animais,  não foi detectada  budesonida ou seus metabólitos na substância branca cerebral! . Enquanto não tenhamos evidências mais robustas quanto ao uso do surfactante nebulizado e inclusive, instilação surfactante + budesonida nebulizada, podemos sim ser menos invasivos na administração do surfactante, como o seu uso através de um cateter ou sonda gástrica via endotraqueal concomitantemente com o uso de CPAP nasal (a idéia  é que é mais adequado fisiologicamente inspirar surfactante do que recebê-lo por insuflações com pressão positiva como o procedimento INSURE(intubação-surfactante-extubação)

Complacência respiratória nos recém-nascidos prematuros tardios (340/7-346/7 semanas) após terapia com esteroide pré-natal

Complacência respiratória nos recém-nascidos prematuros tardios (340/7-346/7 semanas) após terapia com esteroide pré-natal

Respiratory Compliance in Late Preterm Infants (340/7-346/7 Weeks) after Antenatal Steroid Therapy.Go M, Schilling D, Nguyen T, Durand M, McEvoy CT.J Pediatr. 2018 Oct;201:21-26. doi: 10.1016/j.jpeds.2018.05.037. Epub 2018 Jun 25.PMID: 29954604.Similar articles.

Apresentação: Carolina Colaço, Rodolfo Raposo, Samara Dallana. Coordenação: Paulo R. Margotto

Embora os prematuros tardios aparentem ter bom desenvolvimento e boa maturação pulmonar, evidências mostram que esses bebês apresentam maior mortalidade e morbidade associada à síndrome do desconforto e taquipneia transitória do recém-nascido, além de gerarem um grande impacto na utilização de recursos relacionados aos cuidados de saúde em comparação com bebês nascidos a termo. Estudos recentes tem relatado redução na taxa de complicações respiratórias neonatais nas crianças cujas mães receberam corticosteroides entre 34-36 semanas e 6 dias de gestação com avaliação de melhora da função pulmonar. No presente estudo os recém-nascidos prematuros (34-34 sem 6 dias) que receberam esteroides pré-natais aumentaram a complacência respiratória de forma significativa (25% superior aos controles- P=0,016), provavelmente devido à diminuição da Síndrome do desconforto respiratório e / ou taquipneia transitória do recém-nascido (pelo aumento d reabsorção do fluido pelo pulmão). No entanto, sem diferença na capacidade funcional residual entre os grupos. Houve uma diferença significativa na necessidade do uso de CPAP, com 16% no grupo tratado vs 68% no grupo não tratado (12% dos pacientes tratados necessitaram de oxigênio nas primeiras 24 horas vs 48% do grupo controle). Embora o estudo na seja randomizado, os resultados proveem suporte fisiológico para possíveis efeitos  benéficos do esteroide pré-natal nos prematuros tardio. Nos links trouxemos uma pequena trajetória sobre o tema, desde 2005 quando se evidenciou benefício em recém-nascidos acima de 37 semanas, no entanto, o seguimento mostrou na idade de 8ª 15 anos, uma maior incidência de mal desempenho escolar no grupo do esteroide (17,7% x 8,5%-P<0,03).Entre 34-36s em6 dias é um período crítico no desenvolvimento cerebral (com 34 semanas, o peso cerebral é de apenas 65% de um RN a termo, os giros e sulcos cerebrais ainda estão incompletos. Entre 34 e 40 semanas de gestação, o volume cortical aumenta entre 25% e 50% e há  nessa fase o desenvolvimento do cerebelo). Atenção deve ser dada à ocorrência de hipoglicemia (nesses bebês cujas mães receberam o esteroide pré-natal, o risco relativo para esta ocorrência foi de 1,60; IC 95%, 1,37 a 1,87; P <0,001).Portanto, Informações de 2017 mostram que  a evidência é insuficiente para justificar uma   recomendação de esteroide pré-natal após 34 semanas, mas no entanto um curso deste tratamento pode ser indicado em situações clínicas associadas com alto risco de severa síndrome do desconforto respiratório, principalmente nos caso de um nascimento por cesariana planejada (apenas um curso),  com atenção no pós-natal para hipoglicemia, icterícia, hipotermia e dificuldade de digestibilidade. Mais pesquisas são necessárias para determinar quem são as candidatas apropriadas e como otimizar gestão após a administração de esteroides para prematuro tardio

Manejo Respiratório de Bebês Extremamente Prematuros: Uma Pesquisa Internacional

Manejo Respiratório de Bebês Extremamente Prematuros: Uma Pesquisa Internacional

Respiratory Management of Extremely Preterm Infants: An International Survey.Beltempo M, Isayama T, Vento M, Lui K, Kusuda S, Lehtonen L, Sjörs G, Håkansson S, Adams M, Noguchi A, Reichman B, Darlow BA, Morisaki N, Bassler D, Pratesi S, Lee SK, Lodha A, Modi N, Helenius K, Shah PS; on behalf of the International Network for Evaluating Outcomes of Neonates.Neonatol.gy. 2018;114(1):28-36. doi: 10.1159/000487987. Epub 2018 Apr 13.PMID: 29656287.Similar articles. Toronto, Canada.

Apresentação:Felipe Aguiar,Guilherme Miguel,Moisés Elias. Coordenação: Paulo R. Margotto

  • Os autores compararam as variações no manejo das condições respiratórias em prematuros nascidos <29 semanas, entre 10 Redes Neonatais (390 UTI Neonatais, das quais 321 responderam [82%] na Austrália / Nova Zelândia, Canadá, Finlândia, Illinois nos EUA, Israel, Japão, Espanha , Suécia, Suíça e Toscana na Itália). A maioria das Unidades em cada rede (50-100%) relatou o uso de CPAP de 5-8 cm H2O, assim como a intubação ocorreu com FiO2 entre 30-39% ou 40-49% e intubação precoce nos bebês entre 23-24 semanas.As formas mais comuns de estratégia não invasiva foram CPAP/NIPPV no Japão, Suécia e Suíça. INSURE na Austrália/Nova Zelândia, Canadá e Toscana, LISA na Finlândia e Espanha, Em Illinois e Israel CPAP NIPPV e INSURE foram similares. Quanto à Medicação: a minoria das Unidades de todas as Redes reportaram usar esteroides sistêmicos de rotina ou frequentemente (0-25% d Unidades; a maioria usam frequentemente narcóticos para sedação nos ventilados, entretanto, a minoria usaram de rotina ou frequentemente; 90 1 100% usaram cafeína fequentemente ou de rotina. LISA tem sido usado em mais de 50% nos países europeus com grande variação nos países nórdicos (9-100%). A maioria das Unidades usam SIPPV controlado por pressão, apesar de se saber que a ventilação direcionada a volume diminui a displasia broncopulmonar (DBP) e a mortalidade. De destaque: a maioria das Unidades não tem protocolo de prontidão da extubação!Nos links trouxemos o Protocolo da nossa Unidade quanto ao manuseio respiratório dos prematuros extremos:CPAP nasal, uso do surfactante incluindo o minimamente invasivo (Mini Insure), assim como a comparação de resultados da literatura com o Mini Insure e Insure ( o uso do Mini Insure em relação a à Ventilação mecânica e CPAP nasal isolado foi associado a menor probabilidade de morte e/ou DBP e menor hemorragia intraventricular.Estudos mostram que muito dos prematuros extremos respiram ou choram ao nascer (<26 semanas,67% respiram e 56% choram). Interessante  saber  que um lactente adicional poderia sobreviver até 36 semanas sem displasia broncopulmonar para cada 25 bebês tratados com CPAP nasal na Sala de Parto, ao invés de ser intubado!Se usarmos a cânula de alto fluxo como suporte primário, deixe sempre o modo CPAP nasal de prontidão, pois 25,5%  falham versos 13% no modo CPA nasal. Avaliando 30 Centros Neonatais, a evidência mostrou que  o suporte respiratório não invasivo seria menos prejudicial para o pulmão do que a ventilação endotraqueal. Como abordamos no Café Cientifico anterior, menos intubação na Sala de Parto diminui significativamente a hemorragia intraventricular nos prematuros extremos!Então, evite o quanto possível a ventilação mecânica e se o fizer, programe a extubação o mais rápido possível. Então: “MENOS É MAIS!”Paulo R. Margotto
Variação da incidência e dos fatores de risco na Hemorragia Intraventricular severa em uma coorte populacional

Variação da incidência e dos fatores de risco na Hemorragia Intraventricular severa em uma coorte populacional

Incidence Trends and Risk Factor Variation in Severe Intraventricular Hemorrhage across a Population Based Cohort. Handley SC, Passarella M, Lee HC, Lorch SA.J Pediatr. 2018 May 10. pii: S0022-3476(18)30510-9. doi: 10.1016/j.jpeds.2018.04.020. [Epub ahead of print].PMID: 29754865.Similar articles.

Apresentação:Felipe Borges, Guilherme Queiroz, Rodrigo Pio.Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Brasilia-6ª Série-Neonatologia-HMIB/SES/DF.Coordenação:Paulo R. Margotto.

Trata-se de uma coorte retrospectiva incluindo crianças de 22 a 31 semanas de gestação sem doença congênita grave e anomalias, nascidas em hospitais da Califórnia Perinatal Quality Care Collaborative, entre 2005 e 2015, tendo como desfecho primário do estudo, a  grave HIV (grau III ou IV). De 44028 lactentes, 24,4% apresentaram HIV, (16,5%  graus I ou II e 7,7% graus III ou IV). A incidência de HIV grave diminuiu significativamente em toda a Califórnia (de 9,7% em 2005 para 5,9% em 2015-redução de 39%, assim como diminuição da HIV graus I e II (de 18,3% para  14,1%-redução de 23% ).  Os fatores identificados na queda da HIV  na análise multivariada, foram,  especificamente esteróides pré-natais e intubação da Sala de Parto. Nas crianças com HIV grave, as taxas de exposição pré-natal a esteróides aumentou de 71,7% para 81,3%. As taxas de intubação na Sala de Parto diminuíram significativamente nos lactentes com HIV grave de 86,6% para 70,7%, uma diminuição 1,5% ao ano. Durante parte do estudo, foi implementada melhoria na qualidade das práticas na Sala de Parto, uma das quais foi a otimização do suporte respiratório. Assim a exposição pré-natal ao esteróide e menos intubação na  Sala de Parto foram as maiores contribuições  para a redução da HIV grave. ASSIM, MUDANÇA GENERALIZADA NA PRÁTICA PODE IMPACTAR RESULTADOS. Portanto, esses dados, em conjunto com outras literaturas, destacam a necessidade de esforços contínuos para otimizar as práticas na  Sala de Parto  e o manuseio dos RN de muito baixo peso ao nascer. Nos links evidências da associação significativa  da intubação como causa de HIV, principalmente após tentativa de intubação, assim como a ventilação mecânica e de forma especial, a sua duração! O uso de CPAP precoce tem mudado a incidência de HIV. Os menores graus de HIV também se associam a deficiente neurodesenvolvimento, principalmente nos RN<29 semanas (comprometimento da migração neuronal tardia, afetando negativamente as funções das áreas subcorticais), como demonstrado por estudos de tratografia. Também demonstramos na nossa Unidade diminuição da HIV grave analisando duas coortes semelhantes (17% para 6%!). Ao logo de 15 anos, Marba S et al demonstraram queda na  incidência da HIV  de 50,9% em 1991 para 11,9% em 2005. Trouxemos também uma informação sobre o papel da punção lombar nos primeiros 3 dias de vida e ocorrência da HIV grave (III e IV): OR ajustada (intervalo de confiança de 95%) = 2,64 (1,96-3,54) no dia-0; 2,21 (1,61-3,04) no dia 1; 1,55 (1,03-2,34) no dia 2; e 2,25 (1,50-3,38) no dia 3. Assim é muito importante que as Unidade Neonatais conheçam suas incidências de HIV para que possam reavaliar suas práticas caso apresentam altas incidências (excesso de intubação, de tentativas de intubação, suporte ventilatório agressivo e menor percentual de uso de esteróide pré-natal).

Uma regra de previsão clínica para hiperbilirrubinemia de rebote após a fototerapia nos pacientes internados

Uma regra de previsão clínica para hiperbilirrubinemia de rebote após a fototerapia nos pacientes internados

A Clinical Prediction Rule for Rebound Hyperbilirubinemia Following Inpatient Phototherapy.

Chang PW, Kuzniewicz MW, McCulloch CE, Newman TB.Pediatrics. 2017 Mar;139(3). pii: e20162896. doi: 10.1542/peds.2016-2896. Epub 2017 Feb 14.PMID: 28196932.Free Article.Similar articles. Artigo Integral! Consulte-o Agora!

Apresentação:Ana Carolina Franco Cabral, Natália da Silva Araújo Borges, Polyana de Oliveira Santana. Internato-6ª Série-Neonatologia Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Brasília. Coordenação: Paulo R. Margotto. www.paulomargotocom.br Brasília, 9 de junho de 2018.

Não há consenso da literatura quanto ao momento da suspensão da fototerapia, assim como na definição do rebote (níveis de bilirrubina pós-fototerapia que necessitam de reinstituição da fototerapia; retorno ao tratamento dentro de 72 horas de descontinuação do primeiro tratamento fototerápico), gerando incidências que variam entre 0% a 13,3% (a incidência recente de 24,95% se deve por ser o Centro onde o estudo ocorreu ser um Centro de Referência para hiperbilirrubinemia grave). O manuseio da hiperbilirrubinemia em recém-nascidos é baseado no princípio de evitar níveis potencialmente “neurotóxicos“ de bilirrubina. O nível neurotóxico da bilirrubina pode variam com a idade pós-natal, a maturidade da barreira  hematoencefálica, taxa de aumento da bilirrubina sérica, nível sérico de albumina sérica, presença de hemólise e comorbidades.Assim, os níveis neurotóxicos da hiperbilirrubinemia de rebote  no período neonatal constitui um tema para investigação mais aprofundada. A avaliação  de rotina de rebote da bilirrubina pode aumentar a carga de trabalho, aumentar as despesas e prolongar a internação hospitalar. Em 2004, as recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) sugerem que a alta hospitalar não deve ser atrasada para observar uma criança por rebote. O Subcomitê da AAP sobre Hiperbilirrubinemia agora recomenda uma medida de seguimento de bilirrubina dentro de 24 horas APÓS A ALTA para os casos em que a fototerapia foi usada para neonatos com doenças hemolíticas, iniciados precocemente, ou descontinuado antes do lactente ter 3-4 dias de idade. No entanto, medida de rebote de bilirrubina após interromper a fototerapia está se tornando uma prática comum. Esta prática não deveria tornar-se rotina para todo o bebê que sai da fototerapia. Critérios devem ser levados em conta, como: nascimento com < 38 semanas de idade gestacional,  peso ao nascer <2000, início da icterícia com <48h de idade, raça asiática, amamentação exclusiva, doença hemolítica, uso de imunoglobulina, exposição à fototerapia intensiva. Para estes RN ao suspender a fototerapia, deveriam ser revistos em 24 horas após. Interessante que o rebote de hiperbilirrubinemia foi muito menor nas crianças que saíram da fototerapia com níveis de bilirrubina ≤14 mg% , como orientou a  AAP em 2004 (não atrasar a alta hospitalar para monitorização dos níveis de bilirrubina). Então como prever o rebote. Chang et al (estudo aqui resumido) a partir d 105 808 recém-nascidos nascidos com ≥35 gestação de semanas em 1 de 17 Hospitais  do  Kaiser   Permanente Northern  Califórnia entre 2012 e 2014, identificaram uma coorte de 7048 recém-nascidos tratados com fototerapia. Um rico conjunto de dados eletrônicos possibilitaram a criação de uma pontuação que poderia prever a probabilidade de rebote e ajudar os profissionais a decidir a descontinuação da fototerapia. No entanto o cálculo da pontuação previsora foram consideradas 3 variáveis: idade gestacional (<38 semanas; >38 semanas é protetor)), idade de início da fototerapia e bilirrubina total sérica relativa (nível na suspensão menos o limiar de fototerapia da AAP) gerando a seguinte Equação: Pontuação = 15 (se idade gestacional <38 semanas) – 7 × (idade em dias no início da fototerapia) – 4 × (limiar de fototerapia AAP – BT no término da fototerapia) + 50. Na Apresentação foram criados 5 exemplos. Em e-mail ao Dr. Jeffrey Maisels (Director Academic Affairs Beaumont Children’s, Professor Department of Pediatrics Oakland University William Beaumont School of Medicine), nos informou consultar o importante estudo d Chang et al e  outra abordagem: descontinuar a fototerapia com nível de bilirrubina 2-3mg% abaixo do nível que foi iniciado.Para as crianças readmitidas para fototerapia é raro a ocorrência do rebote. Informou-nos também que não usa fototerapia intermitente e não reduz a irradiância e que previsão de publicação da nova Diretriz da American Academy of Pediatrics para hiperbilirrubinemia está em andamento, mas não podendo dizer quando isso será feito. Portanto o rebote tem maior probabilidade de ocorrer em certos grupos específicos e que estes deveriam ser revisto em 24 horas e não 48 horas como comumente orientamos, enquanto novas Diretrizes da AAP sejam publicadas.

DISPLASIA BRONCOPULMONAR e VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO: infecção, populações de risco e profilaxia

DISPLASIA BRONCOPULMONAR e VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO: infecção, populações de risco e profilaxia

Luciana de Freitas Velloso Monte.
Coordenadora da Pneumologia Pediátrica.
Hospital da Criança de Brasília José Alencar.
Hospital de Base-DF.
Professora de Pediatria – Universidade Católica de Brasília.

A DBP é causa significativa de morbidade nos lactentes, sendo muito importante o seu diagnóstico adequado, bem como a prevenção e o
tratamento. ‣ Infecção pelo VSR é a maior causa de re-internação em bebês com BDP. ‣ O VSR é o principal responsável por infecções respiratórias inferiores em lactentes, gerando alta taxa de internações e morbimortalidade. ‣ Ainda não há tratamento específico para o VSR; a prevenção é de extrema importância. ‣ O palivizumabe é um anticorpo monoclonal contra o VSR seguro e eficaz, reduzindo as taxas de hospitalização nos grupos de alto risco.  Há grande discussão sobre o “ponto-de-corte” da idade gestacional para a recomendação da imunoprofilaxia. ‣ A ANS incluiu o palivizumabe no rol de cobertura dos convênios a partir de janeiro de 2018.