Categoria: Monografias – 2021

APRESENTAÇÃO: Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): ASSÉDIO MORAL E RESIDÊNCIA MÉDICA: REFLEXÕES SOBRE UM ASPECTO NÃO DITO DO APRENDER MÉDICO

APRESENTAÇÃO: Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): ASSÉDIO MORAL E RESIDÊNCIA MÉDICA: REFLEXÕES SOBRE UM ASPECTO NÃO DITO DO APRENDER MÉDICO

Autora: Gabriela Rabelo Cunha. Orientador: Dr. Andersen Othon Rocha Fernandes, MsC.  Coorientadora: Adriana de Rezende Dias, MsC.

Abusos e maus-tratos são comuns no campo da medicina, especialmente em grupos mais susceptíveis, como os estudantes e profissionais em formação. Trata-se de um estudo multicêntrico, prospectivo, randomizado em que foram aplicados questionários a médicos residentes atuantes no Distrito Federal contendo perguntas que avaliam a percepção destes acerca da presença de abuso, assédio ou discriminação em diversos aspectos, além de perguntas que avaliam o impacto destes atos na vivência dos residentes. Teve o objetivo de avaliar a ocorrência de abuso, assédio e discriminação com os médicos residentes e investigar quem são os praticantes desses atos, além de verificar como estas práticas podem impactar a percepção do aprendizado e o cuidado com o paciente. Foi encontrada uma alta prevalência destas práticas nocivas, provenientes especialmente dos médicos staffs e preceptores dos programas, com repercussões negativas na vida profissional e pessoal dos médicos residentes e no cuidado com os pacientes.

Palavras chave: Abuso, assédio, discriminação, médico residente, residência médica, bullying

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): ASSÉDIO MORAL E RESIDÊNCIA MÉDICA: REFLEXÕES SOBRE UM ASPECTO NÃO DITO DO APRENDER MÉDICO

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): ASSÉDIO MORAL E RESIDÊNCIA MÉDICA: REFLEXÕES SOBRE UM ASPECTO NÃO DITO DO APRENDER MÉDICO

Autora: Gabriela Rabelo Cunha. Orientador: Dr. Andersen Othon Rocha Fernandes, MsC.  Coorientadora: Adriana de Rezende Dias, MsC.

Abusos e maus-tratos são comuns no campo da medicina, especialmente em grupos mais susceptíveis, como os estudantes e profissionais em formação. Trata-se de um estudo multicêntrico, prospectivo, randomizado em que foram aplicados questionários a médicos residentes atuantes no Distrito Federal contendo perguntas que avaliam a percepção destes acerca da presença de abuso, assédio ou discriminação em diversos aspectos, além de perguntas que avaliam o impacto destes atos na vivência dos residentes. Teve o objetivo de avaliar a ocorrência de abuso, assédio e discriminação com os médicos residentes e investigar quem são os praticantes desses atos, além de verificar como estas práticas podem impactar a percepção do aprendizado e o cuidado com o paciente. Foi encontrada uma alta prevalência destas práticas nocivas, provenientes especialmente dos médicos staffs e preceptores dos programas, com repercussões negativas na vida profissional e pessoal dos médicos residentes e no cuidado com os pacientes.

Palavras chave: Abuso, assédio, discriminação, médico residente, residência médica, bullying

APRESENTAÇÃO:Monografia – 2021 (Unidade de Neonatologia do HMIB/SES/DF):Persistência do Canal Arterial em Prematuros Extremos: A realidade de uma Unidade Neonatal Terciária

APRESENTAÇÃO:Monografia – 2021 (Unidade de Neonatologia do HMIB/SES/DF):Persistência do Canal Arterial em Prematuros Extremos: A realidade de uma Unidade Neonatal Terciária

Autora: Tatiane Martins Barcelos.

Orientadora: Prof.a Dra Marta David Rocha Moura.

◦Na amostra estudada (281 recém-nascidos com idade gestacional <32 semanas)  a prevalência de canal arterial hemodinamicamente significativo (CAHS) foi de 14%

◦Houve correlação significativa de aumento de displasia broncopulmonar, hemorragia intraventricular e leucomalácea naqueles com CAHS.

◦Porém não se observou diferença estatística significativa na mortalidade entre os recém-nascidos tratados farmacologicamente e os que tiveram tratamento expectante/conservador.

A tendência atual é de manejo mais conservador para persistência do canal arterial

Tratar aqueles hemodinamicamente significativos tem sido a decisão mais aceita pela literatura

◦Incertezas quanto aos critérios diagnósticos, de indicação terapêutica e da terapia de primeira escolha, somados a falta de evidências de prejuízos no desfecho tardio (óbito e neurodesenvolvimento), pedem estudos adicionais.

APRESENTAÇÃO:Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF):Perfil das crianças hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Vírus Sincicial Respiratório em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de um Hospital Sentinela do Distrito Federal de 2017 a 2019

APRESENTAÇÃO:Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF):Perfil das crianças hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Vírus Sincicial Respiratório em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de um Hospital Sentinela do Distrito Federal de 2017 a 2019

Fernanda Carolina Moreira Rocha. Orientador:  Dr. Felipe Teixeira de Mello Freitas.

Na pediatria, o VSR é o principal agente etiológico em crianças menores de 1 ano de idade com quadros respiratórios, o pico de infecção acontece entre janeiro e junho e está associado a alta morbidade nesse grupo. É comum que esses quadros evoluam de forma benigna, mas alguns terão complicações e necessitarão de suporte intensivo. No Brasil, o Ministério da Saúde criou, em 2000, a vigilância de vírus respiratórios nas Unidades Sentinelas para avaliar a demanda de atendimentos relacionados a esses agentes, e o HMIB faz parte dessa rede e contribui para esse levantamento de dados da vigilância epidemiológica. Diante da importância social e epidemiológica das infecções pelo VSR, é necessário compreender suas diferentes ondas epidêmicas e estabelecer medidas que promovam a prevenção e o tratamento de infecções por este agente. Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo baseado na revisão de prontuários dos pacientes internados na UTIP do HMIB com SRAG entre 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2019. Foram incluídos todos os pacientes com painel viral positivo para VSR, posteriormente os prontuários foram revistos em busca de informações complementares. De 2017 a 2019, 955 pacientes foram internados no HMIB por queixas respiratórias, destes 228 (24%) foram transferidos à UTIP. Foram coletados painéis virais de 209 crianças e 157 (75%) tiveram resultado positivo, dentre os quais o VSR foi detectado em 88 (56%). Seu pico de incidência foi entre janeiro e junho, os lactentes (46%) foram os mais afetados e 38% foram prematuros ao nascimento. A taxa de óbito foi de 7% durante o período estudado. Apesar de o VSR ser o agente que mais infecta a população pediátrica e por isso estar associado a uma alta morbidade, há poucos estudos sobre seu perfil clínico e socioeconômico. Em nosso estudo observamos congruência com os achados da literatura, os lactentes foram os mais afetados, o pico de sazonalidade ocorreu no verão e outono. Além disso, a taxa de óbito baixa foi próxima do encontrado em outros estudos. Esse levantamento de dados é importante para a gestão e acompanhamento da qualidade assistencial. Já é bem estabelecido o impacto da infecção pelo VSR na população pediátrica, suas repercussões clínicas e suas implicações sócio-econômicas a médio e longo prazo tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde. A vigilância das infecções respiratórias virais cresce cada vez mais e o desenvolvimento de novas terapêuticas especialmente profiláticas deve ser o foco de ação das instituições 

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF):Perfil das crianças hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Vírus Sincicial Respiratório em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de um Hospital Sentinela do Distrito Federal de 2017 a 2019

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF):Perfil das crianças hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Vírus Sincicial Respiratório em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de um Hospital Sentinela do Distrito Federal de 2017 a 2019

Fernanda Carolina Moreira Rocha. Orientador:  Dr. Felipe Teixeira de Mello Freitas.

Na pediatria, o VSR é o principal agente etiológico em crianças menores de 1 ano de idade com quadros respiratórios, o pico de infecção acontece entre janeiro e junho e está associado a alta morbidade nesse grupo. É comum que esses quadros evoluam de forma benigna, mas alguns terão complicações e necessitarão de suporte intensivo. No Brasil, o Ministério da Saúde criou, em 2000, a vigilância de vírus respiratórios nas Unidades Sentinelas para avaliar a demanda de atendimentos relacionados a esses agentes, e o HMIB faz parte dessa rede e contribui para esse levantamento de dados da vigilância epidemiológica. Diante da importância social e epidemiológica das infecções pelo VSR, é necessário compreender suas diferentes ondas epidêmicas e estabelecer medidas que promovam a prevenção e o tratamento de infecções por este agente. Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo baseado na revisão de prontuários dos pacientes internados na UTIP do HMIB com SRAG entre 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2019. Foram incluídos todos os pacientes com painel viral positivo para VSR, posteriormente os prontuários foram revistos em busca de informações complementares. De 2017 a 2019, 955 pacientes foram internados no HMIB por queixas respiratórias, destes 228 (24%) foram transferidos à UTIP. Foram coletados painéis virais de 209 crianças e 157 (75%) tiveram resultado positivo, dentre os quais o VSR foi detectado em 88 (56%). Seu pico de incidência foi entre janeiro e junho, os lactentes (46%) foram os mais afetados e 38% foram prematuros ao nascimento. A taxa de óbito foi de 7% durante o período estudado. Apesar de o VSR ser o agente que mais infecta a população pediátrica e por isso estar associado a uma alta morbidade, há poucos estudos sobre seu perfil clínico e socioeconômico. Em nosso estudo observamos congruência com os achados da literatura, os lactentes foram os mais afetados, o pico de sazonalidade ocorreu no verão e outono. Além disso, a taxa de óbito baixa foi próxima do encontrado em outros estudos. Esse levantamento de dados é importante para a gestão e acompanhamento da qualidade assistencial. Já é bem estabelecido o impacto da infecção pelo VSR na população pediátrica, suas repercussões clínicas e suas implicações sócio-econômicas a médio e longo prazo tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde. A vigilância das infecções respiratórias virais cresce cada vez mais e o desenvolvimento de novas terapêuticas especialmente profiláticas deve ser o foco de ação das instituições 

APRESENTAÇÃO: Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Perfil da Lesão Renal Aguda em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de Brasília

APRESENTAÇÃO: Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Perfil da Lesão Renal Aguda em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de Brasília

Autora: Laura Pereira Nishioka. Orientadora: Dra. Paula de Oliveira Abdo

Com o presente estudo foi possível concluir que o perfil clínico dos pacientes com LRA internados na UTIP HMIB, em 2017, foi caracterizado por pacientes do sexo masculino, com uma média de idade de 38 meses, que foram admitidos com LRA já estabelecida, sendo o quadro séptico o principal causador dessa lesão renal. Tendo o conhecimento desse perfil, podemos melhorar a qualidade da assistência a esses pacientes não só na UTI, como também nos setores que recebem os pacientes inicialmente. É necessário que os médicos dos prontos atendimentos e enfermarias pediátricas também tenham conhecimento dos critérios de LRA e sua classificação pelo KDIGO, para que iniciem precocemente medidas de controle e tratamento a fim de diminuir o número de pacientes admitidos na UTI já com LRA estabelecida.

A melhora do manejo da LRA com consequente impacto positivo no prognóstico desses pacientes é um desafio mundial. O atual estudo também evidenciou a necessidade de melhorar as taxas de detecção da LRA pela UTI para garantir intervenções precoces e efetivas. Seria interessante expandir o período de observação do atual trabalho e, com isso, ter uma maior amostra de casos para solidificar hipóteses e expandir análises tendo sempre em vista a melhoria da assistência intensiva a esse perfil de pacientes.

 

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Perfil da Lesão Renal Aguda em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de Brasília

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Perfil da Lesão Renal Aguda em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de Brasília

Autora:  Laura Pereira Nishioka.  Dra. Paula de Oliveira Abdo.

Com o presente estudo foi possível concluir que o perfil clínico dos pacientes com lesão renal aguda (LRA) internados na UTIP HMIB, em 2017, foi caracterizado por pacientes do sexo masculino, com uma média de idade de 38 meses, que foram admitidos com LRA já estabelecida, sendo o quadro séptico o principal causador dessa lesão renal. Tendo o conhecimento desse perfil, podemos melhorar a qualidade da assistência a esses pacientes não só na UTI, como também nos setores que recebem os pacientes inicialmente. É necessário que os médicos dos prontos atendimentos e enfermarias pediátricas também tenham conhecimento dos critérios de LRA e sua classificação pelo KDIGO, para que iniciem precocemente medidas de controle e tratamento a fim de diminuir o número de pacientes admitidos na UTI já com LRA estabelecida.

A melhora do manejo da LRA com consequente impacto positivo no prognóstico desses pacientes é um desafio mundial. O atual estudo também evidenciou a necessidade de melhorar as taxas de detecção da LRA pela UTI para garantir intervenções precoces e efetivas. Seria interessante expandir o período de observação do atual trabalho e, com isso, ter uma maior amostra de casos para solidificar hipóteses e expandir análises tendo sempre em vista a melhoria da assistência intensiva a esse perfil de pacientes.

 

APRESENTAÇÃO: Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Handovers entre Intensivistas Pediátricos – análise da transmissão de informação e antecipação de eventos adversos

APRESENTAÇÃO: Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Handovers entre Intensivistas Pediátricos – análise da transmissão de informação e antecipação de eventos adversos

AUTORA: TATIANA SANTOS RODRIGUES. ORIENTADORA: ROBERTA CALHEIROS

Introdução: Handover se refere ao processo de transferência de informações sobre pacientes quando a responsabilidade sobre esses é transferida para uma nova
equipe. Acredita-se que o momento do
handover configure um ponto de falha na comunicação que pode pôr em risco a segurança do paciente e prejudicar a qualidade do atendimento1. As informações transmitidas são especialmente importantes para fornecer orientações antecipadas sobre eventos adversos que podem ocorrer no período noturno2. Objetivos: Descrever a transmissão de informação nos handovers entre médicos intensivistas pediátricos, a qualidade da comunicação e capacidade antecipatória de eventos adversos após a passagem de plantão no período noturno. Metodologia: Estudo prospectivo observacional, com aplicação de questionário em médicos intensivistas pediátricos na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), a cerca de diagnósticos e metas para os pacientes. O mesmo formulário foi respondido pelos médicos rotineiros do dia, considerado “padrão-ouro” para efeito de comparação com as respostas dos médicos da noite. Análise de prontuário foi realizada para avaliação dos eventos adversos que de fato ocorreram no período noturno. Resultados: O questionário foi respondido por 10 intensivistas (40% do quadro de plantonistas), aplicado em 13 handovers no período de maio de 2020 a janeiro de 2021. Foram relatados pelo dia 135 diagnósticos, dos quais 53,3% foram corretamente identificados pelos médicos noturnos. A concordância para objetivos no período da noite variou entre 30 e 39%. Quando um evento adverso aconteceu, o rotineiro foi capaz de antecipar o evento em 57,7% das vezes e o médico plantonista em 26,9%, configurando diferença estatística. Conclusão: Identificou-se grande perda de informações após o handover, menor em relação aos diagnósticos e maior em relação aos objetivos para o período noturno. O médico rotineiro é mais sensível na predição de eventos adversos. Treinamento e aprimoramento do handover pode contribuir para melhoria do atendimento e segurança dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Palavras-chave: handover, passagem de plantão, antecipação de eventos adversos,

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Handovers entre Intensivistas Pediátricos – análise da transmissão de informação e antecipação de eventos adversos

Monografia – 2021 (UTI Pediátrica-HMIB/SES/DF): Handovers entre Intensivistas Pediátricos – análise da transmissão de informação e antecipação de eventos adversos

AUTORA: TATIANA SANTOS RODRIGUES. ORIENTADORA: ROBERTA CALHEIROS.

Introdução: Handover se refere ao processo de transferência de informações sobre pacientes quando a responsabilidade sobre esses é transferida para uma nova
equipe. Acredita-se que o momento do
handover configure um ponto de falha na comunicação que pode pôr em risco a segurança do paciente e prejudicar a qualidade do atendimento1. As informações transmitidas são especialmente importantes para fornecer orientações antecipadas sobre eventos adversos que podem ocorrer no período noturno2. Objetivos: Descrever a transmissão de informação nos handovers entre médicos intensivistas pediátricos, a qualidade da comunicação e capacidade antecipatória de eventos adversos após a passagem de plantão no período noturno. Metodologia: Estudo prospectivo observacional, com aplicação de questionário em médicos intensivistas pediátricos na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), a cerca de diagnósticos e metas para os pacientes. O mesmo formulário foi respondido pelos médicos rotineiros do dia, considerado “padrão-ouro” para efeito de comparação com as respostas dos médicos da noite. Análise de prontuário foi realizada para avaliação dos eventos adversos que de fato ocorreram no período noturno. Resultados: O questionário foi respondido por 10 intensivistas (40% do quadro de plantonistas), aplicado em 13 handovers no período de maio de 2020 a janeiro de 2021. Foram relatados pelo dia 135 diagnósticos, dos quais 53,3% foram corretamente identificados pelos médicos noturnos. A concordância para objetivos no período da noite variou entre 30 e 39%. Quando um evento adverso aconteceu, o rotineiro foi capaz de antecipar o evento em 57,7% das vezes e o médico plantonista em 26,9%, configurando diferença estatística. Conclusão: Identificou-se grande perda de informações após o handover, menor em relação aos diagnósticos e maior em relação aos objetivos para o período noturno. O médico rotineiro é mais sensível na predição de eventos adversos. Treinamento e aprimoramento do handover pode contribuir para melhoria do atendimento e segurança dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Palavras-chave: handover, passagem de plantão, antecipação de eventos adversos.