Categoria: Aspectos Éticos

Cuidados Paliativos e Sofrimento Moral:Uma Pesquisa Institucional de Enfermeiros de Cuidados Intensivos

Cuidados Paliativos e Sofrimento Moral:Uma Pesquisa Institucional de Enfermeiros de Cuidados Intensivos

Palliative Care and Moral Distress: An Institutional Survey of Critical Care Nurses.Wolf AT, White KR, Epstein EG, Enfield KB.Crit Care Nurse. 2019 Oct;39(5):38-49. doi: 10.4037/ccn2019645.PMID: 31575593.Similar articles.

Apresentação:Fernanda Carolina Moreira Rocha. Medica Residente de Terapia Intensiva Pediátrica/HMIB/SES/DF.Coordenação: Alexandre Serafim.

O Sofrimento Moral advém  de: fracasso em aliviar o sofrimento, não conseguir oferecer tratamento paliativo adequado e dever de fornecer tratamento agressivo para sustentar a vida (7,3% já deixaram o cargo de Enfermeiro Intensivista por sofrimento moral;38,8% já consideraram abandonar o cargo;17,7% estavam considerando abandonar o cargo). O presente estudo avaliou o conhecimento percebido pelos enfermeiros em Cuidados Paliativos, suas experiências recentes de sofrimento moral e possíveis relações entre essas variáveis.   Um total de 176 questionários foram analisados. Os autores relataram que muitos enfermeiros de Cuidados Intensivos não se sentem preparados para prestar Cuidados Paliativos. Quando o Cuidado Paliativo é percebido como inadequado, os enfermeiros podem estar mais aptos a experimentar sofrimento moral. Líderes do Sistema de Saúde devem priorizar o treinamento em Cuidados Paliativos para enfermeiros de Terapia Intensiva e seus colegas e capacitá-los a reduzir as barreiras aos cuidados paliativos.

 

 

 

Dilemas Bioéticos em Neonatologia

Dilemas Bioéticos em Neonatologia

Rosana Alvesa, Valmin Ramos da Silva.

Disponível em: Dilemas bioéticos em neonatologiaResidência Pediátrica residenciapediatrica.com.br › dilemas-bioeticos-em-neonatologia › en-US.

Apresentação: Tatiane Martins Barcelo (R3 3m Neonatologia HMIB/SES/DF.Coordenação: Marta David. Rocha de Moura.

Bioética vem do grego bios (vida) + ethos (ética), é a ética da vida ou ética prática. “A bioética é o conjunto de conceitos, argumentos e normas que valorizam e justificam eticamente os atos humanos que podem ter efeitos irreversíveis sobre os fenômenos vitaisÉ preciso distinguir os termos: EUTANÁSIA (tratamento adequado à doenças incuráveis-“boa morte”; ORTOTANÁSIA (cuidados paliativos adequados prestado diante do paciente que está morrendo: DISTANÁSIA: prolongamento da vida de modo artificial, tornando o morrer doloroso e oneroso). Apenas cinco, dentre 125 escolas médicas nos Estados Unidos (EUA), ofereciam ensinamentos sobre terminalidade da vida e, apenas 26, dos 7048 programas de Residência Médica dos EUA, tratavam do tema em reuniões científicas!!! A bioética não distingue: Não iniciar e Interromper. Eticamente, é mais aceitável retirar a terapia do que não a iniciar, pois oferece ao paciente o benefício da dúvida. Mas a pergunta permanece: quando não iniciar ou interromper os cuidados intensivos neonatais? Todas as Unidades devem  determinar os seus limites de viabilidades na prematuridade extrema. Quanto ao Cuidados Paliativos: cuidado ativo e total do corpo da criança, mente e espírito, envolvendo o suporte a familiares, iniciando no diagnóstico e durante todo o tratamento. O Cuidado Paliativo se concentra na melhoria da qualidade de vida.

Análise dos óbitos e cuidados paliativos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Análise dos óbitos e cuidados paliativos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

ANALYSIS OF DEATH AND PALLIATIVE CARE IN A NEONATAL INTENSIVE CARE UNIT.Marçola L, Barbosa SMM, Zoboli I, Polastrini RTV, Ceccon MEJ. Rev Paul Pediatr. 2017 Apr-Jun;35(2):125-129. doi: 10.1590/1984-0462/;2017;35;2;00012. Epub 2017 May 15. Portuguese, English.PMID: 28977325. Free PMC Article.Similar articles. Artigo Integral. EM PORTUGUES: análise dos óbitos e cuidados paliativos em uma unidade de terapia …

Apresentação: Dr. André Da Silva Simões R4 de Neonatologia HMIB. Coordenação: Nathalia Bardal.

▪Observou –se grande proporção de recém nascidos com doenças e condições graves de saúde. Em alguns poucos casos foram estabelecidos cuidados paliativos, porém para a maior parte não foi nem discutido tal cuidado. Espera-se que este trabalho chame a atenção para a necessidade da proposição de protocolos nessa unidade e capacitação de equipes para o melhor tratamento dessas crianças. Há poucas descrições na literatura de Protocolos de Cuidados Paliativos utilizados nas UTIN; a maior dificuldade documentada relaciona-se à indicação desses cuidados. Ao procurar diagnosticar a situação nessa UTIN, este estudo chama a atenção para a necessidade de protocolos e programas de cuidados paliativos, além da capacitação da equipe assistencial para que as crianças atendidas tenham o melhor e mais digno tratamento possível, em direção à cura ou não.

A certeza que fica é que para a vida valer a pena, é necessário amar e ser amado, e ter muito cuidado com o cristal de que os outros são feitos. (Nuno Lobo Antunes

 

Cuidado Paliativo: um desafio na abordagem do paciente terminal

Cuidado Paliativo: um desafio na abordagem do paciente terminal

Neulânio Francisco de Oliveira

Capítulo do livro  Editado por Paulo R. Margotto, Assistência ao Recém-Nascido de Risco, Brasília, 4a Edição, 2019, no prelo

A oferta de Cuidados Paliativos (CP) Pediátricos baseia-se em alguns princípios, adaptados dos princípios do CP em adultos e em oncologia pediátrica, conforme apresentado na tabela abaixo:

PRINCÍPIOS DOS CUIDADOS PALIATIVOS EM PEDIATRIA

 

1.     Os cuidados devem ser dirigidos à criança ou adolescente, orientados para a família e baseados na parceria
2.     Devem ser dirigidos para o alívio dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida
3.     São elegíveis todas as crianças ou adolescentes que sofram de doenças crônicas, terminais ou que ameacem a sobrevida
4.     Devem ser individualizados, adequados à criança e/ou à sua família de forma integrada
5.     Ter uma proposta terapêutica curativa não se contrapõe à introdução de cuidados paliativos
6.     Os cuidados paliativos não se destinam a abreviar a etapa final de vida
7.     Facilitar o processo de comunicação entre a equipe e a família
8.     Podem ser coordenados em qualquer local (hospital, hospice, domicílio, etc)
9.     Devem ser consistentes com crenças e valores da criança ou adolescente e de seus familiares
10.  A abordagem por grupo intertidisciplinar é encorajada
11.  A participação dos pacientes e dos familiares nas tomadas de decisão é obrigatória
12.  A assistência ao paciente e à sua família deve estar disponível durante todo o tempo necessário, inclusive no período do luto
13.  Determinações expressas de “não ressuscitar “não são necessárias
14.  Não se faz necessário que a expectativa de sobrevida seja breve
ÚTERO ARTIFICIAL PODE SALVAR PREMATUROS

ÚTERO ARTIFICIAL PODE SALVAR PREMATUROS

An extra-uterine system to physiologically support the extreme premature lamb.Partridge EA, Davey MG, Hornick MA, McGovern PE, Mejaddam AY, Vrecenak JD, Mesas-Burgos C, Olive A, Caskey RC, Weiland TR, Han J, Schupper AJ, Connelly JT, Dysart KC, Rychik J, Hedrick HL, Peranteau WH, Flake AW.Nat Commun. 2017 Apr 25;8:15112. doi: 10.1038/ncomms15112.Received 25 Apr 2016 | Accepted 2 Mar 2017 | Published 25 Apr 2017. Realizado por Paulo R. Margotto

“Esse sistema é potencialmente muito superior ao que os Hospitais podem, hoje, fazer por bebês nascidos com 23 semanas. Isso pode estabelecer um novo padrão de cuidado”, Alan W. Flake, diretor do Centro de Pesquisa Fetal do Hospital Infantil da Filadélfia

Cuidados perinatais no limite da viabilidade entre 22 e 26 semanas completas de gestação na Suíça

Cuidados perinatais no limite da viabilidade entre 22 e 26 semanas completas de gestação na Suíça

Limit of viability: The Swiss experience.Berger TM, Roth-Kleiner M.Arch Pediatr. 2016 Sep;23(9):944-50. doi: 10.1016/j.arcped.2016.06.009. Epub 2016 Jul 28.PMID: 27476994.Similar articles.

Apresentação: Patrícia Teodoro de Queiroz, Ana Carolina Cavalcante. Coordenação: Dr Diogo Pedroso

LIMITE DE VIABILIDADE NA UNIDADE DE NEONATOLGIA DO HMIB/SES/DF

LIMITE DE VIABILIDADE NA UNIDADE DE NEONATOLGIA DO HMIB/SES/DF

Capítulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, Hospital de Ensino Materno Infantil de Brasília, 4a Edição, 2018, Em Preparação.

Paulo R. Margotto, Sandra Lins, Marta David Rocha de Moura, Márcia Pimentel, Patrícia Berebe, Martha G. Vieira,  Zilma Eliane Ferreira Alves, Lucila Nagata.

 

A sobrevivência de recém-nascidos prematuros melhorou ao longo das últimas cinco décadas. A idade gestacional em que pelo menos metade das crianças sobrevive diminuiu de 30 a 31 semanas nos anos 60 para 23 a 24 semanas, durante esta década. O aumento da sobrevida destes RN cada vez menores e vulneráveis representa uma enorme melhoria ocorrida no pré-natal e no período perinatal. A estreita colaboração entre a Perinatologia e a Neonatologia e os avanças na compreensão da fisiopatologia fetal e neonatal com ênfase no período transicional teve importante papel.

Um dos desafios fundamentais na Medicina Perinatal  a partir de sua criação é definir o nível de maturidade, abaixo do qual a sobrevivência e/ou aceitável neurodesenvolvimento são extremamente improvável.

Do ponto de vista ético, cada Serviço deve ter o seu limite de viabilidade (cada Serviço tem que conhecer a sua capacidade de manter um RN naquelas condições com qualidade de vida). Eticamente é muito mais importante dar uma vida digna do que simplesmente salvar a vida. Portanto, é importante que se estabeleça limite para cada Serviço.

O estudo realizado na Unidade de Neonatologia do HRAS/HMIB/SES/DF por   de Castro MP, Rugolo LM, Margotto PR (2012), ao   avaliar a proporção de sobrevivência por cada semana de idade gestacional, observou-se que o limite de viabilidade foi de 26 semanas; no entanto, quase metade (45,4%) dos RN com 25 semanas sobreviveram até 28 dias, aumentando para 91% nos recém-nascidos de 31 semanas

Segundo Marba STM, Souza JL, Calda JPS (2014), a Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais  entre 2008-2012, envolvendo 6628 crianças, 16 unidades universitárias brasileiras de nível terciário mostrou que a sobrevivência nos RN com idade gestacional  <24 semanas foi em média de 5,9%.

Perfil da sobrevida e alterações no ultrassom transfontanelar em prematuros menores que 32 semanas de gestação.

Perfil da sobrevida e alterações no ultrassom transfontanelar em prematuros menores que 32 semanas de gestação.

Aluna: Márcia Pimentel de Castro.
Orientadora: Dra Ligia S. S. Rugolo.
Co-orientador: Dr Paulo Roberto Margotto.

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp, projeto MINTER (FMB-Unesp/ESCS-FEPECS-DF) para obtenção do título de Mestre.