Categoria: Neurossonografia Neonatal

Neurossonografia Neonatal-Compartilhando imagens: Acidente Vascular Cerebral Arterial Isquêmico

Neurossonografia Neonatal-Compartilhando imagens: Acidente Vascular Cerebral Arterial Isquêmico

Paulo R. Margotto

Caso Clínico:

RN do dia 21/7/2020, 28 sem 3 dias, cesariana (pré-eclâmpsia + sofrimento fetal. VPP com ambú e máscara, intubação orotraqueal e encaminhado à UTI Neonatal. Recebeu surfactante.Evoluiu grave com  hipertensão pulmonar, insuficiência renal (diálise), sepse tardia (Pseudomona aeruginosa ), sepse  fúngica (Candida parapisilosis) e retinopatia da prematuridade. Com 49 dias de vida, pupilas mióticas,  arreflexia, queda de saturação e bradicardia, anasarca, anúrica e óbito aos 49 dias.

Neurossonografia Neonatal-compartilhando imagens: Toxoplasmose Congênita-como evoluem as calcificações

Neurossonografia Neonatal-compartilhando imagens: Toxoplasmose Congênita-como evoluem as calcificações

Paulo R. Margotto.

Recém-nascido (RN) prematuro tardio (36 semanas e 4 dias), peso de 2.435g, AIG, com 2 dias de vida, veio á ecografia transfontanelar para investigar comprometimento cerebral pela Toxoplasmose congênita (mãe IgM+). O exame de fundo de olho evidenciou coriorretinite. Exame realizado pela Dr. Joseleide de Castro que mostrou  hidrocefalia (VD=24,4 mm e VE=20,3 mm), com presença de calcificações cerebrais.

Artigo 5.345: Importância da avaliação e treinamento em USG de crânio para a avaliação do bebê prematuro

Artigo 5.345: Importância da avaliação e treinamento em USG de crânio para a avaliação do bebê prematuro

Paulo R. Margotto.

Live do Lançamento da Plataforma Educacional PBSF: INOVAR COM QUALIDADE EM NEONATOLOGIA (29 de julho de  2020).

A beleza do US craniano vai além do exame, pois ao seu lado há quem espera de você um diálogo franco que possa manter a construção de um futuro programado desde a concepção para aquele bebê. Tudo é em tempo real!

  • Devemos saber dialogar com os pais que esperam atentamente uma palavra que os orientem nesses difíceis momentos.
  • Os pais observam todos os nossos gestos ao realizar o exame.
  • Manter a calma e a serenidade são estratégias que aprendi ao longo desses mais de 30 anos que realizamos US cranianos.
  • Não devemos ficar calados e na surdez ao clamor, emitir friamente laudos (às vezes, remoto)

 

Neuroanatomia ultrassonográfica

Neuroanatomia ultrassonográfica

Paulo R. Margotto.

Capítulo do Livro NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL Editado por Paulo R. Margotto, HMIB/SES/DF, 2ª Edição, 2020 (no Prelo).

O uso do ultrassom (US) craniano é parte da base do Practice Parameter for Neuroimaging of the Newborn em 2002 que recomenda a realização do US em todos os recém-nascidos (RN) abaixo de 30 semanas (incluímos também os RN abaixo de 32 semanas) com 7-14 dias e novamente com 36-40 semanas de idade pós-concepção. A identificação de marcadores de lesão, principalmente as lesões da substância branca, como ventriculomegalia, hiperecogenicidade e ecoluscência tem sido usada como preditores de deficiente desenvolvimento. As crianças com estes marcadores deverão ser submetidas a intervenções para melhorar o neurodesenvolvimento.

O objetivo deste estudo é possibilitar ao neonatologista realizar o US craniano a beira do leito nos RN de risco no intuito de identificar as principais lesões cerebrais para o início precoce da intervenção. Para isto é fundamental a compreensão da fisiopatologia das lesões cerebrais para dar a Equipe e os aos pais uma explicação embasada sobre as perspectivas futuras sobre a importância da intervenção precoce. O maior respeito ao paciente é abordá-lo com conhecimento. Cuidamos de pacientes com um potencial de vida cada vez maior e o que esperamos sempre, é que este cuidado resulte em vidas com qualidade.

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL- Compartilhando imagens: Lesão cerebral no recém-nascido com cardiopatia congênita crítica (Atresia pulmonar com CIV + PCA + estenose aórtica)

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL- Compartilhando imagens: Lesão cerebral no recém-nascido com cardiopatia congênita crítica (Atresia pulmonar com CIV + PCA + estenose aórtica)

Paulo R. Margotto.

Caso Clínico

 

RN de 38 semanas, com restrição do crescimento intrauterino, parto cesáreo (5/3/2020), Apgar de 8/9. Ecocardiografia: Atresia pulmonar com CIV + PCA + estenose aórtica (iniciado Prostaglandina). Aos 28 dias vida: Blalock Taussig, com necessidade de drogas vasoativas no pós-operatório. Anasarca. 4 dias após: fechamento da caixa torácica. Na evolução: dois episódios de sepse com hemoculturas positivas e trombo cardíaco

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL- Compartilhando imagens: Encefalopatia hipóxico-isquêmica: encefalomalácia multicística /atrofia do tronco cerebral, córtex cerebral e corpo caloso

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL- Compartilhando imagens: Encefalopatia hipóxico-isquêmica: encefalomalácia multicística /atrofia do tronco cerebral, córtex cerebral e corpo caloso

Paulo R. Margotto.

RN de parto normal, 39 semanas + 5 das, 3780g, em apneia, ventilado com ambu a 100%, intubado na Sala de Parto, Apgar de 2/4/ e 6 no 10º minuto de vida. Ainda na Sala de Parto, tremores faciais e hipertonia de membros superiores. Hipoglicemia (26mg%). Recebeu fenobarbital e Hidantal. Submetido à hipotermia terapêutica. Apresentou hipertensão pulmonar (usado óxido nítrico inalatório), dobutamina, milrinona e Dormonid. Na evolução: sepse presumida, hemorragia pulmonar e insuficiência renal, com recuperação dessas comorbidades.

 

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL- Compartilhando imagens: Meningite Purulenta / Morte Encefálica

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL- Compartilhando imagens: Meningite Purulenta / Morte Encefálica

Caso Clínico:

Admitido a UTI Neonatal aos 29 das de vida (2/6/2020) em  posição opistótono, com rigidez de MMSS e MMII, fontanela abaulada e tensa, desconforto respiratório. Recebeu fenobarbital e hidantal e hemotransfusão (Htc de 18% e Hb 5g%).

Realizada US no dia 2/6 que mostrou dilatação biventricular (15 mm), incluindo o 3º Ventrículo, com presença de microdebris em ambos os ventrículos. Ao movimentar o crânio, em tempo real, parecia haver uma massa densa se locomovendo nos ventrículos, o que nos fez pensar num quadro de meningite (purulenta).

 

Aneurisma da veia de Galeno: relato de caso (Galen vein aneurysm: case report)

Aneurisma da veia de Galeno: relato de caso (Galen vein aneurysm: case report)

 

Peres PHM, Margotto PR. Aneurisma da veia de galeno: relato de caso. Resid Pediatr. 2020;10(1):1-4 DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n1-70

Pedro Henrique Matias Peres, Paulo Roberto Margotto

A malformação aneurismática da veia Galeno (MAVG) é uma anomalia rara, contabilizando menos de 1% de todas
as malformações vasculares cerebrais congênitas, mas representando 30% destas em idade pediátrica. É uma
malformação arteriovenosa cerebral, de desenvolvimento pré-natal, que se inicia antes das dez semanas de gestação,
e que resulta da formação de fístulas arteriovenosas entre a circulação coroideia e a veia mediana prosencefálica, um
vaso embrionário precursor da veia de Galeno, que se torna dilatado. Apresentamos um caso raro desta malformação
e a sua evolução após tratamento com embolização endovascular.
Abstract
An aneurysm malformation of the Galen vein is a rare anomaly, accounting for less than 1% of all congenital cerebral
vascular malformations, but representing 30% of these in the pediatric age. It is a cerebral arteriovenous malformation,
prenatal development, which begins before ten weeks of gestation, and results from the formation of arteriovenous
fistulas between the choroidal circulation and the median prosencephalic vein, an embryonic vessel precursor of the
Galen vein, which becomes dilated. We present a rare case of this malformation and its evolution after treatment with
endovascular embolization.
Palavras-chave:
Aneurisma,
Malformações da
Veia de Galeno,
Malformações
Vasculares,
Insuficiência Cardíaca,

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: Encefalopatia Hipóxico-isquêmica: lesão do putamen e tálamo (Sinal das quatro colunas)

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: Encefalopatia Hipóxico-isquêmica: lesão do putamen e tálamo (Sinal das quatro colunas)

Caso Clínico:

RN de parto normal, 40 semanas+ 5dias, Apgar de 0/2 peso ao nascer de 3850g, GIG, sexo masculino, sem intercorrências na gravidez. Apresentou desacelerações durante as contrações, tentativa de parto domiciliar, chegando à Maternidade em período expulsivo. Líquido amniótico tinto de mecônio. Aspirado traquéia com saída de mecônio espesso. Massagem cardíaca, com recuperação da frequência cardíaca em 1 minuto, não exibindo movimento respiratório, permanecendo hipotônico, arrefléxico, sendo encaminhado à UTI Neonatal intubado. Apresentou crise convulsiva com 1 hora de vida. Gasometria: pH=7,09; HCO3=7,9; BE=-21,9; PaCO2=26: PaO2=93. Submetido ao Protocolo de hipotermia terapêutica. Pupilas mióticas.

Neurossonografia Neonatal-compartilhando imagens: Encefalopatia hipóxico-isquêmica (lesão na gânglia basal, com envolvimento do núcleo caudado). Consequências

Neurossonografia Neonatal-compartilhando imagens: Encefalopatia hipóxico-isquêmica (lesão na gânglia basal, com envolvimento do núcleo caudado). Consequências

Paulo R. Margotto.

Recém-nascido (RN) de parto vaginal, 41 semanas 1 dia, Apgar de 2, 6,8, peso ao nascer de 3010g, convulsão na primeira hora de vida, submetido à hipotermia terapêutica conforme o Protocolo. Evoluiu com choque séptico. Apresentou sangramento no tubo orotraqueal no 4º e 5º dia de vida