Categoria: Neurossonografia Neonatal

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: Infarto Hemorrágico periventricular

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: Infarto Hemorrágico periventricular

Paulo R. Margotto.

Recém-nascido (RN) transferido aos 13 dias de vida, de 27 semanas e 3 dias, 1020 g ao nascer, cesariana, mãe com corioamnionite, bolsa rota de 2 dias, sexo masculino; apresentou parada cardiorrespiratória aos 2 dias de vida, necessitando de 16 minutos para recuperação, ventilação mecânica por falha de CPAP, hemorragia pulmonar e pneumotórax.

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: Cisto no Corno Frontal (Coarctação do Corno Frontal)

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: Cisto no Corno Frontal (Coarctação do Corno Frontal)

Paulo R. Margotto.

Segundo Epelman M et al devemos ter cuidado quanto à exata localização dos cistos na área do corno frontal. Os cistos conatais localizam-se em ou diretamente abaixo dos ângulos superolaterais dos cornos frontais ou do corpo dos ventrículos laterais e são principalmente anteriores ao forame de Monro. Coarctação dos ventrículos não deve ser confundida com cisto da matriz germinal ou leucomalácia periventricular cística (LPV). Para diferenciar essas entidades da coarctação, é essencial observar atentamente a posição da imagem cística em relação ao ângulo externo do ventrículo. Um diagnóstico de cisto germinolítico deve ser considerado quando a lesão está localizada abaixo do ângulo do ventrículo externo e a LPV deve ser considerada quando está acima. Na coarctação do ventrículo lateral, a imagem cística falsa é vista no ângulo externo

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-Compartilhando imagens: Toxoplasmose Congênita

NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-Compartilhando imagens: Toxoplasmose Congênita

Naima M. Hamidah, Paulo R. Margotto.

RN de 33 semanas, com suspeita de holoprosencefalia pelo ultrassom (US) obstétrico feito 1 dia antes do nascimento. US transfontanelar e Tomografia de crânio mostraram importante hidrocefalia, com praticamente ausência de parênquima cerebral e a tomografia computadorizada (TC) evidenciou microcalcificações abundantes.

No primeiro trimestre, IgG de 10,14 (limiar: 10) e IgM negativa (Mãe Imune) No 5° dia de vida o resultado da sorologia para Toxoplasmose mostrou positiva IgM; 26,46 / IgG: 1031,7), comprovando TOXOPLASMOSE CONGÊNITA e iniciado o tratamento.

Neurossonografia Neonatal-Compartilhando Imagens:Sonografia da Fontanela posterior- uma janela acústica para o cérebro neonatal

Neurossonografia Neonatal-Compartilhando Imagens:Sonografia da Fontanela posterior- uma janela acústica para o cérebro neonatal

Posterior fontanelle sonography: an acoustic window into the neonatal brain.Correa F, Enríquez G, Rosselló J, Lucaya J, Piqueras J, Aso C, Vázquez E, Ortega A, Gallart A.AJNR Am J Neuroradiol. 2004 Aug;25(7):1274-82.PMID: 15313724. Free Article.Similar articles.ARTIGO LIVRE!

Realizado por Paulo R. Margotto.

A ultrassonografia é a técnica mais utilizada para imagens do cérebro neonatal devido ao seu baixo custo, acessibilidade e segurança. Tem valor diagnóstico comprovado na detecção das lesões cerebrais mais comuns em recém-nascidos prematuros; tais lesões incluem aquelas devidas à hemorragia intraventricular e doença da substância branca.

Os estudos ultrassonográficos do cérebro são classicamente realizados através da fontanela anterior (FA), mas a visualização das estruturas supratentorial e infratentorial posterior é pobre com essa abordagem. A fontanela da mastóide (FM), também conhecida como fontanela póstero-lateral, está localizada na junção dos ossos temporal, parietal e occipital. A fontanela posterior (PF) situada na junção das suturas lambdoide e sagital também deve ser usada para um estudo mais completo do cérebro. Este trabalho enfocou a ultrassonografia via FP, que fornece excelente visualização de lobos occipitais, cornos occipitais e plexos coróides. Alguns sugeriram que o uso dessa fontanela melhora a acurácia da ultrassonografia na detecção de hemorragia nessas regiões. A avaliação das malformações congênitas do compartimento infratentorial e das lesões hipóxico-isquêmicas acometendo as regiões mais parieto-occipitais posteriores também tem sido considerada uma indicação para a abordagem de FP.

Asim, a abordagem da FP desempenhou um papel importante no diagnóstico da hemorragia intraventricular, tanto pela confirmação como pela exclusão. A ultrassonografia da FP também forneceu informações diagnósticas úteis sobre malformações císticas e infecções na fossa posterior. A adição dessa abordagem à ultrassonografia da fontanela anterior aumenta substancialmente a confiança do examinador no estudo do cérebro neonatal.

 

Neurossonografia Neonatal: Esquisencefalia de lábios fechados

Neurossonografia Neonatal: Esquisencefalia de lábios fechados

Paulo R. Margotto

Chamberlain et al (1990) descreveram características ultrassonográficas nesses pacientes:

(1) Uma linha hiperecóica que se estende da região da fissura sylviana para a porção anterior do ventrículo lateral (melhor imagem no plano coronal), representando o revestimento do córtex da fenda fundida (tipo I);

(2) Uma banda anecóica de largura variável que se estende da superfície cortical ao ventrículo lateral, melhor visualizada nas imagens parassagitais, representando uma fenda aberta (tipo II);

(3) O ápice do divertículo ventricular se projeta em direção à região perisilviana; e,

(4) Diminuição do tamanho das estruturas subcorticais da substância cinzenta, incluindo os núcleos do tálamo, caudado e lenticular.