Insuficiência cardíaca no recém-nascido
Marta David Rocha de Moura
Marta David Rocha de Moura
Recém-nascido (RN) de 33 semanas e 2 dias, 2075 gramas, 6 consultas no pré-natal (1º Trimestre), mãe com febre e leucocitose, bolsa rota (suspeito de corioamnionite); recebeu 2 doses de betametasona; parto normal; banhado em mecônio espesso, reanimado com máscara e Baby Pupp e encaminhado à UTI Neonatal; Apgar de 6/7; na admissão o bebê apresentou Saturação de O2 de 18% e frequência cardíaca de 80 bpm, PaCO2 de 162 mmHg, pH de 6,7, BE de -10, sendo intubado e ventilado em alta frequência. O Rx de tórax mostrou hérnia diafragmática congênita (HDC) à esquerda (figura) O RN teve a correção da HDC aos 6 dias de vida. Persiste em ventilação de alta frequência.
Paulo R. Margotto
Recém-nascido em 15/12/2019, 39 semanas, mãe G4P3com 30 anos de idade, com diagnóstico pré-natal de gastrosquise. Ao nascer, gastrosquise, microcefalia,
Paulo R, Margotto,
RN gêmeos, monocoriônicos, diamnióticos, 27semanas 3dias, Apgar de 7,9, transfusão feto-fetal.
Ultrassom anterior nas primeiras horas de vida mostrou achados que nos levou ao diagnóstico de um infarto hemorrágico periventricular atípico.
-IHPV TÍPICO é aquele que ocorre entre o 3º- 4º dia de vida após o nascimento no contexto de fatores de risco conhecidos e a expressiva maioria dos caso, associado com hemorragia peri/intraventricular
-IHPV ATÍPICO é aquele que ocorre pré-natal ou tardiamente (>96 horas) sem doença clínica grave e também frequentemente sem uma grande hemorragia peri/intraventricular
Paulo R. Margotto, Brasília DF
FELIZ 2020! Que Deus abençoe a todos nós!
O agradecimento aos milhares colegas que nos visitaram e compartilham com os demais, numa contínua Corrente do Saber
Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer (Albert Einstein))
Compartilhem o seus conhecimentos e descubram a BELEZA do SABER!
Jain Lucky (Atlanta, EUA) por ocasião do 22º Simpósio Internacional do Santa Joana, em São Paulo, entre 11-14 de setembro de 2019. Realizado por Paulo R. Margotto.
.”Nascer é prejudicial à saúde, porque não há no mundo nenhum ambiente mais controlado e confortável do que o útero materno. Mas como viver é um risco inevitável e necessário, é bom saber que tem gente empenhada em garantir maior qualidade ao nascimento e à vida”(SBP). O nascimento é o momento mais importante da nossa vida. A oportunidade de fazer a transição neonatal na repercussão da mortalidade é de grande importância. É de extrema importância o entendimento da fisiologia dessa transição para sermos mais gentis com esses bebês e não rompermos a parede de seus pulmões! Ao nascer o fluido do alvéolo é trocado por ar para estabelecer a capacidade funcional residual (CFR) e uma respiração rítmica. O bebê tem um sofisticado processo de transição e não devemos negligenciar esse plano. Você aterrissaria um avião numa pista sem colocar o sistema de pouso para baixo antes? Você não gostaria de ter um aviso, um alerta que chegou o momento de pousar o avião, que o trem de pouso precisa ser posto em movimento para que você possa usar os freios quando necessário? O que estamos fazendo é não dar ao bebê a oportunidade de pensar e planejar essa transição após o nascimento. É exatamente isso quando estudamos a fisiologia do pulmão na transição. Nos 2-3 dias antes do início do trabalho de parto espontâneo, tanto o bebê como a mãe já sabe que chegou a hora do nascimento e começar haver um desligamento da produção do líquido pulmonar. AGORA, PENSE NO NASCIMENTO POR CESARIANA ELETIVA! Não há nenhum tipo de alerta prévio, principalmente se a cesariana foi feita com 38 semanas, 38 semanas e meia de gestação, quando o canal de sódio epitelial não foi expresso na forma e na quantidade que precisa ser (35% do líquido pulmonar saem dias antes do nascimento!). A taxa de cesariana no Brasil é uma das maiores do mundo, constituindo uma comemoração na cultura brasileira! Essa troca de produção do líquido pulmonar fetal para o pulmão acontece em grande parte durante a gestação (39 semanas ou mais). tudo que não aconteceu na historia da humanidade, aconteceu nos últimos 20-30 anos. Perdemos 1 ou 2 semanas de gestação. E NÃO É SURPREENDENTE? A expansão pulmonar é de vital importância, pois estabelece da capacidade funciona residual, melhora a bradicardia, faz o clearance do líquido pulmonar, aumenta o fluxo sanguíneo pulmonar. Estar atento a alta concentração de O2 levando à atelectasia pulmonar pela eliminação do nitrogênio que mantém os alvéolos abertos. Entre os erros no manejo da bradicardia, está o reflexo laríngeo ao tentarmos intubar um bebê e fazemos uma aspiração dessas bolhinhas e você o faz com um cateter na região perilaríngea veja o que ocorre: estimula o reflexo de proteção da laringe (através das fibras c) porque MÃE NATUREZA diz: se chegar alguma coisa perto da laringe a MÃE NATUREZA fecha essa abertura da traqueia. O reflexo laríngeo leva a um espasmo laríngeo, apneia, bradicardia e você tentar fazer a reanimação do bebê para interromper o processo de apneia e bradicardia e ao continuar fazendo a aspiração sem perceber que todas as vezes que fazemos essa aspiração perto da região da laringe nós mesmos estamos provocando esse reflexo. Portanto há muito que aprender, há muito a se descobrir. Em homenagem ao Dr. Henrique Rigatto, que teve enorme contribuição na Neonatologia Internacional, falecido aos 82 anos no dia 11/9/2019 e comunicado pelo Dr. Navantino Alves Filho, trouxemos belíssima Conferência sobre Doença da Membrana Hialina-A Evolução de uma ideia, ocorrida no XV Congresso Brasileiro de Perinatologia entre os dias 23 a 28 de Novembro/1996, Belo Horizonte (MG), assim como uma oportunidade de revermos A História da Neonatologia–Algumas Pérolas no Brasil. “Eu quase que nada não sei, mas desconfio de muita coisa”! FELIZ 2020! Compartilhem sempre os seus conhecimentos e descubram a Beleza do Saber! Reencontrar os colegas dos anos 80-90 que escreveram a Neonatologia de Brasília foi um acontecimento Marcante e Emocionante!
Prenatal diagnosis and outcome of fetal gastrointestinal obstruction.Lau PE, Cruz S, Cassady CI, Mehollin-Ray AR, Ruano R, Keswani S, Lee TC, Olutoye OO, Cass DL.J Pediatr Surg. 2017 May;52(5):722-725. doi: 10.1016/j.jpedsurg.2017.01.028. Epub 2017 Jan 29.PMID: 28216077Similar articles.
Apresentação:Gustavo Borela Valente R4 Neonatologia HMIB
Coordenação: Marta David Rocha de Moura.
Nos últimos anos, há evidências crescentes de que a ressonância magnética fetal (RM) pode ser útil no diagnóstico de anormalidades gastrointestinais fetais. Nesse estudo todos os pacientes que receberam ressonância magnética foram inicialmente selecionados com ultrassom (a adição de a ressonância magnética fetal proporcionou uma capacidade aprimorada para avaliar a localização da obstrução e aumenta a acurácia diagnóstico que chega a 84,4%). Outro achado relevante desse estudo foi a taxa de anomalias anatômicas associadas entre os grupos. No presente estudo, pareceria quanto mais distal a obstrução, maior a probabilidade de anomalias associadas. No caso de obstrução anorretal, 90% dos fetos apresentavam anomalias associadas. É importante que os médicos avaliem a ânus cuidadosamente no período neonatal e no momento de outras operações. Portanto, a ultrassonografia fetal e a ressonância magnética podem ser ferramentas precisas no diagnóstico pré-natal de obstruções gastrointestinais fetais.
Palliative Care and Moral Distress: An Institutional Survey of Critical Care Nurses.Wolf AT, White KR, Epstein EG, Enfield KB.Crit Care Nurse. 2019 Oct;39(5):38-49. doi: 10.4037/ccn2019645.PMID: 31575593.Similar articles.
Apresentação:Fernanda Carolina Moreira Rocha. Medica Residente de Terapia Intensiva Pediátrica/HMIB/SES/DF.Coordenação: Alexandre Serafim.
O Sofrimento Moral advém de: fracasso em aliviar o sofrimento, não conseguir oferecer tratamento paliativo adequado e dever de fornecer tratamento agressivo para sustentar a vida (7,3% já deixaram o cargo de Enfermeiro Intensivista por sofrimento moral;38,8% já consideraram abandonar o cargo;17,7% estavam considerando abandonar o cargo). O presente estudo avaliou o conhecimento percebido pelos enfermeiros em Cuidados Paliativos, suas experiências recentes de sofrimento moral e possíveis relações entre essas variáveis. Um total de 176 questionários foram analisados. Os autores relataram que muitos enfermeiros de Cuidados Intensivos não se sentem preparados para prestar Cuidados Paliativos. Quando o Cuidado Paliativo é percebido como inadequado, os enfermeiros podem estar mais aptos a experimentar sofrimento moral. Líderes do Sistema de Saúde devem priorizar o treinamento em Cuidados Paliativos para enfermeiros de Terapia Intensiva e seus colegas e capacitá-los a reduzir as barreiras aos cuidados paliativos.
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Rosana Alvesa, Valmin Ramos da Silva.
Disponível em: Dilemas bioéticos em neonatologia – Residência Pediátrica residenciapediatrica.com.br › dilemas-bioeticos-em-neonatologia › en-US.
Apresentação: Tatiane Martins Barcelo (R3 3m Neonatologia HMIB/SES/DF.Coordenação: Marta David. Rocha de Moura.
Bioética vem do grego bios (vida) + ethos (ética), é a ética da vida ou ética prática. “A bioética é o conjunto de conceitos, argumentos e normas que valorizam e justificam eticamente os atos humanos que podem ter efeitos irreversíveis sobre os fenômenos vitais”É preciso distinguir os termos: EUTANÁSIA (tratamento adequado à doenças incuráveis-“boa morte”; ORTOTANÁSIA (cuidados paliativos adequados prestado diante do paciente que está morrendo: DISTANÁSIA: prolongamento da vida de modo artificial, tornando o morrer doloroso e oneroso). Apenas cinco, dentre 125 escolas médicas nos Estados Unidos (EUA), ofereciam ensinamentos sobre terminalidade da vida e, apenas 26, dos 7048 programas de Residência Médica dos EUA, tratavam do tema em reuniões científicas!!! A bioética não distingue: Não iniciar e Interromper. Eticamente, é mais aceitável retirar a terapia do que não a iniciar, pois oferece ao paciente o benefício da dúvida. Mas a pergunta permanece: quando não iniciar ou interromper os cuidados intensivos neonatais? Todas as Unidades devem determinar os seus limites de viabilidades na prematuridade extrema. Quanto ao Cuidados Paliativos: cuidado ativo e total do corpo da criança, mente e espírito, envolvendo o suporte a familiares, iniciando no diagnóstico e durante todo o tratamento. O Cuidado Paliativo se concentra na melhoria da qualidade de vida.