Discussão Clínica: Fluidos, Nutrição e Displasia broncopulmonar; Sedoanalgesia na UTI Neonatal; Nutrição enteral no pré-termo; VNI sincronizada e não sincronizada; VNI e CPAP nasal
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Ana Paula Amaral (Capítulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2020, no Prelo.
Anomalias anorretais incluem um vasto espectro de doenças que ocorrem em recém-nascidos e afetam o ânus e o reto, bem como os tratos urinário e genital. Os defeitos variam desde os mais simples, facilmente corrigíveis e com prognóstico funcional excelente, até aqueles muito complexos, de difícil manejo, geralmente com outras malformações associadas e prognóstico funcional ruim.
O diagnóstico precoce preciso, bem como decisões terapêuticas adequadas, são cruciais para evitar consequências sérias e sequelas. É difícil acreditar que, ainda hoje, pacientes nascidos com ânus imperfurado são liberados para casa como “bebês normais” e é a mãe que faz o diagnóstico. Nunca é demais reforçar a importância de uma avaliação anorretal bem feita no primeiro exame físico de um neonato. Não é aceitável que um recém-nascido com ânus imperfurado sofra uma perfuração intestinal e suas complicações, chegando até ao óbito, devido a falta de diagnóstico precoce.
Paulo Lassance, Jaisa Maria Magalhães de Moura. Capítulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2020, no Prelo
Kathi Salley Randal (EUA). NEOBRAIN BRASIL 2009 (8 a 9 de novembro).
Reprodução da Conferência realizada por Paulo R. Margotto.
O cuidado do desenvolvimento tem emergido como um conceito de cuidado neuroprotetor na prevenção de consequências a longo prazo associadas ao ambiente físico, promoção da ótima organização e desenvolvimento do prematuro na UTI Neonatal, assim como a Integração dos Pais com os Cuidadores.Entre as medidas:
1) o posicionamento com cabeça e tronco alinhados na linha média, membros flexionados [promover a flexão e evitar a extensão]; 2) promover o sono: normalização precoce do aEEG e início precoce do sono-vigília prevê um bom resultado; nunca alcançar o sono-vigília sempre prediz resultado ruim;
3) otimizar a nutrição: os que receberam nutrição enteral que era 10 ml começaram a interromper a nutrição parenteral 4 dias antes, iniciaram a dieta oral plena 10 dias antes e o tempo de hospitalização foi de 9 dias antes; 4) cuidados para evitar a necrose gordurosa subcutânea 5) dor: sedoanalgensia durante a hipotermia é prevalente, mas não é uma conduta uniforme entre os Centro: os opioides foram administrado em 64% dos neonatos e houve aumento de 30% de 2008 2015);6) percepção dos pais no resfriamento: incorporar os pais nos cuidados da UTI Neonatal, deixando-os voltarem a ser pais, tocar, segurar os bebes; o reaquecimento deve ser considerado um tempo de renascimento; os bebes com EHI não podem perder a chance de experiências precoces de ligação com os seus pais; Ao sair do reaquecimento você deve fornecer elementos aos pais para o bebê voltar a ser deles
Após o resfriamento: esses bebês que foram resfriados tem um tipo de fenótipo de comportamento:pobre estado de sono e vigília, eles não tem um bom controle do tônus, não sugam, alterações nas vias aéreas ; 80% apresentavam essas alterações, mas caiu para 50-10% próximo à alta. Então é importante avaliar; e necessária uma estimulação oral precoce; perceber esses sinais de excesso: esses bebês choram, dormem, depois choram de novo: podemos ensinar aos pais como lerem esses sinais: respeitar quando o bebe quer dizer “eu preciso sair um pouquinho, está de demais para mim”, ficam revirando os olhos, mas você diz que quer ver ele, precisamos de dar eles um tempo e depois eles voltam.
Portanto, recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica que estão em resfriamento e seus pais: evitar o risco de consequências negativas da experiência na UTI Neonatal; simples intervenção pode desempenhar papel na melhora do neurodesenvolvimento e nos desfechos emocionais após a alta. O que você escolhe fazer?
Nursing Assessment of Intra-abdominal Hypertension and Abdominal Compartment Syndrome in the Neonate.Reitsma J, Schumacher B.Adv Neonatal Care. 2018 Feb;18(1):7-13. doi: 10.1097/ANC.0000000000000466. Review.PMID: 29373344.Similar articles.
Apresentação:Tatiane M Barcelos – R3 Neonatologia- HMIB/SES/DF
Coordenação: Carlos Zaconeta
Tanto hipertensão intra-abdominal quanto síndrome compartimental abdominal ( acontecem em pacientes criticamente doentes.
Enfermagem ocupa posição crucial para avaliar fatores de risco, reconhecer sinais sutis e atuar como advogado a favor de intervenção.
As consequências da hipertensão intra-abdominal e da síndrome compartimental não reconhecidas podem ser desastrosas.
Sistema de monitorização de pressão intravesical pode ser a tendência para controle da pressão intra-abdominal em paciente criticamente doentes.
Enfermagem deve ser treinada sobre indicações, sinais e sintomas, e consequências de dessas duas condições.
Relationship between umbilical cord clamping time and incidence of Neonatal Jaundice and
hematocrit levels in healthy term newborns.Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo, São Paulo, v. 64, n,2, p. 88-92, mai./ago. 2019.https://doi.org/10.26432/1809-3019.2019.64.2.088disponível em: Relação entre o tempo de clampeamento do cordão umbilical …
Apresentação:Apresentação: Taynara Leonel Bueno; Coordenação: Miza Vidigal
Não há associação significativa desse procedimento com hiperbilirrubinemia neonatal, sendo inclusive demonstrada vantagem do atraso do clampeamento do cordão umbilical em aloimunização pelos globos vermelhos, com aumento de hemoglobina ao nascer, maior atraso antes da primeira transfusão neonatal e uma diminuição de exsanguineotransfusão sem mais complicações neonatais devido à hiperbilirrubinemia (nos complementos)
Paulo Lassance, Jaisa Maria Magalhães de Moura
Capítulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2020, No prelo
Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF
Paulo R. Margotto.
A púrpura fulminans (PF) neonatal consiste nas manifestações clínicas da deficiência da Proteína C (congênita ou adquirida), uma proteína da coagulação dependente da Vitamina K. A sua deficiência, causa um desequilíbrio entre os fatores pró e anticoagulação (ela inibe os fatores Va e VIIIa, dois fatores importantes na geração da trombina e por conseguinte de fibrina), resultando em um EXCESSO DE COAGULAÇÃO, que causa trombose e subsequentemente, os sintomas (púrpura fulminans, coagulação intravascular disseminada e trombose venosa e arterial). A atividade da Proteína C é aprimorada pela proteína S. Portanto, a deficiência de proteína C ou S predispõe a diminuição da capacidade de reduzir a geração de trombina e um estado de hipercoagulabilidade. Assim, a púrpura fulminans neonatal é um distúrbio trombofílico raro que se apresenta poucas horas após o nascimento e causa infarto hemorrágico rapidamente progressivo de pele no cenário de coagulação intravascular disseminada. As lesões de pele inicialmente aparecem em vermelho escuro e depois se tornam preto-púrpura e endurecidas. Elas podem ser confundidas inicialmente como hematomas, mas depois se tornam necróticas e gangrenadas, o que pode resultar em perda de extremidades. O nosso caso apresentou nível e Proteína C de 3% (normal: 70-140%) e lesão cerebral (hemorragia parenquimatosa), com óbito aos 19 dias de vida. A forma adquirida da deficiência da Proteína C se deve à sepse ou aumento do consumo (por exemplo, trombose venosa aguda, anticorpos antifosfolípides, circulação extracorpórea) ou diminuição da síntese (por exemplo, disfunção hepática grave, galactosemia, doença congênita grave doença cardíaca, terapia com warfarina). E importante saber que a warfarina é um inibidor da Vitamina K e pode piorar a situação!No diagnóstico, além da história familiar, os exames laboratoriais podem mostrar aumento de d-dímero, tempos de coagulação alargados, plaquetopenia, hipofibrinogenemia e proteína C indetectável. Púrpura Fulminans é uma EMERGÊNCIA HEMATOLÓGICA, sendo obrigatório o reconhecimento e o início precoce do tratamento para evitar complicações. O diagnóstico precoce e o pronto gerenciamento são cruciais para evitar complicações e melhorar a morbidade e a mortalidade, razões pelas quais trouxemos várias imagens da púrpura fulminans neonatal (vale a pena conferir). O tratamento imediato é a transfusão de plasma fresco congelado para substituir pró-coagulantes e anticoagulantes que foram consumidos (o principal objetivo da transfusão de plasma fresco congelado é substituir a proteína C e a proteína S que estão severamente deficientes). No caso de deficiência congênita de proteína C, plasma fresco até estar disponível o concentrado de proteína C (CEPROTIN); Não existe concentrado de Proteína S. Torna-se necessário ampliar o conhecimento sobre tal condição raramente diagnosticada, visando melhorar a assistência dessas famílias e ampliar o acesso às terapias de reposição.
Alexandre de Albuquerque Antunes
( Hematologista do Hospital da Criança de Brasília)