Categoria: Assistência ao Recém-nascido na Sala de Parto

Efeito da pressão positiva contínua nas vias aéreas nas crianças com síndrome de aspiração meconial: ensaio clinico randomizado

Efeito da pressão positiva contínua nas vias aéreas nas crianças com síndrome de aspiração meconial: ensaio clinico randomizado

Effect of Nasal Continuous Positive Airway Pressure on Infants With Meconium Aspiration Syndrome: A Randomized Clinical Trial.Pandita A, Murki S, Oleti TP, Tandur B, Kiran S, Narkhede S, Prajapati A.JAMA Pediatr. 2018 Feb 1;172(2):161-165. doi: 10.1001/jamapediatrics.2017.3873.PMID: 29204652 Similar articles.

Apresentação: Ana Paula Rocha, Julia Beluco , Mariana Akaishi. Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Brasília-6ª Série. Unidade de Neonatologia do Hospital Materno Infantil de Brasília/SES/DF. Coordenação: Paulo R. Margotto

A   presença de mecônio no líquido amniótico  ocorre em 10% a 15% dos partos, dos quais cerca de 1,5% a 8% apresentam  Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) e destes, 30-50% apresentam SAM severa com necessidade de ventilação mecânica (VM).É conhecido de todos que a VM por si causa lesão pulmonar, além de hospitalizações prolongadas, sobrecarga do Sistema de Saúde e aumento do custo do tratamento. Devido o uso de   CPAP nasal (NCPAP) poder resolver atelectasias, por expandir parcialmente  as pequenas vias aéreas obstruídas e estabilizar o colapso terminal, aumentando a troca de oxigênio e prevenindo a deficiência secundária de surfactante, pode vir a ser usado como substituto ou como ponte para a VM na SAM. O presente estudo avaliou a eficácia do uso de NCPAP (5 cmH20, com FiO2 de 90-95%)em 66 RN em comparação com cuidado padrão (5-10 L / min – capacete de oxigênio)em 68 RN,  na redução da necessidade subseqüente de VM em recém-nascidos com SAM em 3 Unidade privadas na Índia. Os autores relataram que  a necessidade de ventilação mecânica (VM) nos primeiros 7 dias foi significativamente menor nos recém-nascidos do grupo NCPAP (2[3%] vs 17 [25%]: odds ratio,0.09; 95% CI, 0.02-0.43); P=.002).Para cada 5 RN com SAM que iniciaram NCPAP de forma precoce, 1 evitou ventilação mecânica quando comparado aos RN que iniciaram capacete (número necessário para tratamento:4,5). Nenhum dos RN do grupo CPAP necessitou de ventilação de alta frequência, além de apresentarem significantemente menos sepse, menor necessidade de surfactante.Reduzir a necessidade de VM em recém-nascidos com SAM tem  importância significativa, especialmente em países de média e baixa renda. A asfixia perinatal e a SAM são os principais motivos para a VM nesses países de baixa renda. A alta mortalidade (aproximadamente 40%), alta incidência de sepse e a indisponibilidade de Serviços de Ventilação de qualidade são os principais entraves  para o uso de VM nos países em desenvolvimento. Nos links, a nova orientação para os RN não vigorosos com líquido amniótico meconial (após aspiração obrigatória  das vias aéreas iniciar a ventilação por pressão positiva-VPP [em bebês asfixiados graves a aspiração de mecônio provavelmente já havia ocorrido intraútero e o retardo no inicio de VPP será mais prejudicial do que a não realização da aspiração traqueal sob visualização direta]), o uso de antibiótico na SAM (os antibióticos não diminuíram o risco de sepse em neonatos com diagnóstico de e nem em neonatos assintomáticos expostos ao mecônio no líquido amniótico;os resultados não mostram diferenças significativas na mortalidade ou duração da internação hospitalar entre os grupos que receberam antibióticos e os grupos controle de neonatos sintomáticos e assintomáticos; na presença de corioamnionite, ou numa situação em que não se detectou uma causa boa para a passagem de mecônio até prova ao contrário, parte-se do suposto que tenha infecção; ou seja  isto não implica que todo bebê com líquido amniótico tinto de mecônio esteja infectado)

Reanimação Neonatal – 2018

Reanimação Neonatal – 2018

Autores: Virginia Lira da Conceição, Paulo R. Margotto, Jefferson Guimarães Resende

Capítulo do livro Assistência ao Recem-Nascido  de Risco, Hospital de Ensino Materno Infantil de Brasília/SES/DF, 4a Edição, 2018, em preparação

O Brasil é  o 10o pais do mundo em número de nascidos vivos prematuros (menores de 37 semanas) e 16o na mortalidade decorrentes de complicações relacionadas a prematuridade, segundos dados da Organização Mundial de Saúde. A maioria desses bebes prematuros necessita de auxilio durante a transição e adaptação a vida extra-uterina. Dos bebes nascidos entre 23 a 34 semanas, 62 % receberam ventilação com máscara logo ao nascer, segundo a Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais e no estudo do NICHD (National Reserch Network) para prematuros extremos de 22 a 28 semanas, cerca de 67 % receberam ventilação com ventilação positiva, 8 % massagem cardíaca e 5 % medicações na sala de parto. Este capítulo visa o reconhecimento de situações de asfixia no momento do nascimento e a prática das intervenções necessárias ao pronto atendimento dos recém-nascidos que necessitam de auxilio na transição para a vida extra-uterina , baseadas nas últimas publicações do ILCOR (International Liaison Committee on Resuscitation) e da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), e assim, assegurar o adequado atendimento e assistência aos recém-nascidos e reduzir a mortalidade neonatal precoce. A Reanimacao Neonatal consiste em práticas de cuidado imediato, devendo ser iniciadas dentro do primeiro minuto de vida (Minuto de Ouro) que tem por objetivo favorecer a transição bem sucedida da vida intrauterina. A cada 10 nascidos vivos, um bebê necessita de auxílio para iniciar respiração espontânea efetiva; um bebê em cada 100 nascidos vivos necessitará de intubação traqueal e um a dois bebês de 1000 nascidos vivos necessitarão de reanimação neonatal avançada, com intubação, massagem cardíaca e medicações.

Aspiração endotraqueal para neonato com líquido amniótico tinto de mecônio Ensaio randomizado e controlado

Aspiração endotraqueal para neonato com líquido amniótico tinto de mecônio Ensaio randomizado e controlado

Chettri S, Adhisivam B, Bhat BV.J Pediatr. 2015 May;166(5):1208-1213.e1. doi: 10.1016/j.jpeds.2014.12.076. Epub 2015 Feb 4.PMID:25661412. 

Apresentação: Sarah Rodrigues Mendes – R2 Pediatria. Coordenação: Paulo R. Margotto. Brasília, 21 de junho de 2015

Ventiladores mecânicos manuais em T na reanimação neonatal: há riscos?

Ventiladores mecânicos manuais em T na reanimação neonatal: há riscos?

Apresentação: Bárbara Lalinka de Bilbao Basilio.

Orientadores: Dra. Marta David Rocha de  Moura, Dr. Jefferson Guimarães Resende.
ARTIGO DE MONOGRAFIA APRESENTADO COMO CONCLUSÃO DA RESIDÊNCIA MÉDICA EM PEDIATRIA DO HOSPITAL REGIONAL DA ASA SUL(HRAS)/HOSPITAL MATERNO INFANTIL DE BRASÍLIA (HMIB)