Categoria: Infecções Bacterianas e Fúngicas

Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Childhood Antimicrobial Resistance With Global Forecasts. Hu YJ, Qiu H, Harwell JI, Bryant PA.JAMA Pediatr. 2026 Jul 20:e262808. doi: 10.1001/jamapediatrics.2026.2808.

Realizado por Paulo R. Margotto

O estudo analisou mais de 106.000 isolados bacterianos de crianças em 82 países entre 2004 e 2022. O objetivo foi avaliar as tendências de resistência utilizando a classificação AWaRe da OMS (Acesso, Vigilância e Reserva) e prever o cenário até 2035.Os principais achados foram: Aumento Global: A resistência aumentou em todas as regiões do mundo, com crescimento mais acelerado e níveis mais altos em contextos com recursos limitados. Grupos de Alto Risco: O aumento da resistência foi mais acentuado em  Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde a resistência aos antibióticos do grupo “Vigilância” dobrou (de 15% para 33%), Crianças de 0 a 2 anos. e Pacientes com sepse ou infecções respiratórias.. Entre os patógenos críticos: Acinetobacter baumannii: apresentou a maior resistência geral, superando 55% em todas as categorias de antibióticos, Klebsiella spp.: Foi o patógeno com o crescimento mais rápido de resistência, especialmente contra cefalosporinas e carbapenêmicos. As previsões para 2035 são alarmante  caso não haja intervenção: a resistência aos carbapenêmicos (antibióticos de última linha) deve atingir 82% em A. baumannii e 35% em Klebsiella spp. Portanto: Em certas regiões, a resistência de Klebsiella spp. às cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações pode ultrapassar 70%. Portanto a crescente resistência ameaça a eficácia dos tratamentos empíricos para infecções graves, podendo levar a medicina de volta à era pré-antibiótica, onde infecções corriqueiras se tornam fatais. Os autores enfatizam a necessidade urgente de Sistemas de vigilância integrados e estratificados por idade, Fortalecimento do uso racional de antimicrobianos (programas de stewardship) e Melhoria no saneamento e controle de infecções, especialmente em países de baixa renda.

ÁUDIO POR IA: Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

ÁUDIO POR IA: Resistência antimicrobiana na infância com previsões globais

Childhood Antimicrobial Resistance With Global Forecasts. Hu YJ, Qiu H, Harwell JI, Bryant PA.JAMA Pediatr. 2026 Jul 20:e262808. doi: 10.1001/jamapediatrics.2026.2808.

Realizado por Paulo R. Margotto

O estudo analisou mais de 106.000 isolados bacterianos de crianças em 82 países entre 2004 e 2022. O objetivo foi avaliar as tendências de resistência utilizando a classificação AWaRe da OMS (Acesso, Vigilância e Reserva) e prever o cenário até 2035.Os principais achados foram:Aumento Global: A resistência aumentou em todas as regiões do mundo, com crescimento mais acelerado e níveis mais altos em contextos com recursos limitados.Grupos de Alto Risco: O aumento da resistência foi mais acentuado em  Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde a resistência aos antibióticos do grupo “Vigilância” dobrou (de 15% para 33%), Crianças de 0 a 2 anos. e Pacientes com sepse ou infecções respiratórias.. Entre os patógenos críticos:Acinetobacter baumannii: apresentou a maior resistência geral, superando 55% em todas as categorias de antibióticos, Klebsiella spp.: fFoi o patógeno com o crescimento mais rápido de resistência, especialmente contra cefalosporinas e carbapenêmicos. As previsões para 2035 são alarmante  caso não haja intervenção:a resistência aos carbapenêmicos (antibióticos de última linha) deve atingir 82% em A. baumannii e 35% em Klebsiella spp. Portanto:Em certas regiões, a resistência de Klebsiella spp. às cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações pode ultrapassar 70%. Portanto a crescente resistência ameaça a eficácia dos tratamentos empíricos para infecções graves, podendo levar a medicina de volta à era pré-antibiótica, onde infecções corriqueiras se tornam fatais. Os autores enfatizam a necessidade urgente de:Sistemas de vigilância integrados e estratificados por idade, Fortalecimento do uso racional de antimicrobianos (programas de stewardship) e Melhoria no saneamento e controle de infecções, especialmente em países de baixa renda.

Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

Effectiveness and Impact of Maternal RSV Immunization and Nirsevimab on Medically Attended RSV in US Children. Moline HL, Tannis A, Goldstein L, Englund JA, Staat MA, Boom JAet al. New Vaccine Surveillance Network Collaborators.JAMA Pediatr. 2026 Mar 1;180(3):314-324. doi: 10.1001/jamapediatrics.2025.5778.PMID: 41428480

Realizado por Paulo R. Margotto

Estudo de vigilância populacional (NVSN) com >5.000 crianças <2 anos com destaque para a: Efetividade da vacina materna (RSVpreF): 70% contra hospitalização por VSR em lactentes <6 meses. 64% contra qualquer doença respiratória atendida medicamente.Efetividade do Nirsevimabe: 81% contra hospitalização por VSR. Proteção durável: 77% entre 130–210 dias após aplicação. Alta efetividade também em prematuros, contra VSR-A e VSR-B, e contra admissão em UTI (90%).Impacto populacional: Redução de 41% a 51% nas hospitalizações por VSR em lactentes de 0–11 meses. Maior redução em 0–2 meses: 56% a 63%. NNI (número necessário para imunizar) mais baixo nos menores de 2 meses (46–61).Portanto,tanto a vacinação materna quanto o nirsevimabe são altamente eficazes na vida real e reduziram pela metade as hospitalizações por VSR na primeira temporada completa de uso amplo nos EUA. A proteção é mais crítica nos primeiros meses de vida.

AUDIO POR IA:Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

AUDIO POR IA:Efetividade e impacto da imunização materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VCR e do Nirsevimabe nas infecções por VSR com atendimento médico em crianças nos EUA.

Effectiveness and Impact of Maternal RSV Immunization and Nirsevimab on Medically Attended RSV in US Children. Moline HL, Tannis A, Goldstein L, Englund JA, Staat MA, Boom JAet al. New Vaccine Surveillance Network Collaborators.JAMA Pediatr. 2026 Mar 1;180(3):314-324. doi: 10.1001/jamapediatrics.2025.5778.PMID: 41428480

Realizado por Paulo R. Margotto.

Estudo de vigilância populacional (NVSN) com >5.000 crianças <2 anos com destaque para a: Efetividade da vacina materna (RSVpreF): 70% contra hospitalização por VSR em lactentes <6 meses. 64% contra qualquer doença respiratória atendida medicamente.Efetividade do Nirsevimabe: 81% contra hospitalização por VSR. Proteção durável: 77% entre 130–210 dias após aplicação. Alta efetividade também em prematuros, contra VSR-A e VSR-B, e contra admissão em UTI (90%).Impacto populacional: Redução de 41% a 51% nas hospitalizações por VSR em lactentes de 0–11 meses. Maior redução em 0–2 meses: 56% a 63%. NNI (número necessário para imunizar) mais baixo nos menores de 2 meses (46–61).Portanto,tanto a vacinação materna quanto o nirsevimabe são altamente eficazes na vida real e reduziram pela metade as hospitalizações por VSR na primeira temporada completa de uso amplo nos EUA. A proteção é mais crítica nos primeiros meses de vida,

Infecções Bacterianas e Fúngicas em Recém-Nascidos Nascidos Antes de 24 Semanas de Gestação: Uma Revisão

Infecções Bacterianas e Fúngicas em Recém-Nascidos Nascidos Antes de 24 Semanas de Gestação: Uma Revisão

Bacterial and fungal infections in infants born before 24 weeks’ gestation: a review. Flannery DD, Green MB, Mehler K; Tiny Baby Collaborative Steering Committee.J Perinatol. 2026 Feb 16.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Recém-nascidos com menos de 24 semanas de idade gestacional apresentam risco extremamente elevado de infecções bacterianas e fúngicas invasivas devido à imaturidade imunológica, pele muito frágil (ausência de estrato córneo) e necessidade prolongada de intervenções invasivas (cateteres centrais, ventilação, nutrição parenteral).Infecções Bacterianas:Sepse de Início Precoce (EOS): Incidência muito alta — cerca de 45 por 1.000 nascidos <24 semanas (VON 2018-2019), 12 vezes maior que em prematuros mais maduros. Principal agente: E. coli; segundo: GBS. Quase 1 em cada 20 RN <24 semanas desenvolve EOS. Sepse de Início Tardio (LOS) : Incidência dramática de 322 por 1.000 (aprox. 1 em cada 3 RN que sobrevive >3 dias). Principais patógenos: CONS (estafilococos coagulase-negativos), seguido de gram-negativos e S. aureus. A associação LOS/morte chega a 55%. Sobreviventes de infecções apresentam maior risco de morbidades graves (DPC, lesão cerebral, retinopatia, enterocolite). Infecções Fúngicas: Candidíase invasiva: Incidência de até 3,9% (1 em 25) nos sobreviventes >3 dias. Espécies de Candida (principalmente C. albicans e C. parapsilosis) são as mais frequentes. Alto risco de disseminação (SNC, olhos, abdome).Infecções por bolores (Aspergillus e Mucorales) são raras, mas emergentes e graves, especialmente cutâneas primárias.Profilaxia: Fluconazol (3–6 mg/kg, 2×/semana) é fortemente recomendado (evidência Grau A) em RN <24 semanas com fatores de risco, reduzindo colonização, infecção invasiva e mortalidade. Diagnóstico: Hemoculturas têm sensibilidade limitada nos minúsculos (volume pequeno de sangue). Avaliação extensa (LCR, US abdominal/craniana, fundo de olho) é obrigatória quando Candida é isolada. Conclusão: Apesar dos avanços na sobrevivência de prematuros extremos, infecções continuam sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Estratégias agressivas de prevenção (bundles de cateter, stewardship antimicrobiano, profilaxia antifúngica e cuidados rigorosos com a pele) são essenciais para melhorar os desfechos nesse grupo de altíssimo risco.

Utilidade Diagnóstica da Combinação de Procalcitonina Sérica e Proteína C-Reativa na Sepse Neonatal

Utilidade Diagnóstica da Combinação de Procalcitonina Sérica e Proteína C-Reativa na Sepse Neonatal

Diagnostic Utility of Combined Serum Procalcitonin and CReactive Proteins in Neonatal Sepsis. Chen Q, Chen J, Zhong R.Br J Hosp Med (Lond). 2025 Dec 25;86(12):1-18. doi: 10.12968/hmed.2025.0745. Epub 2025 Dec 18.PMID: 41443201.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O presente estudo mostrou que a combinação de Procalcitonina (PCT) e Proteína C-Reativa (PCR) melhora significativamente o diagnóstico de sepse neonatal em comparação ao uso isolado de cada marcador.Entre os pontos mais importantes do estudo: PCT é um  biomarcador precoce (sobe em 2-4h), alta sensibilidade (≈86%) e boa especificidade para infecção bacteriana.PCR: Sensibilidade alta (≈91%), mas especificidade menor; sobe mais tarde (8-12h). A combinação PCT + PCR geral AUC (área sob a Curva ROC) de 0,94 (superior aos marcadores isolados), sensibilidade 83% e especificidade 93% (grande ganho). A combinação  melhora o equilíbrio entre identificar sepse precoce e evitar antibióticos desnecessários, é útil tanto em sepse comprovada por cultura quanto clínica e tem desempenho consistente em prematuros e a termo. Assim, a combinação PCT+PCR juntos, segundo esse estudo,  junto tem maior precisão diagnóstica na suspeita de sepse neonatal. A combinação reduz falsos positivos e auxilia na decisão de iniciar ou suspender antibióticos com mais segurança.

Crescimento Anormal em Crianças de 5 Anos Após o Uso de Antibióticos na Primeira Semana de Vida

Crescimento Anormal em Crianças de 5 Anos Após o Uso de Antibióticos na Primeira Semana de Vida

Aberrant Growth in 5YearOld Children After Antibiotics in the First Week of Life.van Leeuwen LM, van Beveren GJ, Peeters MAG, Souverein D, Euser S, Bogaert D, van Houten MA.Acta Paediatr. 2026 Feb;115(2):309-318. doi: 10.1111/apa.70322. Epub 2025 Oct 7.PMID: 41057288.  Clinical Trial.

Realizado por Paulo R Margotto

O uso de antibióticos na primeira semana de vida em recém-nascidos a termo está associado a crescimento alterado até os 5 anos de idade, especialmente redução do escore-z de peso-para-altura. Crianças expostas a antibióticos na 1ª semana tiveram, em média, 0,26 escore-z menor de peso-para-altura nos primeiros 5 anos (p=0,014). O efeito foi mais pronunciado com o regime amoxicilina/ácido clavulânico) + Gentamicina (redução de 0,36 escore-z).Outros regimes (Amoxicilina+Cefotaxima e Penicilina+Gentamicina) também mostraram redução, porém em menor magnitude. Aos 5 anos, as crianças expostas apresentaram peso ≈ 550g menor.Mecanismo provável: Perturbação do microbioma intestinal (↓ Bifidobacterium, ↑ Klebsiella e Enterococcus), que afeta o metabolismo e o crescimento do hospedeiro. Antibióticos na primeira semana de vida, mesmo por suspeita de sepse neonatal de início precoce, podem ter impacto negativo no crescimento até a idade pré-escolar. Sempre que possível, preferir regimes de menor impacto (ex.: Penicilina + Gentamicina) e evitar supertratamento, priorizando ferramentas diagnósticas mais precisas para reduzir o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro.

Proteína C-Reativa (PCR) versus Procalcitonina (PCT) no diagnóstico precoce da sepse neonatal: uma revisão sistemática

Proteína C-Reativa (PCR) versus Procalcitonina (PCT) no diagnóstico precoce da sepse neonatal: uma revisão sistemática


Creactive Protein Versus Procalcitonin in the Early Diagnosis of Neonatal Sepsis: A Systematic Review.
Sundara SV, Lu X, Busmail H, Weerakoon S, Avula S, Mandefro BT, Mohammed L.Cureus. 2025 Aug 17;17(8):e90353. doi: 10.7759/cureus.90353. eCollection 2025 Aug.PMID: 40970024.

Realizado por Paulo R. Margotto

O diagnóstico preciso e oportuno da sepse neonatal é crucial para reduzir a mortalidade, ao mesmo tempo em que previne a exposição desnecessária e potencialmente prejudicial a antibióticos em neonatos não infectados. Um biomarcador ideal deve exibir alta sensibilidade e alta especificidade, bem como valores preditivos positivos e negativos fortes. Esta revisão sistemática demonstra o forte potencial diagnóstico da PCT, particularmente no diagnóstico precoce de sepse neonatal. Além disso, a precisão diagnóstica da PCT é aprimorada quando usada em combinação com outros biomarcadores, incluindo a PCR. A PCR exibe um aumento atrasado, tipicamente 6-12 horas após o início da infecção, e uma meia-vida curta de 24-48 horas [1-3,5,12,16]. Vários fatores perinatais ocasionam o seu aumento. Essa limitação reduz sua sensibilidade, particularmente para o diagnóstico de sepse de início precoce, frequentemente resultando em uso prolongado de antibióticos empíricos e riscos associados. No entanto a PCR tem alta especificidade. A PCT é liberada na corrente sanguínea muito rapidamente após exposição bacteriana sistêmica (tanto na SEPSE DE INICIO precoce como sepse de inicio TARDIO), dentro de duas a quatro horas, atinge seu pico dentro de seis a oito horas e permanece elevada por até 48 horas. PCT foi benéfica em guiar a terapia antibiótica. Neonatos sendo tratados para suspeita de sepse precoce e alocados para terapia guiada por PCT receberam uma duração mais curta de terapia antibiótica comparada ao cuidado padrão. Valores de PCT também indicam gravidade, e eles diminuem rapidamente após o início da terapia antibiótica. Uma vez que os valores retornam ao normal, os antibióticos podem ser parados.

Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

Roseli Calil. 1º Fórum de Neonatologia do Conselho Federal de Medicina (Desafios e Ética na Assistência Neonatal), em 30 de janeiro de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto.

O foco central é a necessidade urgente de implementar Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA) e práticas de prevenção para reduzir a morbimortalidade e os danos causados pelo uso excessivo de antibióticos. A resistência bacteriana é um “cenário assustador”. Impacto do uso inadequado de antibióticos: sepse tardia, enterocolite necrosante, resistência bacteriana, morte! Fator de Risco para a sepse NÃO E DOENÇA! Reavalie entre 36 e 48 horas a necessidade de continuidade desse tratamento. A HEMOCULTURA É O PADRÃO OURO!!! Se não cresceu até 48 horas, o que crescer depois é contaminação! Para Sepse Tardia, oxacilina+ aminoglicosídeo e NÃO vancomicina+ aminoglicosídeo. EVITE PIPERACILINA + TAZOBACTAM (PIPETAZO): indutor de resistência para quadros graves e sem penetração no SNC! A Dra. Roseli conclui que estratégias de longo prazo, baseadas em educação e adesão da equipe, funcionam para controlar a resistência microbiana, reforçando que “o tempo da ação é agora”.

AUDIO POR IA: Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

AUDIO POR IA: Infecções Neonatais e Resistência Bacteriana em UTI: Desafios Terapêuticos e Estratégias de Prevenção

Roseli Calil. 1º Fórum de Neonatologia do Conselho Federal de Medicina (Desafios e Ética na Assistência Neonatal), em 30 de janeiro de 2026

Realizado por Paulo R. Margotto.

O foco central é a necessidade urgente de implementar Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA) e práticas de prevenção para reduzir a morbimortalidade e os danos causados pelo uso excessivo de antibióticos. A resistência bacteriana é um “cenário assustador”. Impacto do uso inadequado de antibióticos: sepse tardia, enterocolite necrosante, resistência bacteriana, morte! Fator de Risco para a sepse NÃO E DOENÇA! Reavalie entre 36 e 48 horas a necessidade de continuidade desse tratamento. A HEMOCULTURA É O PADRÃO OURO!!! Se não cresceu até 48 horas, o que crescer depois é contaminação! Para Sepse Tardia, oxacilina+ aminoglicosídeo e NÃO vancomicina+ aminoglicosídeo. EVITE PIPERACILINA + TAZOBACTAM (PIPETAZO): indutor de resistência para quadros graves e sem penetração no SNC! A Dra. Roseli conclui que estratégias de longo prazo, baseadas em educação e adesão da equipe, funcionam para controlar a resistência microbiana, reforçando que “o tempo da ação é agora”