NEUROSSONOGRAFIA NEONATAL-compartilhando imagens: MENINGITE
Paulo R. Margotto.
Trata-se de um caso clínico de meningite grave por Streptococcus agalactiae (GBS) em lactente prematuro (26 semanas ao nascer, agora com 4 meses):apresentou convulsões, febre, vômitos, olhar vago, LCR muito alterado (pleocitose intensa, proteína elevada, glicorraquia muito baixa, lactato alto) e hemocultura/LCR positivos para GBS. Tratamento incluiu entubação por 7 dias e antibióticos. Na discussão: alterações no ultrassom (US) craniano ocorrem em ~65% dos casos de meningite bacteriana neonatal (até 100% em deterioração grave). O US é método de primeira linha, seguro e repetível para monitorar complicações (ventriculite, coleções extra-axiais, alterações vasculares via Doppler, além de outras). A ressonância magnética (RM) é superior para detalhar extensão, especialmente em fossa posterior. Achados comuns: espessamento meníngeo precoce, infartos/necrose (especialmente em Streptococcus do Grupo B e Citrobacter), abscessos, cavitações, hidrocefalia e atrofia final. No GBS, envolvimento dos ganglios da base (incluindo caudado e tálamo) com padrão isquêmico/hemorrágico é frequente, como visto em literatura. Os infartos podem ocorrer devido à vasculite arterial ou obstrução venosa. O texto enfatiza a importância da monitorização seriada por US neonatal na meningite bacteriana para detectar precocemente complicações devastadoras, com RM complementar.
