Mês: março 2019

Curso Avançado de Ultrassonografia Pediátrica NEXUS 14-17 de março de 2019: Ultrassonografia nas Malformações Cerebrais

Curso Avançado de Ultrassonografia Pediátrica NEXUS 14-17 de março de 2019: Ultrassonografia nas Malformações Cerebrais

Paulo R. Margotto

Os recém-nascidos com grandes lesões cerebrais podem estar em grande risco de apresentarem desabilidade no neurodesenvolvimento.

A detecção precoce das grandes lesões pode alertar tanto aos clínicos como os pais e referendar para uma intervenção apropriada e precoce.

Vamos abordar  as principais:

1-AGENESIA DO SEPTO PELÚCIDO (DISPLASIA SEPTO-ÓTICA: SÍNDROME DE MORSIER)

      2-AGENESIA DO CORPO CALOSO

     3-MALFORMAÇÃO DE ARNOLD CHIARI

     4-COMPLEXO DANDY WALKER E AUMENTO DA CISTERNA MAGNA

     5-HOLOPROSENCEFALIA

    6-ESQUISENCEFALIA

    7-LESÕES CEREBELARES

    8-MALFORMAÇÃO DA VEIA DE GALENO

Curso Avançado de Ultrassonografia Pediátrica NEXUS 14-17 de março de 2019: Aspectos ultrassonográficos das infecções perinatais crônicas

Curso Avançado de Ultrassonografia Pediátrica NEXUS 14-17 de março de 2019: Aspectos ultrassonográficos das infecções perinatais crônicas

Paulo R. Margotto

As Infecções perinatais crônicas  podem causar: semelhantes tipos de neuropatias, através de:

-inflamação,

-infiltração de meninges  e estruturas vasculares,

-necrose do parênquima cerebral,

-proliferação reativa microglial e astroglial.

Citomegalia

                                   Toxoplasmose

                                   Rubéola

                                   Parvovírus

                                    Zika virus

                                    Meningite

                                    Candidíase

 

Monografia UTI Pediátrica (HMIB-2019): Estresse Moral e Cuidados Paliativos: Mito ou Realidade das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica

Monografia UTI Pediátrica (HMIB-2019): Estresse Moral e Cuidados Paliativos: Mito ou Realidade das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica

Pedro Henrique Silva de Almeida

A percepção sobre o estresse vivenciado pela equipe multiprofissional das Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal estudadas não deixa claro a sua correlação com cuidados paliativos.

A princípio os fatores como heterogeneidade no entendimento do conceito de cuidados paliativos, falta de especialistas na equipe de trabalho e local de trabalho do desenvolvimento das atividades do profissional parecem ser os principais fatores determinantes do estresse moral.

O estudo não deixa claro se o perfil dos profissionais e o estresse desenvolvido influenciam na aplicação de planos terapêuticos de cuidados paliativos e/ou manutenção desses..

Mais estudos são necessários para averiguar isoladamente as variáveis, sua correlação com estresse moral e respectivo impacto no comprometimento dos cuidados paliativos dentro das unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricos.

Estudos futuros se mostram necessários para melhor investigar as variáveis relacionadas a estresse moral, cuidados paliativos e correlacionar com as categorias profissionais que compõe uma Unidade de Terapia Intensiva. Por fim sugere se, também, de estudos que possam validar o instrumento desenvolvido nessa pesquisa.

 

Perfil de recém-nascidos de risco atendidos por enfermeiros em seguimento ambulatorial: estudo de coorte retrospectiva

Perfil de recém-nascidos de risco atendidos por enfermeiros em seguimento ambulatorial: estudo de coorte retrospectiva

Ludmylla de Oliviera Beleza, Laiane Medeiros Ribeiro, Rayanne Augusta Parente Paula, Laíse Escalianti Del Alamo Guarda, Gessica Borges Vieira, Kassandra Silva Falcão Costa.

Objetivo: analisar o perfil de coorte dos recém-nascidos de risco atendidos por enfermeiros em Ambulatório de Seguimento Multidisciplinar, com destaque ao tipo de alimentação e ao ganho ponderal, após a alta hospitalar. Método: coorte retrospectiva, população composta por recém‑nascidos de risco atendidos em período de 4 anos, dados procedentes de prontuário e relatório de atendimento, posteriormente exportados para o Programa R. As variáveis de desfecho foram: número da consulta com o enfermeiro, tipo de alimentação, ganho diário de peso e principais orientações. Houve a realização de estatística descritiva, distribuição de frequências e aplicação dos testes Mann-Whitney, Qui-Quadrado, Correlação de Spearman, Análise de Variância e Tukey, sendo significativo p<0,05. Resultados: foram analisados 882 atendimentos com 629 bebês e famílias. As frequências do aleitamento materno exclusivo e do ganho ponderal foram
aumentando com o passar das consultas. Os bebês que necessitaram de mais consultas e com menor ganho ponderal foram os com menores idade gestacional (p=0,001) e peso de nascimento (p=0,000), maior tempo de internação (p<0,005) e que possuíam diagnósticos relacionados à prematuridade extrema (p<0,05), dentre outros. Conclusão: verificou-se a importância do acompanhamento ambulatorial de recém-nascidos de risco pelo enfermeiro, especialmente na promoção do aleitamento materno e do crescimento saudável.

Mobilização precoce & doença metabólica óssea

Mobilização precoce & doença metabólica óssea

Thaís Borges de Araujo.

Fisioterapia motora: mobilização precoce com 2-5 semanas de vida (a depender da estabilização do bebê) por meios de exercícios passivos nos recém-nascidos de risco levou a efeitos benéficos sobre o peso corporal, aumento da mineralização óssea, aumento dos marcadores de formação óssea e níveis de leptina e atenuação do declínio pós-natal natural na velocidade óssea do som. Estes resultados sugerem que o exercício pode desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento da osteopenia da prematuridade. Os exercícios consistem em movimentos de extensão e flexão passiva de membros superiores e inferiores durante 5-15 minutos /dia, 2-3 vezes ao por 4-8 semanas).

Discussão Clínica: Lesão cerebral e desenvolvimento em prematuros expostos ao fentanil e morfina; Uso tardio de surfactante em RN pré-termos ventilados recebendo óxido nítrico inalado; Evidência com a experiência, novo paradigma; Neurossonografia Neonatal

Discussão Clínica: Lesão cerebral e desenvolvimento em prematuros expostos ao fentanil e morfina; Uso tardio de surfactante em RN pré-termos ventilados recebendo óxido nítrico inalado; Evidência com a experiência, novo paradigma; Neurossonografia Neonatal

Paulo R. Margotto e Equipe Neonatal do HMIB/SES/DF

Discussão Clínica: Hidrocortisona na hipotensão arterial (menos é mais); Extubação dos pré-termos extremos: preditores de sucesso e falha de extubação; Colostroterapia; Milrinona na UTI Neonatal

Discussão Clínica: Hidrocortisona na hipotensão arterial (menos é mais); Extubação dos pré-termos extremos: preditores de sucesso e falha de extubação; Colostroterapia; Milrinona na UTI Neonatal

Paulo R. Margotto e quipe Neonatal do HMIB/SES/DF

Novo método de inativação por calor a curto prazo do citomegalovírus (CMV) no leite materno: impacto na inativação do CMV, anticorpos contra CMV e atividades enzimáticas

Novo método de inativação por calor a curto prazo do citomegalovírus (CMV) no leite materno: impacto na inativação do CMV, anticorpos contra CMV e atividades enzimáticas

New short-term heat inactivation method of cytomegalovirus (CMV) in breast milk: impact on CMV inactivation, CMV antibodies and enzyme activities.Maschmann J, Müller D, Lazar K, Goelz R, Hamprecht K.Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2019 Feb 6. pii: fetalneonatal-2018-316117. doi: 10.1136/archdischild-2018-316117. [Epub ahead of print].PMID:30728181.Similar articles. Germany

Realizado por Paulo R. Margotto.

As experiências dos autores  demonstram que o curto prazo tratamento térmico por 5 s a uma temperatura de rampa de 62 ° C pode ser o melhor compromisso entre os objetivos concorrentes de Inativação do CMV de um lado, e preservação da atividade da enzima  e capacidade de ligação e neutralização do anticorpo CMV por outro lado. Para estar do lado muito seguro sobre inativação do CMV, temperaturas de 66 ° C e superiores devem ser usadas, embora os experimentos de tipo selvagem mostrassem Inativação do CMV além de 60 ° C por 5 s. No entanto, este estudo apenas fornece dados in vitro, mas estudos clínicos de inativação do CMV também foi realizada com sucesso a 62 ° C por 5 s, mesmo com quantidades de até 50 mL de leite materno por procedimento de pasteurização.  A máquina usada para nossos experimentos é comercialmente disponível e em uso clínico em vários níveis neonatais alemães de 3 unidades capazes de pasteurizar até 95 mL de leite materno por procedimento. Portanto, podemos apresentar evidências laboratoriais e clínicas para uma inativação de CMV de curto prazo suave e eficiente baseada em filme de leite método. Além disso, demonstramos o melhor do nosso conhecimento pela primeira vez que a pasteurização Holder destrói a atividade da enzima lipase em adição à ligação do CMV e neutralizando completamente o soro do leite, enquanto o procedimento rápido de inativação baseada em filme de leite é capaz de reduzir perda completa de atividades  fosfatase alcalina e lipase no leite materno, contribuindo para uma melhor digestão do leite e prevenção da transmissão do CMV via aleitamento materno.

Portanto

Um mínimo de 5 segundos acima de 60°C foi necessário para a inativação do CMV na m amostra do LM infectada por CMV-AD-169 e infectada do tipo selvagem. A lipase foi muito sensível ao calor (atividades de 54% a 55°C, 5% a 60°C e 2% a 65°C). A fosfatase alcalina apresentou atividades de 77%, 88% e 10%, respectivamente. Os anticorpos IgG CMV-p150 foram preservados a 62°C por 5 segundos.

 Os resultados do presente estudo  mostram que a pasteurização do leite humano  a curto prazo (62°C por 5 segundos) pode ser eficiente para a inativação do CMV e reduz a perda de atividades enzimáticas, assim como a ligação do CMV e anticorpos CMV funcionais.

Doença Metabólica Óssea da Prematuridade-2019

Doença Metabólica Óssea da Prematuridade-2019

Miza Maria B.A.Vidigal, Paulo R. Margotto

Capitulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4ª Edição, 2019, no Prelo

Condição patológica inerente ao bebe prematura caracterizada por uma redução do tecido osteóide e do componente mineral e por alterações bioquímicas do metabolismo fósforo-cálcico que determinam alterações no processo de mineralização óssea levando a fragilidade do suporte estrutural deste (osteopenia), podendo ocasionar o aparecimento de fraturas espontâneas (raquitismo) quando na sua forma mais grave. A incidência atual é desconhecida e os últimos estudos mostram que mais da metade dos recém-nascidos com menos de 28 semanas de idade gestacional e menos de 1000g gramas desenvolverão a patologia e um em cada 5 dos menores de 1500g. A concomitância de prematuridade extrema com retardo de crescimento aumenta ainda mais a gravidade da doença.

NA PROFILAXIA

-Fisioterapia motora: mobilização precoce com 2-5 semanas de vida (a depender da estabilização do bebê) por meios de exercícios passivos nos recém-nascidos de risco levou a efeitos benéficos sobre o peso corporal, aumento da mineralização óssea, aumento dos marcadores de formação óssea e níveis de leptina e atenuação do declínio pós-natal natural na velocidade óssea do som. Estes resultados sugerem que o exercício pode desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento da osteopenia da prematuridade. Os exercícios consistem em movimentos de extensão e flexão passiva de membros superiores e inferiores durante 5-15 minutos /dia, 2-3 vezes ao por 4-8 semanas).