Primeiro estudo piloto de fototerapia vestível para hiperbilirrubinemia neonatal.
First in–human pilot study of wearable phototherapy for neonatal hyperbilirubinaemia. Spaan J, Been JV, Wallé Y, Reiss IKM, Wagenaar JHL, Hulzebos CV, van der Geest BAM.Eur J Pediatr. 2025 Jun 9;184(7):407. doi: 10.1007/s00431-025-06239-w.PMID: 40488806.
Realizado por Paulo R. Margotto.
Esse é o primeiro estudo piloto em humanos sobre a fototerapia vestível Jauni (Bilihome BV) para hiperbilirrubinemia neonatal c om 12 bebês. 83%(10/12) concluíram a fototerapia em 48h, com redução mediana de 0,105 mg%/he duração mediana de 23h. Dois neonatos passaram para fototerapia convencional devido a aumento de TSB, sem nenhuma evento adverso grave. Pais e profissionais relataram maior mobilidade, autonomia parental e facilidade na amamentação. Portanto, A fototerapia vestível Jauni é eficaz e segura para a maioria dos neonatos (quase) a termo com hiperbilirrubinemia, promovendo mobilidade e autonomia. Estudos maiores são necessários para validar e otimizar seu uso, especialmente em ambiente domiciliar.
Melhorando os resultados dos desfechos de recém-nascidos de alto risco (especialmente prematuros extremos, com foco em neurodesenvolvimento, intervenções precoces e sistemas de acompanhamento)
Palestra administrada por Andrea Duncan (EUA) no IX Encontro Internacional de Neonatologia, Gramado, RS, 3-5 de abril de 2025.
Realizado por Paulo R. .
Apesar da maior sobrevida, déficits a longo prazo persistem devido a lesões na substância branca. Além de NDI grave (paralisia cerebral, cegueira, surdez), déficits sutis (comportamentais, motores finos, cognitivos) afetam até 35% dos prematuros extremos aos 2 anos, impactando desempenho escolar e socioemocional.25-50% das mães de prematuros apresentam depressão pós-parto ou estresse pós-traumático, afetando o vínculo com o bebê. A parentalidade responsiva (“servir e retornar”) melhora cognição e regulação emocional, enquanto comportamentos intrusivos ou retraídos pioram os desfechos. A neuroplasticidade nos primeiros 2-3 anos permite intervenções eficazes. Programas como Método Canguru, NIDCAP, alimentação baseada em sinais e massagem materna promovem vínculo, regulação fisiológica e desenvolvimento cerebral. Acompanhamento Contínuo (“Follow-through”): Apenas 50% dos bebês elegíveis participam de clínicas de acompanhamento nos EUA, com perdas significativas na transição da alta. Um sistema integrado, com planejamento multidisciplinar e apoio comunitário, melhora adesão e equidade. Práticas na UTIN: Neuroproteção (prevenção de pneumotórax, posicionamento neutro), envolvimento parental (massagem, rounds diários) e programas como SENS (exposição sensorial estruturada) apoiam o desenvolvimento precoce. Determinantes Sociais: Insegurança alimentar e habitacional impacta desfechos. Triagem e suporte às famílias são essenciais. Inteligência Artificial e ressonância magnética auxiliam na detecção precoce de paralisia cerebral e avaliação da substância branca, respectivamente. Colocar sempre a Familia no Centro. Intervenções precoces, acompanhamento contínuo e sistemas integrados que priorizem a família são cruciais para maximizar o potencial de bebês de alto risco, aproveitando a neuroplasticidade e abordando fatores biomédicos e sociais.
ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Principais problemas respiratórios que afetam recém-nascidos prematuros
Renato Procianoy.
Realizado por Paulo R. Margotto.
Com a tecnologia e a queda da mortalidade, o foco mudou para a diminuição da morbidade e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes; a qualidade de vida que a criança terá após a alta é o principal objetivo do cuidado neonatal.
ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Gravidez na adolescência e Políticas de Saúde Pública
Denise Leite OCampos
Realizado por Paulo R. Margotto.
Em 2023, o Brasil registrou quase 12% de partos prematuros, totalizando cerca de 340.000 bebês prematuros, o que significa seis a cada 10 minutos; adolescentes entre 10 e 13 anos têm um risco 56% maior de parto prematuro em comparação com mulheres adultas.
ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Inovações no Cuidado Respiratório do Prematuro Internado
Guilherme Sant´Anna (Canadá)
Realizado por Paulo R., Margotto.
o cuidado respiratório é fundamental para o sucesso no tratamento de prematuros cada vez mais extremos. É essencial ter em mente que “quanto mais simples, melhor”. Se houver a necessidade de complicar ou sofisticar, deve-se saber exatamente como e por que dessa intervenção
Associação entre exposições à furosemida versus clorotiazida com sódio, potássio e cloreto séricos em lactentes com displasia broncopulmonar
Association of furosemide versus chlorothiazide exposures with serum sodium, potassium, and chloride among infants with bronchopulmonary dysplasia. Nelin TD, Huber M, Jensen EA, DeMauro SB, Morris H, Lorch SA, Gibbs K, Alexiou S, Napolitano N, Bustin A, Bamat NA.J Perinatol. 2025 Mar;45(3):312-318. doi: 10.1038/s41372-024-02159-z. Epub 2024 Nov 5.PMID: 39501014 Artigo Grátis! Estados Unidos.
Realizado por Paulo R. Margotto
Os diuréticos são a classe de medicamentos mais usada, com furosemida e clorotiazida sendo os medicamentos mais frequentemente prescritos, apesar dos dados limitados de eficácia e segurança para esses medicamentos Embora sejam conhecidos por afetar os níveis de eletrólitos em adultos e crianças, faltam dados comparando o impacto da furosemida e da clorotiazida nos níveis de eletrólitos plasmáticos em bebês com DBP de alto grau. Este estudo questiona a presunção de que o efeito diurético mais fraco da clorotiazida por atuar no túbulo contorcido distal esteja associado a menores distúrbios eletrolíticos do que para a furosemida (atua na alça de Henle ) na prática clínica. Os presentes autores demonstraram que não encontraram diferença significativa nas alterações séricas de sódio, potássio ou cloreto após a administração de furosemida em comparação à clorotiazida (clorotiazida não está associada a menor perda de eletrólitos em comparação à furosemida, desafiando a suposição de que seja um diurético “mais suave” nesse contexto).
A proporção de neutrófilos para linfócitos é um preditor preciso de sepse neonatal em bebês prematuros?
Is neutrophil to lymphocyte ratio an accurate predictor of neonatal sepsis in premature infants? Binny R, Kotsanas D, Buttery J, Korman T, Tan K.Early Hum Dev. 2025 Jan;200:106147. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2024.106147. Epub 2024 Nov 17.PMID: 39577209 Artigo Gratis! Australia.
Apresentado por Ana Caroline Jordão na Residência de Neonatologia do Hospital Santa Lúcia Sul, Brasília, DF. Coordenação: Coordenação: Paulo R. Margotto.
A razão neutrófilo/linfócito (NLR) é a razão entre as contagens de neutrófilos e linfócitos no sangue periférico e é um marcador de respostas imunes inatas e adaptativas. Este estudo continua sendo uma das poucas publicações envolvendo bebês extremamente prematuros e NLR, com idade gestacional média de 28 semanas e peso médio ao nascer de 1114g. Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre NLR e positividade da hemocultura em bebês prematuros nascidos com < 32 semanas de gestação na Monash Newborn, uma UTIN terciária australiana na área metropolitana de Melbourne. O objetivo secundário foi comparar o desempenho da NLR com o da PCR e do ITR (razão dos imaturos/total de neurófilos) no diagnóstico de positividade da cultura, incluindo verdadeiros e falsos positivos, e determinar se sua combinação com a NLR ajudará a melhorar o desempenho diagnóstico. Um valor de corte de 1,2 foi usado neste estudo. Isso produziu uma sensibilidade de 65,7% e uma especificidade de 63,7%. O aumento da NLR é devido a um desequilíbrio na contagem geral de neutrófilos e ao aumento da apoptose de linfócitos. Quando ocorre sepse, o sistema imunológico inato desencadeia a granulopoiese, que aumenta a produção e diminui a apoptose de neutrófilos para combater a infecção bacteriana. A combinação de NLR com PCR tardia seria tão eficaz na detecção de bacteremia, com uma AUC de 0,78 (IC de 95% 0,75-0,82], p < 0,01), quanto o uso combinado dos três biomarcadores, 0,78 (IC de 95% 0,74-0,81]; p < 0,01). Isso indica que o uso adjuvante de ITR na detecção de positividade da cultura não contribuiu para o diagnóstico. Assim esses autores sugerem uma mudança na prática em nossa Unidade terciária para incluir a NLR em vez da ITR como biomarcador basal de sepse, juntamente com a PCR tardia.
Proteinúria em recém-nascidos prematuros: influência da restrição do crescimento fetal (RCF)
Proteinuria in preterm neonates: influence of fetal growth restriction.Sehgal A, Levins C, Yeomans E, Lu Z, Metz D.J Perinatol. 2025 Apr 19. doi: 10.1038/s41372-025-02306-0. Online ahead of print.PMID: 40253560. Artigo Gratis!
Realizado por Paulo R. Margotto.
Esse estudo observacional prospectivo, descreve pela primeira vez proteinúria significativamente maior no primeiro mês de vida em neonatos RCF-PIG, em comparação a neonatos AIG de idade gestacional equivalente. Esse fenômeno é devido à redução do número de néfrons e da superfície de filtração, com subsequente hiperfiltração glomerular para manter a depuração equivalente. Essa associação (RCF-PIG e nefrogênese imperfeita) pode aumentar o risco de insuficiência renal e doença renal terminal na vida adulta. Parece que RCF-PIG é um fator de risco para o desenvolvimento de doença renal progressiva e médicos renais pediátricos e adultos devem rotineiramente explorar o histórico de prematuridade e RCF em populações de paciente.
MONOGRAFIA-2025-UTI PEDIÁTRICA: Aplicabilidade de Escala de DELIRIUM e ABSTINÊNCIA em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica no Distrito Federal
Marília Vilela Veado, Ana Paula de Almeida Plácido Lima, Adriana de Rezende Dias e Lucieny Silva Martins Serra.
Crianças internadas em UTIPs frequentemente necessitam de sedativos e analgésicos para controlar a dor e a ansiedade. No entanto, o uso prolongado dessas substâncias pode levar ao desenvolvimento de delirium e síndrome de abstinência. Este é um estudo prospectivo, comparativo e transversal realizado na UTIP do Hospital Materno Infantil de Brasília, envolvendo crianças entre 28 dias a 13 anos de idade. Nesse estudo a maioria dos pacientes estavam alertas e calmos. Os achados demonstram que a escala SOS-PD pode ser útil para rastrear a síndrome de abstinência, mas sua aplicação simultânea para delirium e abstinência ainda enfrenta desafios (CORNEL:56%-muito sensível, estimando o delirium, especialmente nos pacientes sedados; SOS-PD: 28% e Especialistas:24%). A implementação de escalas padronizadas e a conscientização sobre a necessidade de triagem são fundamentais para melhorar o diagnóstico e o manejo dessas condições na UTI Pediátrica.