Categoria: Artigos

Infecções por Enterobacterales produtoras de β-lactamase de Espectro Estendido entre lactentes após colonização vertical em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Infecções por Enterobacterales produtoras de β-lactamase de Espectro Estendido entre lactentes após colonização vertical em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Extendedspectrum betalactamaseproducing Enterobacterales infections among infants following vertical colonization in a neonatal intensive care unit. Abe M, Otsubo Y, Tame T, Okazaki K, Horikoshi Y. J Perinatol. 2025 Mar 5. doi: 10.1038/s41372-025-02256-7. Online ahead of print.PMID: 40038542. Japão.

Realizado por Paulo R. Margotto.

As β-lactamases de espectro estendido (ESBL) são enzimas que conferem resistência a uma ampla gama de antibióticos β-lactâmicos, incluindo penicilinas e cefalosporinas. Entre os antibióticos β-lactâmicos, apenas as classes carbapenêmicos e cefamicina exibem estabilidade contra bactérias produtoras de ESBL(ESBL-E). Depois do Streptococcus do Grupo B (GBS), as Enterobacterales são os segundos patógenos causadores mais comuns de bacteremia e meningite neonatal. Pacientes em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) podem adquirir ESBL-E verticalmente de suas mães ou horizontalmente do ambiente, incluindo profissionais de saúde e visitantes. A transmissão vertical geralmente ocorre por meio do contato com fezes maternas durante o parto, e não há medidas preventivas eficazes. A transmissão horizontal, no entanto, pode ser prevenida. A triagem é tipicamente realizada para GBS vaginal e colonização neonatal por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) como profilaxia intraparto ou prevenção de infecções na UTIN. No entanto, a importância da triagem para colonização por ESBL-E em neonatos em uma UTIN ainda não está clara. O presente estudo teve como objetivo descrever a incidência de colonização por ESBL-E entre neonatos admitidos em uma UTIN, bem como a incidência de infecções subsequentes por ESBL-E entre aqueles com colonização por ESBL-E. A transmissão vertical da ESBL-E da mãe para o recém-nascido é comum, com uma taxa de transmissão variando de 35 a 46%. O presente estudo descobriu que 1,3% dos recém-nascidos admitidos na UTIN foram colonizados com ESBL-E e que 11,4% destes posteriormente desenvolveram uma infecção por ESBL-E. Essas descobertas indicam que a triagem de rotina para ESBL-E deve ser realizada em mães e neonatos como está sendo feito atualmente para a colonização por MRSA. Atualmente, não há consenso sobre a triagem materna para ESBL-E. Se um neonato cuja mãe tem colonização por ESBL-E apresentar sepse de início precoce, a terapia empírica com meropenem pode ser administrada para uma possível infecção por ESBL-E enquanto os resultados da cultura estão pendentes. Outro mérito da triagem de ESBL-E é que ela permite que indivíduos colonizados sejam isolados ou que precauções de contato sejam implementadas para conter potenciais transmissões horizontais.

MONOGRAFIA NEONATOLOGIA-HMIB-2025: Dificuldades maternas no processo de aleitamento materno de prematuros internados em uma UTI Neonatal do Distrito Fede

MONOGRAFIA NEONATOLOGIA-HMIB-2025: Dificuldades maternas no processo de aleitamento materno de prematuros internados em uma UTI Neonatal do Distrito Fede

Ana Luiza Espinoza Resende, Flávio Ramiro Espinoza Resende, Nathalia Falchano Bardal.

Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.2, p. 01-12, 2025

Características da UTIN do HMIB como a cesárea como via de parto mais prevalente e uma maior quantidade de prematuros entre 28 e 32 semanas de idade gestacional de nascimento, apresentam-se como dificultadores indiretos do aleitamento materno. Entretanto, por se tratar de uma unidade de referência no Distrito Federal, não há como alterar essas características de forma direta. Assim, é necessário adotar práticas que estimulem o aleitamento materno, como a prática da posição canguru, ou mesmo a colostroterapia. O estudo mostra que apesar de realizar o contato pele a pele na unidade, esta prática tem sido feita mais tardiamente. Torna-se necessário adaptar suas rotinas e implantar outras estratégias para possibilitar o contato entre mãe e filho o mais precoce possível para assim estimular a lactação e ordenha visando a manutenção do aleitamento materno. Por meio das respostas das participantes, o estudo mostra que a maior dificuldade materna no processo de aleitamento materno na UTIN do HMIB é a distância do hospital até a sua casa, bem como o custo com transporte até o hospital. Dessa forma torna-se necessário que a unidade disponha de infraestrutura para permitir que as mães estejam presentes o maior tempo possível na UTIN para amamentar e ordenhar.

Neurologia Neonatal: Visão de Volpe: Grande Carga de Sequelas Neuropsiquiátricas Após Parto Muito Precoce-Evolução da Compreensão da Neurobiologia d Potenciais Intervenções

Neurologia Neonatal: Visão de Volpe: Grande Carga de Sequelas Neuropsiquiátricas Após Parto Muito Precoce-Evolução da Compreensão da Neurobiologia d Potenciais Intervenções

March, 2025

MASSIVE BURDEN OF NEUROPSYCHIATRIC SEQUELAE AFTER VERY PRETERM BIRTH—EVOLVING UNDERSTANDING OF NEUROBIOLOGY AND POTENTIAL INTERVENTIONS

Joseph J. Volpe, MD. Departamento de Neurologia, Hospital Infantil de Boston. Bronson Crothers Professor de Neurologia, Emérito, Harvard Medical School, Boston MA

Realização: Paulo R. Margotto.

Um grupo particularmente bem caracterizado de 177 bebês muito prematuros acompanhados até os 7 anos de idade teve, em comparação com bebês nascidos a termo, três vezes mais chances de preencher os critérios para qualquer diagnóstico psiquiátrico aos 7 anos de idade (transtornos de ansiedade (11%), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (10%) e transtorno do espectro autista [TEA] de 4,5% (2.500-5.000 novos casos de transtornos neuropsiquiátricos significativos, incluindo TEA, resultam anualmente em tais bebês).Na patogênese e neuropatologia,  há sugestão que o desenvolvimento de conexões córtico-límbicas e particularmente sua relação com o desenvolvimento da rede autonômica central (central autonomic network – CAN) são de importância central. o estresse neonatal em bebês prematuros (número de procedimentos dolorosos) demonstrou estar associado a essa conectividade reduzida. O estresse pré-natal pode levar a alterações autonômicas fetais, por exemplo, frequência cardíaca fetal, atividade, padrões de sono, velocidade do fluxo sanguíneo cerebral.33 É importante ressaltar que esse estresse também pode levar a alterações no desenvolvimento cerebral. Intervenções que reduzem o estresse pré-natal podem melhorar o desenvolvimento autonômico-límbico. Uma variedade de outras abordagens para redução do estresse (por exemplo, interações materno-infantis aprimoradas, Cuidados Canguru; voz materna, fala, canto; música, etc.) demonstraram promover a estabilidade autonômica dos bebês e, em alguns casos, melhorar os parâmetros de desenvolvimento cerebral.

Cuidados pré-operatórios de neonatos com cardiopatia congênita

Cuidados pré-operatórios de neonatos com cardiopatia congênita

Preoperative Care of Neonates With Congenital Heart Disease.Tran NN, Tran M, Lemus RE, Woon J, Lopez J, Dang R, Votava-Smith JK.Neonatal Netw. 2022 Jul 1;41(4):200-210. doi: 10.1891/NN-2021-0028.PMID: 35840337 Artigo Gratis. Los Angeles, EUA

Apresentação: R4 Neo HMIB Loyanne + R5 UTIP HCB Mayara. Coordenação: Marta  David Rocha de Moura.

Destaco os resultados do neurodesenvolvimento desses bebês: essas crianças continuam a apresentar altas taxas de atraso na cognição, linguagem, visão e funções motoras amplamente abordado no capítulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco O CEREBRO DO RECÉM-NASCIDO COM CARDIOPATA CONGÊNITA.

Avaliação do tamanho ventricular e resultados neurocognitivos em crianças com fechamento pós-natal de mielomeningocele

Avaliação do tamanho ventricular e resultados neurocognitivos em crianças com fechamento pós-natal de mielomeningocele

Assessment of Ventricular Size and Neurocognitive Outcomes in Children with Postnatal Closure of Myelomeningocele.Lai GY, Pfeifle GB, Castillo H, Harvey J, Farless C, Davis T, Castillo J, Gupta N.J Pediatr. 2024 Nov;274:114167. doi: 10.1016/j.jpeds.2024.114167. Epub 2024 Jun 27.PMID: 38944186.

Apresentação: Paulo R. Margotto.

Em crianças com mielomeningocele, 70%-80% das que passam por fechamento cirúrgico pós-natal  e 40% dos pacientes que passam por fechamento cirúrgico pré-natal necessitam de um procedimento de desvio líquido cefalorraquidiano (LCR), geralmente uma derivação ventriculoperitoneal (VP), para tratar hidrocefalia . Devido às comorbidades associadas às complicações da derivação , muitos Centros adotaram abordagens mais conservadoras que aceitam tamanho ventricular maior e/ou colocação de uma derivação VP mais tarde na vida. A necessidade de derivação do LCRfoi associada a piores resultados neurocognitivos em estudos envolvendo pacientes com  e sem  mielomeningocele. Essas descobertas levaram a uma tendência ao longo dos anos de aceitar ventrículos maiores e colocação tardia de uma derivação VP em crianças com mielomeningocele. Análise secundária mais recente de uma coorte de crianças com mielomeningocele em idade escolar com hidrocefalia derivada tiveram piores resultados adaptativos e cognitivos em comparação com aqueles que não foram derivados. Nesse estudo pacientes que tiveram um  shunt VP  tiveram FOHR (razão do corno frontal-occipita)l maior em média do que aqueles que não tiveram um shunt ( P  < 0,001). No entanto, herniação cerebelar foi maior no grupo derivado (77% vs 23%; P  < 0,01). Na visão do experiente neurocirurgão Dr. Benicio usar o bom senso “aceitar um pouco de ventriculomegalia sim, mas não demais. Alguns neurocirurgiões aceitam índice ventricular de 0,5 até 0.6” No entanto, estudos maiores são necessários para explorar mais a fundo a relação entre tamanho do ventrículo, hidrocefalia e resultados do neurodesenvolvimento, incluindo inclusão de crianças com fechamento pré-natal.

DIRETO AO PONTO: HIPERBILIRRUBINEMIA DIRETA :Interpretação e Conduta

DIRETO AO PONTO: HIPERBILIRRUBINEMIA DIRETA :Interpretação e Conduta

Paulo R. Margotto, Fabiano Cunha Gonçalves, Priscila Rabelo Guimarães (2024).

O objetivo dessa discussão com a Equipe Neonatal do HMIB foi Como devemos gerenciar a hiperbilirrubinemia em recém-nascidos a termo e prematuros tardios quando os níveis de bilirrubina total sérica (BTS)  e bilirrubina direta (BD) estão acentuadamente elevados? Entre as causas do aumento da bilirrubina direta (uso de fluconazol, nutrição parenteral [pelas evidências atuais, não há indicação do uso do ácido ursodeoxicólico como profilático da colestase pela nutrição parenteral!], infecção, atresia de vias biliares, causas genéticas), enfocamos  na colestase e doença hemolítica do feto e do recém-nascido. Por quê? Devido à preocupação  com a NEUROTOXICIDADE. A doença hemolítica do feto e do recém-nascido pode causar colestase grave com concentrações de bilirrubina direta (BD) atingindo até 50 vezes o limite superior do normal! É causada principalmente pela sobrecarga de ferro no fígado e é mais frequente em neonatos que necessitam de transfusão intrauterina. Outros autores: bile viscosa  pela intensa hemólise. O deslocamento da bilirrubina indireta (BI) da albumina pela BD NÃO FOI CONFIRMADO e assim, na síndrome do bebê bronzeado, não há aumento do risco de neurotoxicidade pela bilirrubina. Recente revisão de Watchko e Maisels orientam: na hiperbilirrubinemia total grave no bebê colestático quando a BD é <50% da bilirrubina total,  basear as decisões de fototerapia e exsanguineotransfusão na bilirrubina total, conforme estabelecido nas diretrizes atuais (não substraia da bilirrubina total a bilirrubina direta). Já no caso   quando a fração da BD e ≥50% da bilirrubina total, a exsanguineotransfusão estará indicada se a bilirrubina indireta (BI) for ≥ 18-20mg%, tendo o objetivo de manter a BI entre 17-19mg%. Todos os bebês com colestase que desenvolveram kernicterus tinham uma condição hemolítica. Suspeita dessa condição quando a BI>10mg%. Veja também a Apresentação realizada por nós!

 

HIPERBILIRRUBINEMIA DIRETA :Interpretação e Conduta (APRESENTAÇÃO!)

HIPERBILIRRUBINEMIA DIRETA :Interpretação e Conduta (APRESENTAÇÃO!)

Paulo R. Margotto. Fabiano Cunha Gonçalves, Priscila Guimarães (2024). Apresentação realizada na Unidade  de Neonatologia do HMIB, no dia 28 de agosto de  2024 por Paulo R. Margotto.

O objetivo dessa discussão com a Equipe Neonatal do HMIB foi Como devemos gerenciar a hiperbilirrubinemia em recém-nascidos a termo e prematuros tardios quando os níveis de bilirrubina total sérica (BTS)  e bilirrubina direta (BD) estão acentuadamente elevados? Entre as causas do aumento da bilirrubina direta (uso de fluconazol, nutrição parenteral [pelas evidências atuais, não há indicação do uso do ácido ursodeoxicólico como profilático da colestase pela nutrição parenteral!], infecção, atresia de vias biliares, causas genéticas), enfocamos  na colestase e doença hemolítica do feto e do recém-nascido. Por quê? Devido à preocupação  com a NEUROTOXICIDADE. A doença hemolítica do feto e do recém-nascido pode causar colestase grave com concentrações de bilirrubina direta (BD) atingindo até 50 vezes o limite superior do normal! É causada principalmente pela sobrecarga de ferro no fígado e é mais frequente em neonatos que necessitam de transfusão intrauterina. Outros autores: bile viscosa  pela intensa hemólise. O deslocamento da bilirrubina indireta (BI) da albumina pela BD NÃO FOI CONFIRMADO e assim, na síndrome do bebê bronzeado, não há aumento do risco de neurotoxicidade pela bilirrubina. Recente revisão de Watchko e Maisels orientam: na hiperbilirrubinemia total grave no bebê colestático quando a BD é <50% da bilirrubina total,  basear as decisões de fototerapia e exsanguineotransfusão na bilirrubina total, conforme estabelecido nas diretrizes atuais (não substraia da bilirrubina total a bilirrubina direta). Já no caso   quando a fração da BD e ≥50% da bilirrubina total, a exsanguineotransfusão estará indicada se a bilirrubina indireta (BI) for ≥ 18-20mg%, tendo o objetivo de manter a BI entre 17-19mg%. Todos os bebês com colestase que desenvolveram kernicterus tinham uma condição hemolítica. Suspeita dessa condição quando a BI>10mg%.

Hiperbilirrubinemia e Retinopatia da Prematuridade (ROP): um Estudo de Coorte Retrospectivo

Hiperbilirrubinemia e Retinopatia da Prematuridade (ROP): um Estudo de Coorte Retrospectivo

Hyperbilirubinemia and retinopathy of prematurity: a retrospective cohort studyGulden S, Cervellini G, Colombo M, Marangoni MB, Taccani V, Pesenti N, Raffaeli G, Araimo G, Osnaghi S, Fumagalli M, Garrido F, Villamor E, Cavallaro G.Eur J Pediatr. 2024 Sep;183(9):3809-3818. doi: 10.1007/s00431-024-05630-3. Epub 2024 Jun 15.PMID: 38877325. Itália.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Na população estudada <32 semanas 12,8% dos lactentes apresentaram  RETINOPATIA DA PREMATURIDADE (ROP). A taxa de qualquer ROP foi maior nos lactentes com hiperbilirrubinemia (13,8%)  quando comparados aos lactentes sem hiperbilirrubinemia (7,8%, p  < 0,01). Os dias de exposição a fototerapia nos bebês com ROP foram maiores do que nos bebês sem  ROP (p<0.001) e essa exposição foi maior nos bebes com ROP grave em relação aos bebes com ROP não grave. Cada dia adicional de hiperbilirrubinemia aumentou o risco de desenvolver qualquer ROP em 5%, ROP não grave em 4% e ROP grave em 6% em comparação com o grupo sem ROP. No entanto, a associação entre hiperbilirrubinemia e ROP não pôde ser observada no subgrupo com menor IG, que é mais suscetível ao desenvolvimento de ROP grave! Bilirrubina de pico baixo e a fototerapia prolongada podem estar associadas a uma ROP mais grave. Portanto, ao degradar a bilirrubina, a fototerapia pode diminuir a capacidade de resistência à oxidação e pode aumentar as ROS na retina e no soro. É aconselhável o uso cuidadoso de fototerapia profilática em neonatos com alto risco de ROP. Além disso, a hiperbilirrubinemia pode afetar o funcionamento visuocortical independentemente dos seus efeitos na retina.

Metas de Saturação de Oxigênio Intermediárias vs. Altas em Bebês Prematuros: um Estudo de Coorte Nacional

Metas de Saturação de Oxigênio Intermediárias vs. Altas em Bebês Prematuros: um Estudo de Coorte Nacional

Intermediate vsHigh Oxygen Saturation Targets in Preterm Infants: A National Cohort Study.Taylor RS, Singh B, Mukerji A, Dorling J, Alvaro R, Lodha A, El-Naggar W, Yoon EW, Shah PS; Canadian Neonatal Network Investigators .Neonatology. 2024 Aug 5:1-8. doi: 10.1159/000540278. Online ahead of print.PMID: 39102804. Artigo Gratis! Canada.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

Estudo da Rede Canadense de Neonatologia compara resultados em prematuros de gestação <29 semanas internados em Unidades terciárias de Terapia Intensiva Neonatal (NICUs) com metas de saturação alta (90–95%) versus metas intermediárias de SpO2  (88–93%). Também compararam separadamente os altos limites de alarme (88–97%) com os intermediários (83–96%). No Canadá, para neonatos <29 semanas de  gestação ao nascer, meta de saturação intermediária (88–93%; configurações de alarme 84–96%) foi associado a maiores chances de sobrevivência sem grande morbidade em comparação com uma meta de saturação de oxigênio mais alta (90–95%; configurações de alarme de 88–97%). Alvos de saturação de oxigênio mais altos não foram associados a qualquer diminuição na mortalidade, taxas de enterocolite necrosante ou lesão neurológica, em comparação com alvos intermediários de saturação. Metas de alta saturação de O2 foram associadas a maior taxa de DBP e maior tempo de internação hospitalar na comparação não ajustada. No entanto, ais estudos são necessários para confirmar ou refutar esta associação.

Intervenção de Desenvolvimento Orientada pelos Pais para Bebês com Muito Baixo Peso ao Nascer: um Ensaio Clínico Randomizado

Intervenção de Desenvolvimento Orientada pelos Pais para Bebês com Muito Baixo Peso ao Nascer: um Ensaio Clínico Randomizado

ParentGuided Developmental Intervention for Infants With Very Low Birth Weight: A Randomized Clinical Trial.Silveira RC, Valentini NC, O’Shea TM, Mendes EW, Froes G, Cauduro L, Panceri C, Fuentefria RN, Procianoy RS.JAMA Netw Open. 2024 Jul 1;7(7):e2421896. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2024.21896.PMID: 39018071 . Clinical Trial. Artigo Gratis!

Apresentação: Nathália Aragão MR4 Neonatologia – R4 Neonatologia/HMIB/SES/DF

Coordenação: Carlos Alberto Zaconeta.

Intervenções precoces que envolvem educação e/ou suporte para os pais podem melhorar o bem-estar psicossocial dos pais e, assim, melhorar os desfechos dos bebês. Em 100 recém-nascidos de muito baixo peso, 50  em cada grupo, mostrou que a intervenção precoce guiada pelos pais melhora resultados do neurodesenvolvimento de bebês prematuros ou com muito baixo peso ao nascer em países de baixa e média renda (o grupo de intervenção apresentou pontuações mais altas nos desfechos de desenvolvimento cognitivo, motor e de linguagem).