Categoria: Artigos

Uma Técnica Menos Invasiva para Administração de Surfactante em Um Recém-Nascido e Termo com Síndrome de Aspiração de Mecônio Moderada.

Uma Técnica Menos Invasiva para Administração de Surfactante em Um Recém-Nascido e Termo com Síndrome de Aspiração de Mecônio Moderada.

Less Invasive Technique for Surfactant Administration in a Full-Term Newborn With Moderate Meconium Aspiration SyndromeAbusallout N, Abdulrahman S, Elhadidi A, Ben Ayad A.Cureus. 2024 Mar 30;16(3):e57293. doi: 10.7759/cureus.57293. eCollection 2024 Mar.PMID: 38690449 Artigo Gratis!

Realizado por Paulo R. Margotto.

Este relato de caso destaca a aplicação bem-sucedida da técnica  surfactante minimamente invasiva em um neonato a termo com SAM moderada. Convencionalmente essa técnica tem sido usada em neonatos prematuros com Síndrome do Desconforto Respiratório, envolve a administração de surfactante por meio de um cateter fino, potencialmente mitigando os riscos associados a procedimentos mais invasivos. A prevenção de ventilação mecânica e complicações consequentes, como pneumotórax hipertensivo, neste caso, destaca o benefício potencial dessa técnica em neonatos a termo com SAM, podendo constituir uma opção viável no tratamento da SAM no recém-nascido a termo. A vantagem dessa técnica e que permite a respiração espontânea contínua e a manutenção da capacidade residual funcional, potencialmente levando a uma melhor dinâmica de oxigenação e ventilação.

Nutrição Enteral Precoce e Exclusiva em Recém-Nascidos Muito Prematuros

Nutrição Enteral Precoce e Exclusiva em Recém-Nascidos Muito Prematuros

Early and exclusive enteral nutrition in infants born very preterm.Razzaghy J, Shukla VV, Gunawan E, Reeves A, Nguyen K, Salas AA.Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2024 Jun 19;109(4):378-383. doi: 10.1136/archdischild-2023-325969.PMID: 38135494 Clinical Trial. Estados Unidos.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os protocolos atuais de alimentação para bebês muito prematuros geralmente envolvem o avanço lento dos volumes de alimentação enteral, o que atrasa o estabelecimento da alimentação enteral completa e prolonga a necessidade de acesso intravenoso e nutrição parenteral. As práticas tradicionais de alimentação enteral persistem em parte por medo de aumentar o risco de enterocolite necrosante (ECN). Elas frequentemente desconsideram evidências sugerindo que estender a duração das alimentações tróficas pode atrasar a maturação gastrointestinal e favorecer a disbiose E CONSEQUENTEMENTE A ECN! Este estudo sugere que a nutrição enteral precoce e exclusiva em bebês muito prematuros leva a mais dias completos de alimentação enteral (número de dias em que os bebês receberam volumes de alimentação enteral >150 mL/kg/dia durante os 28 dias iniciais após o nascimento), melhor ganho de massa magra, maior comprimento na alta e redução dos custos de hospitalização. A nutrição enteral precoce e exclusiva tem o potencial de moldar a maturação gastrointestinal,  melhorar o crescimento  e, finalmente, reduzir os custos de hospitalização.  Implementar práticas alimentares que promovam nutrição enteral precoce e exclusiva logo após o nascimento pode reduzir a necessidade de nutrição parenteral, melhorar os resultados de crescimento e diminuir os custos de hospitalização. É A NUTRIÇÃO ENTERAL QUE  FAZ O INTESTINO CRESCER! Esse tema será abordado com muita ênfase por nós no 1º Simpósio de Nutrição no HEMU, Goiânia, no dia 28 de agosto de 2024.

 

Uso de epinefrina endotraqueal inicial versus epinefrina intravenosa durante a ressuscitação cardiopulmonar neonatal na sala de parto: revisão de um banco de dados nacional

Uso de epinefrina endotraqueal inicial versus epinefrina intravenosa durante a ressuscitação cardiopulmonar neonatal na sala de parto: revisão de um banco de dados nacional

Use of Initial Endotracheal Versus Intravenous Epinephrine During Neonatal Cardiopulmonary Resuscitation in the Delivery Room: Review of a National Database.Halling C, Conroy S, Raymond T, Foglia EE, Haggerty M, Brown LL, Wyckoff MH; American Heart Association’s Get With The Guidelines–Resuscitation Investigators.J Pediatr. 2024 Aug;271:114058. doi: 10.1016/j.jpeds.2024.114058. Epub 2024 Apr 16.PMID: 38631614.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O presente  estudo multicêntrico retrospectivo relata dados de 408 recém-nascidos que receberam epinefrina durante a reanimação cardiopulmonar na Sala de Parto (RCP-SALA DE  PARTO). Desde 2006, o Programa de Reanimação Neonatal  recomenda a administração de epinefrina preferencialmente pela veia umbilical com a ET listada como uma rota alternativa. Este estudo sugere que o uso inicial de epinefrina ET é razoável durante RCP-SALA DE PARTO, pois houve maiores taxas de retorno da circulação espontânea (ROSC) em comparação com a administração inicial de epinefrina IV (grupo de epinefrina ET inicial, no entanto, inclui bebês que também receberam epinefrina IV). NO ENTANTO, a administração de epinefrina IV não deve ser adiada em bebês que não respondem a uma dose inicial de epinefrina ET, pois quase metade desses bebês posteriormente recebeu epinefrina IV antes de atingir o ROSC. Atenção! 58,3% dos bebês atingiram ROSC após epinefrina IV sozinha (inclui doses únicas e múltiplas), enquanto 47,0% dos bebês atingiram ROSC com epinefrina ET sozinha (doses únicas e múltiplas), sugerindo que os bebês têm maior probabilidade de atingir ROSC após a administração de epinefrina IV. Devido a essa incerteza e apoiado por nossas descobertas, é razoável administrar pelo menos uma dose intravenosa (ou intraóssea se via cordão umbilical  não puder ser obtida) de epinefrina antes da cessação dos esforços de ressuscitação. Os bebês que atingiram ROSC, isso ocorreu mais rápido se eles inicialmente receberam epinefrina IV (9 minutos) em comparação com epinefrina ET (12 minutos). Isso é importante, pois a ressuscitação prolongada (mais de 10 minutos) foi associada a maiores taxas de mortalidade e maior risco de neurodeficiência!

 

Contato Pele a Pele Precoce e Risco de Hemorragia Intraventricular e Sepse em Recém-Nascidos Prematuros

Contato Pele a Pele Precoce e Risco de Hemorragia Intraventricular e Sepse em Recém-Nascidos Prematuros

Early skintoskin contact and the risk of intraventricular haemorrhage and sepsis in preterm infants.Johansson MW, Lilliesköld S, Jonas W, Thernström Blomqvist Y, Skiöld B, Linnér A.Acta Paediatr. 2024 Aug;113(8):1796-1802. doi: 10.1111/apa.17302. Epub 2024 May 27.PMID: 38803030.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Quando iniciado imediatamente, ou o mais rápido possível após o nascimento, o cuidado mãe canguru (CMC) é uma das intervenções mais eficazes para prevenir a morte em bebês prematuros e de baixo peso ao nascer (BPN). A recomendação atual da OMS é iniciar o CMC imediatamente após o nascimento para todos os recém-nascidos com respiração espontânea. Duas áreas de preocupação clínica que podem limitar a implementação do contato pele a pele (CPP) precoce em bebês prematuros <31 semanas e 6 dias e <28 semanas são os riscos de hemorragia intraventricular (HIV) e sepse. O estudo incluiu 2514 bebês foram incluídos. Destes, 1005 eram <31 sem 6 dias  e 1509 <28 sem. A exposição foi definida como CPP no dia 0 e/ou 1 após o nascimento em comparação com nenhum CPP no dia 0 e/ou 1.Descobrimos que os riscos de HIV ou Sepse não aumentaram quando bebês quando foram expostos ao CPP com um dos pais durante este período. O risco de HIV foi menor especialmente nos RN <28 semanas! A proporção de bebês <28 semanas com sepse foi menor no grupo que foi exposto ao CPP precoce (pode ser que eles sejam colonizados por bactérias parentais protetoras em vez de bactérias hospitalares mais patogênicas). OU SEJA: No cenário atual, o risco de HIV ou sepse não aumenta quando um bebê extremamente ou muito prematuro é exposto ao CPP precoce.  Esse resultado se soma ao corpo de conhecimento que indica que o CPP precoce é seguro para bebês prematuros.

NIRS (espectroscopia cerebral no infravermelho próximo) NA POPULAÇÃO PREMATURA,

NIRS (espectroscopia cerebral no infravermelho próximo) NA POPULAÇÃO PREMATURA,

Palestra proferida pelo Dr. Mohamed El-Dib (Diretor de Cuidados Neurocríticos Neonatais no Brigham and Women’s Hospital e Professor Associado de Pediatria na Harvard Medical School. Presidente, Newborn Brain Society)  por ocasião do NEOBRAIN BRASIL-2024 entre  8-9 março, São Paulo.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O NIRS propicia uma janela para olharmos  o cérebro desses bebês e entendermos como  estão  a perfusão e a oxigenação  nesse cérebro. A Saturação Regional Cerebral de Oxigênio (CrSO2) está DIMINUÍDA devido a diminuição da entrega de O2 cerebral/perfusão ou aumento do consumo de O2 (situações clínicas: hemorragia  peri/intraventricular e dilatação  ventricular pós-hemorrágica, hipocarbia, anemia, hipotensão, PCA (persistência  do canal arterial), apneia,  hiperinsuflação) ou AUMENTADA como o aumento da entrega de O2/perfusão ou diminuição do consumo de O2. A faixa “normal”, por convenção, da CrSO2 é pensado estar entre 55-85%. Quanto à hemorragia peri/intraventricular (HP/HIV): apresentam trajetórias divergentes de saturação  cerebral de oxigênio (CrSO2) nos primeiros dias de vida quando comparados a lactentes sem hemorragia. Naqueles com HP/HIV, os níveis de CrSO2 diminuem após o segundo dia de vida, enquanto os bebês sem hemorragia apresentam níveis estáveis ​​de CrSO2 . Assim, o monitoramento não invasivo da CrSO2usando NIRS pode fornecer uma ferramenta útil à beira do leito para monitorar intervenções destinadas à prevenção de HP/HIV.Quanto à dilatação ventricular pós-hemorrágica: valores baixos de saturação cerebral de oxigênio e/ou valores aumentados de cFTOE (extração fracional de oxigênio cerebral) podem ser indicativos da necessidade de realizar descompressão ventricular. Monitorização da Oxigenação Cerebral  Neonatal realizada em 72 países (SafeBoosC-III) que não mostrou, em prematuros extremos, monitorizados pela  oximetria cerebral durante as primeiras 72 horas após o nascimento associação  a uma menor incidência de morte ou lesão cerebral grave às 36 semanas de idade pós-menstrual do que os cuidados habituais (Foram usadas pelo menos cinco combinações diferentes de dispositivos e sensores usadas no estudo SafeBoosC-III que não correspondiam à configuração de dados de referência).Entre as  Mensagens: a monitorização pelo NIRS pode ajudar na avaliação da entrega de O2 cerebral e consumo, assim como a perfusão cerebral; perfusão cerebral anormal associa-se com maior risco de lesão cerebral e deficiente neurodesenvolvimento nos prematuros; implementação do NIRS necessita indicações e  Diretrizes para o seu uso.

O tempo até a positividade das hemoculturas em uma UTIN de nível IV varia de acordo com a categoria do organismo e os subgrupos populacionais: uma exclusão de 36 horas é segura?

O tempo até a positividade das hemoculturas em uma UTIN de nível IV varia de acordo com a categoria do organismo e os subgrupos populacionais: uma exclusão de 36 horas é segura?

Time to positivity of blood cultures in a level IV NICU varies based on organism category and population subgroups: is a 36-hour rule out safe? Nishihara Y, MacBrayne CE, Prinzi A, Pearce K, Melara D, Weikel BW, Zenge J, Grover T, Parker SK.J Perinatol. 2024 Jun 20. doi: 10.1038/s41372-024-02031-0. Online ahead of print.PMID: 38902516.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Os antibióticos são um dos medicamentos mais frequentemente prescritos na UTIN e estudos demonstram que mais de 75% dos nascidos com muito baixo peso e mais de 80% dos com extremo baixo peso ao nascer neonatos são tratados com antibióticos nas primeiras 72 horas de vida por suspeita de sepse de início precoce. Basta nascer prematuro para ir para a antibioticoterapia, por 3 às vezes 5 dias!!!  A exposição a antimicrobianos tem o potencial de aumentar a resistência microbiana e arriscar efeitos colaterais indesejados. Compreender o tempo até a positividade (TTP) de uma hemocultura para organismos específicos é uma estratégia para reduzir a exposição antimicrobiana empírica e é uma meta para programas de manejo antimicrobiano (ASP).A maioria dos organismos gram-positivos definidos (92,2%) e gram-negativos definidos (98,3%) foram identificados dentro de 36 horas após a obtenção da cultura. A cessação da cobertura antimicrobiana pode ser considerada na maioria dos pacientes da UTIN de nível IV após 36 horas, onde a suspeita de sepse é baixa.

Elegibilidade LISA e Sucesso LISA em Bebês Extremamente Prematuros: Uma Experiência em um Único Centro

Elegibilidade LISA e Sucesso LISA em Bebês Extremamente Prematuros: Uma Experiência em um Único Centro

LISA Eligibility and LISA Success in Extremely Preterm Infants: A Single-Center Experience. Klein R, Fastnacht L, Kribs A, Kuehne B, Mehler K.Neonatology. 2024 Apr 10:1-6. doi: 10.1159/000537904. Online ahead of print.PMID: 38599191.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A maioria dos bebês com menos de 28 semanas de gestação são considerados inelegíveis para o procedimento LISA e são regularmente intubados na Sala de Parto. Nesse estudo, todos os bebês com idade gestacional entre 22 0/7 e 27 6/7 (67 bebês e 65 [97%] receberam o surfactante na Sala de Parto!) que foram tratados ativamente em 2018 foram incluídos na análise retrospectiva. Olhando apenas para dados de bebês prematuros muito imaturos com IG <28 semanas, LISA foi associado a um risco reduzido de morte por todas as causas, displasia broncopulmonar (DBP) e DBP ou morte. A redução da hemorragia intraventricular (HIV) grave foi  observada predominantemente em bebês extremamente imaturos. A falha do método LISA foi definida como intubação dentro de 72 horas após o nascimento. No entanto a FALHA do método LISA aumenta o risco de resultados adversos em curto prazo (HIV grave-16 vezes mais). No entanto, não foi possível confirmar uma associação de falha no método LISA com menor IG. Isso justifica considerar LISA como modo de aplicação de surfactante em prematuros, independentemente da IG. LISA não é uma intervenção isolada, mas integrada num conjunto complexo de cuidados

Práticas de pré-medicação para intubação traqueal neonatal: resultados do estudo de coorte prospectivo EPIPPAIN 2 e comparação com EPIPPAIN 1

Práticas de pré-medicação para intubação traqueal neonatal: resultados do estudo de coorte prospectivo EPIPPAIN 2 e comparação com EPIPPAIN 1

Premedication practices for neonatal tracheal intubation: Results from the EPIPPAIN 2 prospective cohort study and comparison with EPIPPAIN 1.Walter-Nicolet E, Marchand-Martin L, Guellec I, Biran V, Moktari M, Zana-Taieb E, Magny JF, Desfrère L, Waszak P, Boileau P, Chauvin G, de Saint Blanquat L, Borrhomée S, Droutman S, Merhi M, Zupan V, Karoui L, Cimerman P, Carbajal R, Durrmeyer X.Paediatr Neonatal Pain. 2021 Apr 4;3(2):46-58. doi: 10.1002/pne2.12048. eCollection 2021 Jun.PMID: 35547594 Free PMC article. Artigo Gratis!

Apresentação: Sylvia, R4 em Neonatologia do HMIB/SES/DF. Coordenação: Digo Pedroso.

Apesar dessa orientação aos médicos, da conscientização da equipe sobre a dor e suas consequências no período neonatal e da publicação nos últimos anos de vários estudos sobre as possíveis combinações de medicamentos a serem utilizados para esse procedimento, muitas unidades de terapia intensiva neonatais e pediátricas (UTIN /UTIP) não incorporaram o uso rotineiro de pré-medicação neonatal em suas práticas. Estudo realizado em 16 centros de cuidados terciários, incluindo 13 unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN) e três unidades de terapia intensiva pediátricos (UTIP) na região da França mostrou que um quarto dos neonatos deste estudo foram submetidos a esse procedimento doloroso sem qualquer forma de analgesia! As taxas de pré medicação foram baixas em cada Centro,  a taxa mais alta foi de 45,8% e a mais baixa foi de 12,5%. A taxa de IT sem nenhuma forma de sedação ou analgesia foi elevada: 29% (26/91) em 2005 e 25% (30/121) em 2011. As taxas de pré-medicação específica diminuíram de 56% para 47% entre 2005 e 2011. Nossa Unidade tem um Protocolo de pré-medicação discutido e implantado em 2024 devendo ser monitorizado com educação contínua para garantir sua eficácia 5)VENTILAÇÃO DE ALTA FREQUÊNCIA EM BEBÊS PREMATUROS E NEONATOS. É um modo de ventilação mecânica invasiva, caracterizado pela entrega de volumes correntes muito pequenos em frequências suprafisiológicas (evita a hiperinsuflação inspiratória e o colapso pulmonar expiratório), sendo considerada um modo de ventilação que protege os pulmões. O conhecimento de como funciona a ventilação de alta frequência, como influencia a fisiologia cardiorrespiratória e como aplicá-la na prática clínica diária tem se mostrado essencial para seu uso ideal e seguro. Esse é o objetivo desse estudo e nos complementos, apresentamos como fazemos.

NEUROIMNAGEM NA ASFIXIA PERINATAL

NEUROIMNAGEM NA ASFIXIA PERINATAL

Paulo R. Margotto.

Para um diagnóstico preciso da encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) neonatal é necessária neuroimagem, constituindo  tratamento padrão em recém-nascidos com EHI. A natureza e o momento da lesão cerebral, afetam a utilidade terapêutica da neuroimagem na EHI neonatal. A ressonância magnética cerebral (RM), incluindo imagens ponderadas em difusão e espectroscopia de prótons durante a primeira semana pós-natal, é reconhecida como o padrão ouro para imagens de bebês com EHI, embora devemos aconselhar as famílias  que mesmo a RM normal, o bebê pode  ter problemas neurológicos no futuro. Realizamos a RM entre 5-21 dias.  A ultrassonografia Doppler cerebral (USD-c) desempenha importante papel nos quadros de asfixia perinatal, constituindo poderosa ferramenta alternativa à ressonância magnética, quando não disponível ou quando  o bebê não está estável o  suficiente para ser transportado. Às vezes é a única ferramenta disponível na imensa maioria das Unidade Neonatais do país para avaliar o cérebro dos recém-nascidos. Em neonatos com USD-c normais ou levemente anormais, quase todos (95% e 96%, respectivamente) tiveram ressonância magnética cerebral normal ou levemente anormal, enquanto em neonatos com USD-c gravemente anormal, a maioria (83%) teve ressonância magnética cerebral gravemente anormal. Realizamos USD-c nas primeiras 24 horas de vida, 24 horas após o reaquecimento, com 7 e  14 dias de vida.

Nirsevimabe* em dose única para prevenção de VSR em bebês prematuros

Nirsevimabe* em dose única para prevenção de VSR em bebês prematuros

SingleDose Nirsevimab for Prevention of RSV in Preterm Infants.Griffin MP, Yuan Y, Takas T, Domachowske JB, Madhi SA, Manzoni P, Simões EAF, Esser MT, Khan AA, Dubovsky F, Villafana T, DeVincenzo JP; Nirsevimab Study Group.N Engl J Med. 2020 Jul 30;383(5):415-425. doi: 10.1056/NEJMoa1913556.PMID: 32726528 Clinical Trial. Artigo Gratis!

Apresentação: Nathália Aragão R4 Neonatologia  HMIB/SES/DF. Coordenação: Carlos Alberto Moreno Zaconeta.

Uma única injeção de Nirsevimab resultou em menos infecções do trato respiratório inferior associadas ao VSR que necessitam de atendimento médico e hospitalizações do que placebo ao longo da temporada de VSR em lactentes pré-termo saudáveis. Esses resultados foram comprovados com ensaio clínico randomizado multicêntrico de fase 3 em 2024. A Academia Americana de Pediatria e o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização dos Centros de Controle de Doenças recomendaram o uso de Nirsevimabe em todos os bebês <8 meses e em bebês e crianças de 8 a 19 meses com alto risco de doença grave relacionada ao VSR para 2023– Temporada VSR de 20246).

*Beyfortus®