Categoria: Distúrbios Respiratórios

AUDIO POR IA (EDUARDO BANCALARI):DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP): FATORES ASSOCIADOS COM O DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA

AUDIO POR IA (EDUARDO BANCALARI):DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP): FATORES ASSOCIADOS COM O DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA

Eduardo Bancalari (EUA). 27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 19-22 de novembro de 2025

A DBP é a complicação crônica mais comum da prematuridade extrema, sendo a baixa idade gestacional o seu principal fator de risco. A forma atual da doença, conhecida como “nova DBP”, caracteriza-se por uma interrupção no desenvolvimento dos alvéolos, que se tornam menores em número e simplificados, reduzindo a capacidade de troca gasosa. A patogênese é multifatorial, começando antes mesmo do nascimento com fatores como pré-eclâmpsia materna (que interfere no crescimento vascular), corioamnionite e colonização por Ureaplasma. Após o parto, o risco é agravado pelo uso de altas concentrações de oxigênio, ventilação mecânica com volumes excessivos e, notavelmente, pelo uso prolongado de antibióticos (mais de 48 horas) na primeira semana de vida, que pode dobrar as chances de desenvolver a doença. Estudos indicam que, para prematuros extremos, o CPAP nasal ainda é preferível à cânula de alto fluxo (HFNC), pois o uso indiscriminado desta última foi associado a um aumento nas taxas de DBP e retinopatia (ROP). Embora intervenções como cafeína, vitamina A e corticoides antenatais (especialmente se administrados nos últimos 7 dias antes do parto em casos de pré-eclâmpsia) ofereçam proteção, os especialistas reforçam que não existe uma “bala mágica” para a DBP. A prevenção eficaz exige uma estratégia combinada que minimize danos inflamatórios e respiratórios simultaneamente. A DBP é uma doença multifatorial, sem uma “bala mágica”. A incidência de DBP total permanece estável ou está aumentando, em parte devido à sobrevida de bebês menores. No entanto, houve uma redução na DBP grave. Para facilitar a compreensão: a DBP funciona como uma interrupção de obra. “O pulmão do prematuro é uma construção que parou no meio do caminho devido a “tempestades” externas (oxigênio e ventilação) e “falhas no terreno” (inflamação e infecção), resultando em uma estrutura funcional, porém muito mais complexa e e menos eficiente do que o plano original”

DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP): FATORES ASSOCIADOS COM O DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA

DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP): FATORES ASSOCIADOS COM O DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA

Eduardo BancalarI (EUA). 27º Congresso de Perinatologia,Rio de Janeiro, 19-22 de novembro de 2025

A DBP é a complicação crônica mais comum da prematuridade extrema, sendo a baixa idade gestacional o seu principal fator de risco. A forma atual da doença, conhecida como “nova DBP”, caracteriza-se por uma interrupção no desenvolvimento dos alvéolos, que se tornam menores em número e simplificados, reduzindo a capacidade de troca gasosa. A patogênese é multifatorial, começando antes mesmo do nascimento com fatores como pré-eclâmpsia materna (que interfere no crescimento vascular), corioamnionite e colonização por Ureaplasma. Após o parto, o risco é agravado pelo uso de altas concentrações de oxigênio, ventilação mecânica com volumes excessivos e, notavelmente, pelo uso prolongado de antibióticos (mais de 48 horas) na primeira semana de vida, que pode dobrar as chances de desenvolver a doença. Estudos indicam que, para prematuros extremos, o CPAP nasal ainda é preferível à cânula de alto fluxo (HFNC), pois o uso indiscriminado desta última foi associado a um aumento nas taxas de DBP e retinopatia (ROP). Embora intervenções como cafeína, vitamina A e corticoides antenatais (especialmente se administrados nos últimos 7 dias antes do parto em casos de pré-eclâmpsia) ofereçam proteção, os especialistas reforçam que não existe uma “bala mágica” para a DBP. A prevenção eficaz exige uma estratégia combinada que minimize danos inflamatórios e respiratórios simultaneamente. A DBP é uma doença multifatorial, sem uma “bala mágica”. A incidência de DBP total permanece estável ou está aumentando, em parte devido à sobrevida de bebês menores. No entanto, houve uma redução na DBP grave. Para facilitar a compreensão: a DBP funciona como uma interrupção de obra. “O pulmão do prematuro é uma construção que parou no meio do caminho devido a “tempestades” externas (oxigênio e ventilação) e “falhas no terreno” (inflamação e infecção), resultando em uma estrutura funcional, porém muito mais complexa e e menos eficiente do que o plano original”

AUDIO POR IA (EDUARDO BANCALARI, EUA):CONSEQUÊNCIAS A LONGO PRAZO DA DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP).

AUDIO POR IA (EDUARDO BANCALARI, EUA):CONSEQUÊNCIAS A LONGO PRAZO DA DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP).

Eduardo Bancalari (EUA): 27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 19-22 de novembro de 2025.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A displasia broncopulmonar (DBP), descrita originalmente em 1967, passou de uma doença de fibrose e enfisema (“antiga DBP”) para uma patologia de interrupção do desenvolvimento pulmonar (“nova DBP”). A marca atual da doença é a diminuição da alveolarização, resultando em menor superfície para trocas gasosas. Nos últimos 40 anos, a sobrevida de bebês com peso extremamente baixo (< 1.000g) aumentou significativamente devido a avanços como o uso de surfactante e ventilação menos invasiva. A incidência da DBP é inversamente proporcional à idade gestacional: cerca de 88% em bebês de 22 semanas e menos de 10% naqueles com 28 semanas. O pulmão imaturo sofre danos por excesso de distensão (volutrauma), toxicidade do oxigênio e inflamação/infecção. A maioria dos pacientes apresenta o fenótipo (vias aéreas estreitas e poucos alvéolos), o que gera obstrução fixa e redução da capacidade de difusão (DLCO). Quase todos os ex-prematuros que continuam com chiado, falta de ar ou internações após a alta têm simultaneamente dois problemas irreversíveis: vias aéreas periféricas estreitas e menos alvéolos formados. Esse padrão é hoje considerado a assinatura fisiológica da DBP moderna (“nova”). É por isso que muitos desses bebês não melhoram 100% só com bombinha e corticoide inalatório — o defeito é estrutural, não apenas inflamatório.Antes da alta, bebês com DBP já apresentam volume pulmonar reduzido (CRF ↓ em ~35%) e alta resistência das vias aéreas.Pacientes com DBP nunca atingem o potencial pulmonar máximo. Aos 20 anos, o volume expiratório (VEF₁) pode ser de apenas 50-60% do previsto. O declínio natural da função pulmonar, que começa aos 25 anos, é muito mais rápido nesses indivíduos, podendo levar à insuficiência respiratória na meia-idade. Episódios de hipoxemia na UTI podem “cegar” os sensores de oxigênio (corpos carotídeos), aumentando o risco de apneias tardias e morte súbita. Aos 8 anos, crianças que tiveram DBP apresentam piores resultados em coordenação motora, memória de trabalho e QI. Adultos nascidos prematuros têm maior risco de morte precoce por causas como diabetes e doenças cardiovasculares. Embora a incidência total de DBP seja estável devido à maior sobrevida de bebês extremamente imaturos, a incidência de DBP grave diminuiu drasticamente. Estudos recentes (2025) sugerem que o uso prolongado de CPAP por duas semanas adicionais pode estimular a formação de novos alvéolos e melhorar a função pulmonar a longo prazo. “O pulmão com DBP é como uma biblioteca que foi inaugurada com apenas metade das estantes e corredores muito estreitos. Embora ela funcione, ela nunca terá a mesma capacidade de armazenamento que uma biblioteca completa e ficará superlotada e obsoleta muito mais rápido com o passar do tempo”.

 

EDUARDO BANCALARI: CONSEQUÊNCIAS A LONGO PRAZO DA DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP)

EDUARDO BANCALARI: CONSEQUÊNCIAS A LONGO PRAZO DA DISPLASIA BRONCOPULMONAR (DBP)

Eduardo  Bancalari. 27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 19-22 de novembro de 2025.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A displasia broncopulmonar (DBP), descrita originalmente em 1967, passou de uma doença de fibrose e enfisema (“antiga DBP”) para uma patologia de interrupção do desenvolvimento pulmonar (“nova DBP”). A marca atual da doença é a diminuição da alveolarização, resultando em menor superfície para trocas gasosas. Nos últimos 40 anos, a sobrevida de bebês com peso extremamente baixo (< 1.000g) aumentou significativamente devido a avanços como o uso de surfactante e ventilação menos invasiva. A incidência da DBP é inversamente proporcional à idade gestacional: cerca de 88% em bebês de 22 semanas e menos de 10% naqueles com 28 semanas. O pulmão imaturo sofre danos por excesso de distensão (volutrauma), toxicidade do oxigênio e inflamação/infecção. A maioria dos pacientes apresenta o fenótipo (vias aéreas estreitas e poucos alvéolos), o que gera obstrução fixa e redução da capacidade de difusão (DLCO). Quase todos os ex-prematuros que continuam com chiado, falta de ar ou internações após a alta têm simultaneamente dois problemas irreversíveis: vias aéreas periféricas estreitas e menos alvéolos formados. Esse padrão é hoje considerado a assinatura fisiológica da DBP moderna (“nova”). É por isso que muitos desses bebês não melhoram 100% só com bombinha e corticoide inalatório — o defeito é estrutural, não apenas inflamatório.Antes da alta, bebês com DBP já apresentam volume pulmonar reduzido (CRF ↓ em ~35%) e alta resistência das vias aéreas.Pacientes com DBP nunca atingem o potencial pulmonar máximo. Aos 20 anos, o volume expiratório (VEF₁) pode ser de apenas 50-60% do previsto. O declínio natural da função pulmonar, que começa aos 25 anos, é muito mais rápido nesses indivíduos, podendo levar à insuficiência respiratória na meia-idade. Episódios de hipoxemia na UTI podem “cegar” os sensores de oxigênio (corpos carotídeos), aumentando o risco de apneias tardias e morte súbita. Aos 8 anos, crianças que tiveram DBP apresentam piores resultados em coordenação motora, memória de trabalho e QI. Adultos nascidos prematuros têm maior risco de morte precoce por causas como diabetes e doenças cardiovasculares. Embora a incidência total de DBP seja estável devido à maior sobrevida de bebês extremamente imaturos, a incidência de DBP grave diminuiu drasticamente. Estudos recentes (2025) sugerem que o uso prolongado de CPAP por duas semanas adicionais pode estimular a formação de novos alvéolos e melhorar a função pulmonar a longo prazo. “O pulmão com DBP é como uma biblioteca que foi inaugurada com apenas metade das estantes e corredores muito estreitos. Embora ela funcione, ela nunca terá a mesma capacidade de armazenamento que uma biblioteca completa e ficará superlotada e obsoleta muito mais rápido com o passar do tempo”.

 

 

AUDIO POR IA (EDUARDO BANCALARI, EUA): INSTABILIDADE RESPIRATÓRIA E EPISÓDIOS DE HIPOXIA EM PRE-TERMO

AUDIO POR IA (EDUARDO BANCALARI, EUA): INSTABILIDADE RESPIRATÓRIA E EPISÓDIOS DE HIPOXIA EM PRE-TERMO

Eduardo Bancalari (EUA). 27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 19-22 de novembro de 2025.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esta Palestra apresenta uma revisão abrangente sobre a instabilidade respiratória e episódios de hipoxemia intermitente em bebês prematuros extremos, desafiando a visão tradicional de que essas quedas de oxigenação resultam apenas de apneias centrais.

O texto revela que a maioria desses eventos decorrem de respostas comportamentais a estímulos e exalações ativas, como o gemido expiratório, que provocam a perda de volume pulmonar e o fechamento das vias aéreas. A análise destaca que a carga total de hipoxemia, e não apenas a duração de eventos isolados, é um fator determinante para complicações graves, incluindo a retinopatia da prematuridade, hemorragias intracranianas e atrasos no neurodesenvolvimento. Para mitigar esses riscos, o material recomenda estratégias práticas como o posicionamento em prono, o uso de ventilação com volume garantido, a manutenção da cafeína até idades gestacionais mais avançadas e o ajuste de alvos de saturação mais elevados para garantir a estabilidade clínica. Os episódios de hipoxemia intermitente são ubíquos e não devem ser subestimados. A maioria é uma resposta comportamental ao desconforto. Medidas simples como melhorar o conforto, ajustar o posicionamento, manter alvos de saturação mais altos e prolongar o uso de CPAP e cafeína podem melhorar significativamente o prognóstico neurológico e pulmonar desses bebêsPor fim, ressalta-se a importância de tecnologias de controle automático de oxigênio e de uma proporção adequada entre enfermeiros e pacientes para evitar flutuações perigosas nos níveis de oxigênio dos recém-nascidos.

EDUARDO BANCALARI (EUA):INSTABILIDADE RESPIRATÓRIA E EPISÓDIOS DE HIPOXIA EM PRE-TERMO

EDUARDO BANCALARI (EUA):INSTABILIDADE RESPIRATÓRIA E EPISÓDIOS DE HIPOXIA EM PRE-TERMO

Eduardo Bancalari (EUA):  27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 19-22 de novembro de 2025

Realizado por Paulo R. Margotto.

Esta Palestra apresenta uma revisão abrangente sobre a instabilidade respiratória e episódios de hipoxemia intermitente em bebês prematuros extremos, desafiando a visão tradicional de que essas quedas de oxigenação resultam apenas de apneias centrais

O texto revela que a maioria desses eventos decorrem de respostas comportamentais a estímulos e exalações ativas, como o gemido expiratório, que provocam a perda de volume pulmonar e o fechamento das vias aéreas. A análise destaca que a carga total de hipoxemia, e não apenas a duração de eventos isolados, é um fator determinante para complicações graves, incluindo a retinopatia da prematuridade, hemorragias intracranianas e atrasos no neurodesenvolvimento. Para mitigar esses riscos, o material recomenda estratégias práticas como o posicionamento em prono, o uso de ventilação com volume garantido, a manutenção da cafeína até idades gestacionais mais avançadas e o ajuste de alvos de saturação mais elevados para garantir a estabilidade clínica. Os episódios de hipoxemia intermitente são ubíquos e não devem ser subestimados. A maioria é uma resposta comportamental ao desconforto. Medidas simples como melhorar o conforto, ajustar o posicionamento, manter alvos de saturação mais altos e prolongar o uso de CPAP e cafeína podem melhorar significativamente o prognóstico neurológico e pulmonar desses bebês. Por fim, ressalta-se a importância de tecnologias de controle automático de oxigênio e de uma proporção adequada entre enfermeiros e pacientes para evitar flutuações perigosas nos níveis de oxigênio dos recém-nascidos.

UTI PEDIÁTRICA: Eficácia do oxigênio nasal de alto fluxo durante a apneia na hipoxemia e no sucesso da intubação em Serviços de Emergência Pediátrica e UTI: um ensaio clínico randomizado, controlado e aberto

UTI PEDIÁTRICA: Eficácia do oxigênio nasal de alto fluxo durante a apneia na hipoxemia e no sucesso da intubação em Serviços de Emergência Pediátrica e UTI: um ensaio clínico randomizado, controlado e aberto

Effectiveness of nasal highflow oxygen during apnoea on hypoxaemia and intubation success in paediatric emergency and ICU settings: a randomised, controlled, open-label trial.George S, Williams T, Humphreys S et al. Paediatric Research in Emergency Departments International Collaborative research networks and the Australian and New Zealand Intensive Care Society Paediatric Study Group.Lancet Respir Med. 2025 Jun;13(6):545-555. doi: 10.1016/S2213-2600(25)00074-8. Epub 2025 Mar 21.PMID: 40127666 Clinical Trial. Apresentação: Silvia Carolina Bialeski de Souza Médica Residente da UTI Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasilia (HMIB). Coordenação: Alexandre Serafim.

Realizado por Paulo R. Margotto.

(Nos complementos, os impactos, na Neonatologia,  da cânula de alto fluxo na displasia broncopulmonar e retinopatia da prematuridade)

 

Este estudo é um ensaio clínico randomizado controlado e aberto realizado em 10 hospitais na Austrália, Nova Zelândia e Suíça. Ele investigou o uso de oxigênio nasal de alto fluxo (NHF) durante a apneia em intubações endotraqueais de emergência em crianças menores de 16 anos em departamentos de emergência e UTIs pediátricas. Na análise de intenção de tratar modificada (950 intubações), o NHF não reduziu significativamente os eventos hipoxêmicos (12,8% vs. 16,2%; OR ajustado 0,74; p=0,15) nem aumentou o sucesso na primeira tentativa (63% vs. 59,1%; OR ajustado 1,13; p=0,43). Na análise por protocolo (905 intubações), houve redução na hipoxemia (10,8% vs. 16,7%; OR ajustado 0,59; p=0,017), mas sem diferença no sucesso da intubação. Assim, o NHF não melhorou os desfechos no mundo real, mas sugere benefícios em condições ideais. Mais pesquisas são necessárias para entender barreiras e fatores etários.   

 

Ventilação nasal com pressão positiva intermitente (VN1) em neonatos com displasia broncopulmonar (DBP) de Grau 3

Ventilação nasal com pressão positiva intermitente (VN1) em neonatos com displasia broncopulmonar (DBP) de Grau 3

Nasal intermittent positive pressure ventilation in neonates with grade 3 bronchopulmonary dysplasiaWeems MF, Lamba V, Chilakala S, Murdock LB, Rana D, Sakaria R, Zaveri P, Ramanathan R; Le Bonheur NICU Center for Lung Development.J Perinatol. 2025 Nov 17. doi: 10.1038/s41372-025-02472-1. Online ahead of print.PMID: 4124959.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Trata-se de um estudo  retrospectivo de coorte única (2020–2024) que avaliou 45 prematuros extremos com displasia broncopulmonar (DBP) grau 3 (intubados ≥36 semanas PMA) extubados para VNI via cânula RAM® como ponte entre ventilação invasiva crônica e CPAP nasal.VNI com pressões mais elevadas (PIP inicial mediana 30 cmH₂O (IQR 25–39),   PEEP inicial 12 cmH₂O (IQR 9–13), Frequência 30–50 rpm (mediana 35) e Tempo inspiratório 0,5–0,6 s,  Desmame progressivo da PIP antes de reduzir frequência e PEEP) permitiu extubação bem-sucedida e alta sem traqueostomia em mais de 60% dos casos, reduzindo significativamente o tempo de internação. A detecção precoce de ESTENOSE SUBGLÓTICA é essencial para melhor seleção de pacientes. Estudos prospectivos são necessários para confirmar a eficácia e refinar a estratégia . Esse estudo mostrou que existe um subgrupo de pacientes com DBP grau 3 que podem ser tratados com sucesso com VNI e desmamados para suporte ventilatório mínimo até a alta hospitalar, em vez de prosseguir com a traqueostomia.

O PEPTÍDEO NATRIURÉTICO PRÓ-ENCEFÁLICO N-TERMINAL pode diagnosticar com precisão a hipertensão pulmonar crônica em neonatos de idade gestacional extremamente baixa: um estudo de coorte retrospectivo

O PEPTÍDEO NATRIURÉTICO PRÓ-ENCEFÁLICO N-TERMINAL pode diagnosticar com precisão a hipertensão pulmonar crônica em neonatos de idade gestacional extremamente baixa: um estudo de coorte retrospectivo

Can Nterminal probrain natriuretic peptide accurately diagnose chronic pulmonary hypertension among extremely low gestational age neonates: A Retrospective Cohort Study.Garcia-Gozalo M, Jain A, Weisz DE, Jasani B.J Perinatol. 2025 Nov 13. doi: 10.1038/s41372-025-02462-3. Online ahead of print.PMID: 41233504. Canadá.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Hipertensão Pulmonar Crônica (HPC) é uma complicação reconhecida da displasia broncopulmonar (DBP) em neonatos de idade gestacional extremamente baixa ( < 28 semanas de idade gestacional.  A incidência de HPC em bebês prematuros com DBP varia de 17 a 37% e está associada ao aumento da mortalidade e morbidade.  Quase metade dos pacientes com HPC morre nos primeiros 2 anos após o diagnóstico. O diagnóstico e o manejo da DBP-HPC são cruciais devido à sua associação com crescimento subótimo, desfechos de neurodesenvolvimento ruins e aumento da mortalidade.  Níveis de NT pro-BNP: Os níveis plasmáticos de NT pro-BNP foram significativamente elevados no grupo HPC: **1580 vs 893 ** (p= 0,004), embora  a acurácia diagnóstica moderada para detectar HPC em RN <28 semanas quando comparado com a ecocardio concorrente. Um valor de corte de NT pro-BNP de 1129 ng/L demonstrou alta sensibilidade (85%). Níveis abaixo desse limiar podem ser considerados tranquilizadores do ponto de vista do rastreamento, indicando uma menor probabilidade de HPC.

 

 

Oxigenoterapia no recém-nascido prematuro extremo: muito é ruim, pouco pode ser mortal

Oxigenoterapia no recém-nascido prematuro extremo: muito é ruim, pouco pode ser mortal

Palestra realizada por Jorge Fabres (Chile) no 27º Congresso de Perinatologia, Rio de Janeiro, 2-22/11/2025.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

Na Reanimação da Sala de Parto (atualização de 2025) houve mudanças importante: – < 32 semanas → iniciar com FiO₂ ≥ 30% (pode ser 50%, 60%, 70% ou até 100%); – 32–34 semanas → mantém-se 21–30% (evidência ainda insuficiente). Base: metanálise de dados individuais (Sotiropoulos 2024) mostrou que FiO₂ alta (≥90%) associou-se a menor mortalidade em <32 semanas. Meta essencial: SpO₂ ≥ 80% aos 5 minutos de vida (baixa saturação aos 5 min aumenta morte precoce e HIV grave). Oxienoterapia de manutenção na UTI (recomendação de 2025): Especialmente <28 semanas → manter SpO₂ 90–95%. Aceitar alarme inferior em 88–89% (nunca 85%) e Vigilância rigorosa e tratamento precoce da retinopatia da prematuridade.