CPAP NASAL EM BOLHAS:Nuts and Bolts of Bubble Nasal CPAP (1o Congresso Internacional de Neonatologia do DF, 30/11 a 1/12/2022)
Jen Tien Wung
Jen Tien Wung
Jen Tien Wung (EUA)
Marcela Soares S. Ferreira (DF)
Natanny Campos (DF)
Extubation strategies after esophageal atresia repair.Aworanti OM, O’Connor E, Hannon E, Powis M, Alizai N, Crabbe DCG.J Pediatr Surg. 2022 Mar;57(3):360-363. doi: 10.1016/j.jpedsurg.2021.07.013. Epub 2021 Jul 24.PMID: 34344531. Reino Unido.
Apresentação: Gabrielly Nascimento Ferreira – Residente de Neonatologia HMIB/SES/DF. Coordenação: Carlos Alberto Moreno Zaconeta.
A extubação na UTIN dentro de 24 HORAS APÓS a cirurgia apresentou o menor risco de reintubação. Para bebês com anastomose apertada, a ventilação pós-operatória eletiva pareceu conferir um benefício protetor sem incorrer em alto risco de complicações de reintubação. O uso de CPAP nasal no período pós-extubação imediato parecia ser seguro e pode não estar associado a um risco aumentado de vazamento da anastomose ou recorrência da fístula. Isso deve ser considerado especialmente em bebês prematuros nos quais a ventilação invasiva prolongada leva à doença pulmonar e, portanto, deve ser cuidadosamente transferida para ventilação não invasiva o mais rápido possível.
Comparison of High CPAP versus NIPPV in Preterm Neonates: A Retrospective Cohort Study.Ahmad HA, Deekonda V, Patel W, Thabane L, Shah PS, Mukerji A.Am J Perinatol. 2022 Dec;39(16):1828-1834. doi: 10.1055/s-0041-1727159. Epub 2021 Apr 14.PMID: 33853143. Canada.
Realizado por Paulo R. Margotto.
Em recém-nascidos com <29 semanas de gestação, 53 em CPAP alto (9-15 cmH2O) e 119 em NIPPV (ventilação por pressão positiva intermitente nasal), não houve diferenças significativas na falha do modo atribuído nos 7 dias subsequentes entre os dois modos após o ajuste para fatores de confusão clínicos, assim como em complicações. Devido relatos de que inapropriadamente altas pressões de pico durante NIPPV poder induzir um fechamento glótico paradoxal com fechamento glótico, teoricamente contribuindo para distensão gástrica e intolerância alimentar em neonatos prematuros, a administração de uma alta pressão de distensão constante pode, de fato, ser uma alternativa atraente. No entanto, estudos prospectivos em larga escala com o uso de CPAP alto são necessários antes de aplicação clínica de rotina.
Rita C Silveira (RS)
Guilherme Sant’Anna (MD, PhD, FRCPC, Professor Titular de Pediatria, McGill University Health Center, Canada)
Ventilation Strategies in Severe Bronchopulmonary Dysplasia. Gibbs K, Jensen EA, Alexiou S, Munson D, Zhang H.Neoreviews. 2020 Apr;21(4):e226-e237. doi: 10.1542/neo.21-4-e226. PMID: 32238485 Review.
Apresentação: Anna Lopes Jorge R5 UTIP-HMIB/SES/DF. Coordenação: Carlos Moreno Zaconeta. Complementação: Paulo R. Margotto.
É importante reforçar o conhecimento de que estratégias utilizadas para prevenir a lesão pulmonar em uma criança com SDR geralmente não correspondem às necessidades da maioria das crianças com DBP grave (DBPg) estabelecida e assim, a abordagem também mudará à medida que a doença pulmonar progride. A doença pulmonar em pacientes com DBP é heterogênea e muitas vezes difícil de gerenciar. O lactente típico com SDR tem um padrão homogeneamente não complacente e resistência normal das vias aéreas. Em contraste, uma criança com DBP podem ter diferenças na resistência das vias aéreas e complacência pulmonar em diferentes regiões do pulmões. Embora a ventilação limitada a volume mostrou ser superior à ventilação com pressão limitada no lactente, não há dados para orientar essa abordagem em um lactente com DBPg. Os presentes autores comumente usam SIMV com volume controlado e pressão de suporte. O objetivo é otimizar a complacência e diminuir a resistência. Nos bebês mais velhos com DBPg, usam-se volumes correntes maiores na faixa de 8 a 12 mL/kg. Em pacientes com parênquima pouco complacente e com alta resistência, é necessário uma PIP mais alta ( 30 a 40 cm H2O ) para fornecer volumes correntes adequados. Bebês com DBPg se beneficiarão de frequências menores (<20/min) e tempos inspiratórios mais longos (>0,5 segundos) e suporte pressórico suficiente para que as respirações mandatórias e as espontâneas sejam aproximadas. Dada a heterogeneidade típica da doença frequentemente presente dentro de um único paciente, raramente usamos modo assistido-controlado, que forneceria um único tempo inspiratório para todas as respirações. Nos traqueostomizados, a decanulação ocorre em uma mediana de 3 anos de idade. Nesses bebês cm DBPg há uma combinação de nova e antiga DBP. Há uma aparência arquitetônica heterogênea com áreas de atelectasia e hiperinsuflação. Assim, esses bebês não devem ser ventilados como se estivessem na fase aguda da síndrome do desconforto respiratório.
Organizational Risk Factors and Clinical Impacts of Unplanned Extubation in the Neonatal Intensive Care Unit. Le Blanc G, Jabbour E, Patel S, Kazantseva O, Zeid M, Olivier F, Shalish W, Beltempo M.J Pediatr. 2022 Jun 15:S0022-3476(22)00545-5. doi: 10.1016/j.jpeds.2022.06.012. Online ahead of print.PMID: 35714965. Artigo Livre!
Os prematuros nascidos com <29 semanas de idade gestacional apresentam risco elevado de eventos de extubação não planejados. Um evento de extubação não planejado foi definido como a remoção prematura e/ou não prevista do tubo endotraqueal pelo paciente ou pela equipe. Este estudo de coorte retrospectivo incluiu todos os bebês admitidos na UTIN do Montreal Children’s Hospital–McGill University Hospital Center (Canada) entre 1 de abril de 2016 e 31 de dezembro de 2019. A associação entre eventos de extubação não planejada (com e sem reintubação) e o risco de displasia broncopulmonar (DBP) foi avaliada em bebês nascidos com menos de 29 semanas que necessitaram de ventilação mecânica. Nesse grupo de bebês evento de extubação não planejado seguido de reintubação estava associado a uma duração mais longa de ventilação mecânica (aOR-odds ratio ajustada-, 13,06; IC 95%, 4,88-37,69 e a um risco maior de displasia broncopulmonar (aOR, 2,86; IC 95%, 1,01-8,58). Houve uma associação entre horas extras de enfermagem e aumento do risco de um evento de extubação não planejado. Na redução desses eventos de extubação não planejados, as estratégias comuns incluem o uso de um método padronizado para fixação do tubo endotraqueal por meio de pontos de referência anatômicos, ter 2 membros da equipe envolvidos nos cuidados/intervenções que exigem a movimentação do bebê intubado e treinamento contínuo e lembretes de rotina dos métodos de prevenção. Em um estudo recente de recém-nascidos de muito baixo peso, 88% dos eventos de extubação não planejados foram seguidos de reintubação e os eventos de extubação não planejados foram associados ao aumento dos custos e da duração do suporte respiratório (Hatch LD et al, 2020).