Categoria: Obstetrícia e Perinatologia

TESE DE DOUTORADO (UNB):ANÁLISE COMPARATIVA DE MEDIADORES INFLAMATÓRIOS NO MOMENTO DO PARTO: DIÁLOGO ENTRE MÃES EXPOSTAS AO SARS-COV-2 NA GESTAÇÃO E SEUS RECÉM-NASCIDOS

TESE DE DOUTORADO (UNB):ANÁLISE COMPARATIVA DE MEDIADORES INFLAMATÓRIOS NO MOMENTO DO PARTO: DIÁLOGO ENTRE MÃES EXPOSTAS AO SARS-COV-2 NA GESTAÇÃO E SEUS RECÉM-NASCIDOS

MARIA EDUARDA CANELLAS DE CASTRO

Orientador: Prof. Dr. Alexandre Anderson de Sousa Munhoz Soares

BANCA EXAMINADORA: Dr. Alexandre Anderson de Sousa Munhoz Soares (Presidente);Dra. Meimei Guimarães Junqueira de Queirós; Dra. Marta David Rocha de Moura; Dr. Paulo Roberto Margotto; Dr. Luiz Sérgio Fernandes de Carvalho   

 

Nossos resultados fornecem fortes evidências de que o perfil imunológico do sangue do cordão umbilical não reflete passivamente o do soro materno, mas apresenta assinaturas imunológicas distintas e dinâmicas em resposta à exposição pré-natal ao SARS-CoV-2. A persistência de elevações em mediadores como CCL11, IFN-γ, IL1-Ra e G-CSF no sangue do cordão umbilical, independentemente do estágio da infecção materna, sugere um fenômeno de “preparação in utero” (utero priming) que pode modular a imunidade neonatal a longo prazo. As marcadas diferenças nos níveis de mediadores como PDGF e G-CSF entre o soro materno e o sangue do cordão umbilical, especialmente durante a convalescença, reforçam a necessidade de considerar a interface materno-fetal como compartimentos imunológicos distintos. Essas descobertas apoiam a hipótese de uma complexa interação entre o soro materno e o microambiente do sangue do cordão umbilical que pode impactar o desenvolvimento fetal. Coletivamente, essas evidências sobre a comunicação materno-fetal são cruciais para subsidiar o aprimoramento da prática clínica e das políticas de saúde pública, visando o manejo da exposição pré-natal à infecção por SARS-CoV-2 e a proteção da saúde de mães e neonatos durante e após a pandemia.

 

Desenvolvimento de crianças de 7 a 8 anos após exposição intrauterina a inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) — resultados do estudo de coorte prospectivo holandês SMOK

Desenvolvimento de crianças de 7 a 8 anos após exposição intrauterina a inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) — resultados do estudo de coorte prospectivo holandês SMOK

Development of children at age 78 years after intrauterine exposure to selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) – Results from the Dutch prospective cohort SMOK study.van der Veere CN, den Heijer AE, Bos AF.Early Hum Dev. 2025 Sep 26;211:106405. doi: 10.1016/j.earlhumdev.2025.106405. Online ahead of print.PMID: 41038152.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

O presente  estudo de coorte prospectivo holandês que acompanhou crianças expostas in utero a ISRS- (n ≈ 40) e não expostas (n ≈ 39) até os 7-8 anos de idade, com avaliação detalhada de QI, funções executivas, atenção, comportamento, responsividade social, teoria da mente e desenvolvimento motor, controlando para psicopatologia materna (depressão e ansiedade) indica que meninos e meninas apresentam consequências diferentes em seus resultados aos 7-8 anos de idade após a exposição pré-natal aos ISRS. Os meninos parecem ser mais vulneráveis ​​à exposição a ISRSs durante a vida fetal, apresentando mais sinais de problemas comportamentais e comprometimento social associados a transtornos do espectro autista, enquanto o comportamento das meninas parece estar principalmente relacionado aos problemas de saúde mental de suas mães durante a gravidez e na idade da avaliação. Portanto, a exposição pré-natal a ISRSs está associada a um risco aumentado de problemas comportamentais e comprometimento social relacionados a transtornos do espectro autista apenas em meninos

 

Lesão cerebral e comprometimento do neurodesenvolvimento a longo prazo em crianças após Transfusão Feto-Materna grave: um estudo de coorte retrospectivo

Lesão cerebral e comprometimento do neurodesenvolvimento a longo prazo em crianças após Transfusão Feto-Materna grave: um estudo de coorte retrospectivo

Cerebral injury and longterm neurodevelopment impairment in children following severe fetomaternal transfusion: a retrospective cohort study. El Emrani S, van der Hoorn ML, Tan RNGB, Steggerda SJ, de Vries LS, Haak MC, van Klink JMM, de Haas M, van der Meeren LE, Lopriore E.Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2025 Aug 19;110(5):473-478. doi: 10.1136/archdischild-2024-328135.PMID: 39870509.Holanda.

Realizado por Paulo R. Margotto.

A Transfusão Feto-Materna (FMT) é a passagem de células sanguíneas fetais para a circulação materna. Uma FMT é definida como grave quando há detecção de ≥ 30 mL de hemácias fetais (RBCs) na circulação materna. Os achados deste estudo retrospectivo com neonatos em uma UTI Neonatal terciária holandesa destacam a gravidade da FMT:• Desfecho Adverso (Composto): A mortalidade neonatal ou morbidade neurológica de longo prazo (incluindo lesão cerebral grave e/ou comprometimento do neurodesenvolvimento – NDI) ocorreu em 38% a 50% das crianças com FMT grave. • NDI de Longo Prazo: Até um em cada cinco sobreviventes (22%) após FMT grave pode sofrer de Comprometimento do Neurodesenvolvimento (NDI) de longo prazo. • Asfixia Perinatal: A asfixia perinatal foi diagnosticada em 25% dos neonatos com FMT grave, em comparação com 6% no grupo FMT leve. Em suma, o estudo enfatiza que a FMT grave está associada a um risco aumentado de mortalidade neonatal e sequelas neurológicas de curto e longo prazo, justificando a necessidade urgente de acompanhamento de rotina de longo prazo em todos os recém-nascidos afetados. Além disso, é necessário um consenso internacional sobre o valor de corte clinicamente significativo para FMT grave.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025): A importância da qualificação do pré-natal na prevenção da prematuridade

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025): A importância da qualificação do pré-natal na prevenção da prematuridade

Adriano Paião.

Realizado por Paulo R. Margotto.

O acesso à progesterona é um ponto chave: apenas uma a cada cinco mulheres teve acesso à progesterona para evitar parto prematuro, com menor acesso na rede pública,  a progesterona tem evidência bem estabelecida, reduzindo o risco de prematuridade em 35% a 50% em mulheres de risco, falta de disponibilização da progesterona no SUS.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Papel da enfermagem, especialmente das enfermeiras obstétricas e obstetrizes, na diminuição dos partos prematuros no Brasil

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Papel da enfermagem, especialmente das enfermeiras obstétricas e obstetrizes, na diminuição dos partos prematuros no Brasil

Marlise Lima.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Atenção e cuidado continuado por enfermeiras obstétricas pode impactar positivamente os desfechos da gestação, incluindo a prematuridade e o baixo peso ao nascer.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Gravidez na adolescência e Políticas de Saúde Pública

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Gravidez na adolescência e Políticas de Saúde Pública

Denise Leite OCampos

Realizado por Paulo R. Margotto.

Em 2023, o Brasil registrou quase 12% de partos prematuros, totalizando cerca de 340.000 bebês prematuros, o que significa seis a cada 10 minutos; adolescentes entre 10 e 13 anos têm um risco 56% maior de parto prematuro em comparação com mulheres adultas.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Como diminuir os partos prematuros evitáveis, Cuidados pré-gestacionais e durante a gestação

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Como diminuir os partos prematuros evitáveis, Cuidados pré-gestacionais e durante a gestação

Roseli Nomura.

O cenário brasileiro de 2024 revela estatísticas alarmantes: dos 2.260.000 nascidos vivos registrados, 12,3% nasceram prematuros, o que corresponde a cerca de 250.000 recém-nascidos prematuros.

Realizado por Paulo R. Margotto

Sepse neonatal precoce (primeiros 3 dias de vida): epidemiologia, microbiologia e controvérsias na prática

Sepse neonatal precoce (primeiros 3 dias de vida): epidemiologia, microbiologia e controvérsias na prática

Neonatal EarlyOnset SepsisEpidemiologyMicrobiology, and Controversies in Practice.Flannery DD a,b,*, Ramachandran Vc, Schrag SJc.Clin Perinatol. 2025 Mar;52(1):15-31. doi: 10.1016/j.clp.2024.10.002. Epub 2024 Dec 21.PMID: 39892950 Review.

Apresentação: Julia Obliziner e Laís Vieira e  Laís Vieira ((R4 de Neonatologia no HMIB). Coordenação: Diogo Pedroso.

Este artigo fornece uma análise abrangente sobre a sepse neonatal de início precoce , abordando sua epidemiologia, microbiologia e as principais controvérsias na prática clínica.  O Streptococcus do grupo B (GBS) é  responsável por 33,4% dos casos, mais comum em recém-nascidos a termo e a Escherichia coli representa 27,7% dos casos, predominante em prematuros, com 80% das cepas resistentes à ampicilina. Em países de baixa/média renda, as bactérias gram-negativas (como E. coli, Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter spp.) e gram-positivas (como CONS e S. aureus) são predominantes. A  Profilaxia Antimicrobiana Intraparto (PAI), introduzida nos EUA em 1996, reduziu a incidência de GBS na sepse precoce  em aproximadamente 90%. No entanto há preocupações com o aumento da resistência antimicrobiana (especialmente em E. coli) e alterações no microbioma neonatal, potencialmente associadas a maior índice de massa corporal na infância. Vacinas contra GBS estão em fase de  desenvolvimento e contra E. coli em fase de pesquisa. No tratamento da sepse precoce: ampicilina é eficaz contra GBS, mas enfrenta resistência em 80% das cepas de E. coli e a gentamicina cobre 80-90% das cepas de E. coli e tem efeito sinérgico com ampicilina, alcançando eficácia em 92% dos casos de sepse de início precoce. Sepse clínica (sintomas sem confirmação microbiológica) pode refletir limitações diagnósticas ou respostas fisiológicas transitórias do neonato. Bebês de mães negras têm maior taxa de mortalidade (10,52 por 1.000) em comparação com brancas (4,42) ou asiáticas (3,40).A profilaxia antibiótica intraparto não previne a EOS causada por organismos que não sejam GBS, especialmente bactérias gram-negativas, nem a doença de GBS de início tardio.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):A Luta Contra o Vírus Sincicial Respiratório

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):A Luta Contra o Vírus Sincicial Respiratório

Lilian Sadeck.ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025)

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

É  discutida a importância do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente durante a sazonalidade de outono-inverno, que na região norte do Brasil vai de fevereiro a julho e nas demais regiões de março a julho.

Apesar dos avanços, é crucial incentivar as gestantes a receberem as vacinas, não apenas a do VSR, mas todas as outras. Há uma preocupação, pois dados mostram que apenas 11% das gestantes estão preocupadas em tomar vacinas, e os obstetras também precisam reforçar essa importância.

A vacinação da gestante protege não só a mãe, mas também o filho, representando uma “economia” ao proteger múltiplas pessoas com uma única vacina.

 

Sessão Anátomo Clínica: Encefalopatia hipóxico-isquêmica

Sessão Anátomo Clínica: Encefalopatia hipóxico-isquêmica

Apresentação: Loyane Vilela, Renata Araripe, Paulo R. Margotto. Patologista: Telma.

Coordenação: Marta David Rocha de Moura e Paulo R. Margotto

Trata-se de um bebê  a termo, período expulsivo prolongado, grave acidose metabólica (pH=6,44-PaCO2 de 130 Bicarb= 2 mEq/l, BE=mEq/l, convulsões com 4 horas de vida,  hemorragia pumonar, submetido a hipotermia terapêutica, usado bicarbonato de sódio. Discutem-se  a utilização de bicarbonato de sódio na Neonatologia, mais especificamente na reanimação cardiopulmonar,  o componente respiratório da acidose metabólica, os achados da ultrassonografia cerebral (índice de resistência, a lesão parassagital).