HIDROPSIA FETAL – 2018

HIDROPSIA FETAL – 2018

Paulo  R. Margotto/ Jefferson G. Resende

Com a melhora da terapia pré-natal, a hidropsia fetal devido à isoimunização Rh tornou-se menos comum (nas séries iniciais era 80% de 1976-1988, caiu para 20% e hoje, provavelmente seja mais baixa), evidenciando, portanto, a importância do conhecimento e manuseio de outras causas de hidropsia fetal (hidropsia não imune).Entre as principais causas temos as  alterações cromossômicas (Síndrome de Turner é a mais comum), hipoplasia pulmonar, hérnia diafragmática, disfunção cardíaca, quilotórax fibrose cística do pâncreas, obstruções do trato urinário, síndrome nefrótica, doenças do metabolismo, hemoglobinopatias (a mais comum é a talassemia alfa homozigótica). Vários tipos de nanismo e infecções perinatais crônicas, como Doença de Chagas, Parvovirose B19, Citomegalovírus, Infecção pelo Zika virus (A constatação de uma associação entre infecção pelo zika vírus  e hidropisia fetal sugere que o vírus pode provocar danos aos tecidos, para além do sistema nervoso central fetal; o mecanismo permece especulativo) podem levar a hidropsia. Anormalidades cardiovasculares e a alfa-talassemia homozigótica tem sido relatados como sendo as causas mais freqüentes, seguido de anormalidades cromossômicas. Em 44%  dos casos não se consegue determinar as causas. O prognóstico é ruim, principalmente se diagnosticada antes de 24 semanas de gestação e principalmente se associada com cariótipo anormal (cursa com uma mortalidade perinatal de 70 a 90%). Fukushima e cl, em uma série de 214 casos, avaliados em um período de 27 anos, relataram uma mortalidade de  41,4% e sobrevivência intacta de 50%.