NEUROIMAGEM: ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA (EHI).
Paulo R. Margotto.
Trata-se de um relato de um caso de EHI predominantemente antenatal/perinatal com neuroimagem (ultrassonografia transfontanelar e ressonância magnética mostrando lesão difusa cística e walleriana ) no qual hipotetizamos a relevância crítica do exame placentário e a possibilidade de cofatores genéticos em quadros atípicos, embora nenhum desses exames estivesse disponíveis.
Recém-nascido transferido aos 6 dias de vida, com de 36 sem e 4 dias ao nascer, 2364g, cesariana (indicação: trabalho de parto prematuro, sofrimento fetal agudo, líquido meconial fuido), tempo de bolsa rota de 12 horas. Apgar de 7-9 (no entanto: reanimação sob máscara com ventilação por pressão positiva (VPP), um ciclo). Há relato de que o bebê não chorou ao nascer, cianótico, clampeamento do cordão imediato. Após VPP , manteve-se hipotônico, letárgico, não chorou em nenhum momento. Ao ser retirado do O2, reiniciou cianose central, sendo colocado em Hood.Diagnóstico como sífilis congênita. Micrognatia, implantação baixa de orelhas, hipotonia generalizada (não autorizada estudo genético). Teste do pezinho positivo para fibrose cística. Mãe com sífilis não tratada. RX de ossos mostrando periostite, Iniciado penicilina. O primeiro rastreio infeccioso foi normal porém com 24 horas, PCR de 7,41 com queda de plaquetas. Aos 7 dias, em CPAP apresentou piora do padrão respiratório sendo colocado em ventilação mecânica por 12 dias, mas retornou a ventilação mecânica por falha de extubação em duas vezes. Com 9 dias de vida, o EEG prolongado mostrou atividade elétrica cerebral desorganizada para a idade e o bebê apresentava movimentos repetitivos em membro superior esquerdo. Aos 42 dias de vida, o bebe faleceu.
