Protocolo para o uso do leite humano (fresco) nos prematuros extremos (<28 semanas)

Protocolo para o uso do leite humano (fresco) nos prematuros extremos (<28 semanas)

Autores: Paulo R. Margotto -Unidade de Neonatologia do HMIB/SES/DF, Marta Rocha Moura -SES/HMIB, Liú Campello Porto- Infectologista – SES/ESCS, Felipe T. de M. Freitas – NCIH/HMIB, Carla Pacheco de Brito – Coordenadora de Neonatologia, Miriam Oliveira dos Santos – Coordenadora BLH SES/DF, Eliana Bicudo – Coordenadora de Infectologia SES/DF, André Albernaz Ferreira –GAD/DIASE/CATES/SAIS/SES, GEAI/DIASE/CATES/SAIS/SES, Fernanda Sena – GAD/DIASE, Jorge Antônio Chamon Júnior – GBM/LACEN/SVS/SES, Ana Célia dos Santos Brito – HRS-BLH.

As taxas de soropositividade materna para o CMV podem variar de 51,6% a 100% e, mais de 96% dessas gestantes, podem ter reativação viral durante a lactação com CMV transmitido no leite materno. Para os RN a termo com infecção pós-natal  pelo CMV, além de frequentemente assintomáticos, não apresentam sequelas ou problemas auditvos a longo prazo. No entanto, o mesmo pode não ocorrer com os pré-termos, principalmente os extremos.       

Excreção viral

            A excreção do DNA viral e virolactia podem ser detectados já no colostro e termina normalmente após cerca de 3 meses após o nascimento.  No entanto o início da excreção viral pode começar com baixa carga viral (<1000 Cópias / mL) e baixa infectividade (sem núcleos de fibroblastos infectados detectáveis em microcultura a curto prazo) dentro de 10 dias pós-parto.  Segundo Hayashi S et al (2011), a reativação do CMV durante a lactação independe da idade gestacional e começa de 1 a 2 semanas pós-parto e termina antes de 10 semanas pós-parto.  Assim, segundo Yoo HS et al (2015), a alimentação com colostro pode não ser bastante infecciosa, independentemente do congelamento–descongelamento ou pasteurização, no entanto, nos pre-termos extremos, proceder a pasteurização do leite humano a partir da segunda semana por 8 semanas.