ÁUDIO POR IA: Carga Convulsiva Antes e Depois da Lidocaína como Terapia Adjuvante em Convulsões Neonatais Confirmadas por Eletroencefalografia (Integrada Por Amplitude)
Seizure Burden before and after Lidocaine as Add–On Therapy in (Amplitude-Integrated) Electroencephalography-Confirmed Neonatal Seizures. Rondagh M, van Oldenmark BO, van Steenis A, Tromp SC, Tan RNGB, Lopriore E, Steggerda SJ, de Vries LS. Neonatology. 2025 Nov 28:1-9. doi: 10.1159/000549690. Online ahead of print.PMID: 41313732. Holanda
Realizado por Paulo R. Margotto.
Estudo retrospectivo unicêntrico avaliou a eficácia da lidocaína (LDC) como terapia adjuvante em 61 neonatos com convulsões refratárias ao fenobarbital (geralmente após midazolam), confirmadas por aEEG/EEG contínuo.Resultados principais:A carga total de convulsões (TSB) mediana caiu de 31 min para 0 min nas 4 horas após LDC (p < 0,001). A carga máxima por hora (MSB) caiu de 10 min/h para 0 min/h (p < 0,001). Redução de 100% das convulsões em 82% dos casos; >80% em 92%; >50% em 97%. Ausência de crises por ≥24 h em 71%, ≥48 h em ~60% e ≥72 h em 52%.Necessidade de anticonvulsivante adicional: apenas 3% em 4 h, mas 41% em 24 h. Melhor resposta em encefalopatia hipóxico-isquêmica e AVC isquêmico; pior em meningite, AVC hemorrágico e algumas etiologias metabólicas/genéticas. Eventos adversos cardíacos graves ocorreram em 3% (2 casos), associados a comorbidades (hipercalemia, insuficiência cardíaca). Portanto, a lidocaína foi altamente eficaz em reduzir (e frequentemente abolir) a carga convulsiva em neonatos com crises refratárias, especialmente quando usada precocemente (terceira linha > quarta linha), com perfil de segurança aceitável sob monitorização cardíaca. Ensaios randomizados são necessários para confirmar os achados e definir o posicionamento ideal no algoritmo terapêutico.
