Como proteger o pulmão do prematuro
Paulo R. Margotto.
1º Simpósio – Cuidados voltados para o desenvolvimento do prematuro.
Divinópolis (MG), 30 de novembro de 2018
Paulo R. Margotto.
1º Simpósio – Cuidados voltados para o desenvolvimento do prematuro.
Divinópolis (MG), 30 de novembro de 2018
Paul R. Margotto
(Capitulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2019, em preparação)
Hipertensão Pulmonar Persistente (HPP) é um sério distúrbio cardiovascular no RN e caracteriza-se pela ausência da diminuição fisiológica da pressão da artéria pulmonar ao nascimento e prolongada exposição do ventrículo direito (VD) a alta pós carga, com conseqüente manutenção de um shunt D-E pelo canal arterial e pelo foramen ovale, provocando hipoxemia refratária a oxigenioterapia.
A grande maioria dos casos é secundária a alta resistência vascular pulmonar (RVP). Nos recém-nascidos, a HPP é quase sempre secundária à desrregulação da RVP.
O VD desempenha um papel essencial no suporte do fluxo sanguíneo pulmonar durante a transição neonatal normal. A capacidade do ventrículo direito para manter ou aumentar seu desempenho no cenário de configuração de HPP, onde há falha no declínio pós-natal normal da resistência vascular pulmonar (RVP), é um importante componente da resposta adaptativa. Muita atenção deverá ser dada à performance do VD na terapêutica
A pressão na artéria pulmonar do feto está em torno de 60-80 mmHg caindo para 18-20mmHg (começa a cair a partir da 6ª a 8ª hora de via) ao final do 1º dia de vida e continua caindo por um certo período de tempo. No RN com HPP, a pressão na artéria pulmonar está ao redor de 70-80mmHg, superior a pressão sistêmica, que está ao redor de 50-55mmHg.
Acredita-se que um em cada 500-1.500 nativivos desenvolve HPP e 1 a 4% das admissões na UTI neonatal tem a HPP como diagnóstico principal.
Paulo R. Margotto, Fabiana Pontes, Renata Araripe, Diogo Pedroso, Adriana Kawaguchi, Maria Eduarda Canellas de Castro, Jefferson Guimarães de Resende
(Capítulo do Livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, 4a Edição, 2021)
Segundo Sant´Anna G e Keszler M, a ventilação mecânica é uma intervenção médica complexa, intensiva em recursos, associada à alta morbidade. Existe uma prática considerável de variação de estilo na maioria dos hospitais e não é apenas confusa para os pais, mas a falta de um padrão consistentemente alto de ventilação ideal priva algumas crianças dos benefícios dos cuidados de ponta.
Desenvolver um protocolo de Unidade para ventilação mecânica requer pesquisa exaustiva, inclusão de todas as partes interessadas, desenvolvimento cuidadoso do protocolo e implementação cuidadosa após um processo educacional completo, seguido de monitoramento.
Um protocolo para suporte respiratório deve ser abrangente, abordando o suporte respiratório na Sala de Parto, o uso de suporte não invasivo, critérios de intubação, administração de surfactante, modos e configurações específicos de ventilação, critérios para terapia escalonada, protocolos de desmame, critérios de extubação e manejo da extubação
Evidências favorecem o uso de suporte não invasivo como tratamento de primeira linha, progredindo para ventilação de suporte de pressão / controle ou pressão combinada com garantia de volume, se necessário, e ventilação de alta frequência apenas para indicações específicas. A estratégia do pulmão aberto é crucial para a ventilação protetora do pulmão.
Esta iniciativa requer um comprometimento considerável de tempo e dedicação, mas irá reduzir variações desnecessárias, eliminar condutas ultrapassadas, e beneficiar pacientes, pais e o pessoal em treinamento.
Autora: Fernanda Arantes Alves Dornelas
Orientadora: Roberta Calheiros Ramos
Frequency of Desaturation and Association With Hemodynamic Adverse Events During Tracheal Intubations in PICUs.
Li S, Hsieh TC, Rehder KJ, Nett S, Kamat P, Napolitano N, Turner DA, Adu-Darko M, Jarvis JD, Krawiec C, Derbyshire AT, Meyer K, Giuliano JS Jr, Tala J, Tarquinio K, Ruppe MD, Sanders RC Jr, Pinto M, Howell JD, Parker MM, Nuthall G, Shepherd M, Emeriaud G, Nagai Y, Saito O, Lee JH, Simon DW, Orioles A, Walson K, Vanderford P, Shenoi A, Lee A, Bird GL, Miksa M, Graciano AL, Bain J, Skippen PW, Polikoff LA, Nadkarni V, Nishisaki A; for National Emergency Airway Registry for Children (NEAR4KIDS) and Pediatric Acute Lung Injury and Sepsis Investigators (PALISI) Network.Pediatr Crit Care Med. 2018 Jan;19(1):e41-e50. doi: 10.1097/PCC.0000000000001384. PMID: 29210925.Similar articles.Apresentação: Juliana Acyole de Oliveira, R4 UTIP HMIB. Coordenação: Alexandre P. Serafim.
Em um total de 5498 intubações traqueais (IT) em 31 UTI Pediátricas (29 instituições), a dessaturação moderada (SatO2<80%) ocorreu em 19,3% e a grave (SatO2<70% em 12,9% . A menor idade, insuficiência respiratória como indicação para IT, e uso de vagolíticos ou cetamina foram associados com maior ocorrência de dessaturação moderada e grave, assim como o número de tentativas de IT. Houve uma associação significativa e independente entre dessaturações moderada e grave com repercussões hemodinâmicas. Estudo de um único Centro demonstrou redução substancial na dessaturação de 14% a 2% com a utilização de sonda nasal de alto fluxo a durante a porção apneica do procedimento IT (especula-se que a oxigenação apneica pode ser mais eficaz em lactentes e populações pediátricas, dado que a reserva de oxigênio é normalmente muito menor). A dessaturação durante a IT na UTI Pediátrica é comum, ocorrendo em aproximadamente uma de cada cinco tentativas de intubação. Entre nós, Laura Haydée S Teixeira analisou-se o cenário das intubações traqueais na UTI Pediátrica do HMIB no período de dezembro de 2016 a dezembro de 2017:a taxa de ocorrência de eventos adversos foi de 36%, sendo 8,6% eventos severos. Dessaturação menor ou igual a 80% foi o evento adverso mais frequente (18,9%), seguido de intubação esofágica com reconhecimento imediato (6,8%). Na Neonatologia, o número de tentativas de intubação associou-se significativamente com a maior ocorrência de hemorragia intraventricular. Sugere-se que esses bebês sejam inicialmente intubadas por operadores experientes e que pré-medicações, quando possível, sejam usadas para aumentar a chance de sucesso
Rapid systematic review shows that using a high-flow nasal cannula is inferior to nasal continuous positive airway pressure as first-line support in preterm neonates.Conte F, Orfeo L, Gizzi C, Massenzi L, Fasola S.Acta Paediatr. 2018 Oct;107(10):1684-1696. doi: 10.1111/apa.14396. Epub 2018 Jun 1. Review.PMID: 29751368.Similar articles.Apresentação: Ana Júlia Furtado, Paulo Renato Miranda, Raphael Andrade.Coordenação: Paulo R. Margotto
Na metanálise de 6 estudos englobando 1227 RN<37 semanas o tratamento com Cânula Nasal (CNAF) resultou em uma taxa significativamente mais alta de falha do tratamento do que CPAPn, no entanto com menores taxas de lesões nasais com a CNAF e sem diferença nas taxas de displasia broncopulmonar entre os grupos. Um estudo comparou CNAF com NIPPV sincronizada, sem diferenças quanto às taxas de falha de tratamento, intubação e displasia broncopulmonar. Estes dados estão em contraste com aqueles obtidos a partir de metanálises de CNAF iniciadas após a extubação, que demonstraram consistentemente que a eficácia é semelhante CPAPn. A maior taxa de falha do tratamento entre bebês recebem CNAF como suporte primário pode refletir sua eficácia reduzida em neonatos com pulmões deficientes em surfactante. A CNAF pode oferecer uma pressão de distensão menos consistente e um pouco menor do que a CPAPN. Uma proporção significativa de crianças que falharam na CNAF não precisou de intubação após o cruzamento para CPAPn ou NIPP. São sugeridas pesquisas futuras comparando CNAF com CPAPn em recém-nascidos muito prematuros e extremamente prematuros em um cenário semelhante, ou seja, a administração precoce de surfactante via administração de surfactantes menos invasivos (LISA-Less invasive surfactant administration) ou (INSURE-intubação-surfactante-extuvação) seguida pela alocação de pacientes para CNAF ou CPAPn. Segundo Peter Davis, da Austrália, escolha a CNAF se você tiver (mais confortável, faz com que os enfermeiros e pais fiquem felizes), mas tenha CPAPn de prontidão, pois os bebês que falharem na CNAF PODEM SER RESGATADOS com o uso de CPAPn. Quanto à bronquiolite viral aguda (BVA): recente estudo de Pouyau R et al em crianças de 6 meses de idade com moderada a grave BVA mostrou que CPAPn pode ser mais eficiente do que a CNAF (essa mostrou significativa falha após 6 horas) para suporte respiratório inicial em jovens lactentes hospitalizados em uma UTI Pediátrica de moderada a grave bronquiolite viral aguda. Tal como no estudo em neonatos abordado anteriormente, os bebês que falharam na CNAF foram tratados com sucesso com CPAPn (2/3). E o barulho?De acordo com o dispositivo usada na CNAF os decibéis (dB) podem chegar até 91,4 dB e a Academia Americana de Pediatria recomenda <45dB! (CPAPn:73,9-77,4 Db).
LAURA HAYDÉE SILVA TEIXEIRA.
Através de um Checklist aplicado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília (DF), analisou-se o cenário das intubações traqueais nesse serviço no período de dezembro de 2016 a dezembro de 2017. Das 58 intubações traqueais analisadas nesse período, 100% foram orotraqueais sob laringoscopia direta, com curso bem-sucedido.Tubos orotraqueais sem cuff são preferencialmente utilizados. Em 51% dos casos realizou-se manipulação externa da laringe. Utilizou-se sequência rápida de intubação em 94%, com associação de atropina, cetamina, midazolam e rocurônio na maioria dos pacientes. Em 80% dos cursos, residentes de terapia intensiva pediátrica foram os profissionais que realizaram a intubação. Foi obtido 75,8% de sucesso na primeira tentativa. Confirmou-se a intubação principalmente pelo exame físico, oximetria e radiografia de tórax. A taxa de ocorrência de eventos adversos foi de 36%, sendo 8,6% eventos severos. Dessaturação menor ou igual a 80% foi o evento adverso mais frequente, seguido de intubação esofágica com reconhecimento imediato. Metade dos pacientes recebeu tempo de pré-oxigenação menor que o mínimo preconizado. Em 52% dos casos a laringoscopia foi menor que 30 segundos.
Luciana Monte, Universidade Católica de Brasília
1º Simpósio Internacional de Neonatologia do Distrito Federal, 1º Simpósio Internacional do HMIB “DR. PAULO ROBERTO MARGOTTO”
Luciana Monte, Universidade Católica de Brasília
1º Simpósio Internacional de Neonatologia do Distrito Federal, 1º Simpósio Internacional do HMIB “DR. PAULO ROBERTO MARGOTTO”
Guilherme Sant’Anna, MD, PhD, FRCPC. Associate Professor of Pediatrics McGill University Health Center
Observação: esta Apresentação não chegou a ser realizada, mas graças ao carinho que o Dr. Guilherme tem com os Neonatologista do Brasil foi gentilmente disponibilizada
1º Simpósio Internacional de Neonatologia do Distrito Federal, 1º Simpósio Internacional de Neonatologia do HMIB “DR. PAULO ROBERTO MARGOTTO”